Candidato ao Governo afirma que lideranças municipais estariam sendo pressionadas por meio de convênios e repasses estaduais para apoiar Otaviano Pivetta
O candidato ao Governo de Mato Grosso, senador Wellington Fagundes (PL), afirmou nesta segunda-feira (28) acreditar que o chamado “voto silencioso” poderá alterar o resultado das urnas. Segundo ele, servidores públicos e lideranças municipais estariam evitando declarar publicamente sua preferência eleitoral devido a supostas pressões políticas.
Fagundes afirmou que prefeitos do interior estariam sendo pressionados a apoiar o governador e candidato à reeleição, Otaviano Pivetta (Republicanos), sob o risco de perder ou ter recursos de convênios estaduais comprometidos.
“Há pressão em cima das lideranças. Assinaram o convênio com os prefeitos e falaram: ‘se você não apoiar, você não receberá o convênio’”, relatou o senador a jornalistas.
De acordo com Fagundes, alguns prefeitos teriam relatado a ele que estariam mantendo uma postura pública favorável a Pivetta por receio de retaliações, mas que, no momento da votação, poderiam optar por outro candidato. O senador classificou a prática, caso confirmada, como abuso de poder político.
O termo “voto silencioso” é utilizado para definir situações em que o eleitor não revela publicamente sua intenção de voto. Fagundes afirmou que esse comportamento poderia fazer com que sua votação nas urnas fosse diferente dos percentuais apresentados atualmente pelas pesquisas eleitorais.
As acusações de pressão sobre prefeitos, porém, já foram negadas por Pivetta. O cenário também envolve prefeitos filiados ao próprio PL que declararam apoio à candidatura do governador. Entre eles estão Flávia Moretti, de Várzea Grande, e Cláudio Ferreira, de Rondonópolis.
A disputa entre os dois candidatos também tem provocado divergências dentro do PL, com parte dos prefeitos da legenda declarando apoio à reeleição de Pivetta, apesar de Wellington ser o candidato oficial do partido ao Governo.
Fagundes encerrou a declaração reforçando a acusação de que haveria condicionamento político na liberação de recursos. “Eles exigem que todos os prefeitos têm que apoiar, que senão não vai pagar o convênio. Sabe o que é isso? Abuso de poder político”, afirmou.