Com 12 lojas em Mato Grosso e presença em quatro estados, grupo amplia investimentos em estrutura, serviços e atendimento especializado para acompanhar a força do transporte rodoviário e do agro A Caiado Pneus reuniu clientes, parceiros e representantes do setor nesta quarta-feira (23), em Cuiabá, durante o 1º Encontro Caiado Truck Center, realizado na nova estrutura da empresa no Distrito Industrial da Capital. Mais do que apresentar produtos e condições comerciais, o evento mostrou uma estratégia clara do grupo: ampliar investimentos para acompanhar o crescimento do transporte rodoviário, do agronegócio e das grandes operações que movimentam a economia de Mato Grosso. O encontro contou com a presença do diretor-presidente Renato Sitnik Caiado, representante da terceira geração da família à frente da empresa, além de dirigentes e representantes da Goodyear. Entre eles, Helder Romano, que participou da programação apresentando soluções e produtos voltados ao segmento de caminhões. MATO GROSSO GANHA IMPORTÂNCIA NA EXPANSÃO DA CAIADO Hoje, a Caiado possui 12 lojas em Mato Grosso. A rede também está presente em Goiás, Mato Grosso do Sul e São Paulo, somando dezenas de unidades distribuídas pelos quatro estados. Essa presença ganha ainda mais relevância em Mato Grosso pela própria característica da economia estadual. O Estado possui forte produção agropecuária e depende intensamente do transporte rodoviário para movimentar grãos, insumos, máquinas, alimentos, combustíveis e produtos industrializados. Nesse cenário, caminhões, frotas e máquinas não são apenas veículos. São parte essencial da engrenagem econômica. E é justamente nesse mercado que a Caiado vem ampliando sua estrutura. NOVO TRUCK CENTER FOI PENSADO PARA QUEM NÃO PODE PARAR A nova unidade no Distrito Industrial foi estruturada para atender principalmente caminhoneiros, transportadoras, frotistas, produtores rurais, empresas do agronegócio, indústrias e grandes operações logísticas. O espaço reúne venda de pneus e prestação de serviços em um único local. Entre os serviços disponíveis estão: montagem de pneus, alinhamento, balanceamento, rodízio e atendimento especializado para caminhões, além de soluções para o segmento agrícola. A unidade também trabalha com pneus radiais e convencionais, oferecendo alternativas para diferentes tipos de aplicação. A proposta é simples: dar ao cliente estrutura para fazer a manutenção necessária e colocar o veículo novamente na estrada com mais rapidez, segurança e eficiência. INVESTIMENTO EM ATENDIMENTO E PRODUTIVIDADE Esse tipo de estrutura ganha importância porque, no transporte, veículo parado representa custo. Para uma transportadora, um caminhão indisponível pode significar atraso na entrega. Para um produtor rural, pode representar perda de produtividade em períodos importantes de plantio ou colheita. Para empresas com grandes frotas, manutenção, disponibilidade e segurança afetam diretamente o resultado da operação. Por isso, a expansão da Caiado em Mato Grosso não acontece apenas com abertura de pontos de venda. O grupo vem investindo também em estrutura física, equipamentos, serviços especializados, treinamento e relacionamento com clientes. O Truck Center de Cuiabá é um exemplo dessa estratégia. 72 ANOS DE UMA EMPRESA QUE COMEÇOU PEQUENA A história da Caiado começou em 1954, em Presidente Prudente, no interior de São Paulo, com uma pequena operação de recauchutagem. Em 1960, sob a condução de Alberico Marques Caiado, a empresa iniciou uma nova fase de crescimento. Dois anos depois, chegou a Mato Grosso. A partir dali, a empresa começou a construir uma relação que atravessaria décadas com transportadores, produtores rurais, empresários e motoristas. Em 1967, começou a parceria com a Goodyear, relação que se tornou um dos pilares da expansão da empresa. Em 1974, as unidades passaram a operar sob uma única identidade: Caiado Pneus. Hoje, são 72 anos de história. TERCEIRA GERAÇÃO MANTÉM EXPANSÃO DO GRUPO Atualmente, a empresa é comandada pela terceira geração da família. Durante o encontro, Renato Sitnik Caiado falou aos convidados sobre a trajetória construída desde 1954 e a evolução da empresa ao longo das décadas. O desafio agora é manter a tradição enquanto a Caiado acompanha um mercado cada vez mais tecnológico e profissionalizado. Isso significa ampliar portfólio, investir em serviços e entender a necessidade específica de cada tipo de operação. A empresa atende desde veículos de passeio e SUVs até caminhonetes, caminhões, ônibus, máquinas, equipamentos de construção e veículos utilizados no agronegócio. PARCERIA HISTÓRICA COM A GOODYEAR Outro ponto destacado durante o encontro foi a relação entre Caiado Pneus e Goodyear. A parceria começou ainda na década de 1960 e acompanha boa parte da história de crescimento da empresa. No 1º Encontro Caiado Truck Center, o gerente comercial Helder Romano apresentou aos participantes informações sobre produtos, tecnologia e soluções destinadas principalmente ao transporte pesado. Também participaram integrantes das equipes comercial e de gestão das duas empresas. A programação terminou com uma rodada de negócios e condições comerciais apresentadas exclusivamente aos participantes. MAIS DO QUE PNEUS A aposta da Caiado no Truck Center mostra também uma mudança importante no próprio mercado. Empresas desse segmento deixaram de ser apenas pontos de venda de pneus. O cliente profissional procura solução completa. Quer produto. Quer instalação. Quer alinhamento. Quer manutenção. Quer orientação técnica. E, principalmente, quer reduzir o tempo que seu caminhão ou equipamento fica parado. A Caiado procura posicionar a nova estrutura justamente dentro desse conceito. AGRO E TRANSPORTE AJUDAM A EXPLICAR INVESTIMENTO EM MT Mato Grosso possui uma característica que torna esse mercado especialmente estratégico: grande parte da riqueza produzida pelo Estado precisa percorrer longas distâncias. Grãos precisam sair das propriedades. Insumos precisam chegar ao campo. Animais, alimentos, máquinas e produtos precisam circular. A indústria precisa receber e despachar mercadorias. Tudo isso passa, em grande medida, pelas rodovias. Por isso, investir em estrutura voltada ao segmento de caminhões significa também atender diretamente uma atividade essencial para o funcionamento da economia mato-grossense. RELACIONAMENTO TAMBÉM FAZ PARTE DA ESTRATÉGIA O encontro realizado em Cuiabá mostrou ainda outro lado da estratégia da empresa: aproximar clientes e fornecedores. Executivos da Caiado e da Goodyear conversaram diretamente com transportadores, empresários e profissionais presentes. A ideia foi transformar a unidade não apenas em local de compra, mas em um ponto de relacionamento e atendimento técnico. É uma estratégia que ganha força à medida que empresas de transporte e do agronegócio procuram fornecedores capazes
Defensoria Pública retoma atendimento ao público nesta quarta-feira (23)
A Defensoria Pública do Estado de Mato Grosso (DPEMT) informa que o atendimento à população foi retomado nesta quarta-feira (23), apesar da continuidade da indisponibilidade do sistema PJe (Processo Judicial Eletrônico), plataforma digital oficial utilizada pela Justiça para a tramitação dos processos judiciais. Durante o período em que o sistema permanecer indisponível, os atendimentos estão sendo realizados normalmente pela DPEMT, porém, de forma manual, sempre que a demanda depender de procedimentos que não possam ser realizados pelo PJe. A medida permite a retomada do atendimento ao público, mas algumas providências que dependem do acesso ao sistema eletrônico da Justiça poderão ficar temporariamente limitadas até o restabelecimento do PJe. A Defensoria Pública orienta a população a procurar normalmente os canais de atendimento da instituição. As demandas serão analisadas individualmente e, quando necessário, serão adotados os procedimentos manuais disponíveis para cada situação. Os núcleos da Defensoria Pública no interior do estado instalados nas dependências dos Fóruns ainda estão com o atendimento suspenso nesta quarta-feira e, a partir de amanhã (24), realizarão teletrabalho enquanto perdurar a impossibilidade de acesso a esses espaços. O Núcleo da DPEMT em Mirassol D’Oeste também retomou as atividades em regime de teletrabalho, através do telefone (65) 99634-6653. Excepcionalmente nesta quarta-feira (23), o serviço de chatbot da Defensoria Pública estará indisponível, com previsão de retomada das atividades na quinta-feira (24). Os prazos processuais cujo termo inicial ou final recaia em período de indisponibilidade do sistema ficam prorrogados para o primeiro dia útil subsequente, conforme previsto na Portaria TJMT/PRES nº 367/2026. Tentativa de golpe – Quanto à tentativa de golpe envolvendo o uso de contas de e-mail institucionais vinculadas à Defensoria Pública, registrada na terça-feira (22), a DPEMT informa que não houve invasão aos serviços da instituição, comprometimento de credenciais, encaminhamento de arquivos para fora da instituição ou replicação do vírus para outras máquinas.
Angeliquinha teria feito procedimento estético para dificultar identificação enquanto estava foragida
Apontada como liderança de facção criminosa em Mato Grosso, Angélica Saraiva de Sá foi localizada na Bolívia após mais de um ano foragida e possui seis mandados de prisão em aberto Apontada pela Polícia Civil de Mato Grosso como uma das lideranças de uma organização criminosa com atuação no Norte do Estado, Angélica Saraiva de Sá, conhecida como “Angeliquinha”, teria recorrido a procedimentos estéticos para modificar a própria aparência e dificultar sua identificação durante o período em que permaneceu foragida. A informação foi divulgada pelo delegado Vitor Caetano de Freitas, que participa das investigações responsáveis por localizar a suspeita. Conforme o relato, a mudança na aparência fazia parte de uma estratégia para despistar as forças de segurança durante o período em que era procurada. Segundo o delegado, Angeliquinha teria realizado um procedimento estético no rosto justamente no período em que foi localizada, em Santa Cruz de la Sierra, na Bolívia. A intervenção teria alterado características faciais com o objetivo de dificultar um possível reconhecimento. Angélica estava foragida desde 17 de agosto de 2025, quando fugiu da Penitenciária Feminina Ana Maria do Couto May, em Cuiabá. Desde então, passou a ser alvo de novas ordens judiciais e teve o nome incluído nas investigações e operações destinadas a localizar seu paradeiro. A captura ocorreu na terça-feira (22), em Santa Cruz de la Sierra, durante uma ação integrada entre a Polícia Civil de Mato Grosso e autoridades bolivianas. Participaram da operação equipes da Gerência de Combate ao Crime Organizado (GCCO/Draco) e da Gerência Estadual de Polinter (Gepol). De acordo com a Polícia Civil, Angeliquinha possui seis mandados de prisão em aberto e acumula condenações que ultrapassam 260 anos de prisão por diferentes crimes. As investigações apontam que ela teria posição de liderança em uma organização criminosa com atuação principalmente em Alta Floresta e municípios da região. Ainda conforme as apurações policiais, o grupo estaria envolvido com tráfico de drogas, extorsões e crimes relacionados à atividade garimpeira. Com a prisão na Bolívia, as autoridades brasileiras deverão adotar os procedimentos legais necessários para viabilizar o retorno da foragida ao país.
Janaina diz que Max será ‘estufa urna’ das eleições durante ato político
A deputada estadual e candidata ao Senado Janaina Riva (MDB) afirmou que o deputado estadual Max Russi (Podemos), candidato à reeleição, será um dos nomes de destaque na disputa proporcional deste ano. A declaração ocorreu durante ato político de Max nesta terça-feira (23). “Esse aqui [Max] vai ser o ‘estufa urna’ dessas eleições. Nas últimas eleições, eu fui a deputada mais votada de Mato Grosso. E agora vou ver esse grande amigo, que se tornou também o deputado de todas as causas”, afirmou. A candidata ao Senado ainda destacou as áreas de atuação de Max, como segurança pública, causa animal, políticas sociais e ações voltadas à população idosa. Por isso, Janaina afirmou acreditar que Max poderá terminar a disputa como o candidato a deputado estadual mais votado. Já Max concentrou sua fala na importância do voto e na responsabilidade de quem busca representar a população. Segundo ele, a confiança do eleitor aumenta a responsabilidade de quem exerce um mandato. “Por isso, o voto tem que ser analisado e consciente. E é por isso que trabalhamos com tanto compromisso e seriedade, porque sabemos da importância do voto”, concluiu.
PM apreende quase 20 quilos de drogas após perseguição na BR-070, em MT
Suspeito abandonou o veículo durante a fuga e entrou em uma área de mata; policiais encontraram maconha, pasta base e cloridrato de cocaína no carro Uma ação integrada das forças de segurança resultou na apreensão de 19,8 quilos de entorpecentes na terça-feira (22), em um trecho da BR-070, em General Carneiro, a cerca de 450 quilômetros de Cuiabá. A ocorrência foi registrada durante patrulhamento realizado por policiais militares do 5º Comando Regional, com apoio de outras equipes. Os militares receberam informações da Polícia Federal e da Polícia Rodoviária Federal sobre um veículo Volkswagen Gol que estaria sendo utilizado para transportar uma grande quantidade de drogas. A partir das informações, as equipes intensificaram as buscas no trecho entre General Carneiro e o distrito de Paredão. O veículo foi localizado e os policiais deram ordem de parada ao condutor. O suspeito, porém, desobedeceu e fugiu em alta velocidade pela rodovia. Durante a perseguição, ele abandonou o automóvel às margens da BR-070 e entrou em uma região de mata. As equipes realizaram buscas na área, mas o homem não foi localizado. Na vistoria do veículo, foram encontrados aproximadamente 14,8 quilos de maconha, quatro quilos de pasta base de cocaína e um quilo de cloridrato de cocaína. Uma antena Starlink também foi localizada no automóvel. O veículo e todo o material apreendido foram encaminhados para a Delegacia da Polícia Federal, em Barra do Garças, onde a ocorrência foi registrada e seguirá para investigação. Denúncia A população pode auxiliar as forças de segurança no combate ao tráfico de drogas e outros crimes. As denúncias podem ser feitas de forma anônima pelo telefone 190 ou pelo Disque-Denúncia 0800 065 3939.
TRE-MT mantém vídeo de Medeiros no ar e rejeita pedido de remoção
Decisão considera que declaração sobre divisão do tempo de propaganda eleitoral representa uma interpretação parcial de fato verdadeiro, sem caracterizar invenção de informação O Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso (TRE-MT) decidiu manter no ar o vídeo questionado pela candidata ao Senado Janaina Riva, do MDB, em que o candidato José Medeiros afirma que o ministro Alexandre de Moraes retirou parte do tempo destinado à sua campanha para ampliar o espaço de propaganda da adversária. A decisão é liminar e não encerra a análise do processo. A controvérsia envolve a divisão do horário eleitoral entre as duas candidaturas ao Senado que integram a mesma coligação. Antes da decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), Medeiros detinha cerca de 60% do tempo de propaganda, enquanto Janaina tinha 40%. Após a determinação do Supremo, a distribuição passou a ser de 50% para cada candidatura, com uma compensação temporária em favor de Janaina. Ao avaliar o pedido apresentado pela candidata, o juiz responsável reconheceu que, sob o aspecto prático, houve redução do espaço destinado à campanha de Medeiros e aumento correspondente do tempo de Janaina. Para o magistrado, porém, a declaração feita pelo candidato configura uma “descrição simplificada, parcial e politicamente orientada de um fato verdadeiro”, e não a criação de uma informação inexistente. Na decisão, o TRE-MT destacou que o debate político admite simplificações, exageros retóricos, interpretações parciais e críticas a decisões judiciais. Segundo o entendimento apresentado pelo magistrado, manifestações consideradas duras ou ásperas não justificam, por si só, a retirada de conteúdo quando permanecem dentro do espaço protegido pela liberdade de expressão no contexto eleitoral. Janaina também pediu que Medeiros fosse impedido previamente de realizar novas declarações semelhantes. O pedido foi rejeitado. Para o juiz, uma determinação genérica alcançaria manifestações futuras ainda desconhecidas e representaria uma forma de controle prévio do discurso político, o que seria incompatível com a vedação constitucional à censura. Com a decisão liminar, o vídeo permanece disponível. O processo, no entanto, ainda terá prosseguimento e poderá receber novas manifestações e decisões da Justiça Eleitoral.
Augusto Cury cumpre agenda de campanha em Cuiabá nesta quinta-feira (24)
Candidato do Avante participa de carreata, visita comitê eleitoral, concede entrevista coletiva e se reúne com comerciantes do Shopping Popular O candidato do Avante à Presidência da República, Augusto Cury, estará em Cuiabá nesta quinta-feira (24) para uma série de compromissos de campanha. A programação inclui contato com eleitores, visita à estrutura da campanha na capital, entrevista coletiva com a imprensa e encontro com comerciantes e empreendedores do Shopping Popular. A agenda começa às 8h30, com a concentração na Praça 8 de Abril, conhecida como Praça do Chopão. De lá, Cury segue para a Casa Cury, comitê da campanha localizado na Avenida Fernando Corrêa da Costa, no bairro Poção, nas proximidades do Colégio Master. No local, às 9h, o candidato participa de uma atividade com apoiadores e lideranças regionais. A programação prevê ainda uma entrevista coletiva às 9h30, quando Cury deverá responder aos questionamentos dos jornalistas sobre a campanha e sua passagem por Mato Grosso. Em seguida, às 10h, o presidenciável visita o Shopping Popular, onde será recebido pela diretoria da associação que representa os comerciantes. O encontro terá como foco ouvir as demandas dos empreendedores e conhecer a realidade dos trabalhadores que atuam no espaço. Augusto Cury foi oficializado pelo Avante como candidato à Presidência nas eleições de 2026 e tem Júlio Delgado como candidato a vice-presidente na chapa. Após os compromissos em Cuiabá, Cury segue para o Aeroporto Internacional Marechal Rondon, em Várzea Grande, com embarque previsto para as 11h. A visita foi confirmada por integrantes do Avante em Mato Grosso e integra a agenda eleitoral do candidato no Estado. (C/Agencia Brasil)
TRE-MT multa Pivetta e secretária de Comunicação por propaganda eleitoral irregular
Decisão aponta uso de conteúdos institucionais do Governo de Mato Grosso com menções ao governador e candidato à reeleição O Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso (TRE-MT) condenou o governador e candidato à reeleição Otaviano Pivetta (Republicanos) e a secretária de Estado de Comunicação Social, Laice Souza, ao pagamento de multa individual de R$ 5.320,50 por propaganda eleitoral irregular. A decisão foi proferida nesta quarta-feira (23) pelo juiz auxiliar da propaganda eleitoral, Marcelo Morgado, em representação apresentada pelo Partido Liberal (PL). De acordo com a decisão, 14 conteúdos publicados nos canais oficiais do Governo de Mato Grosso foram considerados irregulares pela Justiça Eleitoral. As publicações abordavam temas como obras de infraestrutura, inaugurações, investimentos, serviços de saúde, programas estaduais, entrega de unidades habitacionais, convocação de aprovados em concurso e entrega de veículos. Na avaliação do magistrado, os conteúdos apresentavam elementos que permitiam associá-los ao governo e à figura do governador, então candidato ao cargo. O TRE-MT entendeu que as publicações não se enquadravam nas exceções previstas pela legislação eleitoral para a publicidade institucional durante o período de campanha. A Justiça Eleitoral já havia determinado, em decisão liminar, a retirada dos conteúdos questionados. Com a sentença, essa determinação foi confirmada, mantendo a obrigação de exclusão das publicações consideradas irregulares. A secretária Laice Souza também foi responsabilizada individualmente. Segundo a decisão, documentos apresentados no processo indicaram que ela tinha atribuições de direção sobre a política de comunicação institucional, incluindo a determinação de revisão dos canais oficiais, a divulgação de orientações para suspensão de conteúdos e a solicitação de desativação de links. Para o juiz, embora a execução técnica das medidas tenha sido realizada pela Empresa Mato-grossense de Tecnologia da Informação (MTI), isso não afastaria a responsabilidade administrativa atribuída à titular da Secretaria de Comunicação Social, diante das competências exercidas sobre os canais oficiais do governo. Com a sentença, Pivetta e Laice Souza ficam sujeitos, individualmente, à multa de R$ 5.320,50, além da manutenção da determinação para retirada dos conteúdos apontados na representação.
STF MANDA RETIRAR TORNOZELEIRAS DE INVESTIGADOS EM CASO SOBRE SUPOSTA VENDA DE DECISÕES NO TJMT
Ministro Cristiano Zanin entendeu que quase dois anos de monitoramento eletrônico, sem denúncia formal e sem demonstração atualizada da necessidade da medida, tornaram a cautelar desproporcional; investigação continua e outras restrições permanecem O ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou a retirada das tornozeleiras eletrônicas impostas a Valdoir Slapak e Haroldo Augusto Filho, investigados em um dos desdobramentos da apuração sobre um suposto esquema de venda de decisões judiciais envolvendo integrantes e pessoas ligadas ao Poder Judiciário. A decisão foi assinada em 21 de setembro de 2026. É importante deixar claro desde o início: o STF não absolveu os investigados, não arquivou a investigação e não declarou que as suspeitas são falsas. A decisão trata especificamente de uma medida cautelar: o monitoramento eletrônico. As demais restrições impostas no processo permanecem em vigor. O QUE ESTÁ SENDO INVESTIGADO? O habeas corpus analisado pelo STF está relacionado à chamada Operação Sisamnes. Segundo o próprio processo, Valdoir Slapak e Haroldo Augusto Filho seriam investigados, em tese, por possível atuação conjunta com o advogado Roberto Zampieri, já falecido, na intermediação de eventual venda de decisões judiciais no Tribunal de Justiça de Mato Grosso. O documento utiliza expressões como “em tese” e “possível” porque se trata de investigação, e não de condenação definitiva. Mais adiante, a decisão descreve a investigação como uma apuração complexa envolvendo uma suposta rede de relações entre lobistas, advogados, empresários, servidores públicos e membros do Poder Judiciário de diferentes tribunais, que poderia, segundo a investigação, envolver venda de decisões judiciais, corrupção e tráfico de influência. POR QUE ELES USAVAM TORNOZELEIRA? As medidas cautelares pessoais haviam sido impostas em 21 de novembro de 2024 no âmbito de inquérito em tramitação no Superior Tribunal de Justiça. Entre essas medidas estava o monitoramento eletrônico. A justificativa apresentada pelo STJ para manter a tornozeleira estava relacionada à complexidade da investigação e aos indícios apontados pelas autoridades de que os investigados poderiam ter participado da intermediação de decisões judiciais. A defesa passou então a questionar a necessidade de manter a medida por tanto tempo. QUASE DOIS ANOS SEM DENÚNCIA Esse foi o ponto central da decisão de Zanin. Segundo o ministro, a investigação contra os dois já se aproximava de dois anos e, até então, não havia sido apresentada uma imputação formal contra eles. Zanin registrou que já havia solicitado maior celeridade à Procuradoria-Geral da República na análise sobre eventual oferecimento de denúncia, mas afirmou que a situação continuava inalterada. Na prática, o entendimento foi o seguinte: uma investigação complexa pode justificar medidas cautelares por algum tempo, mas a manutenção dessas restrições precisa continuar sendo demonstrada concretamente. Para o ministro, apenas repetir que a investigação é complexa já não era suficiente para justificar a tornozeleira após período tão prolongado. ZANIN: FUNDAMENTAÇÃO JÁ NÃO ERA SUFICIENTE O ministro reconheceu a gravidade da investigação e afirmou compreender a cautela adotada anteriormente pelo STJ. Porém, concluiu que faltavam elementos atuais demonstrando a necessidade e a proporcionalidade da manutenção do monitoramento eletrônico. Segundo a decisão, argumentos genéricos relacionados à complexidade da investigação e à possibilidade de atuação de organizações criminosas poderiam justificar uma apuração mais demorada, mas não bastavam, por si só, para manter a tornozeleira por período tão longo. DEFESA ALEGAVA EXCESSO DE PRAZO Os advogados sustentaram que já havia transcorrido aproximadamente um ano, nove meses e vinte dias sem oferecimento de denúncia, sem demonstração individualizada de risco atual e sem notícia de ato concreto atribuído aos investigados que tivesse prejudicado a apuração. A defesa argumentou que outras medidas menos gravosas seriam suficientes para acompanhar os investigados. O STF acolheu esse argumento apenas em relação à tornozeleira. OUTRAS MEDIDAS CONTINUAM Esse detalhe é fundamental. A decisão não eliminou todas as cautelares impostas aos investigados. Cristiano Zanin concedeu o habeas corpus somente para revogar o monitoramento eletrônico. As outras medidas anteriormente determinadas continuam valendo. Portanto, seria incorreto dizer que os investigados foram “liberados de todas as restrições”. Também seria incorreto afirmar que o STF declarou inexistentes os fatos investigados. DECISÃO NÃO VALE AUTOMATICAMENTE PARA OUTROS INVESTIGADOS Outro ponto destacado por Zanin é que o entendimento não pode ser estendido automaticamente aos demais investigados da mesma operação. Segundo o ministro, qualquer pedido de retirada ou flexibilização de cautelares precisa ser analisado individualmente, levando em consideração: o estágio da investigação; as provas existentes; a situação de cada investigado; e a intensidade da suposta participação nos fatos. A decisão é explícita ao dizer que sua conclusão está vinculada às circunstâncias específicas de Valdoir Slapak e Haroldo Augusto Filho. STF JÁ HAVIA TOMADO DECISÃO SEMELHANTE EM CASO RELACIONADO A defesa também apontou que o próprio STF já havia revogado tornozeleira eletrônica de outro coinvestigado em situação semelhante. Naquele caso, o argumento central também foi o longo período transcorrido desde a imposição das cautelares sem denúncia e sem demonstração atualizada da necessidade do monitoramento. Esse precedente teve peso na análise apresentada ao Supremo. QUAL É A DIFERENÇA ENTRE RETIRAR A TORNOZELEIRA E ENCERRAR O PROCESSO? Essa é provavelmente a principal dúvida para quem acompanha o caso. A tornozeleira é uma medida cautelar. Ela pode ser utilizada durante uma investigação ou processo para restringir parcialmente a liberdade de uma pessoa sem que exista condenação definitiva. Para continuar válida, entretanto, a medida precisa ser considerada necessária e proporcional. Quando o STF determina sua retirada, não está necessariamente dizendo: “o investigado não praticou o crime”. Está dizendo: “neste momento, não há justificativa suficiente para manter especificamente essa restrição”. A investigação pode continuar normalmente. O QUE ACONTECE AGORA? A decisão determinou comunicação urgente à Secretaria de Administração Penitenciária de Mato Grosso e à Coordenadoria de Monitoramento Eletrônico de Pessoas da Secretaria de Segurança Pública, para que fossem tomadas as providências necessárias à retirada dos equipamentos. A investigação, entretanto, continua. Também continuam possíveis futuros desdobramentos, inclusive eventual denúncia, arquivamento ou outras decisões judiciais, dependendo das conclusões das autoridades responsáveis pela apuração. ENTENDA EM POUCAS PALAVRAS O caso pode ser resumido assim: Valdoir Slapak e Haroldo Augusto Filho são investigados no contexto de uma apuração sobre possível venda
PIVETTA SEGUE NA DISPUTA, MAS REGISTRO AINDA APARECE “COM RECURSO”; ENTENDA O CASO QUE CHEGOU À RETA FINAL DA ELEIÇÃO
Governador está autorizado a fazer campanha e receber votos, mas discussão sobre contas julgadas irregulares pelo TCU ainda produz efeitos jurídicos e mantém o tema no centro do debate eleitoral Faltando poucos dias para o primeiro turno, o governador Otaviano Pivetta (Republicanos) chega à reta final da campanha com a candidatura mantida pela Justiça Eleitoral, mas ainda cercada por uma discussão jurídica que começou em fatos ocorridos há mais de duas décadas. O ponto principal precisa ser dito logo de início para evitar confusão: Pivetta pode concorrer. Ele está autorizado a fazer campanha, aparecer na urna e receber votos normalmente. O que existe é uma controvérsia jurídica ligada a decisões do Tribunal de Contas da União (TCU) sobre um convênio firmado quando ele era prefeito de Lucas do Rio Verde, além de recursos judiciais que alteraram os efeitos dessas decisões ao longo do tempo. O TRE-MT já rejeitou a impugnação apresentada contra sua candidatura e manteve o registro. Em 14 de setembro, o Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso negou, por unanimidade, recurso contra a candidatura de Pivetta. DE ONDE COMEÇOU O PROBLEMA A origem do caso está em um convênio firmado em 2001 entre o município de Lucas do Rio Verde e o Ministério da Saúde para a aquisição de uma unidade móvel de saúde. A apuração acabou chegando ao TCU no contexto de auditorias ligadas à chamada Operação Sanguessuga, que investigou fraudes em licitações e superfaturamento na compra de ambulâncias. Segundo registros do próprio TCU, a tomada de contas especial tratou de irregularidades na execução do convênio e apontou, entre outros pontos, superfaturamento na aquisição da unidade móvel de saúde, falta de pesquisa de mercado para definição de preço de referência e fracionamento de despesas. TCU JULGOU AS CONTAS IRREGULARES Em 2012, o TCU julgou irregulares as contas de Pivetta relacionadas ao caso. O tribunal determinou o recolhimento de R$ 17.387 e aplicou multa de R$ 10 mil. Pivetta apresentou recurso, mas a decisão foi mantida. O próprio acórdão do TCU registra que o recurso de reconsideração foi rejeitado, e embargos posteriores também não modificaram o resultado. É importante destacar que essa é uma decisão administrativa do Tribunal de Contas, e não uma condenação criminal. O CASO FOI PARAR NA JUSTIÇA A partir daí, a discussão migrou também para o Judiciário. Ao longo dos anos, decisões judiciais passaram a discutir os efeitos dos acórdãos do TCU. Em 2026, a questão voltou ao centro da eleição porque adversários de Pivetta sustentaram que a rejeição das contas poderia enquadrá-lo em uma hipótese de inelegibilidade prevista na Lei da Ficha Limpa. A coligação adversária entrou com uma Ação de Impugnação de Registro de Candidatura, alegando que Pivetta estaria impedido de concorrer em razão das decisões do TCU. A defesa contestou. Segundo os advogados de Pivetta, ele continuava elegível, inclusive porque decisões judiciais posteriores haviam alterado os efeitos da condenação administrativa. TRE-MT MANTEVE PIVETTA NA ELEIÇÃO O pedido de impugnação não prosperou no TRE-MT. O relator entendeu que, naquele momento, não havia fundamento suficiente para retirar Pivetta da disputa. O Ministério Público Eleitoral também se manifestou contra a impugnação. Em 14 de setembro, o Pleno do TRE-MT rejeitou o recurso por 7 votos a 0 e manteve a candidatura. O tribunal também destacou que Pivetta não aparecia, naquele momento, no rol do TCU de responsáveis com contas irregulares para fins eleitorais nem no cadastro de improbidade do CNJ, argumento considerado relevante para manter o registro. O QUE SIGNIFICA “DEFERIDO COM RECURSO”? Esse é o ponto que mais causa dúvida. Quando uma candidatura aparece como “deferida com recurso”, isso significa que o candidato teve o registro aceito pela Justiça Eleitoral, mas a discussão jurídica ainda não terminou completamente porque existe recurso pendente. Na prática: Pivetta continua candidato. Pode pedir voto. Pode receber recursos de campanha. Pode aparecer na urna. E os votos podem ser registrados normalmente enquanto a situação jurídica vigente permanecer. A expressão “com recurso” não significa que a candidatura esteja cassada ou impedida. Significa apenas que ainda existe uma discussão judicial não encerrada definitivamente. ENTÃO ELE É ELEGÍVEL HOJE? Pela decisão atualmente válida da Justiça Eleitoral, sim. O TRE-MT manteve sua candidatura. Esse é o fato jurídico que vale neste momento. Ao mesmo tempo, o histórico administrativo do caso existe e está documentado pelo TCU. As duas coisas podem coexistir: há uma decisão do TCU que julgou contas irregulares no passado, e há uma decisão eleitoral atual permitindo a candidatura. É justamente essa combinação que torna o assunto juridicamente complexo. PODE HAVER MUDANÇA DEPOIS? Em tese, sim. Enquanto houver recursos pendentes, instâncias superiores podem reexaminar a situação. Mas qualquer mudança depende de nova decisão judicial. Até que isso aconteça, vale a decisão atual que mantém Pivetta na disputa. Por isso, seria incorreto afirmar que ele está inelegível hoje. Também seria incorreto dizer que toda a controvérsia acabou definitivamente se ainda houver recurso pendente. O QUE ESTÁ EM DISCUSSÃO POLITICAMENTE A questão agora deixa de ser apenas jurídica. Ela também entra no campo da avaliação do eleitor. Porque uma coisa é perguntar: “Ele pode concorrer?” Hoje, a resposta é sim. Outra pergunta é: “Como o eleitor avalia o histórico desse caso?” Essa resposta já não cabe à Justiça dar. Cabe ao eleitor. ANÁLISE | ALEX RABELO É aqui que eu acredito que precisamos separar duas discussões. A primeira é jurídica. A Justiça Eleitoral permitiu que Otaviano Pivetta concorra. Se existe decisão válida autorizando a candidatura, isso precisa ser respeitado. Não cabe ao jornal dizer que ele não poderia estar na urna quando a própria Justiça decidiu o contrário. Mas existe uma segunda discussão. A discussão política e ética. Em várias situações da vida pública, algo pode estar juridicamente permitido em determinado momento e, ainda assim, continuar sendo alvo de questionamento político ou moral. Isso não significa afirmar que Pivetta cometeu uma ilegalidade eleitoral agora. Significa perguntar ao eleitor se esse histórico pesa ou não na sua escolha. O TCU julgou contas irregulares relacionadas a um convênio para aquisição de unidade móvel