A aprovação do Projeto de Lei nº 1.365/2022 na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado, nesta terça-feira (14), ganhou um significado ainda mais amplo ao ser destacada pelo senador Wellington Fagundes. Para ele, a medida vai além de números: representa respeito, valorização e um novo olhar para quem está na linha de frente da saúde.
A proposta estabelece o piso salarial de médicos e cirurgiões-dentistas em R$ 13.662 para uma jornada de 20 horas semanais — uma atualização histórica de um valor que permanecia defasado desde 1961.
Ao comentar a aprovação, Wellington enfatizou que o fortalecimento da saúde começa pela valorização dos profissionais.
“Não se constrói uma saúde pública de qualidade sem reconhecer quem cuida das pessoas. Esse é um passo essencial para garantir dignidade aos profissionais e melhorar o atendimento, principalmente nas regiões mais distantes”, afirmou.
O senador também destacou a realidade de Mato Grosso, um estado com dimensões continentais e desafios históricos na distribuição de profissionais da saúde. Atualmente, grande parte dos médicos e dentistas está concentrada nos grandes centros, o que dificulta o acesso da população do interior a um atendimento de qualidade.
Dados mostram esse desequilíbrio: dos mais de 8 mil médicos no estado, quase metade está na capital. Situação semelhante ocorre com os cirurgiões-dentistas, reforçando a necessidade de políticas que incentivem a presença desses profissionais em todas as regiões.
Na avaliação de Wellington, o novo piso salarial é uma ferramenta estratégica para mudar esse cenário.
“Quando você valoriza o profissional, você cria condições para que ele permaneça nas cidades do interior. Isso significa mais acesso, mais qualidade e mais dignidade para a população”, pontuou.
Além da atualização do piso, o projeto prevê reajuste anual com base no IPCA e apoio financeiro por meio do Fundo Nacional de Saúde, reduzindo o impacto para estados e municípios.
A proposta segue agora para análise da Comissão de Assuntos Sociais (CAS), dando continuidade a um debate que, segundo Wellington Fagundes, é essencial para o futuro da saúde pública no Brasil.
Por: Alex Rabelo — jornalista e analista político | MT Urgente News


