Após um acidente ocorrido no último fim de semana na Praça Popular, em Cuiabá, envolvendo um veículo que atingiu um deck (chamado tecnicamente de parklet) instalado em frente a um restaurante, a Prefeitura foi cobrada por internautas quanto à legalidade da estrutura. Em resposta, o prefeito Abilio Brunini (PL) se manifestou nas redes sociais. Em comentário, ele declarou: “Isso é um Parklet, devidamente licenciado e segue a lei municipal. Este trecho é estacionamento e Parklet ocupa uma vaga de estacionamento. O licenciamento deste equipamento foi feito antes de eu assumir, e a lei está em vigor.” A fala do prefeito, embora esclareça a origem da autorização, gerou novos questionamentos sobre o impacto da estrutura no trânsito da região e sobre a possibilidade de sua remoção pelo poder público atual. O que é um parklet? Parklets são extensões da calçada instaladas sobre vagas de estacionamento público, geralmente com uso voltado ao lazer ou ao atendimento de bares e restaurantes. Embora a iniciativa seja privada, o espaço é considerado de uso público e precisa ser autorizado por meio de processo administrativo com base em lei municipal. A permanência é definitiva? Não. Mesmo com autorização anterior, o parklet é instalado sob a figura jurídica de permissão de uso precária. Ou seja, trata-se de um uso temporário, revogável a qualquer momento pela Prefeitura, sem necessidade de decisão judicial ou indenização. A Constituição Federal e o direito administrativo brasileiro garantem que bens públicos não podem ser apropriados de forma definitiva por particulares. A revogação de uma permissão pode ocorrer por diversos motivos, como: Interesse público; Risco à segurança; Impacto negativo à mobilidade; Reclamações da população. Assim, o prefeito Abilio Brunini tem total autonomia legal para revogar a permissão concedida por gestões anteriores, caso identifique prejuízos à coletividade. Trânsito comprometido Localizada em uma das áreas de maior fluxo de pessoas e veículos da capital, a Praça Popular sofre, principalmente nos fins de semana, com engarrafamentos, estacionamento irregular e circulação dificultada. A instalação de um deck sobre uma vaga de estacionamento, avançando parcialmente sobre o leito da via, reduz ainda mais o espaço disponível para manobras e circulação, representando risco tanto para motoristas quanto para pedestres. O acidente ocorrido recentemente, embora causado por conduta imprudente do condutor, revelou a vulnerabilidade de pedestres expostos à pista em uma área já congestionada. E se mais comércios aderirem? O debate se estende a uma questão mais ampla: o impacto da multiplicação de parklets em uma mesma via. Se outros estabelecimentos também solicitarem permissões semelhantes, a avenida poderá se transformar em um espaço fragmentado, com menos vagas, pistas estreitas e maior risco de acidentes. A responsabilidade é do prefeito A legislação permite, sim, a instalação de parklets, desde que observados critérios técnicos e legais. Mas também permite — e até exige — que o poder público reavalie o uso do espaço urbano sempre que houver comprometimento do interesse coletivo. Diante da situação atual, fica o questionamento: É prudente manter estruturas como essa em vias movimentadas? Ou seria mais adequado revogar a permissão para garantir maior segurança e fluidez no trânsito urbano? A resposta, agora, está nas mãos da gestão municipal.
“Até arrepia quando dizem que 8 de janeiro foi golpe”, diz Bolsonaro em interrogatório no STF
O ex-presidente Jair Bolsonaro prestou depoimento nesta segunda-feira (10) ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), no âmbito da ação penal que apura a existência de uma suposta trama golpista para impedir a posse do presidente Luiz Inácio Lula da Silva em 2023. Durante o interrogatório, Bolsonaro afirmou que “até arrepia” quando ouve dizer que os atos de 8 de janeiro foram uma tentativa de golpe de Estado. A declaração foi dada enquanto ele negava envolvimento nas articulações investigadas pela Procuradoria-Geral da República (PGR). Bolsonaro é um dos oito réus do chamado “núcleo 1” da denúncia apresentada pela PGR, que acusa o grupo de planejar medidas inconstitucionais com o objetivo de reverter o resultado das eleições de 2022 e impedir a posse do presidente eleito. Segundo a denúncia, o ex-presidente teve conhecimento de uma minuta de decreto que previa a decretação de estado de sítio e a prisão de ministros do STF e outras autoridades. As informações foram reforçadas por depoimentos prestados em acordo de delação premiada pelo tenente-coronel Mauro Cid, ex-ajudante de ordens de Bolsonaro. Em seu depoimento, Cid afirmou que Bolsonaro não apenas teve acesso ao documento, como também propôs alterações que incluíam apenas a prisão do ministro Alexandre de Moraes, relator da ação penal. Fase final da ação penal Entre os dias 9 e 13 de junho, o ministro Alexandre de Moraes conduz os interrogatórios dos oito réus apontados como integrantes do “núcleo central” da suposta tentativa de golpe. Já foram ouvidos: Tenente-coronel Mauro Cid (delator e ex-ajudante de ordens de Bolsonaro); Alexandre Ramagem (ex-diretor da Abin); Almir Garnier (ex-comandante da Marinha); Anderson Torres (ex-ministro da Justiça e ex-secretário de Segurança Pública do DF); Augusto Heleno (ex-ministro do Gabinete de Segurança Institucional). Além de Bolsonaro, ainda devem ser interrogados: Paulo Sérgio Nogueira (ex-ministro da Defesa); Walter Braga Netto (general do Exército e ex-ministro da Casa Civil). O interrogatório dos réus marca uma das etapas finais da ação penal. A expectativa é de que o julgamento sobre a eventual condenação ou absolvição dos acusados ocorra ainda no segundo semestre deste ano. Caso sejam condenados, as penas podem ultrapassar 30 anos de prisão.
Mato Grosso decreta emergência zoossanitária após detecção de gripe aviária em Campinápolis
O governador em exercício de Mato Grosso, Otaviano Pivetta, decretou estado de emergência zoossanitária por 90 dias em todo o território estadual, após a confirmação de um foco do vírus da influenza aviária H5N1 — popularmente conhecida como gripe aviária — em uma propriedade rural de Campinápolis, a 658 km de Cuiabá. O Decreto nº 1.480, publicado no Diário Oficial do Estado desta terça-feira (10 de junho de 2025), autoriza a realização de compras emergenciais e estabelece que o Instituto de Defesa Agropecuária de Mato Grosso (Indea-MT) poderá expedir normas complementares para disciplinar e operacionalizar todas as ações relacionadas à contenção da doença. Casos confirmados em criação doméstica O caso foi registrado em uma criação de aves domésticas de subsistência. Segundo o Indea-MT, a propriedade não está localizada em área de produção avícola comercial, o que reduz o risco de impacto direto no setor produtivo. Ainda assim, medidas sanitárias imediatas foram adotadas:🔹 Eliminação de todas as aves da propriedade;🔹 Desinfecção total da área afetada;🔹 Isolamento com barreira sanitária em um raio de 10 km, impedindo o trânsito de aves, pessoas e equipamentos potencialmente contaminados. Consumo de carne e ovos segue seguro Em nota oficial, o Indea-MT tranquilizou a população, ressaltando que não há risco à saúde humana com o consumo de carne de frango ou ovos, desde que os produtos sejam oriundos de estabelecimentos inspecionados. Os alimentos podem ser consumidos normalmente, com total segurança. A situação segue monitorada pelas autoridades sanitárias estaduais, com apoio do Ministério da Agricultura, e o estado poderá prorrogar o decreto de emergência, caso necessário.
Operação Desarme: Polícia Civil desmonta esquema de venda ilegal de armas em Rondonópolis
A Polícia Civil de Mato Grosso, por meio da Delegacia Especializada de Roubos e Furtos (Derf) de Rondonópolis (212 km ao sul de Cuiabá), deflagrou na manhã desta terça-feira (10) a Operação Desarme, com o objetivo de prender quatro suspeitos envolvidos na comercialização ilegal de armas de fogo e munições. As transações eram realizadas por meio de grupos no WhatsApp, e entre os compradores estariam integrantes de facções criminosas. Ao todo, estão sendo cumpridas 10 ordens judiciais, sendo 4 mandados de prisão e 6 de busca e apreensão, todos expedidos pela Justiça após representação feita pela delegada Anna Paula Marien. 🔎 Investigação iniciou após furto a lotérica A investigação teve início em 2024, durante a apuração de um furto em uma casa lotérica de Rondonópolis. No decorrer das diligências, os investigadores identificaram um grupo organizado que comercializava armas e munições de diversos calibres, operando de forma clandestina e estruturada. Entre os principais alvos da operação estão um casal que atuava como intermediador nas negociações, vendendo os armamentos para diferentes tipos de compradores, sem qualquer controle ou autorização legal. Negociações por WhatsApp e fachada ilegal Segundo a investigação, as vendas eram realizadas exclusivamente por WhatsApp, onde os criminosos compartilhavam fotos dos armamentos, especificações técnicas e valores. Um dos pontos utilizados como fachada para o comércio ilegal seria uma loja de artigos de pesca, onde os produtos eram escondidos e entregues. A operação representa mais um passo no combate ao tráfico de armas e à estruturação de facções criminosas no estado, desarticulando canais clandestinos de fornecimento de armamento bélico. (Com informações da assessoria da Polícia Civil)
Maior queijo do Brasil é produzido em Curvelândia (MT) e atrai 25 mil pessoas
Curvelândia, município de pouco mais de 5 mil habitantes localizado a 311 km de Cuiabá, entrou para a história neste domingo (8) ao produzir o maior queijo frescal do Brasil, durante a 15ª Festa do Queijo e 2ª Feira do Leite. O feito foi reconhecido e homologado pelo RankBrasil, único sistema nacional de certificação de recordes. O queijo gigante pesou impressionantes 3.005 quilos, resultado da utilização de mais de 28 mil litros de leite. A produção mobilizou uma verdadeira força-tarefa local, destacando o talento dos queijeiros e o potencial da bacia leiteira de Mato Grosso. Recorde, tradição e festa A iguaria se tornou a grande atração da festa, que reuniu cerca de 25 mil visitantes, número cinco vezes maior que a população da cidade. Durante o evento, mais de 7 mil pedaços do queijo foram distribuídos gratuitamente ao público. Nas redes sociais, a prefeitura celebrou o feito com entusiasmo: “Foi um momento inesquecível para todos que acompanharam de perto esse marco”. Essa é a segunda edição da produção do queijo recordista, que já se tornou uma tradição em Curvelândia. Segundo os organizadores, a fabricação da peça levou cerca de cinco horas de produção exclusiva, seguida por um período de refrigeração e conservação até o momento da distribuição. O queijo frescal é conhecido por sua textura macia, cor branca, alta umidade e sabor suave. É amplamente consumido em dietas leves e costuma ser servido com doces típicos, como a goiabada. Valorização da produção local Além do recorde, a festa contou com feira de produtores, shows e programação cultural. A iniciativa fortalece a identidade regional e evidencia a vocação produtiva de Curvelândia, que se consolida como referência na cadeia do leite e derivados em Mato Grosso.
Cid confirma plano de golpe, Ramagem nega repasses e Moraes ironiza jantar: os destaques do 1º dia de depoimentos no STF
Sessão no Supremo marca o início dos depoimentos dos principais réus envolvidos na tentativa de golpe de Estado em 2022. Cid confirma minuta golpista com aval de Bolsonaro, Ramagem nega espionagem, e clima entre acusados é cordial. Pedido de jantar de general gera resposta irônica de Moraes. O Supremo Tribunal Federal (STF) iniciou nesta segunda-feira (9) a oitiva dos réus acusados de integrar o chamado “núcleo duro” da tentativa de golpe de Estado, articulada após a derrota eleitoral de Jair Bolsonaro em 2022. No primeiro dia de audiência, o ex-ajudante de ordens da Presidência, Mauro Cid, fez revelações importantes, enquanto o deputado Alexandre Ramagem negou participação nos atos. A sessão foi marcada por momentos de tensão, confissões, negações, reencontros amigáveis e até um episódio inusitado envolvendo um pedido de jantar. Confissão de Mauro Cid: “Bolsonaro leu e alterou minuta do golpe” Mauro Cid, figura central nas investigações, confirmou a existência de uma minuta com o plano para impedir a posse de Lula. Segundo ele, o documento foi lido e alterado por Jair Bolsonaro.A fala do ex-ajudante de ordens confirma as suspeitas de que o então presidente teria ciência e participação ativa na tentativa de subverter o resultado das eleições. Ramagem nega uso da Abin para espionagem Já o deputado federal Alexandre Ramagem (PL-RJ), que dirigia a Agência Brasileira de Inteligência (Abin) à época, negou qualquer envolvimento em operações ilegais. Ele afirmou que nunca repassou informações a Bolsonaro nem usou a estrutura da Abin para espionar autoridades. Cordialidade entre réus surpreende observadores Mesmo diante de acusações graves, os réus mantiveram um comportamento respeitoso entre si. Mauro Cid chegou a cumprimentar Jair Bolsonaro, abraçou Anderson Torres e prestou continência aos generais presentes.O ambiente contrastou com a gravidade do conteúdo discutido em plenário. Pedido de jantar causa constrangimento e ironia de Moraes Um dos momentos mais comentados da audiência foi protagonizado pelo advogado de Augusto Heleno, que solicitou o adiamento do interrogatório do general para que ele pudesse jantar.O ministro Alexandre de Moraes respondeu com ironia: “A audiência continuará. Ele terá tempo durante a semana para um belo brunch.” Próximos passos A expectativa é que, nos próximos dias, novos depoimentos tragam ainda mais esclarecimentos sobre a cadeia de comando, os documentos elaborados e as ações adotadas para viabilizar o plano golpista.O julgamento promete ser um dos mais importantes da história recente do país.
Ingressos para show de Guns N’ Roses na Arena variam de R$ 260 a R$ 25 mil
As vendas de ingressos para o show do Guns N’ Roses em Cuiabá começaram na manhã desta segunda-feira (09) para os fãs que adquirirem produtos no site oficial da banda. As vendas para o público geral abrem na terça-feira (10) a partir das 9h pelo site Bilheteria Digital. Os valores variam conforme o setor e parte de R$ 260 o mais barato. A banda, que virá pela primeira a Cuiabá, fará o show em 31 de outubro na Arena Pantanal. O mapa do evento apresenta 11 setores diferentes, com valores que variam entre R$ 260 (meia entrada arquibancada Norte Superior) até R$ 25 mil em bangalôs, de acordo com Igor Miranda, jornalista especializado em música. Os primeiros ingressos já estão sendo vendidos, mas apenas para fãs que comprarem produtos no site oficial, que custam a partir de 50 dólares, ou cerca de R$280 a depender da cotação. Ao comprar os produtos, o fã recebe um código para a adquirir o ingresso ainda nesta segunda-feira. Cada código permite a compra de até 4 ingressos. As vendas gerais ocorrem a partir das 9h de terça-feira no site da Bilheteria Digital. No local, é possível encontrar informações sobre meia-entrada, gratuidade e parcelamento dos ingressos. Além de Cuiabá, São Paulo, Curitiba, Florianópolis e Brasília receberão a turnê, que passará também pela Europa e por outros países da América Latina, como Costa Rica, Argentina, Peru e México. Divulgação Confira o mapa e os valores do evento na Arena Pantanal, em Cuiabá: ARQ. NORTE SUPERIOR 3419 R$520,00 inteira, e meia R$260,00 ARQ. NORTE INFERIOR 2281 R$600,00 inteira, e meia R$300,00 ARQ. LESTE SUPERIOR 3508 R$640,00 inteira, e meia R$320,00 ARQ. LESTE INFERIOR 2192 R$720,00 inteira, e meia R$360,00 ARQ. OESTE SUPERIOR 3272 R$640,00 inteira, e meia R$320,00 ARQ. OESTE INFERIOR 2428 R$720,00 inteira, e meia R$360,00 ÁREA VIP – Lote 01 1.000 R$760,00 inteira, e meia R$380,00 ÁREA VIP – Lote 02 2.500 R$840,00 inteira, e meia R$420,00 ÁREA VIP – Lote 03 4.000 R$920,00 inteira, e meia R$460,00 FRONT STAGE – Lote 01 1.000 R$1.300,00 inteira, e meia R$650,00 FRONT STAGE – Lote 02 5.500 R$1.380,00 inteira, e meia R$690,00 FRONT STAGE – Lote 03 2.000 R$1.460,00 inteira, e meia R$730,00 BANGALÔS 1 ao 20 R$25.000,00 BANGALÔS 21 ao 40 R$25.000,00 BANGALÔS 41 ao 60 R$22.000,00 BANGALÔS 61 ao 80 R$18.000,00
Corpo de Bombeiros combate incêndio em residência em Alta Floresta
O Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso (CBMMT) combateu, na manhã deste domingo (8.6), um incêndio em residência no Bairro Guaraná, em Alta Floresta (a 790 km de Cuiabá). Não houve vítimas. Segundo informações preliminares, o solicitante acionou o CBMMT após avistar uma grande quantidade de fumaça saindo pelo telhado da casa. Ao chegar ao local, a equipe da 7ª Companhia Independente Bombeiro Militar (7ª CIBM) desligou rapidamente a energia elétrica da área e iniciou o controle das chamas. Para extinguir o fogo no interior da residência, os bombeiros militares montaram uma linha de combate direto às chamas. Durante a ação, a equipe verificou que o incêndio havia se propagado rapidamente, atingindo o forro de PVC e o madeiramento do telhado, além de danificar alguns móveis, como o sofá e a cama. Após o combate, os bombeiros militares realizaram o rescaldo, prevenindo possíveis focos remanescentes. A Polícia Militar também compareceu ao local e prestou o apoio necessário durante a ocorrência.
Max Russi questiona a prorrogação automática da concessão de energia e propõe regras mais rigorosas para Mato Grosso
A prorrogação da concessão dos serviços de distribuição de energia elétrica pela Energisa S.A. em Mato Grosso está gerando uma onda de discussões acaloradas no estado. O presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), Max Russi, tem se posicionado de forma firme contra a renovação automática do contrato por mais 30 anos, conforme prevê o decreto federal. De acordo com o parlamentar, é necessário adotar regras mais rígidas e um processo de avaliação constante para garantir que a Energisa cumpra as exigências de qualidade do serviço prestado aos consumidores mato-grossenses. Russi defende a criação de um modelo que permita avaliações periódicas, com a implementação de metas anuais, e a possibilidade de intervenção da Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL) caso a empresa não cumpra os requisitos estabelecidos. Para ele, a renovação automática sem uma nova licitação não seria uma solução adequada para os problemas que o estado enfrenta, principalmente em relação à qualidade da energia fornecida. “O que estamos vendo é uma situação em que os consumidores pagam pela energia elétrica, mas não recebem um serviço de qualidade. Não podemos aceitar que a concessão seja renovada por mais 30 anos sem a devida fiscalização e sem que a Energisa seja responsabilizada pelos seus erros”, afirmou Max Russi, destacando as constantes reclamações da população sobre a instabilidade no fornecimento de energia elétrica, que tem causado danos aos eletrodomésticos e afetado a produtividade do agronegócio, principal motor da economia do estado. O histórico e os desafios enfrentados pela Energisa em Mato Grosso O setor de energia elétrica em Mato Grosso tem um histórico de dificuldades, principalmente após a privatização da CEMAT (Centrais Elétricas Mato-grossenses) em 1997 e a subsequente intervenção da ANEEL em 2012. Em 2014, a Energisa assumiu a operação da CEMAT, mas, apesar de diversos esforços para modernizar a infraestrutura, ainda existem grandes desafios, especialmente na zona rural, onde as redes elétricas são majoritariamente obsoletas e não atendem às necessidades do agronegócio moderno. Luiz Carlos Moreira, Assessor para Assuntos Institucionais da Energisa, justificou os investimentos da empresa, afirmando que, embora a Energisa tenha realizado esforços para modernizar a rede elétrica, o estado apresenta desafios significativos devido à sua grande extensão territorial e à necessidade de adaptação das redes elétricas, muitas das quais são monofásicas, quando o ideal seria que fossem trifásicas para atender à demanda crescente do agronegócio. “Temos 300 mil quilômetros de redes de transmissão em Mato Grosso, e 80% delas são monofásicas. A Energisa tem trabalhado para modernizar a infraestrutura, mas o estado é grande e a rede precisa de um investimento considerável para atender à demanda de todos os setores, especialmente o agronegócio”, explicou Moreira. Max Russi propõe a criação de instrumentos de fiscalização e punição para a Energisa Max Russi, no entanto, não se contenta com os argumentos apresentados pela Energisa. Para ele, a renovação da concessão por 30 anos sem uma nova licitação representa uma grande oportunidade perdida de garantir que o fornecimento de energia elétrica melhore de forma substancial. O presidente da ALMT propõe a criação de mecanismos de fiscalização contínuos, com metas anuais de desempenho, e a intervenção da ANEEL caso as metas não sejam cumpridas. “Precisamos de mais do que promessas de melhoria. O que queremos são ações concretas e eficazes que assegurem que a Energisa entregue um serviço de qualidade. A renovação da concessão não pode ser apenas um processo automático, mas sim algo que tenha a participação da sociedade e da Assembleia Legislativa, garantindo que os investimentos realmente aconteçam”, afirmou Max Russi, destacando a necessidade de um processo mais transparente e com controle efetivo sobre os investimentos feitos pela empresa. O impacto no desenvolvimento econômico e a necessidade de segurança jurídica Outro ponto importante levantado por Max Russi foi o impacto da energia elétrica instável sobre o desenvolvimento econômico de Mato Grosso. O presidente da ALMT destacou que o estado, sendo o maior produtor de commodities do país, tem uma dependência extrema da energia elétrica para sua produção. O agronegócio de Mato Grosso precisa de uma rede elétrica eficiente para garantir sua competitividade no mercado nacional e internacional, e a falta de infraestrutura energética está dificultando o crescimento de indústrias e grandes investimentos no estado. “Se queremos agregar valor ao que produzimos, precisamos de uma rede elétrica robusta. Não podemos depender da geração de energia privada, que tem se mostrado insuficiente para atender às necessidades do setor produtivo. O estado precisa de uma rede elétrica de qualidade, que seja capaz de garantir a competitividade do agronegócio e atrair mais indústrias para Mato Grosso”, afirmou Russi. Além disso, Max Russi destacou a importância da segurança jurídica no processo de renovação da concessão, lembrando que a grande extensão territorial de Mato Grosso aumenta os custos dos investimentos e torna ainda mais difícil atrair empresas para o estado. Ele defendeu que a renovação da concessão ou uma nova licitação sejam feitas com uma visão estratégica, levando em consideração as particularidades do estado. O apelo por um debate mais amplo e uma decisão justa Max Russi concluiu seu discurso destacando que, como representantes do povo, o Parlamento Estadual tem a responsabilidade de ampliar o debate sobre a renovação da concessão de energia elétrica e garantir que todos os setores da sociedade sejam ouvidos. Ele defendeu que a melhor decisão seja tomada com base em um processo transparente, que leve em conta a realidade do estado e a necessidade urgente de melhorar a qualidade da energia elétrica fornecida. “Vamos defender uma maior discussão sobre a prorrogação da concessão e ampliar o debate para garantir que a decisão final seja a melhor para Mato Grosso e para o futuro do nosso desenvolvimento. A população e os setores produtivos merecem um fornecimento de energia elétrica de qualidade, e isso só será possível com regras mais rígidas e uma fiscalização mais eficaz”, concluiu Max Russi, reafirmando seu compromisso com os interesses de Mato Grosso e a melhoria do serviço de energia elétrica no estado. A necessidade de uma solução eficaz e justa para Mato Grosso Com
Policial Penal: Doze visitantes são flagradas com entorpecentes e pacotes de fumo em unidades prisionais de Mato Grosso
Em um fim de semana de intensas ações de fiscalização, a Polícia Penal de Mato Grosso conseguiu frustrar a tentativa de doze visitantes de ingressarem com materiais ilícitos em unidades do Sistema Penitenciário do Estado. As ocorrências ocorreram nas cidades de Colniza, Tangará da Serra e Pontes e Lacerda, destacando o trabalho eficiente dos policiais penais na prevenção e combate ao tráfico de entorpecentes e à entrada de itens proibidos nas unidades prisionais. No Centro de Detenção de Tangará da Serra, três mulheres foram flagradas pela Polícia Penal no domingo (8) tentando levar porções de maconha para seus companheiros detidos. Durante a revista, as visitantes confessaram que esconderam as drogas nas partes íntimas do corpo, o que levou à autuação delas por financiamento ao tráfico de entorpecentes, conforme o artigo 36 da Lei 11.343/2006. Além disso, elas tiveram suas carteiras de visitação apreendidas, com o direito de visita sendo suspenso por um ano para as envolvidas com entorpecentes. Em Colniza, na região noroeste de Mato Grosso, outra visitante foi flagrada tentando entrar com pacotes de fumo, material de uso proibido dentro das unidades prisionais. O trabalho de fiscalização da Polícia Penal foi crucial para evitar que o produto chegasse aos detentos, e a visitante teve o direito de visita suspenso por 90 dias, com a carteira de visitação sendo igualmente apreendida. No Centro de Detenção de Pontes e Lacerda, a atuação do policial penal foi decisiva na identificação de oito visitantes, que foram surpreendidas durante uma revista eletrônica. O escâner corporal detectou que as mulheres estavam carregando diversos pacotes de fumo escondidos no corpo. As visitantes, que eram companheiras, irmã e mãe de detentos, também tiveram suas carteiras de visitação apreendidas, com a suspensão do direito de visitação por 90 dias. Essas ações demonstram a eficácia do trabalho da Polícia Penal em Mato Grosso, que atua de forma rigorosa e constante para garantir a segurança e a ordem nas unidades prisionais do estado. A vigilância e os métodos de fiscalização, como o uso de escâneres corporais e outras tecnologias, têm se mostrado fundamentais para impedir o ingresso de materiais ilícitos, contribuindo para a redução do tráfico dentro do sistema penitenciário e para a manutenção da disciplina nas unidades prisionais.