Vítima foi encontrada consciente e comunicativa pelos bombeiros e encaminhada a uma unidade hospitalar Uma pessoa foi socorrida pelo Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso (CBMMT), na noite deste domingo (13.9), após ser ferida por arma branca, em Lucas do Rio Verde, a 332 quilômetros de Cuiabá. A ocorrência foi registrada por volta das 18h20, no bairro Parque das Américas, após a equipe da 13ª Companhia Independente Bombeiro Militar (13ª CIBM) ser acionada pelo telefone de emergência 193. Ao chegar ao local, os militares encontraram a vítima consciente e comunicativa, com um ferimento na região dorsal. A equipe realizou os primeiros atendimentos e aplicou curativos para controlar o sangramento. Após o atendimento pré-hospitalar, a vítima foi encaminhada ao hospital, onde recebeu os cuidados médicos necessários. Até o momento, não foram divulgadas informações sobre as circunstâncias ou a causa da lesão.
Max é homenageado por grupos de siriri e reforça compromisso com a cultura de Mato Grosso
O deputado estadual Max Russi (Podemos), presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) e candidato à reeleição, foi homenageado neste domingo (13) por grupos de siriri durante encontro realizado na Associação Cultural Flor Ribeirinha, em Cuiabá. Representantes da cultura popular reconheceram o apoio do parlamentar e declararam apoio à sua reeleição. O encontro organizado pela mestra da cultura popular e fundadora do Flor Ribeirinha Dona Domingas da Silva, reuniu integrantes dos grupos de Cuiabá: Raízes Cuiabana, Voa Tuiuiú, Flor do Campo, Buritis do Cerrado, além do próprio Flor Ribeirinha. Além do Siriri Primos e Primas do Capão do Pequi, em Várzea Grande, e Pôr do Sol do Pantanal, de Barão de Melgaço, e de representantes da cultura de Vila Bela da Santíssima Trindade. Também participaram o deputado federal Coronel Assis (PL) e o secretário municipal de Cultura de Cuiabá, Johnny Everson. Durante a homenagem, Max recebeu uma viola de cocho e destacou a importância de preservar as manifestações culturais que mantêm vivas a história e a identidade de Mato Grosso. “Vocês fazem isso com amor, com dedicação e com muita dificuldade. Vocês são heróis por manter a nossa cultura. Um povo sem cultura é um povo sem história. Nós vamos valorizar ainda mais as nossas tradições e quero continuar trabalhando muito nisso nos próximos quatro anos”, afirmou Max. Dona Domingas destacou a relação construída com Max e afirmou confiar na continuidade da parceria. “Receber o deputado Max foi uma felicidade imensa e um orgulho. O Max Russi é uma pessoa querida, um homem de palavra.”, afirmou. O secretário municipal de Cultura, Johnny Everson, também destacou a participação de Max no fortalecimento das manifestações culturais e na realização de grandes eventos em Cuiabá. Entre as iniciativas mencionadas estão o apoio às comemorações do aniversário da capital e ao Festival de Siriri e Cururu. Ao agradecer a homenagem, Max reforçou que pretende ampliar a parceria com os grupos e utilizar o mandato para construir novas políticas de incentivo à cultura mato-grossense. “Contem comigo. Quero vocês próximos também, trazendo uma orientação, uma ideia, um projeto de lei, algo que a gente possa fazer na Assembleia. Isso qualifica o nosso mandato e nos ajuda a entregar resultados melhores para a sociedade”, concluiu.
Fantástico expõe investigação sobre missionários suspeitos de ligação com o Comando Vermelho em Cuiabá
Investigação da Polícia Civil aponta que família teria usado atividade religiosa em presídios para manter contato com integrantes da facção e movimentar recursos de origem ilícita Uma investigação da Polícia Civil de Mato Grosso sobre a suposta atuação de uma família de missionários em um esquema ligado ao Comando Vermelho ganhou repercussão nacional após ser exibida pelo Fantástico, da TV Globo, neste domingo (13). O caso envolve a atuação de religiosos que tinham autorização para prestar assistência em unidades prisionais e que, segundo os investigadores, teriam utilizado o acesso aos presídios para estabelecer contato com integrantes da facção criminosa. De acordo com a Delegacia de Repressão ao Crime Organizado (Draco), Rhavenna Barcelos de Almeida e os pais, os pastores Nivaldo de Almeida e Orminda de Almeida, são investigados por supostamente transmitir informações e recados a integrantes do grupo criminoso, além de emprestar contas bancárias para movimentações financeiras e auxiliar na ocultação de valores que, conforme a apuração policial, seriam provenientes do tráfico de drogas. As suspeitas surgiram a partir de uma denúncia que apontava a proximidade da família com integrantes da organização criminosa. Durante a investigação, autorizada judicialmente, a polícia analisou mensagens, fotografias, vídeos e áudios que teriam revelado a relação de Rhavenna com pessoas ligadas ao Comando Vermelho. Entre os materiais reunidos no inquérito estão registros que mostram a investigada com armas, dinheiro, joias e veículos de luxo. A polícia sustenta que a atividade religiosa teria sido utilizada como uma forma de aproximação com detentos apontados como integrantes ou lideranças da facção. Um dos principais nomes citados na investigação é Jonas Souza Gonçalves Júnior, conhecido como Batman e apontado pela polícia como liderança do Comando Vermelho em Mato Grosso. Ele estava preso na Penitenciária Central do Estado (PCE), em Cuiabá, e recebeu autorização para cumprir pena no regime semiaberto em setembro de 2024. Poucos dias depois, rompeu a tornozeleira eletrônica e fugiu para o Rio de Janeiro. Segundo a investigação, Rhavenna mantinha contato frequente com o criminoso e teria conhecimento sobre o local onde ele estava escondido. Conversas analisadas pelos investigadores também indicariam o compartilhamento de localização e informações relacionadas a ações policiais no Complexo do Alemão, no Rio de Janeiro. A polícia afirma ainda que os dois mantinham um relacionamento amoroso e que Rhavenna teria viajado diversas vezes ao Rio de Janeiro para encontrá-lo. Os investigadores também apontam que parte do padrão de vida exibido pela investigada nas redes sociais teria sido financiado por recursos associados ao grupo criminoso. Um Porsche avaliado em aproximadamente R$ 600 mil aparece entre os bens relacionados à investigação. A apuração também alcançou outras mulheres que frequentavam unidades prisionais como missionárias. Segundo a Draco, algumas delas teriam mantido relacionamentos com integrantes da facção e prestado informações falsas durante depoimentos, resultando em indiciamentos por falso testemunho. Outro vínculo identificado pela polícia envolve Renildo Silva Rios, apontado como um dos fundadores do Comando Vermelho em Mato Grosso e preso há mais de 20 anos por crimes como homicídio, tráfico de drogas e organização criminosa. Conforme o inquérito, ele e Rhavenna mantinham um relacionamento e o detento teria enviado presentes a ela, incluindo joias e um veículo. Ao final da investigação, Rhavenna, Orminda e Nivaldo foram indiciados por organização criminosa e lavagem de dinheiro. Posteriormente, o Ministério Público ofereceu denúncia contra Rhavenna, Orminda e Renildo pelos mesmos crimes. Por decisão da Justiça de Mato Grosso, os investigados e outras quatro pessoas citadas no inquérito foram proibidos de participar de atividades de assistência religiosa dentro de unidades prisionais. A Secretaria de Justiça também informou que adotou medidas para ampliar a fiscalização e combater a entrada e o uso de celulares na Penitenciária Central do Estado. As acusações são contestadas pelas defesas. A defesa de Rhavenna afirmou que os fatos serão esclarecidos no decorrer do processo, enquanto a defesa de Orminda negou qualquer envolvimento com organização criminosa. Nivaldo de Almeida, que também era alvo da investigação, morreu nesta semana em decorrência de um câncer.
Hospital Estadual do Alto Tapajós inicia transferência de pacientes e consolida nova estrutura de saúde em Alta Floresta
Mudança começou pela UTI e seguirá ao longo da semana com a transferência dos demais pacientes e da área administrativa para a nova unidade estadual O Hospital Estadual do Alto Tapajós, em Alta Floresta, iniciou neste domingo (13.09) uma nova etapa na saúde pública da região com a transferência dos pacientes do antigo Hospital Regional Albert Sabin para a nova unidade. O processo começou pela Unidade de Terapia Intensiva (UTI), com o deslocamento de 10 pacientes realizado de forma segura, organizada e sem intercorrências. A transferência terá continuidade nesta segunda-feira (14.09), com a remoção dos pacientes internados na Clínica Médica e nas demais enfermarias do antigo hospital. A previsão é que, ao longo da semana, também seja feita a transferência dos setores administrativos, concluindo de maneira gradual a transição para a nova estrutura, inaugurada pelo Governo do Estado em março deste ano. Com capacidade total de 162 leitos, o Hospital Estadual do Alto Tapajós amplia e moderniza a oferta de atendimento de média e alta complexidade para a população da região. A unidade dispõe de 20 leitos de UTI adulto, 10 de UTI pediátrica, 111 leitos de internação e 24 leitos de observação. A estrutura conta ainda com seis salas cirúrgicas e 10 consultórios destinados aos atendimentos ambulatoriais. O início da transferência representa um marco para a saúde pública de Alta Floresta e dos municípios que integram a região do Alto Tapajós. A mudança para uma unidade mais ampla e equipada fortalece a capacidade de atendimento e estabelece uma nova perspectiva para a assistência hospitalar oferecida à população de Mato Grosso.
