Candidato ao Governo de Mato Grosso afirma que adversário faz acusações sem apresentar provas e diz que pretende manter campanha baseada no respeito aos concorrentes
O senador Wellington Fagundes (PL), candidato ao Governo de Mato Grosso, reagiu nesta segunda-feira (17) às declarações do governador Otaviano Pivetta (Republicanos) sobre supostas negociações envolvendo emendas parlamentares. Durante entrevista ao programa A Notícia de Frente, da TV Vila Real, o senador afirmou que o adversário costuma fazer acusações sem apresentar provas e o classificou como “falastrão”.
A declaração ocorreu após Pivetta questionar, na semana passada, a atuação de Wellington na destinação de emendas parlamentares. Segundo o governador, o senador teria construído parte de sua trajetória política por meio da negociação de emendas e deveria explicar a aplicação de mais de R$ 1,5 bilhão destinados ao longo dos últimos 12 anos.
Wellington contestou as afirmações e transferiu o foco para integrantes do grupo político ligado ao atual governo. O senador citou investigações da Polícia Federal e decisões judiciais envolvendo ex-integrantes da administração estadual para rebater as críticas.
“Deixa de ser falastrão. Esse senhor é acostumado a fazer acusações e depois corre. Nada melhor do que a Justiça. Quem está fugindo da Justiça são eles. A Polícia Federal e o Supremo Tribunal Federal estão aí mostrando isso”, afirmou.
Durante a entrevista, Wellington também criticou a forma como Pivetta vem se posicionando diante dos demais nomes que disputam o Governo de Mato Grosso. O senador afirmou que pretende manter uma postura de respeito durante a campanha e diferenciou a figura de um concorrente eleitoral daquela de um adversário que, segundo ele, utiliza ataques pessoais.
“Eu respeito todos os candidatos. Todo cidadão que se dispõe a disputar uma eleição merece respeito. Vou tratar todos com respeito. Agora, é bom separar o que é um concorrente e o que é um adversário falastrão”, declarou.
A troca de acusações ocorre em meio à movimentação dos pré-candidatos ao Palácio Paiaguás e deve ampliar o confronto político entre os principais nomes que se preparam para a disputa pelo Governo de Mato Grosso.


