Gastos de campanha incluem produção audiovisual, publicidade, comunicação e serviços jurídicos; Wellington Fagundes lidera despesas, seguido por Otaviano Pivetta e Natasha Slhessarenko As campanhas dos candidatos ao Governo de Mato Grosso já declararam R$ 15,76 milhões em despesas na prestação parcial de contas à Justiça Eleitoral. Do total registrado, aproximadamente 77% estão concentrados nas candidaturas de Wellington Fagundes (PL) e Otaviano Pivetta (Republicanos), que aparecem no topo da lista de gastos. Wellington Fagundes declarou R$ 6,23 milhões em despesas, o maior volume entre os candidatos. Entre os principais pagamentos está um repasse de R$ 700 mil ao escritório D’Moura & Ianhes Sociedade de Advogados. A campanha também registrou R$ 650 mil para a T2 Comunicação, Vídeo e Produções, R$ 628 mil ao Facebook, R$ 600 mil à Pantanal Filmes Áudio e Imagem e R$ 593 mil à Flexo Mídia Personalizados. Na sequência aparece Otaviano Pivetta, com R$ 5,97 milhões em despesas declaradas. A maior despesa individual da campanha foi de R$ 700 mil destinada à Plano B Produtora de Filmes. Também foram registrados pagamentos de R$ 450 mil à Cyrineu Advogados, R$ 409,3 mil à Gráfica Print e R$ 404 mil ao Facebook. As empresas Renca Comunicação e Soul Propaganda receberam R$ 350 mil cada. Terceira colocada em volume de gastos, Natasha Slhessarenko (PSD) declarou R$ 3,52 milhões em despesas. O maior pagamento individual entre as campanhas analisadas foi feito pela candidata, no valor de R$ 950 mil, para a QAQ Produções de Filmes e Vídeos. A prestação de contas também aponta R$ 510 mil destinados à Aster Pesquisa e Consultoria, R$ 465 mil à Pirajá Comunicação e Marketing Digital e R$ 300 mil ao Facebook. Os demais candidatos apresentaram despesas significativamente menores. Rafaell Milas (Missão) declarou R$ 31,3 mil, enquanto Maurício Coelho (Mobiliza) informou gastos de R$ 657,83. Sargento Laudicério (Agir) foi o único dos seis candidatos ao Governo que, até o levantamento considerado, não havia declarado despesas de campanha. O limite de gastos estabelecido para cada candidatura ao Governo de Mato Grosso no primeiro turno é de R$ 7,11 milhões. Com os valores já informados, Wellington Fagundes alcançou aproximadamente 88% do teto permitido, enquanto Pivetta chegou a cerca de 84%. Os valores fazem parte da prestação parcial de contas apresentada pelas próprias campanhas e ainda passarão pela análise da Justiça Eleitoral, que poderá verificar a regularidade das receitas e despesas declaradas ao longo do processo de prestação de contas.
Defensoria realiza mapeamento de 130 famílias ameaçadas por desocupação em Cuiabá
Neste sábado e domingo (12 e 13), a Defensoria Pública do Estado de Mato Grosso (DPEMT) realizou o programa Território de Direitos com o objetivo de aplicar o Sistema de Atendimento Fundiário (SAF) para levantar dados sociais, jurídicos e habitacionais das 130 famílias que residem em uma área localizada entre o Residencial Padová e o Condomínio Vila da Serra V, no bairro Serra Dourada, em Cuiabá. Desde 2016 o local é objeto de litígio judicial em uma ação proposta pelo Ministério Público de Mato Grosso que pede a desocupação da área de cerca de 4,2 hectares. Como explica a defensora pública coordenadora do Núcleo Estadual Especializado em Conflitos Fundiários, Silvia Maria Ferreira, o processo teve início em 2016, a partir da alegação do Ministério Público de que os moradores estariam ocupando uma Área de Preservação Permanente (APP) no entorno de uma nascente. Ao longo do processo, a Justiça determinou a desocupação da área, a demolição das construções existentes, a retirada dos entulhos e a recuperação ambiental da área. Embora exista a determinação judicial, a DPEMT vem atuando para garantir que a situação das famílias seja considerada e que eventual cumprimento da decisão ocorra de maneira humanizada, organizada e com a observância dos direitos das pessoas em situação de vulnerabilidade. A Defensoria também chamou a atenção para a existência de uma lei municipal que passou a admitir, em determinadas situações, a possibilidade de Regularização Fundiária Urbana (Reurb) em áreas ambientalmente sensíveis, defendendo a necessidade de estudos técnicos para verificar a possibilidade de adoção de medidas alternativas à remoção imediata das famílias. Desta forma, o juízo reconheceu a existência das 130 famílias residindo na área litigiosa e determinou a realização de providências para que sejam analisadas a situação. “Toda essa situação não pode oferecer riscos para as pessoas nem danos ao meio ambiente, mas neste caso temos uma área onde há muito tempo residem 130 famílias. Estamos tentando garantir que nenhuma desocupação seja feita sem uma análise aprofundada da situação. Por isso estamos aqui aplicando o SAF, fazendo todo esse estudo social, econômico e geográfico para visualizar quais medidas podem ser adotadas, seja no intuito de tentar manter essas famílias, recuperar a área de nascente ou, se for possível, seja feita a realocação dessas famílias de forma cuidadosa. Para além do interesse ambiental, estamos aqui realizando um trabalho social. Não estamos pedindo que terrenos em beira de nascentes, em torno de córregos, sejam utilizadas para construção. O que nós estamos pretendendo é que pessoas que já estão ali há muito tempo consigam permanecer ou consigam ter uma guarida e um direcionamento para um local onde possam construir suas moradias de forma segura”, afirma a defensora. O Sistema de Atendimento Fundiário (SAF) é um instrumento criado pela Defensoria de Mato Grosso que reúne informações detalhadas sobre as famílias que residem no local. Colhendo informações como número de residentes na habitação, renda familiar, documentação acessível e tudo mais que possa estabelecer um quadro social de cada família, o SAF ajuda a garantir que o Poder Público atue com mais eficácia para proteger e garantir o direito à moradia, especialmente daquelas que já formaram vínculos e raízes nos territórios onde vivem. A DPEMT aplica o SAF por meio do programa Território de Direitos, criado com o propósito de realizar uma busca ativa e estratégica das famílias que vivem em situação de extrema vulnerabilidade em áreas de conflito fundiário. O sistema auxilia os defensores públicos a estabelecer estratégias judicias em cada ação. No caso das 130 famílias que residem no bairro Serra Dourada, todos os dados colhidos serão utilizados no processo com o objetivo de averiguar qual é a melhor saída para garantir que os moradores tenham seus direitos preservados. “A Defensoria luta para que sejam consideradas as condições concretas das famílias que estão inseridas nesse processo judicial. Estamos juntando todas essas informações para que o Poder Judiciário analise o quadro de vulnerabilidade social, o tempo de ocupação, a situação habitacional e a possibilidade de adoção de soluções que evitem uma remoção desassistidas dessas pessoas. Nós não estamos falando apenas de retirar as casas, estamos falando de histórias, de lutas e de muito trabalho que essas famílias realizaram para construir sua única moradia”, diz Silvia Maria. Raízes consolidadas – Moradora do local há 22 anos, Ana Maria Rocha Silva conta que chegou no bairro junto de seu marido e um casal de filhos pequenos. Com muita luta, eles conseguiram construir uma pequena casa que hoje corre o risco de ser demolida. “Eu fico muito preocupada porque foram anos de luta e suor. Eu tenho 51 anos de idade, sou artesã e faxineira, já meu marido é pedreiro, nós não temos dinheiro pra construir tudo de uma vez, por isso estamos há mais de 20 anos levantando a nossa casa. Um dia nós acordamos e fomos notificados que tínhamos que sair da casa porque ela ia ser demolida e ainda teríamos que retirar os entulhos, como se fosse lixo. Eu não tenho outro lugar para ir, eu só tenho essa casa e não troco ela por nada, eu amo o meu lugar. Essa ação da Defensoria traz um alívio e uma tranquilidade pra gente”, diz a moradora. Quem também partilha do mesmo sentimento de medo de Ana Maria é a senhora Pamela Magalhães Cristina, de 43 anos. Ela, o marido e a filha residem no local desde 2014, mas começaram a construir a casa no ano de 2012. “Estamos até hoje construindo, devagar, ainda falta fazer o muro e a parte da frente. Quando ficamos sabendo do processo nós levamos um susto, porque temos medo de perder nossa única casa. Esse trabalho que a Defensoria está fazendo é muito bom porque mostra que tem alguém olhando por nós, que se preocupa com os moradores”, afirma Pamela.
Lei de autoria de Max Russi cria nova política para fortalecer mineração em Mato Grosso
Nova legislação prevê mais segurança jurídica, pesquisa, tecnologia, industrialização e atração de investimentos para o setor mineral Mato Grosso passa a contar com uma política própria para organizar e fortalecer o setor mineral. De autoria do deputado estadual Max Russi (Podemos), presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), a Lei nº 13.559/2026 foi sancionada pelo governador Otaviano Pivetta e estabelece novas diretrizes para a geologia, mineração e transformação mineral no estado. A legislação busca ampliar o conhecimento sobre o potencial mineral de Mato Grosso, incentivar pesquisas e novas tecnologias, atrair investimentos e estimular a industrialização dos recursos minerais dentro do próprio estado. Também estão entre os objetivos a qualificação profissional, o apoio aos municípios mineradores e a regularização e modernização da mineração de pequena escala. Para Max Russi, a nova política cria condições para que Mato Grosso aproveite melhor suas riquezas minerais e transforme esse potencial em desenvolvimento econômico e oportunidades para a população. “Temos um potencial mineral enorme e precisamos fazer com que essa riqueza gere desenvolvimento aqui dentro de Mato Grosso. Essa política cria uma estrutura para avançarmos com segurança jurídica, sustentabilidade, tecnologia e agregação de valor, gerando novos investimentos, empregos e renda”, destacou Max. A vice-presidente do Grupo de Trabalho (GT) da Mineração, Taís Costa, ressaltou o caráter pioneiro da iniciativa e a importância de estruturar o setor com participação do poder público, universidades e especialistas. “Pela primeira vez estamos construindo todo um alicerce para a mineração em Mato Grosso. É um avanço que busca trazer a atividade para a legalidade, com sustentabilidade, rastreabilidade e alinhamento às boas práticas de governança”, afirmou. A repercussão também alcançou profissionais do setor. A advogada especialista em mineração Pamela Alegria destacou que a nova legislação permite ao estado avançar no conhecimento sobre suas riquezas minerais. “Mato Grosso, que é tão forte no solo, vai começar a estruturar a política para mostrar efetivamente o que temos no nosso subsolo. Esse é o grande avanço”, afirmou em vídeo publicado nas redes sociais.
Cuiabá registra manhã fria e Defesa Civil prevê retorno gradual do calor ao longo da semana
Cuiabá começou a semana com temperaturas mais baixas e mudança significativa nas condições do tempo. Nesta segunda-feira (14), a capital mato-grossense registrou mínima de 17°C, com previsão de máxima próxima de 28°C. A queda nas temperaturas foi percebida entre o fim de semana, quando o clima ficou mais ameno, acompanhado de períodos de neblina e garoa fina. Segundo a Defesa Civil Municipal, o cenário deve mudar gradualmente nos próximos dias, com elevação das temperaturas. Para terça-feira (15), a previsão aponta mínima de 19°C e máxima de 31°C. Na quarta-feira (16), os termômetros podem variar entre 21°C e 36°C, indicando o retorno do calor mais intenso à capital. A tendência é de aumento progressivo tanto das temperaturas mínimas quanto das máximas ao longo da semana. Apesar de não haver previsão de chuva para os próximos dias, a ocorrência de neblina não está descartada, principalmente durante as primeiras horas da manhã. Diante da variação nas condições climáticas, a Defesa Civil orienta a população a redobrar a atenção com as mudanças bruscas de temperatura e manter os cuidados durante os períodos de calor. A recomendação inclui reforçar a hidratação, evitar exposição prolongada ao sol nos horários de maior temperatura e adotar medidas de proteção nos momentos de baixa umidade e calor elevado.
Quaest aponta Lula à frente de Flávio Bolsonaro no 1º turno, mas empate técnico no 2º
Pesquisa mostra presidente com 36% das intenções de voto contra 31% do senador; em eventual segundo turno, Flávio aparece numericamente à frente, dentro da margem de erro Pesquisa Genial/Quaest divulgada nesta segunda-feira (14) mostra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na liderança das intenções de voto para o primeiro turno das eleições presidenciais de outubro. No cenário estimulado, quando os nomes dos candidatos são apresentados aos entrevistados, Lula aparece com 36%, enquanto o senador Flávio Bolsonaro (PL) registra 31%. Em relação ao levantamento anterior, divulgado em 7 de setembro, Lula manteve o mesmo percentual, enquanto Flávio avançou dois pontos, passando de 29% para 31%. Augusto Cury (Avante) aparece com 7%, seguido por Renan Santos (Missão) e Ronaldo Caiado (PSD), ambos com 4%. Romeu Zema (Novo) tem 1%. Brancos, nulos e eleitores que afirmam não votar somam 8%, enquanto 10% permanecem indecisos. Os demais candidatos listados na pesquisa registraram menos de 1% das intenções de voto. No levantamento espontâneo, em que os entrevistados não recebem uma lista de candidatos, Lula também lidera, com 28%. Flávio Bolsonaro aparece em segundo, com 23%, ante 20% na pesquisa anterior. Augusto Cury tem 3%, enquanto Ronaldo Caiado e Renan Santos registram 1% cada. Jair Bolsonaro (PL), que está inelegível, foi citado por 1% dos entrevistados. O índice de indecisos chega a 41%. Segundo turno Em uma eventual disputa de segundo turno entre Lula e Flávio Bolsonaro, o senador aparece numericamente à frente, com 42% das intenções de voto, contra 40% do presidente. Como a margem de erro da pesquisa é de dois pontos percentuais para mais ou para menos, o resultado configura empate técnico. No levantamento anterior, realizado em setembro, os dois estavam empatados numericamente em 41%. Nos demais cenários testados, Lula aparece numericamente à frente. Contra Augusto Cury, o presidente registra 38%, ante 36%. Contra Ronaldo Caiado, Lula tem 41%, contra 39% do adversário. Diante de Renan Santos, o petista aparece com 41%, enquanto o candidato do Missão soma 38%. Já contra Romeu Zema, Lula amplia a vantagem, com 45% das intenções de voto, contra 33% do governador de Minas Gerais. A pesquisa ouviu presencialmente 2.004 eleitores entre os dias 10 e 13 de setembro. O levantamento possui nível de confiança de 95% e margem de erro de dois pontos percentuais. A pesquisa foi contratada pela Globo e registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-03607/2026.
Polícia Civil prende seis suspeitos de integrar grupo que furtava equipamentos de irrigação em fazendas
Operação Cronos cumpre 14 ordens judiciais em Cuiabá, Várzea Grande e Nossa Senhora do Livramento; prejuízo causado às vítimas é estimado em R$ 800 mil A Polícia Civil de Mato Grosso deflagrou, na manhã desta segunda-feira (16.9), a Operação Cronos para desarticular um grupo investigado por uma série de furtos qualificados cometidos em propriedades rurais, principalmente de equipamentos elétricos utilizados em sistemas de irrigação. Ao todo, são cumpridas 14 ordens judiciais, sendo seis mandados de prisão preventiva e oito de busca e apreensão. As medidas foram autorizadas pela Justiça a partir das investigações conduzidas pela Delegacia de Polícia de Vila Bela da Santíssima Trindade. Os mandados são cumpridos em endereços de Cuiabá, Várzea Grande e Nossa Senhora do Livramento, com apoio de equipes do Centro Integrado de Segurança e Cidadania (CISC) de Pontes e Lacerda, da Gerência de Combate ao Crime Organizado (GCCO) e da Gerência Estadual de Polinter e Capturas (Gepol). A Justiça também autorizou o acesso a dados telefônicos e telemáticos relacionados aos aparelhos eletrônicos apreendidos, medida que deve auxiliar no aprofundamento das diligências e na identificação de novas conexões entre os investigados. Segundo a investigação, o grupo teria como alvo propriedades rurais de Vila Bela da Santíssima Trindade e atuava na subtração de equipamentos de alto valor, entre eles motores elétricos, aparelhos de soft start, inversores utilizados em sistemas de irrigação e grandes quantidades de cabos de cobre. O prejuízo provocado pelos furtos é estimado em aproximadamente R$ 800 mil. A forma de execução dos crimes chamou a atenção dos investigadores pelo conhecimento técnico demonstrado pelos suspeitos. Os equipamentos, alguns de grande porte, eram retirados das propriedades e os cabos de cobre eram cortados diretamente dos sistemas de funcionamento, exigindo domínio sobre as instalações elétricas. As apurações indicam ainda que os integrantes possuíam funções definidas dentro da estrutura criminosa, desde a escolha das propriedades que seriam alvo dos furtos até o transporte e a posterior comercialização dos materiais. Alguns investigados teriam admitido participação em outros crimes semelhantes ocorridos em diferentes municípios de Mato Grosso. Durante os interrogatórios, foram mencionados possíveis furtos em Campo Verde, Sorriso, Diamantino e Lucas do Rio Verde, além de uma ocorrência envolvendo uma usina de placas solares localizada em Nobres. As informações agora são analisadas pela Polícia Civil para verificar a eventual participação do grupo nesses casos. Um dos principais elementos utilizados pelos investigadores para avançar na identificação dos suspeitos foi a análise de imagens de sistemas oficiais de videomonitoramento. A partir dos registros, foi possível reconstruir trajetos realizados antes e depois dos crimes, identificar veículos utilizados nas ações e acompanhar o deslocamento dos investigados. As imagens também apontaram que, em determinadas ocasiões, os suspeitos teriam utilizado caminhos alternativos para evitar pontos de fiscalização durante o retorno à região de Cuiabá. Em uma das ações investigadas, três veículos foram identificados trafegando em comboio após deixarem o local de um dos furtos, transportando os materiais retirados das propriedades. No decorrer das diligências, parte dos objetos furtados também foi recuperada. Em uma abordagem realizada durante a investigação, os policiais localizaram inversores de energia, cerca de 200 quilos de cabos de cobre e um reboque que havia sido furtado e estaria sendo utilizado para transportar os materiais. Com o cumprimento das ordens judiciais, a Polícia Civil pretende ampliar o conjunto de provas, localizar outros equipamentos subtraídos, identificar possíveis integrantes ainda não identificados e esclarecer a eventual ligação dos investigados com outros furtos registrados em Mato Grosso. A Operação Cronos recebeu esse nome em referência a Cronos, figura da mitologia grega tradicionalmente relacionada à agricultura e à colheita, em alusão ao cenário rural onde ocorreram os crimes investigados.
Ex-primeira-dama de Cuiabá, Márcia Pinheiro, é internada após sofrer AVC
Márcia Pinheiro foi encaminhada ao Hospital Jardim Cuiabá na noite de domingo (13) e permanece estável, sob observação médica e sem previsão de alta. A ex-primeira-dama de Cuiabá, Márcia Pinheiro, foi internada na noite deste domingo (13) após sofrer um Acidente Vascular Cerebral (AVC). Ela foi encaminhada ao Hospital Jardim Cuiabá, onde permanece sob cuidados médicos e em observação. Segundo informações apuradas pela reportagem, Márcia teria apresentado um mal-estar e foi levada rapidamente à unidade de saúde. Após a avaliação médica, ela teria sido submetida a um procedimento cirúrgico de emergência. O estado de saúde é considerado estável. Até o momento, porém, não há previsão para a alta hospitalar.
Pessoa é socorrida após ser ferida com arma branca em Lucas do Rio Verde
Vítima foi encontrada consciente e comunicativa pelos bombeiros e encaminhada a uma unidade hospitalar Uma pessoa foi socorrida pelo Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso (CBMMT), na noite deste domingo (13.9), após ser ferida por arma branca, em Lucas do Rio Verde, a 332 quilômetros de Cuiabá. A ocorrência foi registrada por volta das 18h20, no bairro Parque das Américas, após a equipe da 13ª Companhia Independente Bombeiro Militar (13ª CIBM) ser acionada pelo telefone de emergência 193. Ao chegar ao local, os militares encontraram a vítima consciente e comunicativa, com um ferimento na região dorsal. A equipe realizou os primeiros atendimentos e aplicou curativos para controlar o sangramento. Após o atendimento pré-hospitalar, a vítima foi encaminhada ao hospital, onde recebeu os cuidados médicos necessários. Até o momento, não foram divulgadas informações sobre as circunstâncias ou a causa da lesão.
Max é homenageado por grupos de siriri e reforça compromisso com a cultura de Mato Grosso
O deputado estadual Max Russi (Podemos), presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) e candidato à reeleição, foi homenageado neste domingo (13) por grupos de siriri durante encontro realizado na Associação Cultural Flor Ribeirinha, em Cuiabá. Representantes da cultura popular reconheceram o apoio do parlamentar e declararam apoio à sua reeleição. O encontro organizado pela mestra da cultura popular e fundadora do Flor Ribeirinha Dona Domingas da Silva, reuniu integrantes dos grupos de Cuiabá: Raízes Cuiabana, Voa Tuiuiú, Flor do Campo, Buritis do Cerrado, além do próprio Flor Ribeirinha. Além do Siriri Primos e Primas do Capão do Pequi, em Várzea Grande, e Pôr do Sol do Pantanal, de Barão de Melgaço, e de representantes da cultura de Vila Bela da Santíssima Trindade. Também participaram o deputado federal Coronel Assis (PL) e o secretário municipal de Cultura de Cuiabá, Johnny Everson. Durante a homenagem, Max recebeu uma viola de cocho e destacou a importância de preservar as manifestações culturais que mantêm vivas a história e a identidade de Mato Grosso. “Vocês fazem isso com amor, com dedicação e com muita dificuldade. Vocês são heróis por manter a nossa cultura. Um povo sem cultura é um povo sem história. Nós vamos valorizar ainda mais as nossas tradições e quero continuar trabalhando muito nisso nos próximos quatro anos”, afirmou Max. Dona Domingas destacou a relação construída com Max e afirmou confiar na continuidade da parceria. “Receber o deputado Max foi uma felicidade imensa e um orgulho. O Max Russi é uma pessoa querida, um homem de palavra.”, afirmou. O secretário municipal de Cultura, Johnny Everson, também destacou a participação de Max no fortalecimento das manifestações culturais e na realização de grandes eventos em Cuiabá. Entre as iniciativas mencionadas estão o apoio às comemorações do aniversário da capital e ao Festival de Siriri e Cururu. Ao agradecer a homenagem, Max reforçou que pretende ampliar a parceria com os grupos e utilizar o mandato para construir novas políticas de incentivo à cultura mato-grossense. “Contem comigo. Quero vocês próximos também, trazendo uma orientação, uma ideia, um projeto de lei, algo que a gente possa fazer na Assembleia. Isso qualifica o nosso mandato e nos ajuda a entregar resultados melhores para a sociedade”, concluiu.
Fantástico expõe investigação sobre missionários suspeitos de ligação com o Comando Vermelho em Cuiabá
Investigação da Polícia Civil aponta que família teria usado atividade religiosa em presídios para manter contato com integrantes da facção e movimentar recursos de origem ilícita Uma investigação da Polícia Civil de Mato Grosso sobre a suposta atuação de uma família de missionários em um esquema ligado ao Comando Vermelho ganhou repercussão nacional após ser exibida pelo Fantástico, da TV Globo, neste domingo (13). O caso envolve a atuação de religiosos que tinham autorização para prestar assistência em unidades prisionais e que, segundo os investigadores, teriam utilizado o acesso aos presídios para estabelecer contato com integrantes da facção criminosa. De acordo com a Delegacia de Repressão ao Crime Organizado (Draco), Rhavenna Barcelos de Almeida e os pais, os pastores Nivaldo de Almeida e Orminda de Almeida, são investigados por supostamente transmitir informações e recados a integrantes do grupo criminoso, além de emprestar contas bancárias para movimentações financeiras e auxiliar na ocultação de valores que, conforme a apuração policial, seriam provenientes do tráfico de drogas. As suspeitas surgiram a partir de uma denúncia que apontava a proximidade da família com integrantes da organização criminosa. Durante a investigação, autorizada judicialmente, a polícia analisou mensagens, fotografias, vídeos e áudios que teriam revelado a relação de Rhavenna com pessoas ligadas ao Comando Vermelho. Entre os materiais reunidos no inquérito estão registros que mostram a investigada com armas, dinheiro, joias e veículos de luxo. A polícia sustenta que a atividade religiosa teria sido utilizada como uma forma de aproximação com detentos apontados como integrantes ou lideranças da facção. Um dos principais nomes citados na investigação é Jonas Souza Gonçalves Júnior, conhecido como Batman e apontado pela polícia como liderança do Comando Vermelho em Mato Grosso. Ele estava preso na Penitenciária Central do Estado (PCE), em Cuiabá, e recebeu autorização para cumprir pena no regime semiaberto em setembro de 2024. Poucos dias depois, rompeu a tornozeleira eletrônica e fugiu para o Rio de Janeiro. Segundo a investigação, Rhavenna mantinha contato frequente com o criminoso e teria conhecimento sobre o local onde ele estava escondido. Conversas analisadas pelos investigadores também indicariam o compartilhamento de localização e informações relacionadas a ações policiais no Complexo do Alemão, no Rio de Janeiro. A polícia afirma ainda que os dois mantinham um relacionamento amoroso e que Rhavenna teria viajado diversas vezes ao Rio de Janeiro para encontrá-lo. Os investigadores também apontam que parte do padrão de vida exibido pela investigada nas redes sociais teria sido financiado por recursos associados ao grupo criminoso. Um Porsche avaliado em aproximadamente R$ 600 mil aparece entre os bens relacionados à investigação. A apuração também alcançou outras mulheres que frequentavam unidades prisionais como missionárias. Segundo a Draco, algumas delas teriam mantido relacionamentos com integrantes da facção e prestado informações falsas durante depoimentos, resultando em indiciamentos por falso testemunho. Outro vínculo identificado pela polícia envolve Renildo Silva Rios, apontado como um dos fundadores do Comando Vermelho em Mato Grosso e preso há mais de 20 anos por crimes como homicídio, tráfico de drogas e organização criminosa. Conforme o inquérito, ele e Rhavenna mantinham um relacionamento e o detento teria enviado presentes a ela, incluindo joias e um veículo. Ao final da investigação, Rhavenna, Orminda e Nivaldo foram indiciados por organização criminosa e lavagem de dinheiro. Posteriormente, o Ministério Público ofereceu denúncia contra Rhavenna, Orminda e Renildo pelos mesmos crimes. Por decisão da Justiça de Mato Grosso, os investigados e outras quatro pessoas citadas no inquérito foram proibidos de participar de atividades de assistência religiosa dentro de unidades prisionais. A Secretaria de Justiça também informou que adotou medidas para ampliar a fiscalização e combater a entrada e o uso de celulares na Penitenciária Central do Estado. As acusações são contestadas pelas defesas. A defesa de Rhavenna afirmou que os fatos serão esclarecidos no decorrer do processo, enquanto a defesa de Orminda negou qualquer envolvimento com organização criminosa. Nivaldo de Almeida, que também era alvo da investigação, morreu nesta semana em decorrência de um câncer.