Após deixar a liderança do governo Abílio Brunini (PL) na Câmara Municipal de Cuiabá, o vereador Dilemário Alencar (União Brasil) voltou ao centro das discussões políticas da Capital e já fez sua primeira cobrança pública ao prefeito. O alvo da vez é uma decisão que, na avaliação do parlamentar, não pode mais ser adiada: definir se Reginaldo Teixeira continuará na Secretaria Municipal de Educação ou assumirá definitivamente a Secretaria Municipal de Obras. Atualmente, Reginaldo acumula o comando das duas áreas, consideradas algumas das mais estratégicas da administração municipal. Para Dilemário, a fase de transição e reorganização da Educação já foi cumprida e chegou o momento de o prefeito escolher onde o secretário poderá contribuir de forma mais efetiva. “Reginaldo já fez o diagnóstico da Educação, ajudou a organizar a pasta e construiu um planejamento para os próximos passos. Agora é hora de avançar para a execução. E isso exige dedicação exclusiva”, afirmou. PRIMEIRO RECADO APÓS DEIXAR A LIDERANÇA Nos bastidores da Câmara, a declaração foi interpretada como a primeira grande manifestação política de Dilemário após deixar a função de líder do prefeito. Sem romper com a gestão, o vereador demonstra que pretende exercer um papel mais independente, participando dos debates sobre decisões consideradas importantes para o futuro da administração. A avaliação de aliados é que Dilemário continua apoiando o governo, mas não pretende abrir mão de opinar sobre temas estratégicos para Cuiabá. DUAS SECRETARIAS, DOIS GRANDES DESAFIOS A cobrança do vereador se baseia no tamanho da responsabilidade das duas pastas. De um lado, a Educação enfrenta o desafio de reorganizar a rede municipal, melhorar indicadores de aprendizagem, resolver questões administrativas e superar a crise gerada pelas recentes denúncias envolvendo contratos e materiais didáticos. Do outro, a Secretaria de Obras é responsável por algumas das maiores demandas da população, como a recuperação das ruas, operação tapa-buracos, drenagem, pavimentação e fiscalização de obras públicas. Além disso, a pasta terá a missão de acompanhar a aplicação dos R$ 111 milhões autorizados pela Câmara Municipal para obras de infraestrutura e pavimentação de bairros. Segundo Dilemário, qualquer uma dessas áreas exige atenção integral. “Não se trata da capacidade de Reginaldo. Pelo contrário. Ele demonstrou competência. Mas são duas secretarias gigantes. Cuiabá precisa de gestores focados exclusivamente em cada uma delas”, destacou. DECISÃO DEVE GANHAR FORÇA NOS BASTIDORES A fala do vereador acontece justamente em um momento em que o prefeito busca acelerar entregas e fortalecer sua equipe para os próximos anos de mandato. Nos corredores do Palácio Alencastro, cresce a expectativa sobre qual será a decisão de Abílio. Se permanecer na Educação, Reginaldo terá a missão de colocar em prática as mudanças planejadas para a rede municipal. Se ficar nas Obras, terá pela frente o desafio de acelerar investimentos e responder a uma das maiores cobranças da população: a melhoria da infraestrutura urbana. Para Dilemário, porém, a discussão já não é mais sobre competência, mas sobre foco. “Chegou a hora de decidir. Ou Reginaldo fica na Educação ou fica na Obras. O que não pode é continuar acumulando duas das maiores secretarias da Prefeitura. Cuiabá precisa de atenção integral nessas áreas”, concluiu. Fonte: Lucieder Luz – Assessoria de Imprensa do vereador Dilemário Alencar Por: Alex Rabelo — Jornalista e Estrategista em Marketing Político | MT Urgente News Veja o Vídeo
Polícia Civil reforça atendimento às vítimas com contratação de psicólogas e assistente social em Cuiabá
Novas profissionais vão atuar no acolhimento de mulheres, crianças e pessoas em situação de vulnerabilidade, fortalecendo a rede de proteção e humanizando o atendimento nas unidades especializadas. A Polícia Civil de Mato Grosso deu mais um passo no fortalecimento da proteção às vítimas de violência com a contratação de sete novas servidoras para atuar nas unidades especializadas de Cuiabá. As profissionais, entre psicólogas e assistente social, foram oficialmente recebidas nesta quarta-feira (10), durante cerimônia realizada no auditório da Delegacia Especializada de Homicídio e Proteção à Pessoa (DHPP). As novas servidoras integram um grupo de 18 profissionais convocadas pelo Governo do Estado, cuja contratação tem como objetivo ampliar a qualidade e a eficiência dos serviços prestados às mulheres, crianças, adolescentes e demais pessoas em situação de vulnerabilidade atendidas pela Polícia Civil. As profissionais serão distribuídas entre a Delegacia Especializada de Defesa da Mulher, a Delegacia Especializada de Defesa dos Direitos da Criança e do Adolescente, o Plantão de Atendimento à Vítima de Violência Doméstica e Sexual de Cuiabá e a Coordenadoria de Enfrentamento à Violência Contra a Mulher e Vulneráveis. Além da assinatura dos contratos, as servidoras iniciaram uma capacitação promovida pela Academia de Polícia Civil em parceria com a Coordenadoria de Enfrentamento à Violência Contra a Mulher e Vulneráveis. O treinamento busca preparar as profissionais para o atendimento humanizado, acolhimento, avaliação e acompanhamento psicossocial das vítimas. Segundo a delegada-geral da Polícia Civil, Daniela Maidel, a chegada das novas profissionais representa um importante complemento ao trabalho investigativo realizado pela instituição. Ela destacou que o acolhimento adequado e o encaminhamento correto das vítimas são fundamentais para garantir proteção e acesso à rede de apoio disponível. A coordenadora de Enfrentamento à Violência Contra a Mulher e Vulneráveis, delegada Judá Maali Marcondes, ressaltou que as profissionais atuarão diretamente no primeiro atendimento das vítimas, oferecendo escuta qualificada, acolhimento humanizado e orientação especializada. O objetivo é assegurar que mulheres e pessoas vulneráveis sejam atendidas de forma sensível, segura e alinhada às políticas de proteção e enfrentamento à violência. A iniciativa reforça o compromisso da Polícia Civil com a humanização do atendimento e a ampliação da assistência às vítimas, fortalecendo a rede de proteção e contribuindo para um acolhimento mais eficiente e especializado em Mato Grosso.
Defensoria garante identidade e transforma vidas de mulheres trans em MT
Projeto viabilizou a retificação de nome e gênero para mulheres transexuais, incluindo reeducandas do sistema prisional, promovendo inclusão, cidadania e acesso à justiça. A Defensoria Pública de Mato Grosso promoveu uma importante ação de cidadania e inclusão social ao garantir a retificação de nome e gênero nas certidões de nascimento de mulheres transexuais em Rondonópolis. A iniciativa, realizada por meio do projeto “Qual é o Meu Nome?”, resultou na entrega de novos documentos para sete mulheres, permitindo que elas passassem a ter sua identidade oficialmente reconhecida. A ação foi desenvolvida em parceria com a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-MT) e o Tabelionato Bianchin, que colaboraram para superar entraves burocráticos e financeiros. Como parte do esforço conjunto, o cartório concedeu isenção das taxas necessárias para a emissão das novas certidões, possibilitando que as beneficiadas recebessem a documentação sem custos. Além de atender mulheres da comunidade, o projeto também alcançou o sistema prisional. Durante visitas realizadas à Penitenciária Major Eldo de Sá Corrêa, conhecida como Mata Grande, a Defensoria apresentou a proposta às reeducandas da Ala Aquarela, espaço destinado à população LGBTQIAPN+, ampliando o acesso ao direito de reconhecimento da identidade de gênero. Para garantir que mais pessoas fossem contempladas, a defensora pública Jacqueline Gevizier Rodrigues Ciscato articulou o apoio de empresários da região para custear novos processos de retificação documental. Paralelamente, atuou na judicialização dos casos que exigiam medidas legais específicas, ampliando o alcance da iniciativa. A entrega das novas certidões foi marcada por emoção e simbolizou o encerramento de uma longa espera para as beneficiadas. O reconhecimento oficial da identidade representa mais do que uma alteração documental: significa dignidade, pertencimento e o fortalecimento da cidadania para pessoas que historicamente enfrentam obstáculos no acesso a direitos básicos. A atuação conjunta entre Defensoria Pública, OAB e parceiros locais reforça a importância de ações voltadas à promoção da igualdade e do respeito à diversidade. Com o projeto “Qual é o Meu Nome?”, a instituição reafirma seu compromisso com a defesa dos direitos fundamentais e com a construção de uma sociedade mais inclusiva e justa para todos.
PEDRO TAQUES ACUSA BANCO MASTER DE OPERAR ESQUEMA DE FRAUDES EM EMPRÉSTIMOS CONSIGNADOS
O ex-governador de Mato Grosso e ex-senador Pedro Taques afirmou, durante depoimento à CPI do Crime Organizado no Senado Federal, que o Banco Master teria coordenado um esquema de irregularidades envolvendo empréstimos consignados para servidores públicos em Mato Grosso. Segundo Taques, milhares de servidores estaduais teriam sido prejudicados por contratos realizados por empresas ligadas ao banco. Ele afirmou que muitas dessas instituições utilizavam nomes semelhantes aos de bancos tradicionais, o que poderia induzir os consumidores ao erro. De acordo com o ex-governador, cerca de 45 mil servidores mato-grossenses possuem contratos de empréstimos consignados com empresas que teriam ligação com o Banco Master. Durante o depoimento, Taques relatou casos de aposentados e servidores com mais da metade da renda comprometida pelo pagamento das parcelas dos empréstimos. “Há aposentados com até 60% da renda comprometida e pagando juros elevados. Muitos possuem vários contratos simultâneos”, afirmou. SUSPEITA DE ATUAÇÃO EM VÁRIOS ESTADOS Pedro Taques também afirmou que o modelo investigado não estaria restrito a Mato Grosso. Segundo ele, ao menos 23 estados e mais de 160 prefeituras teriam adotado mecanismos semelhantes relacionados ao crédito consignado. O ex-governador chamou a atenção para decretos estaduais publicados em diferentes estados brasileiros que, segundo ele, apresentam textos semelhantes e ampliaram a margem de comprometimento salarial dos servidores para contratação de empréstimos. Entre os estados citados estão: Mato Grosso Bahia Minas Gerais Espírito Santo Acre Alagoas Roraima Sergipe Os senadores da CPI afirmaram que essas informações deverão ser analisadas ao longo das investigações. ACUSAÇÕES ENVOLVENDO RECURSOS PÚBLICOS Em outro momento do depoimento, Pedro Taques levantou suspeitas sobre a destinação de aproximadamente R$ 308 milhões relacionados à devolução de tributos cobrados indevidamente. Segundo ele, os recursos teriam passado por fundos administrados pelo Banco Master antes de chegarem a empresas ligadas a pessoas próximas ao governador Mauro Mendes. Taques afirmou que os fatos precisam ser investigados pelos órgãos de controle e classificou os fundos de investimento como um dos mecanismos mais difíceis de rastrear financeiramente. SENADORES QUESTIONAM MOTIVAÇÃO POLÍTICA Durante a sessão, senadores da bancada de Mato Grosso lembraram que Pedro Taques e Mauro Mendes possuem histórico de disputas políticas. A senadora Margareth Buzetti questionou se as denúncias poderiam ter relação com divergências políticas entre os dois. Já o senador Wellington Fagundes perguntou como Taques conseguiu reunir informações que, segundo ele, ainda não haviam sido identificadas por órgãos oficiais de fiscalização. Pedro Taques respondeu que atua como advogado de sindicatos de servidores e que passou a investigar o tema após ser procurado por entidades representativas da categoria. INVESTIGAÇÕES CONTINUAM As denúncias apresentadas por Pedro Taques foram incorporadas aos trabalhos da CPI do Crime Organizado, que segue investigando possíveis irregularidades no sistema de crédito consignado em diversos estados brasileiros. Até o momento, as acusações relatadas pelo ex-governador ainda dependem de apuração e análise dos órgãos competentes. Fonte: Agência Senado Por: Alex Rabelo — Jornalista e Estrategista Político | MT Urgente News
Wellington Rebate Rumores, Mantém Pré-Candidatura e Diz que Quer Apoio de Botelho
O senador Wellington Fagundes (PL) reagiu às especulações sobre uma possível desistência de sua pré-candidatura ao Governo de Mato Grosso e afirmou, de forma categórica, que segue firme no projeto de disputar o Palácio Paiaguás em 2026. A declaração foi uma resposta às falas do deputado estadual Eduardo Botelho (MDB), que citou a existência de comentários e rumores nos bastidores políticos sobre um possível recuo do senador. Wellington afirmou que a informação não procede e revelou que esteve recentemente com o presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, de quem ouviu pessoalmente que não existe qualquer discussão sobre a retirada de sua candidatura. Segundo o senador, sua pré-candidatura continua fortalecida e conta com o respaldo da direção nacional do partido. Mesmo diante das declarações de Botelho, Wellington adotou um tom conciliador e afirmou que deseja manter a boa relação política construída ao longo dos anos. “Quero o apoio dele. Já estivemos juntos em várias eleições”, destacou. Nos bastidores, aliados de Wellington avaliam que os rumores surgem justamente porque ele é visto como o principal nome da oposição ao grupo político liderado pelo governador Mauro Mendes e pelo vice-governador Otaviano Pivetta. Para esse grupo, Wellington representa uma alternativa real de disputa ao comando do Estado em 2026, motivo pelo qual qualquer especulação sobre sua saída da corrida eleitoral acaba ganhando grande repercussão no cenário político. O senador também criticou a disseminação de boatos e afirmou que informações sem confirmação acabam sendo amplificadas por setores políticos interessados em influenciar o debate público. Com a declaração, Wellington busca encerrar as especulações e reforçar uma mensagem clara aos seus apoiadores: sua pré-candidatura está mantida, segue respaldada pelo PL nacional e continua na disputa pelo Governo de Mato Grosso. Por: Alex Rabelo — jornalista e estrategista político | MT Urgente News
Duplicação da BR-163 avança com oito frentes de obras e meta de conclusão até o fim de 2026
Com 39 equipes em campo, trabalhos incluem duplicação de 96 quilômetros, construção de viadutos, pontes, passarelas e vias marginais para ampliar a segurança e a capacidade da rodovia. A duplicação da BR-163 em Mato Grosso segue em ritmo intenso com a atuação simultânea de oito frentes de trabalho ao longo da rodovia. Aproveitando o período de estiagem, 39 equipes estão mobilizadas para executar a duplicação de 96 quilômetros de pista e a construção de 20 obras de arte especiais, entre viadutos e dispositivos de retorno, reforçando a transformação da principal rota logística do Estado. Além da ampliação da capacidade viária, o pacote de investimentos contempla a construção de cinco pontes, três passarelas para pedestres e sete quilômetros de vias marginais. As intervenções também incluem acostamentos, faixas de segurança e outras estruturas voltadas para melhorar a fluidez do trânsito e reduzir riscos de acidentes. De acordo com o diretor-presidente da Nova Rota do Oeste, Luciano Uchoa, a distribuição estratégica das equipes ao longo dos trechos em obras é fundamental para garantir o cumprimento do cronograma estabelecido pelo Governo de Mato Grosso. A meta é concluir todas as intervenções previstas no contrato original de concessão até o final de 2026. Segundo ele, as obras têm impacto direto tanto na segurança dos usuários quanto na eficiência do transporte de cargas, considerando a relevância da BR-163 para o escoamento da produção mato-grossense e para a logística nacional. Desde que o Governo do Estado assumiu o controle acionário da concessionária Nova Rota do Oeste, em 2023, a BR-163 passou a concentrar uma das maiores obras de infraestrutura rodoviária em execução no país. Até dezembro de 2025, já haviam sido entregues 230 quilômetros de pistas duplicadas. Parte desses trechos opera em pista dupla, enquanto outros utilizam a nova estrutura para permitir a recuperação da pista antiga. A concessionária trabalha para finalizar as obras previstas para a região Norte de Mato Grosso e para a Rodovia dos Imigrantes em um prazo de quatro anos, período considerado desafiador e que representa metade do tempo formalmente acordado com a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT). Pelo Termo de Ajustamento de Conduta firmado com a agência, a conclusão das obras poderia ocorrer em até oito anos.
PROJETO QUE PERMITE CONCESSÃO DO BRT SEM NOVA LICITAÇÃO AINDA NÃO FOI ANALISADO PELA ALMT, DIZ MORETTO
A proposta que pode permitir ao Governo de Mato Grosso entregar a operação do futuro BRT de Cuiabá e Várzea Grande às atuais empresas do transporte coletivo, sem a realização de uma nova licitação, ainda não foi analisada pela Comissão de Infraestrutura Urbana e Transporte da Assembleia Legislativa. A informação foi confirmada nesta quarta-feira (10) pelo presidente da comissão, deputado estadual Valmir Moretto (Republicanos). O tema tem gerado debate porque o projeto prevê que a operação do BRT possa ser incorporada ao contrato já existente do transporte coletivo metropolitano, evitando a necessidade de uma nova concorrência pública. O QUE O PROJETO MUDA? Atualmente, o Governo do Estado trabalha na implantação do BRT para substituir o antigo projeto do VLT entre Cuiabá e Várzea Grande. A proposta em discussão na Assembleia permite que a operação do novo sistema seja assumida pelas empresas que já prestam o serviço de transporte coletivo na região metropolitana. Na prática, isso significa que o BRT poderia ser incluído no contrato atual das concessionárias, desde que sejam cumpridas exigências legais e haja comprovação de que a medida traz benefícios para os usuários e para o poder público. A autorização está prevista em um substitutivo integral do Projeto de Lei que cria o Plano de Mobilidade da Região Metropolitana do Vale do Rio Cuiabá. MORETTO EVITA DISCUTIR LEGALIDADE Questionado sobre a legalidade da proposta, Moretto preferiu não entrar no mérito jurídico. Segundo ele, essa análise cabe aos órgãos técnicos do Governo do Estado, como a Procuradoria-Geral do Estado (PGE) e a Controladoria-Geral do Estado (CGE). “O Governo possui órgãos técnicos e jurídicos para avaliar se essa modalidade é legal ou não. Se o Estado está propondo esse modelo, imagino que exista respaldo jurídico para isso”, afirmou. COMISSÃO AINDA VAI ANALISAR O TEXTO Apesar da repercussão do assunto, o deputado afirmou que a Comissão de Infraestrutura ainda não discutiu oficialmente a proposta. “Até este momento eu não analisei o projeto. A comissão é independente e fará a análise no momento adequado”, declarou. FOCO DEVE SER A QUALIDADE DO SERVIÇO Para Moretto, mais importante do que discutir o formato da contratação é garantir que a população receba um transporte moderno, eficiente e de qualidade. Segundo ele, uma licitação, por si só, não garante necessariamente um serviço melhor. “O que precisamos avaliar é quem tem condições de oferecer o melhor atendimento à população. O objetivo final deve ser um transporte eficiente, moderno e que funcione para quem depende dele todos os dias”, disse. DEBATE DEVE CONTINUAR NA ASSEMBLEIA O projeto ainda será apreciado pelos deputados estaduais e pode gerar novos debates nas próximas semanas. Moretto destacou que qualquer parlamentar pode pedir esclarecimentos, apresentar questionamentos e participar da discussão, independentemente de integrar a Comissão de Infraestrutura. A expectativa é que a proposta avance na Assembleia nos próximos dias, já que a definição sobre quem irá operar o BRT é considerada uma das etapas mais importantes para a implantação definitiva do novo sistema de transporte coletivo na região metropolitana de Cuiabá e Várzea Grande. Por: Alex Rabelo — jornalista e estrategista político | MT Urgente News
EX-GOVERNADOR CLÁUDIO CASTRO DIZ QUE JANTAR DE R$ 66 MIL PAGO POR BANQUEIRO FOI SURPRESA E PREPARA DEFESA À PF
Fonte: Metrópoles O ex-governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro (PL), está preparando sua defesa após ter seu nome citado na delação do banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Grupo Master, alvo de investigações que apuram possíveis favorecimentos envolvendo recursos públicos. Segundo reportagem do Metrópoles, Castro tem afirmado a aliados que não houve qualquer ilegalidade em um jantar e em uma degustação de uísque realizados em Nova York e pagos por Vorcaro, eventos que passaram a ser analisados pela Polícia Federal. O QUE ESTÁ SENDO INVESTIGADO? A Polícia Federal investiga se a proximidade entre Cláudio Castro e Daniel Vorcaro teria influenciado investimentos milionários realizados pela Companhia Estadual de Águas e Esgotos do Rio de Janeiro (Cedae) e pela RioPrevidência em empresas ligadas ao Grupo Master. Para os investigadores, os encontros realizados nos Estados Unidos ajudam a demonstrar a relação próxima entre o ex-governador e o banqueiro. JANTAR DE R$ 66 MIL EM NOVA YORK Um dos episódios citados pela investigação aconteceu em maio de 2023, em Nova York, no restaurante Nusr-Et Steakhouse, conhecido internacionalmente por ter como proprietário o famoso chef Salt Bae. De acordo com a Polícia Federal, Daniel Vorcaro teria organizado e pago a conta do jantar, que chegou a aproximadamente US$ 13,3 mil, valor que atualmente corresponde a cerca de R$ 66 mil. Segundo Cláudio Castro, havia cerca de 20 pessoas na mesa, entre familiares, assessores e convidados. O ex-governador afirma que o grupo estava preparado para dividir a conta, mas teria sido surpreendido quando Vorcaro decidiu pagar toda a despesa. MAURO MENDES ESTAVA NO LOCAL Ainda segundo relato feito por Cláudio Castro a aliados, o então governador de Mato Grosso, Mauro Mendes (União Brasil), também estava no restaurante naquele dia, em outra mesa. Castro afirma que os dois chegaram a brincar sobre quem pagaria a conta do jantar. Procurado pelo Metrópoles, Mauro Mendes informou que estava em Nova York cumprindo agenda institucional representando Mato Grosso e ressaltou que todas as despesas da viagem foram custeadas com recursos próprios. DEGUSTAÇÃO DE UÍSQUE REUNIU POLÍTICOS E FILHO DE MINISTRO DO STF Outro evento que entrou na mira da investigação foi uma degustação exclusiva de uísque realizada também em Nova York. Segundo Castro, cerca de 40 pessoas participaram do encontro. Entre os presentes estariam parlamentares, empresários e Rodrigo Fux, advogado e filho do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Luiz Fux. Segundo pessoas próximas à família, o próprio ministro também teria sido convidado para o evento, mas decidiu não comparecer. Aliados de Rodrigo Fux afirmam que ele permaneceu pouco tempo no local e que seu escritório nunca prestou serviços ao Grupo Master ou a Daniel Vorcaro. CASTRO DIZ QUE VAI ESCLARECER TUDO De acordo com a reportagem do Metrópoles, Cláudio Castro pretende apresentar todos esses esclarecimentos à Polícia Federal e ao Supremo Tribunal Federal. O ex-governador também deve explicar como conheceu Daniel Vorcaro. Segundo ele, o primeiro contato aconteceu durante o Carnaval de 2023, em um camarote na Marquês de Sapucaí, no Rio de Janeiro, por intermédio de um executivo da área de comunicação. INVESTIGAÇÃO CONTINUA As investigações seguem em andamento e buscam esclarecer se houve favorecimento indevido ou influência política envolvendo investimentos públicos ligados ao Grupo Master. Até o momento, não há decisão judicial que atribua culpa a Cláudio Castro, e o caso continua sendo apurado pelos órgãos competentes. Fonte: Metrópoles Por: Alex Rabelo — jornalista e estrategista político | MT Urgente News
PM de Mato Grosso lança Operação Escudo Feminino para intensificar combate à violência contra a mulher
Ação mobiliza os 15 Comandos Regionais da Polícia Militar e reforça medidas de prevenção, fiscalização de agressores e proteção às vítimas em todo o Estado. A Polícia Militar de Mato Grosso dá início, nesta quinta-feira (11), à Operação Escudo Feminino, uma ampla mobilização voltada ao enfrentamento da violência doméstica e ao combate ao feminicídio em todas as regiões do Estado. O lançamento oficial ocorrerá às 16 horas, na sede do 2º Comando Regional, em Várzea Grande, marcando o início da segunda fase da operação. A iniciativa será executada simultaneamente nos 15 Comandos Regionais da PM e reúne ações estratégicas de prevenção, fiscalização e repressão aos crimes praticados contra mulheres. O trabalho envolve equipes do policiamento ostensivo, setores de inteligência e atividades de aproximação comunitária, fortalecendo a rede de proteção às vítimas. A Operação Escudo Feminino foi estruturada em três etapas. A primeira fase concentrou esforços em levantamentos e análises de inteligência para identificação de situações de risco e monitoramento de ocorrências. Com o lançamento desta quinta-feira, entra em ação a segunda etapa, que prevê visitas e fiscalização de indivíduos que já possuem medidas judiciais ou notificações relacionadas à violência doméstica. Já a terceira e última fase será realizada no final do mês, com foco na assistência e no acompanhamento das mulheres vítimas de violência, por meio de visitas preventivas e ações de orientação, reforçando o compromisso das forças de segurança com a proteção e o acolhimento das vítimas. A Polícia Militar destaca que a operação busca ampliar a presença policial, prevenir novos casos de agressão e fortalecer o enfrentamento à violência de gênero, promovendo maior segurança e proteção às mulheres mato-grossenses.
Max comemora avanço da aposentadoria especial para agentes comunitários de saúde e de endemias no Senado
A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado aprovou a PEC 14/2021, que garante aposentadoria diferenciada para agentes comunitários de saúde (ACS) e agentes de combate às endemias (ACE), nesta quarta-feira (10). A proposta prevê aposentadoria após 25 anos de contribuição e assegura paridade com os servidores da ativa. Agora, o texto segue para votação no plenário do Senado. Para ser aprovado em definitivo, precisará do apoio de três quintos dos parlamentares. O deputado estadual Max Russi (Podemos), presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), lidera a pauta no Estado há mais de uma década. Por isso, comemorou o avanço da proposta, considerada uma das principais reivindicações dos profissionais da saúde básica. “É uma categoria que está na ponta, visitando as casas e atendendo diretamente a população. Por isso, esses profissionais merecem reconhecimento e valorização”, afirmou Max. Trabalho histórico em defesa dos ACSs e ACEs Ao longo dos anos, Max liderou diversas iniciativas voltadas à valorização dos agentes comunitários de saúde e dos agentes de combate às endemias. Como resultado, municípios mato-grossenses efetivarem as categorias pelo regime estatutário, garantiram o pagamento correto de insalubridade e piso salarial. O deputado também foi o proponente da Câmara Setorial Temática (CST) dos ACSs e ACEs. Posteriormente, a iniciativa se transformou em uma Frente Parlamentar. A partir desse trabalho, foi criado o curso Técnico em Agentes Comunitários de Saúde (TACS), com ênfase em Endemias. Entre 2021 e 2022, o programa formou gratuitamente 3.301 profissionais em Mato Grosso. Outra conquista defendida por Max foi a criação do auxílio-alimentação para agentes comunitários de saúde e agentes de combate às endemias. O benefício integra o programa Ser Família e garante um repasse mensal de R$ 200 aos profissionais.