Medida começa nesta quarta-feira (12) e permite que moradores procurem as unidades de saúde para se imunizar; Cuiabá também reforça a vacinação diante do aumento de casos da doença Várzea Grande ampliou, a partir desta quarta-feira (12), a vacinação contra a influenza para toda a população. A medida foi autorizada após alinhamento entre a Secretaria de Estado de Saúde de Mato Grosso (SES-MT), o Conselho de Secretarias Municipais de Saúde de Mato Grosso (COSEMS-MT) e os municípios, durante reunião da Comissão Intergestores Bipartite (CIB-MT) realizada na semana passada. A decisão ocorre em um cenário de baixa adesão à vacinação entre os grupos prioritários e de circulação de vírus respiratórios na região. Em Várzea Grande, a Secretaria Municipal de Saúde informou que possui aproximadamente 35 mil doses disponíveis em estoque e decidiu ampliar o acesso ao imunizante sem comprometer o atendimento dos públicos prioritários. Desde o início da vacinação dos grupos definidos pelo Programa Nacional de Imunizações (PNI), em abril, o município recebeu mais de 65 mil doses do Ministério da Saúde. Mais de 30 mil já foram distribuídas para a rede municipal. Com a nova estratégia, qualquer morador pode procurar uma Unidade de Saúde da Família (USF) para receber a vacina, mas a orientação da Secretaria Municipal de Saúde é que crianças de seis meses a menores de seis anos, gestantes, pessoas com 60 anos ou mais e os demais públicos prioritários continuem tendo atendimento garantido. A secretária municipal de Saúde, Valéria Nogueira, afirma que a ampliação será acompanhada de forma permanente pelas equipes técnicas. Segundo ela, a prioridade é aumentar a proteção da população sem reduzir a oferta para quem apresenta maior risco de desenvolver complicações em decorrência da gripe. “Nossa prioridade é garantir que crianças, gestantes, idosos e os demais grupos definidos pelo Ministério da Saúde continuem tendo acesso à vacina. A equipe técnica fará o acompanhamento permanente do estoque e da demanda para que a estratégia seja segura e organizada”, afirmou. Os números da vacinação mostram o desafio enfrentado pelo município. Conforme dados registrados no InformeSUS, 24.695 pessoas dos grupos prioritários haviam sido vacinadas entre abril e julho, correspondendo a 36,22% de cobertura. O percentual está abaixo da meta de 95% estabelecida pelo Ministério da Saúde para os públicos contemplados pela estratégia. A baixa procura também levou a Secretaria Municipal de Saúde a intensificar ações de busca ativa. As equipes têm levado a vacinação para escolas, empresas, faculdades, unidades hospitalares e ações sociais, numa tentativa de alcançar moradores que ainda não procuraram os postos. A superintendente de Atenção Primária à Saúde, Nathalya Rondon, relata que a resistência de alguns pais à vacinação de crianças continua sendo um dos obstáculos para elevar os índices de cobertura. “Quando realizamos ações nas escolas, percebemos resistência de alguns pais em autorizar que os filhos sejam imunizados, alegando diversas justificativas”, explicou. A gestora citou ainda o Decreto nº 75, publicado pela prefeita em 29 de julho de 2026, que busca fortalecer a atuação conjunta das secretarias municipais de Saúde e Educação para ampliar a cobertura vacinal de crianças e adolescentes da educação infantil e do ensino fundamental. Cenário preocupa também em Cuiabá Na vizinha Cuiabá, a vacinação contra a influenza também vem sendo reforçada pela Secretaria Municipal de Saúde diante do crescimento dos casos. Dados divulgados pela prefeitura apontaram aumento de 74,02% nos registros de influenza A e B entre as semanas epidemiológicas 1 e 25 de 2026, na comparação com o mesmo período de 2025. Entre os moradores da capital, foram 1.742 casos no período analisado. As crianças de zero a seis anos aparecem entre as faixas etárias mais atingidas. Em outro levantamento divulgado pela prefeitura, referente ao período de janeiro a maio, Cuiabá registrava 1.454 casos de influenza entre moradores, contra 290 no mesmo intervalo de 2025, um crescimento de 401,63%. A capital mantém a vacina disponível nas 72 Unidades de Saúde da Família para os grupos prioritários e vem promovendo mobilizações para ampliar a cobertura. Em junho, a Secretaria Municipal de Saúde informou que a cobertura entre os públicos de rotina estava em 33,45%, enquanto os casos de influenza A e B já apresentavam crescimento expressivo. Em abril, durante a preparação do Dia D de vacinação, a Prefeitura de Cuiabá informou que a ampliação para a população em geral ocorreria de maneira gradual, conforme o envio de doses pelo Ministério da Saúde e a logística nacional. O cenário nas duas maiores cidades da Baixada Cuiabana reforça a importância da vacinação como estratégia de prevenção, especialmente diante da circulação dos vírus respiratórios. A imunização reduz o risco de complicações, internações e mortes provocadas pela influenza. Dia D será realizado em 22 de agosto Em Várzea Grande, a mobilização terá um novo reforço no dia 22 de agosto, durante o Dia D Nacional de Vacinação. Todas as Unidades de Saúde da Família estarão preparadas para atender a população das 8h às 16h45. Além da vacina contra a influenza, os moradores poderão aproveitar a mobilização para verificar a situação da caderneta e atualizar outros imunizantes disponíveis na rede municipal. A Vigilância em Saúde orienta que os moradores procurem a unidade mais próxima e aproveitem a ampliação para colocar a vacinação em dia. O estoque e a procura pelas doses serão monitorados diariamente pela Secretaria Municipal de Saúde durante o período de abertura para o público geral. A vacina contra a influenza permanece como parte da rotina de imunização para crianças de seis meses a menores de seis anos, gestantes e pessoas com 60 anos ou mais, além dos demais grupos prioritários definidos pelo Ministério da Saúde.
Impasse no registro de Flávio Bolsonaro abre crise jurídica na corrida presidencial; TSE, PL e Missão investigam suposta filiação irregular
Candidato do PL não conseguiu registrar a candidatura porque aparece filiado ao partido Missão; caso será investigado pela Justiça Eleitoral e pode ser resolvido antes do prazo final BRASÍLIA – Um dos fatos mais inesperados da eleição presidencial de 2026 ocorreu nesta quinta-feira (13). O senador Flávio Bolsonaro (PL), oficializado como candidato à Presidência da República pelo Partido Liberal no fim de julho, não conseguiu registrar sua candidatura no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) porque, no sistema da Justiça Eleitoral, aparece filiado ao partido Missão. O caso provocou uma corrida jurídica entre a campanha de Flávio, o TSE e o próprio partido Missão, que também afirma ter sido vítima de uma fraude e diz estar colaborando com as investigações. O que aconteceu? Segundo a campanha de Flávio Bolsonaro, ao tentar protocolar o registro de candidatura, a equipe constatou que o senador constava oficialmente como filiado ao Missão, legenda que já possui candidato próprio à Presidência, Renan Santos. Com isso, o sistema impediu o registro da candidatura pelo PL. A defesa do senador afirma que a filiação foi feita sem seu conhecimento e pediu ao TSE o cancelamento do registro e o restabelecimento da filiação ao Partido Liberal. O que diz o TSE? O Tribunal Superior Eleitoral informou que, até o momento, não há indícios de invasão hacker ao sistema. Segundo o tribunal, o registro da filiação foi realizado utilizando credenciais vinculadas ao próprio partido Missão, o que levou o presidente do TSE a determinar a abertura de investigação para identificar quem realizou a operação e se houve uso indevido do sistema partidário. Missão afirma que também foi vítima O presidente do Missão e candidato à Presidência, Renan Santos, afirmou que a legenda não tem interesse na filiação de Flávio Bolsonaro e que comunicou a irregularidade ao gabinete do senador dias antes do problema ganhar repercussão pública. Segundo Renan, o partido possui registros técnicos que indicariam que alguém utilizou o e-mail cadastrado em nome de Flávio para confirmar a filiação e acessar ferramentas da legenda. O Missão informou que entregará toda a documentação à Polícia Federal e ao TSE. A campanha de Flávio, por sua vez, contestou essa versão, classificando as declarações do partido como improcedentes e afirmando que o caso será esclarecido na investigação oficial. O que acontece agora? A legislação eleitoral estabelece prazo para o registro das candidaturas. Enquanto a situação da filiação não for regularizada, o registro de Flávio Bolsonaro pelo PL permanece impedido. Os próximos passos incluem: análise do pedido apresentado pela defesa de Flávio Bolsonaro; investigação para identificar quem realizou a filiação ao Missão; decisão do TSE sobre o cancelamento da filiação considerada irregular; eventual restabelecimento da filiação ao PL, caso a fraude seja reconhecida. ANÁLISE Por Alex Rabelo – Jornalista e Estrategista Político Independentemente de como a investigação terminar, este episódio já entra para a história como um dos acontecimentos mais inusitados de uma campanha presidencial. Há dois pontos que precisam ser separados. O primeiro é o aspecto jurídico. A Justiça Eleitoral agora terá de esclarecer como um candidato homologado por um partido passou a constar oficialmente como filiado a outra legenda. Essa resposta dependerá das investigações em andamento. O segundo é o aspecto político. Casos como esse costumam deslocar o foco da campanha. Em vez de discutir propostas, candidatos passam a concentrar esforços em resolver questões administrativas e jurídicas. Ao mesmo tempo, o episódio aumenta a atenção sobre os mecanismos de filiação partidária e sobre os procedimentos de validação dessas informações. Se a Justiça concluir que houve uma filiação irregular, a tendência é que o processo seja corrigido para permitir o registro da candidatura, desde que os requisitos legais sejam atendidos dentro dos prazos eleitorais. Se houver outro entendimento, os efeitos dependerão da decisão do TSE. Nas próximas horas, a expectativa estará voltada para os desdobramentos da investigação e para a rapidez com que a Justiça Eleitoral conseguirá esclarecer o caso, já que o calendário eleitoral segue em andamento. Por: Alex RabeloJornalista e Estrategista Político Veja o Vídeo:
Prefeitos de MT defendem aumento do FPM e acesso direto ao STF
Gestores defendem repasse adicional do FPM a partir de 2027 e PEC que permita aos municípios questionar diretamente no Supremo leis que impactem as contas públicas Prefeitos de Mato Grosso estiveram em Brasília nesta terça-feira (11) para discutir medidas que podem ampliar a participação dos municípios na distribuição de recursos federais e fortalecer a autonomia das prefeituras na defesa de seus interesses jurídicos. As propostas foram debatidas durante reunião na Confederação Nacional de Municípios (CNM) e incluem mudanças no Fundo de Participação dos Municípios (FPM) e na possibilidade de acesso direto das prefeituras ao Supremo Tribunal Federal (STF). Entre as principais reivindicações está a criação de um repasse adicional do FPM no mês de março. A proposta prevê uma implantação gradual, com acréscimo de 0,5% em 2027 e outro 0,5% a partir de 2028. A medida é defendida pelos gestores como uma forma de reforçar o caixa das prefeituras diante do aumento das despesas e das dificuldades para manter investimentos e serviços públicos. Presidente da Associação Mato-Grossense dos Municípios (AMM), Hemerson Maninho destacou que o cenário econômico tem pressionado as administrações municipais, especialmente diante das elevadas taxas de juros e do crescimento das obrigações assumidas pelas prefeituras. “Taxa de juros alta no Brasil, investimento engessado, então os municípios vão tendo a sua receita comprometida e as altas despesas que vão colocando para os gestores municipais contribuírem pagando essa conta”, afirmou. Outra pauta discutida em Brasília é uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que pretende permitir aos municípios apresentar diretamente ao STF Ações Diretas de Inconstitucionalidade (ADIs). Atualmente, a Constituição estabelece um rol específico de autoridades e entidades com legitimidade para propor esse tipo de ação. Para os representantes do movimento municipalista, a mudança permitiria uma reação mais rápida diante de leis federais ou estaduais que possam gerar impactos financeiros ou administrativos para as prefeituras. O presidente da Confederação Nacional de Municípios, Paulo Roberto Ziulkoski, defendeu a alteração e argumentou que, atualmente, os municípios dependem de outros legitimados para levar determinadas questões diretamente ao Supremo. “Somos o único setor que os municípios não têm legitimidade para arguir ação direta de inconstitucionalidade junto ao Supremo. Então, as leis são aprovadas […] e o discurso do próprio parlamentar quando vota é que depois vai cair no Supremo, só que, até lá, isso já entrou em vigor”, afirmou. Além da busca por novas fontes de receita e maior autonomia jurídica, os gestores municipais também estão concentrados nos impactos da reforma tributária. A mudança no sistema de arrecadação exigirá adaptações das administrações municipais, especialmente em relação aos procedimentos e à preparação dos servidores. Segundo Hemerson Maninho, a AMM tem promovido capacitações para orientar os municípios sobre as novas regras e auxiliar as prefeituras na transição para o novo modelo tributário. “Nós fizemos um trabalho muito grande na AMM de capacitação dos servidores das prefeituras, orientando os gestores a se prepararem para esse novo desafio que é a reforma tributária”, afirmou. As pautas apresentadas em Brasília fazem parte da agenda do movimento municipalista para ampliar a capacidade financeira das prefeituras e garantir maior participação dos municípios nas decisões que afetam diretamente a gestão pública local.
Coronel Fernanda aposta em duas vagas do PL na Câmara Federal em 2026
Deputada afirma que trabalha pela reeleição e avalia que a força da chapa liberal pode garantir ao partido duas das oito cadeiras de Mato Grosso A deputada federal Coronel Fernanda (PL) afirmou que trabalha para garantir a própria reeleição, mas acredita que o Partido Liberal poderá conquistar duas das oito vagas destinadas a Mato Grosso na Câmara dos Deputados nas eleições de 2026. Em entrevista ao MidiaNews, a parlamentar destacou o trabalho realizado ao longo dos últimos quatro anos e disse perceber um crescimento no reconhecimento de seu mandato em diferentes regiões do Estado. “Estou trabalhando com a minha vaga, mas eu acredito que o PL vai fazer duas. Estou cuidando muito do que eu preciso fazer. Trabalhei muito nesses últimos quatro anos, o reconhecimento está acontecendo em todo lugar”, afirmou. A eleição para a Câmara Federal em Mato Grosso deve ser marcada por forte disputa entre as principais legendas, diante da formação de chapas competitivas e da distribuição dos votos entre diferentes grupos políticos. A expectativa é de que a maioria dos partidos conquiste entre uma e duas cadeiras. O cenário representa um desafio para o PL, que em 2022 elegeu quatro deputados federais e formou a maior bancada mato-grossense na Câmara. Para 2026, a legenda reúne nomes com mandato, vereadores de municípios estratégicos, além de representantes de diferentes setores, ampliando a concorrência interna. A própria Coronel Fernanda já definiu a composição como uma “chapa da morte”, em referência ao nível de competitividade entre os candidatos. Mesmo diante da disputa interna, a deputada declarou que pretende terminar a eleição como a candidata mais votada da legenda. “Se Deus permitir, vou. Estou trabalhando para isso”, afirmou. A parlamentar também informou que pretende iniciar a campanha no dia 16, quando começa oficialmente o período eleitoral, e que deverá concentrar parte da estratégia no retorno aos municípios mato-grossenses. A intenção, segundo ela, é retomar o contato direto com lideranças políticas e com eleitores que acompanharam sua atuação durante o atual mandato. “Começo a fazer a minha volta novamente pelo Estado de Mato Grosso, conversando com as lideranças, conversando com as pessoas que acreditam e confiam em mim”, disse.
Operação Rondonópolis Segura cumpre 21 mandados contra suspeitos de crimes ligados a facção
Ação da Polícia Civil mobiliza 71 agentes após 43 dias de investigação e atinge nove cidades de Mato Grosso e Campo Grande (MS) A Polícia Civil de Mato Grosso deflagrou, nesta quinta-feira (13.8), a segunda fase da Operação Regional Rondonópolis Segura, com o cumprimento de 21 mandados judiciais contra pessoas investigadas por envolvimento com facção criminosa e uma série de crimes praticados na região sul do Estado. Ao todo, são cinco ordens de prisão e 16 de busca e apreensão, cumpridas em oito municípios mato-grossenses e em Campo Grande (MS). A ofensiva é resultado de 43 dias de trabalho investigativo, realizado entre 1º de julho e 12 de agosto pelas unidades da Delegacia Regional de Rondonópolis. Durante o período, os policiais reuniram informações, realizaram diligências, identificaram endereços e levantaram elementos que fundamentaram os pedidos de medidas judiciais. Os investigados são apontados como possíveis envolvidos em crimes como tráfico de drogas, extorsão, posse ilegal de arma de fogo, homicídio, roubo, furto e violência doméstica. As investigações estão relacionadas a ocorrências registradas em municípios da região sul de Mato Grosso. As ordens judiciais são cumpridas em Rondonópolis, Itiquira, Guiratinga, Pedra Preta, Alto Araguaia, Alto Garças, Alto Taquari e Juscimeira, além de Campo Grande, capital de Mato Grosso do Sul. Na cidade sul-mato-grossense, as equipes contam com o apoio da Gerência Estadual de Polinter e Capturas (Gepol), de Cuiabá. Coordenada pela Delegacia Regional de Rondonópolis, a operação integra o planejamento operacional da Polícia Civil para o enfrentamento à criminalidade na região. A ação reúne equipes de diferentes unidades especializadas e delegacias dos municípios envolvidos. Segunda fase dá continuidade às investigações A primeira etapa da Operação Regional Rondonópolis Segura foi realizada em abril deste ano, quando foram cumpridas 43 ordens judiciais. Na ocasião, 13 pessoas foram presas e diversos objetos foram apreendidos, contribuindo para o avanço das investigações que resultaram na nova fase da operação. Nesta segunda etapa, a atuação integrada envolve 71 policiais civis. Participam da ofensiva as Delegacias Especializadas de Roubos e Furtos, de Defesa da Mulher e de Homicídios e Proteção à Pessoa de Rondonópolis, além das delegacias de Itiquira, Guiratinga, Pedra Preta, Alto Araguaia, Alto Garças, Alto Taquari e Juscimeira e da Polinter. A mobilização regional reforça a estratégia da Polícia Civil de ampliar a atuação integrada entre as unidades, cumprir decisões judiciais e avançar na identificação e responsabilização de suspeitos envolvidos em crimes que afetam a segurança da população.
Polícia Civil cumpre mandados em MT contra grupo que usava nome do UNICEF em golpe de falsas doações
Operação Orfeu mira três investigados por fraude eletrônica com alcance nacional; alvo em Lucas do Rio Verde foi localizado nesta quinta-feira A Polícia Civil de Mato Grosso participa, nesta quinta-feira (13.8), da Operação Orfeu, deflagrada pela Polícia Civil do Distrito Federal para desarticular um grupo criminoso suspeito de aplicar golpes eletrônicos utilizando indevidamente o nome do Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) para arrecadar falsas doações por meio de chaves Pix. Em Mato Grosso, um dos investigados foi localizado em Lucas do Rio Verde. Outros dois alvos foram encontrados em Imperatriz, no Maranhão. Ao todo, são cumpridas ordens judiciais de prisão e de busca e apreensão contra três investigados nos dois estados. Segundo as investigações, o esquema tinha alcance nacional e fez vítimas no Distrito Federal e em outras unidades da Federação. Para dar aparência de legitimidade às abordagens, o grupo utilizava o nome e a credibilidade do UNICEF, levando as pessoas a acreditar que os valores transferidos seriam destinados a ações de proteção e assistência a crianças em situação de vulnerabilidade. Na realidade, conforme apontado pela investigação, os recursos eram direcionados às atividades do grupo criminoso. A estratégia explorava a confiança e a solidariedade da população para obter vantagem financeira de forma ilícita. Além do prejuízo causado diretamente às vítimas, a fraude também compromete a credibilidade de campanhas beneficentes legítimas. Ao utilizar uma causa humanitária para aplicar golpes, os investigados podem contribuir para que a população passe a desconfiar de iniciativas verdadeiras e deixe de realizar doações destinadas a pessoas que efetivamente necessitam de apoio. Os investigados poderão responder por estelionato eletrônico, associação criminosa, falsidade ideológica e uso de documento falso. Somadas, as penas previstas para esses crimes podem chegar a 21 anos de reclusão, além de multa, sem prejuízo de outras infrações que eventualmente sejam identificadas no decorrer das investigações. O nome da operação faz referência a Orfeu, personagem da mitologia grega conhecido por seu poder de persuasão. A escolha remete à estratégia utilizada pelos investigados, que teriam recorrido à credibilidade de uma instituição humanitária para conquistar a confiança das vítimas e convencê-las a realizar as transferências.
Medeiros cobra detalhes sobre restrição de R$ 105,5 bilhões no orçamento federal
O parlamentar cobra detalhes dos cortes após consultoria do Senado apontar falta de recursos do governo Lula Diante do risco iminente de colapso no atendimento hospitalar e na distribuição de medicamentos de alto custo no segundo semestre deste ano, o deputado federal Zé Medeiros (PL) protocolou um Requerimento de Informação ao ministro da Fazenda exigindo esclarecimentos do governo Lula (PT) sobre a restrição financeira de aproximadamente R$ 105,5 bilhões no orçamento da União. Um estudo elaborado pela Consultoria de Orçamentos, Fiscalização e Controle do Senado Federal aponta um potencial “apagão orçamentário” de grandes proporções, com impacto direto sobre a manutenção de serviços públicos essenciais, especialmente nas áreas da Saúde e da Educação. Na prática, faltam R$ 105,5 bilhões em recursos para que a União consiga pagar todas as despesas previstas para 2026. Com a restrição, Zé Medeiros quer saber quais pagamentos deixarão de ser realizados ou sofrerão atrasos e quais serão os impactos da restrição financeira sobre áreas essenciais, especialmente a saúde pública. O parlamentar também cobra informações detalhadas sobre os limites disponíveis, a distribuição da restrição por órgão e unidade orçamentária e o cronograma de desembolso previsto até o fim do ano. Entre os pontos questionados por Medeiros estão os possíveis efeitos sobre programas de distribuição de medicamentos de alto custo, cirurgias eletivas do Sistema Único de Saúde (SUS), tratamentos oncológicos, serviços de hemodiálise, medicamentos para doenças raras e contratos de fornecimento de insumos hospitalares. O deputado também cobra informações sobre os repasses destinados a hospitais filantrópicos, Santas Casas e demais entidades conveniadas ao SUS. Medeiros quer saber quanto está atualmente programado para essas instituições, quais valores estão em risco de atraso e se existe um plano de contingência para garantir a continuidade dos serviços. “Precisamos saber exatamente quais pagamentos serão afetados e quais medidas o Governo Federal está adotando para evitar que essa restrição financeira comprometa serviços essenciais. Não podemos descobrir depois que faltou medicamento, que uma cirurgia foi adiada ou que um hospital ficou sem receber. É um apagão orçamentário que coloca em risco a vida dos brasileiros e exige respostas imediatas da Fazenda”, afirmou Medeiros. Além da saúde, a Educação também está entre as áreas mais atingidas. O requerimento aponta que a falta de limite financeiro pode inviabilizar o custeio rotineiro das universidades federais, afetando manutenção, segurança, contratos de terceirização, assistência estudantil e o funcionamento dos hospitais universitários. “Se existe uma restrição dessa dimensão, as pessoas têm o direito de saber quais serão as consequências concretas e qual será o tamanho do prejuízo para os pacientes do SUS, para quem precisa de medicamentos de alto custo, para as universidades federais e para os hospitais filantrópicos. O Governo precisa dizer onde vai cortar, o que será adiado e como pretende garantir que a população não seja prejudicada”, concluiu.