Levantamento mostra que o Estado está entre as 11 unidades da federação onde o biocombustível é mais competitivo que a gasolina, considerando a regra de paridade de 70%. O etanol voltou a ser a opção mais vantajosa para abastecer em Mato Grosso, segundo levantamento da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), que compara os preços dos combustíveis comercializados nos postos de todo o país. O Estado está entre as 11 unidades da federação onde o etanol apresenta maior competitividade em relação à gasolina. A análise considera a chamada paridade de 70%, cálculo utilizado pelo mercado para definir qual combustível oferece melhor custo-benefício para veículos flex. Pela regra, o etanol é mais econômico quando seu preço corresponde a até 70% do valor da gasolina, já que o biocombustível possui rendimento energético inferior por litro em comparação ao derivado de petróleo. Além de Mato Grosso, a vantagem do etanol foi identificada em São Paulo, Distrito Federal, Goiás, Mato Grosso do Sul, Tocantins, Bahia, Minas Gerais, Paraná, Santa Catarina e Sergipe. A competitividade do combustível em Mato Grosso está diretamente ligada à forte produção agrícola e à elevada oferta regional de etanol, fatores que contribuem para reduzir os custos de distribuição e tornar o produto mais acessível ao consumidor. A diferença de preços entre os estados é influenciada por fatores como logística, carga tributária e a relação entre oferta e demanda. Regiões próximas aos polos produtores tendem a oferecer maior vantagem para o biocombustível, enquanto locais mais distantes costumam registrar preços menos competitivos. Além do aspecto econômico, o etanol também é considerado uma alternativa ambientalmente mais sustentável que a gasolina, por ser produzido a partir de fonte renovável e emitir menos gases de efeito estufa. Mais etanol na gasolina A competitividade do biocombustível ocorre em meio a uma mudança na composição da gasolina comercializada no país. Nesta terça-feira (14), o Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) aprovou o aumento da mistura de etanol anidro na gasolina, que passa de 30% para 32%, com possibilidade de chegar a 35% no futuro. A medida havia sido adiada em outras ocasiões devido a divergências entre representantes do setor, especialistas e integrantes do governo. A decisão foi tomada em um cenário de instabilidade no mercado internacional do petróleo, influenciado pelos conflitos no Oriente Médio, que impactam os preços dos combustíveis no Brasil. Para os consumidores de Mato Grosso, a orientação é acompanhar os valores praticados nos postos e aplicar a regra dos 70% antes de decidir entre etanol e gasolina, já que a vantagem pode variar conforme a região e as oscilações do mercado.
Michelly diz que marido deixou secretaria após pressão política por causa de voto na Câmara: “Não abri mão da minha independência”
Segundo a vereadora, Jeferson Neves foi pressionado porque ela não apoiou a reeleição de Paula Calil para a presidência da Câmara de Cuiabá A disputa pela presidência da Câmara Municipal de Cuiabá ganhou mais um capítulo nesta terça-feira (15). A vereadora Michelly Alencar (União Brasil) afirmou que a saída do marido, Jeferson Neves, da Secretaria Municipal de Esportes ocorreu após pressões políticas relacionadas à eleição da Mesa Diretora. De acordo com a parlamentar, o problema começou porque ela decidiu não acompanhar o prefeito Abilio Brunini (PL) na tentativa de reeleger a presidente da Câmara, Paula Calil (PL). Segundo Michelly, embora continue fazendo parte da base do prefeito, ela optou por exercer seu direito de votar em outro candidato por entender que a eleição da Mesa Diretora é uma decisão exclusiva do Poder Legislativo. Ela afirma que essa posição acabou refletindo diretamente na permanência do marido dentro da Prefeitura. “Meu marido começou a sofrer pressão porque eu não estava no grupo que apoiava a Paula. Como ele fazia parte da equipe da Prefeitura, os aliados do prefeito passaram a cobrar um posicionamento”, afirmou. “Nunca deixei de ser base do prefeito” Michelly fez questão de destacar que sua decisão não significava rompimento com a gestão de Abilio Brunini. Segundo ela, a divergência existia apenas em relação à eleição da Mesa Diretora. “Eu sempre fui base do prefeito. O que eu defendia era a independência da Câmara. A eleição da Mesa pertence aos vereadores e não ao Executivo”, declarou. “O ambiente ficou insustentável” A vereadora afirma que, com o avanço da disputa política, o clima dentro da Prefeitura mudou. Ela relata que vereadores que não apoiaram Paula Calil deixaram de participar do grupo político do prefeito e que, posteriormente, recebeu uma mensagem de Abilio dizendo para que ela seguisse seu próprio caminho. Na avaliação de Michelly, a pressão acabou tornando inviável a permanência de Jeferson Neves na Secretaria de Esportes. “Chegou um momento em que não existia mais ambiente para ele permanecer no cargo”, disse. Promessa teria sido diferente Michelly também revelou que, antes de aceitar o convite para assumir a Secretaria de Esportes, Jeferson Neves questionou o prefeito sobre uma possível interferência política. Segundo ela, o secretário queria ter certeza de que seu trabalho não dependeria das posições adotadas pela esposa na Câmara. A resposta, segundo a vereadora, foi de que isso jamais aconteceria. “Ele perguntou ao prefeito se o cargo poderia depender das minhas decisões como vereadora. O prefeito respondeu que isso nunca aconteceria. Mas, infelizmente, foi exatamente o que aconteceu”, afirmou. Independência será mantida Mesmo após a saída do marido da administração municipal, Michelly garante que continuará votando de forma independente. Ela afirma que seguirá apoiando projetos que considerar importantes para Cuiabá, mas que também continuará fiscalizando a Prefeitura. “Não vou fazer oposição por fazer. Vou apoiar tudo aquilo que for bom para Cuiabá, mas também vou cobrar quando achar necessário. Meu compromisso é com a população”, declarou. Crise vai além da eleição da Câmara A declaração da vereadora ocorre em meio ao acirramento da disputa pela presidência da Câmara Municipal. Nos últimos dias, vereadores relataram mudanças na relação com o Executivo após manifestarem apoio a candidatos diferentes do nome defendido pelo prefeito. Além da saída de Jeferson Neves, outros cargos ligados a parlamentares também passaram por mudanças, aumentando a percepção de desgaste entre parte da base governista e o Palácio Alencastro. Análise | Alex Rabelo – Jornalista e Estrategista Político O episódio mostra que a disputa pela presidência da Câmara deixou de ser apenas uma eleição interna do Legislativo e passou a influenciar diretamente a relação entre o Executivo e sua base de apoio. O ponto central da declaração de Michelly Alencar não é apenas a saída do secretário de Esportes. O que ela afirma é que a permanência do marido teria passado a depender do posicionamento político dela na Câmara. Se essa percepção se consolidar entre os vereadores, o desgaste para o Executivo pode aumentar. Afinal, um dos pilares da democracia é a independência entre os Poderes. Ao mesmo tempo, a gestão municipal nega que decisões administrativas estejam sendo condicionadas a votos políticos. Com a eleição da Mesa Diretora se aproximando, a tendência é que a disputa continue intensa. Mais do que escolher quem comandará a Câmara, o processo passou a medir a força política do prefeito dentro do Legislativo e a testar a fidelidade de sua base. Afinal, o que começou como uma eleição interna transformou-se em um dos principais embates políticos de Cuiabá em 2026. Por: Alex Rabelo
Base de Abilio sofre derrota parcial e votação mostra que prefeito ainda não tem votos para reeleger Paula Calil na Câmara
Projeto que altera o Regimento Interno avança na CCJR, mas placar revela que grupo governista está longe dos 18 votos necessários para aprovar mudança A votação realizada nesta terça-feira (15) na Câmara Municipal de Cuiabá mostrou que o prefeito Abilio Brunini (PL) e a presidente da Casa, Paula Calil (PL) ainda não possuem apoio suficiente para alterar o Regimento Interno e permitir a reeleição da atual Mesa Diretora. Embora o parecer da Comissão de Constituição, Justiça e Redação (CCJR) tenha sido aprovado, o placar de 13 votos favoráveis contra 12 contrários revelou que a base governista está distante do quórum exigido para aprovar a mudança. Pelas regras atuais da Câmara, a alteração do Regimento Interno depende do voto favorável de dois terços dos vereadores, ou seja, 18 votos. Na prática, o resultado deixou claro que, neste momento, o grupo liderado por Abilio e Paula Calil possui apenas 13 votos, faltando cinco parlamentares para alcançar o número necessário. O que está em discussão? O projeto, de autoria do vereador Marcus Brito Júnior (PV), altera o artigo 23 do Regimento Interno da Câmara para permitir que integrantes da Mesa Diretora possam disputar uma recondução consecutiva ao mesmo cargo. Hoje, a interpretação das regras impede que a atual presidente concorra novamente na mesma legislatura. Caso a mudança seja aprovada em plenário, Paula Calil poderá disputar um novo mandato na presidência da Câmara ainda este ano. Derrota também no Judiciário A votação aconteceu um dia após o Tribunal de Justiça de Mato Grosso negar o pedido apresentado pela Prefeitura de Cuiabá. Na ação, o prefeito Abilio Brunini buscava que a alteração do Regimento pudesse ser aprovada por maioria simples, reduzindo a necessidade dos atuais 18 votos. Com a negativa da Justiça, permanece valendo a exigência do quórum qualificado. Como votaram os vereadores Votaram favoravelmente à mudança: Wilson Kero Kero Baixinha Giraldelli Marcus Brito Júnior Samantha Íris Marcrean Santos Coronel Dias Cezinha Nascimento Demilson Nogueira Mário Nadaf Adevair Cabral Dilemário Alencar Kássio Coelho Rafael Ranalli Votaram contra: Maria Avalone Michelly Alencar Dídimo Vovô Maysa Leão Alex Rodrigues Daniel Monteiro Ilde Taques Katiuscia Mantelli Jeferson Siqueira Eduardo Magalhães Chico 2000 Dra. Mara A presidente Paula Calil não participou da votação, enquanto o vereador Sargento Joelson esteve ausente. Próximos passos A aprovação do parecer na CCJR não altera imediatamente o Regimento Interno. O projeto ainda precisa ser analisado e votado pelo plenário da Câmara, onde será necessário atingir os 18 votos favoráveis para que a mudança seja aprovada. Caso esse número não seja alcançado, a regra permanecerá como está e Paula Calil ficará impedida de disputar a reeleição para a presidência da Casa. Análise | Alex Rabelo – Jornalista e Estrategista Político O placar desta terça-feira talvez tenha sido mais importante do que a própria votação. Na prática, ele funcionou como um “termômetro político” da força do prefeito Abilio Brunini dentro da Câmara Municipal. Mesmo com toda a articulação dos últimos dias, com reuniões, negociações e até uma tentativa de judicializar o tema, o grupo governista conseguiu reunir apenas 13 votos, cinco a menos do que o necessário para alterar o Regimento. Outro ponto que chama atenção é que a derrota no Tribunal de Justiça acabou aumentando o peso da votação política. Como a Justiça manteve a exigência dos 18 votos, qualquer mudança dependerá exclusivamente da capacidade de articulação do prefeito junto aos vereadores. Agora começam os bastidores mais intensos. Até a votação definitiva, o cenário ainda pode mudar. Haverá novas conversas, tentativas de convencimento e negociações para conquistar os votos que faltam. Ao mesmo tempo, a oposição e parte dos vereadores independentes saem fortalecidos, pois demonstraram que, neste momento, possuem votos suficientes para impedir a alteração das regras. Mais do que a disputa pela presidência da Câmara, o episódio também serve como um teste da capacidade de articulação política da gestão Abilio Brunini. A forma como esse impasse será conduzido poderá influenciar diretamente a relação entre o Executivo e o Legislativo nos próximos meses. Por: Alex RabeloJornalista e Estrategista Político | MT Urgente News
Abilio anuncia novo secretário de Esporte e Lazer e destaca legado de Jefferson Neves na gestão
Mateus Silva deixa as secretarias-adjuntas de Obras e Educação para comandar a pasta; prefeito afirma que saída de Jefferson ocorreu em comum acordo e por decisão familiar. O prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini, confirmou a nomeação de Mateus Silva para assumir a Secretaria Municipal de Esporte e Lazer. A mudança ocorre após a saída de Jefferson Neves, que deixou o cargo para dedicar mais tempo à família durante o período eleitoral. Antes da nova missão, Mateus Silva atuava como secretário-adjunto de Obras e também exercia a função de secretário-adjunto de Educação na atual administração. Agora, passa a comandar a política esportiva e de lazer da capital. Ao anunciar a mudança, Abilio fez questão de reconhecer o trabalho desenvolvido por Jefferson Neves à frente da pasta. O prefeito afirmou que a decisão foi construída em consenso e ressaltou a contribuição do ex-secretário para a gestão municipal. Segundo o prefeito, Jefferson comunicou pessoalmente a intenção de deixar o cargo para priorizar questões familiares neste período. Abilio afirmou que compreendeu a decisão e destacou que o ex-secretário encerra sua passagem pela administração com reconhecimento pelo desempenho e pela dedicação ao município. O chefe do Executivo também deixou aberta a possibilidade de um retorno futuro de Jefferson à equipe de governo, destacando a confiança e o respeito conquistados durante sua atuação na Secretaria de Esporte e Lazer. Enquanto isso, Mateus Silva assume o desafio de dar continuidade às ações e projetos voltados ao fortalecimento do esporte e da promoção do lazer em Cuiabá.
Arquidiocese de Cuiabá celebra 200 anos da criação do Bispado com Missa de Ação de Graças
Arquidiocese celebra os 200 anos da criação da Diocese de Cuiabá com Missa em Ação de Graças nesta quarta-feira (15), às 18h30, na Catedral Basílica do Senhor Bom Jesus Na próxima quarta-feira, 15 de julho, a Arquidiocese de Cuiabá celebrará o Bicentenário da criação da Diocese com uma Missa em Ação de Graças, às 18h30, na Catedral Basílica do Senhor Bom Jesus Cuiabá. A celebração reunirá o clero, fiéis, religiosos e religiosas; para esse momento de agradecimento e celebração histórica de dois séculos de caminhada. Em 15 de julho de 1826, o Papa Leão XII assinou a bula que elevou a então Prelazia de Cuiabá à condição de Diocese. À frente da Igreja local estava o missionário capuchinho Frei José Maria de Macerata, religioso italiano que havia conquistado o carinho da população cuiabana após anos de trabalho missionário entre os indígenas Guaná, na região do Pantanal. Reconhecido pela dedicação pastoral e pelo espírito missionário, Frei José Maria foi escolhido pelo próprio povo cuiabano para ser seu pastor. Apesar disso, nunca chegou a ser sagrado bispo. O pedido para sua nomeação episcopal permaneceu durante anos aguardando definição em Roma, em meio às incertezas políticas que marcaram os primeiros anos após a Independência do Brasil. Posteriormente, com o fortalecimento de um sentimento contrário aos estrangeiros na administração do novo Império, Frei José Maria acabou sendo afastado do governo da Diocese justamente por sua origem italiana. Após quase duas décadas dedicadas ao cuidado espiritual da Igreja em Cuiabá, o missionário faleceu em 1846, sem nunca receber a ordenação episcopal, tornando-se uma das figuras mais singulares da história da Igreja no Centro-Oeste brasileiro. Outro aspecto pouco conhecido do processo de criação da Diocese de Cuiabá é sua estreita ligação com a consolidação da Independência do Brasil. A decisão da Santa Sé de criar a Diocese não aconteceu de forma isolada. Ela foi possível porque, meses antes, Roma havia reconhecido oficialmente o Brasil como uma nação independente. O pedido para elevar Cuiabá à condição de Diocese integrou o mesmo conjunto de negociações diplomáticas entre a Santa Sé e o recém-formado Império Brasileiro, fazendo da criação da Diocese parte desse importante momento histórico. Mesmo criada oficialmente em 1826, a Diocese permaneceu por vários anos sem um bispo efetivamente nomeado e empossado. Foi um período de vacância, coincidentemente, semelhante ao que estamos vivendo nos dias atuais. Durante esse período, a administração da Igreja foi confiada ao sacerdote cuiabano Padre Antônio Tavares, que assumiu a missão de conduzir a Diocese até a chegada de seu primeiro pastor. Somente em 1832 foi nomeado e sagrado o primeiro bispo da Diocese de Cuiabá, Dom José Antônio dos Reis, brasileiro. Ele chegou à capital mato-grossense em 1833. A história registra um episódio carregado de simbolismo: apenas dois dias após a chegada de Dom José Antônio dos Reis, Padre Antônio Tavares faleceu. Para muitos historiadores, foi como se tivesse permanecido firme apenas para entregar a Igreja ao seu novo pastor. Entre um frade amado pelo povo, que jamais recebeu a ordenação episcopal, e um padre que sustentou a Diocese durante anos de espera, foram lançadas as bases da Igreja Católica em Mato Grosso. Duzentos anos depois, a Arquidiocese de Cuiabá convida toda a comunidade para celebrar essa história de fé, missão e perseverança na Missa em Ação de Graças pelo Bicentenário da criação da Diocese de Cuiabá, nesta quarta-feira, 15 de julho, às 18h30, na Catedral Basílica do Senhor Bom Jesus, marco da caminhada da Igreja na capital mato-grossense. MISSA DE AÇÃO DE GRAÇAS Local:Catedral de Cuiabá Data: 15/07/2026 Horário: 18h30
Avião com carga de cocaína é encontrado após dois meses da queda em MT; dois corpos são localizados entre destroços
Polícia Militar apreendeu 78 tabletes de cocaína em área rural de Reserva do Cabaçal; aeronave e vítimas estavam em avançado estado de decomposição e caso será investigado pela Polícia Federal. Uma aeronave que teria caído há cerca de dois meses na zona rural de Reserva do Cabaçal, a 330 quilômetros de Cuiabá, foi localizada nesta segunda-feira (13) por equipes da Polícia Militar. No local, os policiais encontraram 78 tabletes de substância análoga à cocaína e dois corpos em avançado estado de decomposição. A ocorrência foi registrada após policiais do 17º Batalhão receberem informações sobre destroços de um avião em uma propriedade rural situada entre as comunidades Jiboia e Lajeado. Ao chegarem ao local, as equipes confirmaram a existência da aeronave e localizaram a carga de entorpecentes espalhada entre os destroços. Durante a inspeção, os militares também identificaram sinais de que o cenário havia sido alterado antes da chegada das autoridades, com indícios de manipulação da área e dos destroços da aeronave. A aeronave e os corpos permaneceram no local para os trabalhos de perícia, que deverão esclarecer as circunstâncias da queda e identificar as vítimas. Os 78 tabletes de cocaína apreendidos foram encaminhados à Delegacia da Polícia Federal em Cáceres, que ficará responsável pela investigação e pelas providências relacionadas ao caso. As autoridades apuram a origem da aeronave, o destino da carga de drogas e a possível participação de organizações criminosas no transporte do entorpecente.
Óleo de soja, milho e canola terá novas regras no Brasil; veja o que muda para consumidores e indústrias
Governo endurece fiscalização, cria novos padrões de qualidade e amplia exigências para produtos vendidos no país Quem compra óleo de soja, milho, canola, girassol ou algodão passará a contar com regras mais rígidas para garantir a qualidade do produto que chega às prateleiras. O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) publicou uma nova portaria que atualiza os padrões oficiais de identidade e qualidade desses óleos vegetais refinados, substituindo uma norma que estava em vigor desde 2006. A medida entra em vigor 30 dias após a publicação, enquanto as empresas terão 18 meses para adequar as embalagens e a rotulagem. Como era? Até agora, a fiscalização seguia regras estabelecidas há quase 20 anos. A legislação definia padrões básicos para a produção e comercialização dos óleos vegetais, mas não reunia todos os critérios em um único regulamento nem previa uma classificação nacional padronizada para os produtos. Além disso, havia menos exigências para verificar se o óleo vendido realmente correspondia ao que estava informado no rótulo. Como passa a ser? Com a nova regulamentação, o Ministério da Agricultura passa a adotar critérios mais rigorosos de controle de qualidade. A principal mudança é que todos os óleos refinados passarão por uma classificação oficial, baseada em análises laboratoriais. Os produtos serão enquadrados em três categorias: Tipo Único – quando atenderem todos os padrões de qualidade exigidos. Fora de Tipo – quando apresentarem alterações, mas ainda puderem ser reprocessados. Desclassificado – quando não atenderem aos requisitos, ficando proibidos de ser comercializados da forma como estão. Fiscalização será mais rigorosa Outra novidade é o aumento da fiscalização para combater fraudes. O Ministério poderá realizar exames laboratoriais para verificar se o óleo vendido realmente corresponde ao informado na embalagem. Caso seja identificado que um óleo de soja, por exemplo, foi misturado com outro tipo de óleo vegetal sem a devida informação ao consumidor, o produto poderá ser desclassificado. Também serão analisados fatores como: índice de acidez; qualidade da conservação; umidade; presença de impurezas; estabilidade do produto; composição dos ácidos graxos; resíduos e contaminantes. Produtos com odor inadequado, sinais de deterioração, contaminação ou substâncias proibidas também não poderão ser comercializados. Mudanças nos rótulos As embalagens também passarão por alterações. Além das informações já obrigatórias, os rótulos deverão identificar corretamente a categoria do óleo, o lote de fabricação e os dados da empresa responsável. No caso dos produtos importados, será obrigatório informar também o país de origem e os dados do importador. Novas categorias Outra mudança prevista pela portaria é o reconhecimento oficial de duas novas categorias de óleo de girassol: Girassol Médio Oleico; Girassol Alto Oleico. Cada uma terá padrões específicos de qualidade e composição. Objetivo é dar mais segurança ao consumidor Segundo o Ministério da Agricultura, o objetivo da nova regulamentação é aumentar a transparência, combater fraudes e garantir que o consumidor leve para casa exatamente o produto indicado no rótulo. Na prática, as novas regras fortalecem a fiscalização sobre a cadeia produtiva dos óleos vegetais refinados, elevam os padrões de qualidade exigidos pela indústria e oferecem mais segurança para quem consome esses produtos diariamente.
Licença de Abilio para apoiar campanha da esposa reacende debate sobre uso do capital político para eleger familiares
Prefeito admite que poderá deixar temporariamente o comando da Capital para reforçar candidatura de Samantha Iris; discussão sobre sucessão familiar ganha força em Mato Grosso A confirmação do prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini (PL), de que poderá se licenciar do cargo por até 20 dias para participar da campanha da esposa, a vereadora Samantha Iris (PL), reacendeu um debate cada vez mais presente na política mato-grossense: até que ponto o mandato conquistado nas urnas deve ser utilizado para fortalecer projetos políticos familiares? Abilio afirmou que pretende escolher o período mais estratégico da campanha para acompanhar a esposa em agendas pelo interior do Estado. Segundo ele, a administração municipal continuará funcionando normalmente durante sua ausência. Caso a licença seja confirmada, a vice-prefeita Vânia Rosa (MDB) seria a primeira na linha sucessória. Entretanto, como também é pré-candidata à Assembleia Legislativa, poderá optar por não assumir a Prefeitura. Nesse cenário, a presidência do Executivo poderá ser exercida pela presidente da Câmara de Cuiabá, Paula Calil (PL). Um cenário que se repete O episódio ocorre em um momento em que Mato Grosso presencia diversos movimentos políticos envolvendo candidaturas de familiares. Em diferentes regiões do Estado, prefeitos apoiam esposas, vereadores trabalham para eleger irmãos e outras lideranças utilizam seu capital político para fortalecer candidaturas dentro do próprio núcleo familiar. Embora a legislação permita candidaturas de parentes, especialistas observam que esse tipo de estratégia costuma gerar discussões sobre sucessão política, renovação de lideranças e prioridades durante o exercício do mandato. Gestão ou projeto político? A confirmação da possível licença de Abilio também ocorre em meio a um período de forte movimentação política em Cuiabá. Nas últimas semanas, o prefeito esteve no centro de debates envolvendo a tentativa de alterar regras da Câmara Municipal, embates com vereadores da base e declarações que repercutiram em todo o Estado. Agora, a possibilidade de se afastar do cargo para participar diretamente da campanha da esposa amplia o debate sobre o equilíbrio entre a administração da cidade e a participação em projetos eleitorais. Análise | Alex Rabelo – Jornalista e Estrategista Político A política brasileira sempre conviveu com famílias tradicionais ocupando espaços de poder. Isso, por si só, não configura irregularidade nem impede que parentes disputem eleições. A questão que começa a surgir no imaginário do eleitor é outra. Qual passa a ser a prioridade de quem foi eleito? Governar bem para entregar resultados à população? Ou utilizar a visibilidade e a estrutura política conquistadas no mandato para impulsionar uma nova candidatura dentro da própria família? Essa é uma reflexão que vale para todos os partidos e para todas as regiões do Estado. Quando um prefeito anuncia que pretende interromper temporariamente sua gestão para atuar na campanha da esposa, é natural que parte da população passe a fazer perguntas. Será que a prioridade continua sendo administrar a cidade? Ou o foco já está voltado para o próximo projeto eleitoral? Outro ponto que merece atenção é um fenômeno que tem se repetido em Mato Grosso: irmãos trabalhando para eleger irmãos, prefeitos liderando campanhas de esposas, vereadores fortalecendo candidaturas de familiares. Tudo isso é permitido pela legislação. Mas a política não é julgada apenas pela lei. Ela também é julgada pela percepção da sociedade. E talvez a pergunta mais importante que o eleitor precise responder nas urnas seja: O mandato está sendo usado para transformar a vida das pessoas ou para ampliar o poder político da própria família? No fim, a decisão continuará sendo exclusivamente do eleitor, que terá a oportunidade de avaliar não apenas discursos e promessas, mas também quais lideranças demonstraram compromisso com a gestão pública e quais priorizaram seus projetos políticos familiares. Esse é um debate legítimo em uma democracia e tende a ganhar ainda mais força à medida que a eleição se aproxima. Por: Alex RabeloJornalista e Estrategista Político | MT Urgente News
Abilio confirma licença para reforçar campanha da esposa e admite possibilidade de Paula Calil assumir Prefeitura de Cuiabá
Prefeito pretende se afastar por até 20 dias durante o período eleitoral para apoiar a candidatura de Samantha Iris; vice Vânia Rosa deve abrir mão da sucessão para manter disputa por vaga na Assembleia. O prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini (PL), confirmou que pretende se licenciar do cargo por um período de até 20 dias durante a campanha eleitoral deste ano para participar ativamente da candidatura da esposa, a vereadora Samantha Iris (PL), pré-candidata a deputada estadual. Segundo o prefeito, o afastamento deve ocorrer no momento considerado mais estratégico da campanha. A intenção é percorrer municípios ao lado da esposa sem comprometer a administração da Capital. Abilio afirmou que, caso não seja possível conciliar a agenda da Prefeitura com as atividades eleitorais, a gestão será conduzida temporariamente por outro representante do Executivo. Pela ordem sucessória, a primeira a assumir seria a vice-prefeita Vânia Rosa (MDB). No entanto, como também é pré-candidata à Assembleia Legislativa, ela tende a renunciar ao direito de ocupar o cargo durante o afastamento do prefeito, já que a legislação eleitoral impede a candidatura de quem assumir a chefia do Executivo nesse período. Com a eventual desistência de Vânia, a presidência da Prefeitura passaria à presidente da Câmara Municipal, Paula Calil (PL), que integra o mesmo partido de Abilio. O prefeito afirmou confiar tanto na vice quanto na chefe do Legislativo e declarou que Paula tem condições de conduzir a administração durante uma licença temporária, destacando que a estrutura administrativa garante a continuidade dos serviços públicos. Apesar da confiança institucional, Abilio voltou a demonstrar o desgaste na relação política com Vânia Rosa. O prefeito afirmou que a vice já não representa os princípios que motivaram sua escolha para compor a chapa vencedora das eleições de 2024. Abilio criticou a aproximação de Vânia com o MDB, partido presidido em Mato Grosso pela deputada estadual Janaina Riva, adversária política do prefeito. Segundo ele, se tivesse conhecimento desse alinhamento anteriormente, teria escolhido outro nome para a vice-prefeitura. O prefeito também mencionou divergências em temas defendidos pela vice, afirmando que as posições adotadas atualmente diferem das que ela apresentava durante a formação da chapa eleitoral. A definição sobre a licença deverá ocorrer durante o período oficial da campanha, quando Abilio avaliará a necessidade de se afastar temporariamente para intensificar a participação nas agendas políticas ao lado da esposa.
Secretário de Esportes deixa Prefeitura de Cuiabá em meio à disputa pela presidência da Câmara
Saída de Jeferson Neves acontece durante articulação política em torno da reeleição de Paula Calil; bastidores apontam insatisfação de vereadores da base O secretário municipal de Esportes de Cuiabá, Jeferson Neves, deixou o cargo nesta segunda-feira (13), em meio ao acirramento da disputa política envolvendo a eleição da Mesa Diretora da Câmara Municipal. Nos bastidores, a exoneração é interpretada como mais um reflexo da articulação do prefeito Abilio Brunini (PL) para garantir a reeleição da presidente da Câmara, Paula Calil (PL). Jeferson é marido da vereadora Michelly Alencar (União Brasil), que, segundo interlocutores do Legislativo, não aderiu ao movimento liderado pelo prefeito em favor da permanência de Paula no comando da Casa. Entenda a disputa O prefeito Abilio Brunini defende a reeleição de Paula Calil, mas, para isso, é necessária uma mudança no Regimento Interno da Câmara. Pelas regras atuais, a alteração exige o voto favorável de 18 vereadores. Como o governo ainda não teria esse número, a Prefeitura ingressou com uma ação no Tribunal de Justiça de Mato Grosso pedindo que a mudança possa ser aprovada apenas por maioria simples, facilitando a aprovação da proposta. A votação da alteração do regimento está prevista para esta terça-feira (14). Bastidores apontam pressão sobre vereadores Nos corredores da Câmara, vereadores afirmam que parlamentares da base do prefeito que não apoiam a reeleição de Paula Calil estariam enfrentando dificuldades no relacionamento com o Executivo. Entre as reclamações estão a demora no atendimento de demandas políticas e administrativas e mudanças em cargos ocupados por pessoas ligadas aos parlamentares. A saída de Jeferson Neves passou a ser vista por parte dos vereadores como mais um episódio desse ambiente de tensão. Prefeitura apresenta outra justificativa Nos bastidores da Prefeitura, a justificativa apresentada para a saída de Jeferson Neves é que ele passará a se dedicar à pré-campanha da esposa, Michelly Alencar, que é pré-candidata a deputada estadual. Outra possibilidade discutida é o retorno de Jeferson ao Governo de Mato Grosso, onde já ocupou anteriormente o cargo de secretário de Estado de Cultura, Esporte e Lazer, durante a gestão de Mauro Mendes. Até o momento, seu novo destino político ainda não foi confirmado. Outros casos semelhantes A saída de Jeferson não é um caso isolado. Na última semana, o jornalista Ever Jota, que ocupava a Secretaria de Comunicação da Câmara Municipal e era indicado da primeira-secretária Katiuscia Mantelli (Podemos), também deixou a função. A justificativa oficial foi que ele passará a atuar na pré-campanha da vereadora, que também pretende disputar uma vaga na Assembleia Legislativa. Nos bastidores, porém, parlamentares afirmam que as mudanças fazem parte do ambiente de disputa pela eleição da Mesa Diretora. Prefeitura ainda não se manifestou Procurada para comentar a exoneração de Jeferson Neves, a Secretaria Municipal de Comunicação informou que ainda não possuía informações sobre a saída do secretário. Enquanto isso, a eleição da nova Mesa Diretora promete intensificar ainda mais a disputa política entre o Executivo e parte dos vereadores da base governista nos próximos dias.