Operação Lei Seca prendeu sete condutores por embriaguez ao volante durante fiscalização realizada na madrugada desta sexta-feira (21.8), na Avenida José de Arruda, no Bairro Grande Terceiro, em Cuiabá. Durante a ação foram abordados 166 veículos e realizados 167 testes de Alcoolemia, resultando em 61 Autos de Infração de Transito. (ATI). Entre as multas aplicadas, 11 tiveram como motivação o consumo de álcool, cinco por recusar o teste de alcoolemia, nove por conduzir veículo sem possuir carteira Nacional de Habilitação (CNH) e 25 por falta de registro e licenciamento. Ao todo, 44 veículos acabaram sendo removidos, sendo 28 carros e 11 motocicletas. As sete prisões por embriaguez ao volante foram enquadras no artigo 306 do Código de Transito Brasileiros (CTB). Operação Lei Seca é Coordenada pela Secretarias de Segurança Pública (Sesp), por meio da Superintendência de Gestão Integrada (Sugi), e realizada em parceria com a Polícia Militar, Polícia Civil, Corpo de Bombeiro Militar, Departamento Estadual de Trânsito (Detran), Secretaria Municipal de Mobilidade Urbana (Semob), Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec), Policia Penal e Sistema Socioeducativo.
COMTUR-VG fortalece articulação entre setores para impulsionar turismo em Várzea Grande
Conselho Municipal de Turismo empossa novos conselheiros, define mesa diretora e estabelece pautas para ampliar ações e oportunidades no setor Várzea Grande avança na organização das políticas voltadas ao turismo com a renovação do Conselho Municipal de Turismo (COMTUR-VG). Na tarde desta quinta-feira (20), novos conselheiros foram empossados durante reunião realizada na Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico, Tecnologia e Turismo (SMDETT). O encontro marcou o início de um novo ciclo de atuação do colegiado, que reúne representantes do poder público e da sociedade civil organizada. A composição do Conselho contempla diferentes segmentos relacionados ao turismo e à economia local, como hotelaria, cultura, meio ambiente, comércio, bares e restaurantes. Durante a primeira reunião, também foi definida a mesa diretora, com a permanência de Selço Medeiros na vice-presidência e de Fabyane Akemi Nagazawa, secretária municipal de Desenvolvimento Econômico, Tecnologia e Turismo, na presidência do COMTUR-VG. Para Fabyane, a atuação integrada dos diferentes setores é fundamental para estruturar o turismo e ampliar o potencial de Várzea Grande como destino. Ela destacou a importância de valorizar os atrativos, a cultura, os acessos e as oportunidades de lazer e negócios existentes no município. Segundo a presidente, a diversidade de segmentos representados no Conselho permite ampliar o diálogo, identificar oportunidades e reunir diferentes experiências para a construção de ações voltadas ao fortalecimento do turismo local. A reunião também foi dedicada ao planejamento das próximas atividades. Entre os assuntos discutidos estiveram a organização e o funcionamento do COMTUR-VG, o SISMAPA, ferramenta utilizada no acompanhamento dos municípios inseridos na Política Nacional de Turismo, além de um balanço das ações realizadas no primeiro semestre e das iniciativas previstas para os próximos meses. Representante da Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel), o conselheiro Robson Ribeiro da Rosa ressaltou a importância da participação do setor privado nas discussões e na construção de estratégias para o desenvolvimento turístico. Para ele, a integração entre os segmentos pode contribuir para preparar o município para novos eventos, visitantes e empreendimentos. A participação de representantes de diferentes áreas também amplia a capacidade do Conselho de acompanhar iniciativas já realizadas e discutir novas ações. Eventos como a FIT Pantanal e outras atividades promovidas no município foram citados como exemplos da movimentação que pode contribuir para o fortalecimento do setor. Com composição paritária entre poder público e sociedade civil organizada, o COMTUR-VG tem como objetivo promover o diálogo entre os diversos segmentos ligados ao turismo e contribuir para a formulação de políticas, ações e estratégias para o desenvolvimento da atividade em Várzea Grande. As reuniões ordinárias do Conselho são realizadas trimestralmente. Ao final do encontro desta quinta-feira, os conselheiros já definiram os principais temas que serão levados à próxima reunião, dando sequência ao acompanhamento das ações em andamento e à discussão de novas iniciativas para ampliar as oportunidades e fortalecer o turismo no município.
CST da Mineração amplia diálogo e debate desafios da produção de água mineral em MT
A Câmara Setorial Temática (CST) da Mineração da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) está ampliando o diálogo com diferentes segmentos da atividade mineral. Entre eles está um setor que nem sempre é associado à mineração: a produção de água mineral. A iniciativa busca ouvir empresários, especialistas e representantes da cadeia produtiva para identificar dificuldades e construir propostas que contribuam para o desenvolvimento do setor em Mato Grosso. A Água Sapoti, instalada em Chapada dos Guimarães, a cerca de 70 quilômetros de Cuiabá, é um dos exemplos levados ao debate. A empresa familiar é comandada pela médica e empresária Paulete Maria Dossena Grando, ao lado das filhas Letícia e Rafaela. A história começou em 1991, quando a família adquiriu uma propriedade a 18 quilômetros da cidade. No local, encontrou uma cachoeira e, após análises técnicas, descobriu a existência de água mineral naturalmente fluoretada. No entanto, transformar o recurso natural em atividade produtiva exigiu anos. O processo para exploração começou em 2006, enquanto a indústria entrou efetivamente em operação apenas em 2015. Segundo Paulete, a trajetória revela desafios relacionados à burocracia, análises laboratoriais, documentação, infraestrutura e logística. “Temos que ajustar todos os dias, porque, quando você pensa que superou uma questão, surge outra”, relatou. Atualmente, a Sapoti produz garrafões de 20 litros, copos e embalagens PET, com água com e sem gás. Cerca de 20 pessoas trabalham diretamente na operação. Apesar da estrutura instalada, a empresa utiliza entre 25% e 30% de sua capacidade. Segundo Paulete, com aproximadamente 75% da capacidade produtiva em funcionamento, a estrutura poderia chegar a cerca de 100 trabalhadores. Além disso, custos de transporte e insumos dificultam a expansão. A meta é ampliar a presença da marca em Mato Grosso e, futuramente, alcançar o Mercosul. “Apesar de todos os desafios, hoje temos a atenção do Poder Público, que nunca tivemos antes com a CST, e acreditamos que essa oportunidade de diálogo fará a diferença para esse futuro que queremos conquistar.”, concluiu Paulete. Paulete e as filhas. Arquivo pessoal Espaço para ouvir quem produz Para o presidente da ALMT, deputado estadual Max Russi (Podemos), e presidente e idealizador da CST da Mineração, o diálogo permite ao Legislativo conhecer diferentes realidades e buscar soluções para o setor. “Mato Grosso tem um potencial mineral enorme e precisamos conhecer toda essa cadeia. Quando falamos em mineração, estamos falando de diferentes atividades, inclusive da água mineral. A CST tem justamente essa função: ouvir quem produz, entender onde estão os entraves e buscar caminhos para que esse potencial possa gerar desenvolvimento, emprego e renda de forma responsável”, afirmou Max. Para a vice-presidente da CST da Mineração, Tais Paula Costa Leite, conhecer experiências como a da Sapoti aproxima o debate da realidade enfrentada pelos empreendedores. “Da água mineral às demais atividades da mineração, a intenção é colocar diferentes setores à mesa e construir, a partir do diálogo, propostas que permitam a Mato Grosso aproveitar melhor suas riquezas naturais, agregar valor à produção e gerar novas oportunidades”, concluiu.
Empresários ligados à MedTrauma ficam em silêncio diante de 261 perguntas da CPI da Saúde em MT
Depoentes foram questionados sobre contratos, pagamentos, plantões e possíveis irregularidades na prestação de serviços durante a pandemia; apenas um dos convocados compareceu presencialmente Quatro empresários ligados à empresa MedTrauma foram convocados para prestar esclarecimentos à Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Saúde da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), que investiga possíveis irregularidades na Secretaria de Estado de Saúde (SES-MT) durante a pandemia de Covid-19. Durante a sessão realizada nesta quarta-feira (19), os depoentes permaneceram em silêncio e deixaram sem respostas 261 perguntas formuladas pelos parlamentares. Foram convocados Luiz Gustavo Castilho Ivoglo, Osmar Gabriel Chemin, Gabriel Naves Torres Borges e o médico Bruno Castro. Apenas Ivoglo compareceu presencialmente à reunião. Os demais depoentes haviam conseguido, inicialmente, uma decisão judicial que os autorizava a não participar da audiência, mas a liminar foi posteriormente cassada pelo Tribunal de Justiça de Mato Grosso. Apesar de não responderem aos questionamentos, os depoentes exerceram o direito constitucional de permanecer em silêncio, garantia assegurada em situações de interrogatório. As perguntas apresentadas pelos integrantes da CPI buscaram esclarecer a atuação da empresa e possíveis irregularidades relacionadas à prestação de serviços de saúde durante o período da pandemia. Entre os temas abordados estavam contratos, pagamentos, registros de frequência de profissionais, serviços médicos prestados, processos de indenização e apontamentos feitos em auditorias da Controladoria-Geral do Estado (CGE). Os parlamentares também questionaram possíveis inconsistências em documentos e folhas de frequência, ausência de registros de profissionais, cobranças por plantões cuja realização não teria sido comprovada e pagamentos efetuados por meio de processos indenizatórios. A CPI apura justamente se houve irregularidades na execução e no pagamento de serviços contratados pela área da saúde, além de buscar identificar eventuais responsabilidades a partir dos documentos e informações levantados durante os trabalhos. Mesmo diante do volume de questionamentos, os depoentes optaram por não prestar esclarecimentos durante o interrogatório. As informações obtidas pela comissão serão analisadas juntamente com documentos, auditorias e demais depoimentos coletados ao longo da investigação. O silêncio dos convocados, por si só, não representa confissão ou comprovação de irregularidades, uma vez que se trata de um direito constitucional assegurado aos depoentes.
Colisão frontal entre caminhões deixa três mortos e mulher ferida na BR-158
Três pessoas morreram e uma mulher ficou ferida após uma colisão frontal envolvendo dois veículos de carga, na manhã desta sexta-feira (21), na BR-158, entre os municípios de Confresa e Vila Rica, no nordeste de Mato Grosso. As vítimas fatais ainda não foram identificadas. De acordo com o Corpo de Bombeiros, os caminhões trafegavam em sentidos opostos quando bateram de frente. Com o impacto da colisão, três ocupantes morreram ainda no local. Uma mulher que estava como passageira em um dos veículos ficou presa às ferragens e precisou ser retirada pelas equipes de resgate. Ela foi encontrada com ferimentos e recebeu os primeiros atendimentos médicos antes de ser encaminhada ao Hospital Municipal. Até o momento, não foram divulgadas informações atualizadas sobre o estado de saúde da vítima. Equipes do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) também foram mobilizadas para prestar atendimento após o acidente. A Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec) esteve no local para realizar os procedimentos periciais, auxiliar na identificação dos mortos e levantar elementos que possam contribuir para esclarecer a dinâmica da colisão. As causas do acidente ainda não foram esclarecidas e serão apuradas pela Polícia Civil. Linha fina: Três ocupantes morreram no local e uma passageira foi resgatada com ferimentos após colisão frontal entre dois caminhões na rodovia.
Polícia Civil mira esquema de fraude em licitações e faz buscas no Araguaia
Operação Bid Rigging apura suspeitas de direcionamento de contratos, uso de empresas de fachada e irregularidades em licitações envolvendo serviços de eventos em dez municípios de Mato Grosso A Polícia Civil de Mato Grosso deflagrou, nesta terça-feira (18.8), a Operação Bid Rigging para investigar um possível esquema de fraude em licitações e contratações públicas na região do Araguaia. A apuração, conduzida pela Delegacia de Ribeirão Cascalheira, aponta para a possível atuação coordenada de empresas e pessoas em contratos firmados por diferentes prefeituras, principalmente na contratação de shows, eventos, estruturas, equipamentos de som, iluminação e geradores. A investigação teve início após uma requisição do Ministério Público e avançou a partir de denúncias recebidas pela Polícia Civil e da análise de documentos, contratos, processos licitatórios, registros empresariais, dados fiscais e informações disponíveis nos Portais da Transparência. O cruzamento desse material levantou suspeitas sobre o uso de empresas formalmente registradas em nome de terceiros para ocultar os possíveis responsáveis pelas operações. Também são investigadas suspeitas de direcionamento de licitações, contratações diretas consideradas irregulares, fracionamento de despesas para evitar exigências legais, cobrança de valores acima dos praticados no mercado, falsificação documental e ocultação de patrimônio. De acordo com a apuração, empresas e pessoas relacionadas ao grupo investigado apareciam repetidamente em contratos celebrados por diferentes municípios. Estão entre as cidades analisadas Ribeirão Cascalheira, Novo Santo Antônio, Luciara, Porto Alegre do Norte, Tesouro, Santa Terezinha, São Félix do Araguaia, Alto Boa Vista, Canabrava do Norte e Santa Cruz do Xingu. Buscas em três municípios A Justiça autorizou sete mandados de busca e apreensão, sendo quatro em Ribeirão Cascalheira, dois em Luciara e um em Novo Santo Antônio. As ordens foram cumpridas em endereços residenciais e empresariais ligados aos investigados. Durante a operação, os policiais buscaram celulares, computadores, documentos, contratos, processos de contratação, procurações e outros materiais que possam contribuir para esclarecer as suspeitas. A Justiça também determinou medidas cautelares envolvendo seis inscrições empresariais relacionadas ao núcleo investigado e seus respectivos representantes. Entre as restrições está a proibição de contratar com o Poder Público e de participar de licitações, de forma direta ou indireta, inclusive por intermédio de terceiros. Contratos sob investigação em Luciara Um dos casos que chamou a atenção dos investigadores está relacionado a uma empresa que, conforme informações do Portal da Transparência, recebeu aproximadamente R$ 2,38 milhões da Prefeitura de Luciara somente em 2025. A Polícia Civil identificou ainda uma sequência de contratações diretas, por inexigibilidade e dispensa de licitação, realizadas em períodos próximos e relacionadas à prestação de serviços para eventos, shows e montagem de estruturas. Os contratos fazem parte do conjunto de informações que serão aprofundadas durante a investigação, que busca verificar se houve combinação entre empresas, agentes envolvidos nas contratações ou outras práticas destinadas a restringir a concorrência. Investigação continua A operação contou com a participação de equipes da Delegacia de Ribeirão Cascalheira, das delegacias Regional e Municipal de Confresa, da Delegacia Especializada de Roubos e Furtos (DERF) de Confresa e da Delegacia de Porto Alegre do Norte. Após o cumprimento dos mandados, os materiais apreendidos serão analisados pelos investigadores. Havendo autorização judicial, dispositivos eletrônicos poderão passar por extração e perícia de dados. A Polícia Civil pretende esclarecer o grau de participação de cada investigado, identificar eventuais novos envolvidos e verificar se existem outros fatos ou bens relacionados às práticas sob apuração. O termo “Bid Rigging”, que dá nome à operação, é utilizado para definir práticas de conluio destinadas a manipular a concorrência e direcionar resultados em processos de contratação pública.
Gisela minimiza fala de Mauro Mendes e diz ter recebido aval para vice de Pivetta
Candidata a vice-governadora afirma que conversou com o ex-governador antes de aceitar convite de Otaviano Pivetta e diz respeitar a decisão pela composição da chapa. A candidata a vice-governadora Gisela Simona (União) minimizou, nesta quinta-feira (20), a declaração do ex-governador Mauro Mendes (União) de que a saída de Fábio Garcia da disputa pelo cargo de vice na chapa de Otaviano Pivetta (Republicanos) teria sido um “equívoco”. Para Gisela, a manifestação não altera sua disposição de seguir na composição e ela destacou que recebeu o aval de Mendes antes de aceitar o convite. Segundo a candidata, houve uma conversa com o ex-governador antes da definição. Na ocasião, Mendes teria afirmado que apoiaria seu nome caso Pivetta optasse por escolhê-la como companheira de chapa. Gisela ressaltou ainda que os dois devem caminhar juntos no processo eleitoral de 2026. A candidata afirmou que recebeu com naturalidade a declaração mais recente de Mendes e reconheceu que o ex-governador havia defendido publicamente a permanência de Fábio Garcia na composição. Para Gisela, porém, a definição do vice cabe ao candidato ao Governo. Ela destacou que Pivetta possui legitimidade para escolher quem estará ao seu lado na disputa e afirmou respeitar a decisão tomada pelo republicano. Fábio Garcia deixou a composição dias depois de ser alvo da Operação Heritage, deflagrada pela Polícia Federal. A investigação apura suspeitas de desvio de recursos públicos e lavagem de dinheiro relacionadas a um acordo de R$ 308 milhões firmado em 2024 entre o Governo de Mato Grosso e a operadora Oi, durante a gestão de Mauro Mendes. Com a saída de Garcia, Gisela passou a ocupar o centro das articulações para a vaga de vice na chapa de Pivetta, em meio às movimentações políticas que antecedem as eleições de 2026.