Deputado federal critica decisão da direção nacional do PL, afirma que acordo foi imposto sem diálogo e diz que permanecerá no partido, mas sem esconder a insatisfação. A decisão da direção nacional do Partido Liberal (PL) de selar uma aliança com o MDB para a disputa ao Senado em Mato Grosso continua provocando reações dentro da legenda. Nesta segunda-feira (3), o deputado federal José Medeiros tornou pública sua insatisfação com o acordo e criticou a forma como a composição da chapa foi definida, afirmando que a base bolsonarista foi ignorada durante o processo. Em vídeo divulgado nas redes sociais, Medeiros afirmou que os eleitores identificados com o ex-presidente Jair Bolsonaro deveriam ter participado das discussões antes da decisão ser consolidada. Segundo o parlamentar, esse segmento foi determinante para o crescimento do PL e merece ser ouvido nas principais definições políticas do partido. “O voto que fortaleceu o PL foi o voto bolsonarista. Por isso, essa base precisava ter sido consultada antes de uma decisão dessa magnitude”, afirmou. O deputado também reforçou que continuará alinhado politicamente ao ex-presidente Jair Bolsonaro e disse que seguirá defendendo as pautas que marcaram sua atuação no Congresso Nacional, entre elas a defesa da anistia aos presos pelos atos de 8 de janeiro. Ao comentar a condução da aliança, Medeiros criticou a falta de diálogo entre a direção nacional e as lideranças estaduais. Para ele, decisões impostas sem debate interno podem gerar desgaste e comprometer a unidade do grupo político em Mato Grosso. Mesmo demonstrando descontentamento, o parlamentar descartou qualquer possibilidade de deixar o Partido Liberal. Segundo ele, permanecerá na legenda e continuará defendendo o projeto político bolsonarista, mas sem esconder as divergências em relação à estratégia adotada pela direção nacional. A manifestação amplia o clima de insatisfação dentro do PL mato-grossense após a oficialização da composição da chapa ao Senado envolvendo José Medeiros e a deputada estadual Janaina Riva (MDB). O acordo entre as duas siglas já vinha sendo questionado por integrantes da ala bolsonarista do partido, que defendiam maior participação das lideranças locais na definição das alianças para as eleições.
Abilio desafia o PL e rejeita aliança com MDB: “Prefiro ser expulso do partido”
Prefeito de Cuiabá critica acordo entre o PL e Janaina Riva para a disputa ao Senado, reafirma oposição ao MDB e diz que não abrirá mão de suas convicções por fidelidade partidária. A aliança firmada entre o Partido Liberal (PL) e a deputada estadual Janaina Riva (MDB), pré-candidata ao Senado, provocou uma reação imediata do prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini (PL). Em manifestações publicadas nas redes sociais, o gestor deixou claro que não pretende apoiar a emedebista e afirmou que prefere deixar a legenda a contrariar sua posição política. Ao comentar a decisão da direção nacional do partido, Abilio declarou que não aceitará subir no mesmo palanque de integrantes do MDB, legenda que, segundo ele, esteve do lado oposto nas principais disputas eleitorais em Mato Grosso. O prefeito afirmou que não considera coerente apoiar antigos adversários apenas em razão de um acordo partidário. Nas publicações, Brunini destacou que diversos prefeitos do PL enfrentaram candidatos do MDB nas eleições municipais de 2024. Entre os exemplos citados estão o deputado estadual Eduardo Botelho, derrotado por Abilio na disputa pela Prefeitura de Cuiabá; o ex-prefeito de Várzea Grande, Kalil Baracat; Thiago Silva, adversário do prefeito Cláudio Ferreira, em Rondonópolis; e Léo Bortolin, que disputou a Prefeitura de Primavera do Leste contra o grupo político do prefeito Sergio Manich. O prefeito também mencionou que tanto Kalil Baracat quanto sua ex-vice-prefeita passaram a integrar o MDB e, segundo ele, fazem críticas frequentes ao ex-presidente Jair Bolsonaro. Para Abilio, esse histórico torna incompatível qualquer apoio decorrente de uma composição eleitoral. A declaração ocorre um dia após o presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, oficializar a composição entre o partido e Janaina Riva para a eleição ao Senado em 2026. Pelo entendimento, a deputada deverá integrar a chapa ao lado do deputado federal José Medeiros (PL). A articulação foi confirmada pelo senador Wellington Fagundes (PL), que afirmou que o grupo pretende construir uma frente de oposição ao vice-governador Otaviano Pivetta (Republicanos). Segundo o parlamentar, além de Janaina Riva, o projeto já conta com o apoio do senador Jayme Campos (União Brasil) e busca ampliar a aliança com outras siglas, entre elas o Podemos, presidido em Mato Grosso por Max Russi. Com a manifestação pública de Abilio Brunini, a aliança costurada pela direção nacional do PL passa a enfrentar resistência interna em Mato Grosso, evidenciando divergências sobre a estratégia eleitoral da legenda para a disputa ao Senado em 2026.
Europa paga até 40% mais pela carne bovina de Mato Grosso, enquanto China lidera compras em volume
Apesar de continuar como principal destino das exportações mato-grossenses, o mercado chinês paga menos pela tonelada da carne bovina do que os países europeus, que se destacam pelo maior valor agregado ao produto. A carne bovina produzida em Mato Grosso vem conquistando mercados cada vez mais exigentes e rentáveis no exterior. Embora a China permaneça como a principal compradora da produção estadual em volume, são os países europeus que oferecem a melhor remuneração pelo produto, pagando valores até 40% superiores aos praticados pelo mercado chinês. Levantamento do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea) aponta que, no primeiro semestre de 2026, os demais países da Europa desembolsaram, em média, US$ 6.667 por tonelada de carne bovina mato-grossense, enquanto os países da União Europeia pagaram US$ 6.390 por tonelada. Já a China adquiriu o produto por um preço médio de US$ 4.745 por tonelada. A diferença evidencia que os mercados europeus valorizam atributos como qualidade, rastreabilidade e regularidade no fornecimento, fatores que permitem maior agregação de valor à carne produzida no estado. Mesmo com um preço inferior, a China segue sendo o principal parceiro comercial da pecuária mato-grossense. Nos seis primeiros meses deste ano, o país asiático respondeu por 55,2% de toda a carne bovina exportada por Mato Grosso, consolidando-se como o maior destino da produção estadual. Outro indicador reforça a vantagem econômica das exportações para a Europa. O Índice de Atratividade das Exportações, elaborado pelo Imea, compara o valor recebido nas vendas internacionais com o preço da arroba do boi gordo em Mato Grosso. Nesse ranking, a União Europeia aparece na liderança, com índice de 108,49, seguida pelos demais países europeus, com 98,59. Na sequência aparecem o Oriente Médio, com índice de 76,58, a América do Norte, com 75,47, e a China, com 74,37. Quanto maior o índice, maior é o retorno financeiro proporcionado pelas exportações para toda a cadeia produtiva. Para o diretor de Projetos do Instituto Mato-grossense da Carne (Imac), Bruno de Jesus Andrade, o desempenho demonstra a capacidade da pecuária mato-grossense de atender mercados internacionais que exigem padrões elevados de produção. Segundo ele, ampliar a presença em diferentes destinos fortalece o setor, reduz a dependência de um único comprador e amplia as oportunidades de geração de valor para os produtores e para a economia estadual.
Agro acelera geração de empregos e Mato Grosso abre mais de 4 mil vagas formais em junho
Setor praticamente dobrou o saldo de contratações em relação ao mês anterior no país e reforça a liderança de Mato Grosso na criação de oportunidades, apesar da escassez de mão de obra qualificada. A agropecuária brasileira voltou a ganhar força na geração de empregos formais em junho e registrou um dos melhores desempenhos entre os setores da economia. Com 111.801 admissões e 91.903 desligamentos, o segmento fechou o mês com saldo positivo de 22.898 vagas com carteira assinada, resultado que representa mais que o dobro do registrado em maio, quando o setor havia criado 11.127 postos de trabalho. O avanço elevou a agropecuária à segunda posição no ranking nacional de geração de empregos, ficando atrás apenas do setor de serviços, responsável pela abertura de 74.514 vagas. Até então, a construção civil ocupava essa colocação. No acumulado do primeiro semestre de 2026, o campo já responde por 40.853 novos empregos formais, demonstrando a retomada do ritmo de contratações impulsionado pelas atividades agrícolas e pecuárias em diversas regiões do país. Em Mato Grosso, principal potência do agronegócio nacional, o desempenho também foi expressivo. O estado encerrou junho com 11.363 admissões e 7.235 desligamentos, alcançando saldo positivo de 4.128 empregos formais, um dos maiores resultados do país. Apesar do crescimento das contratações, produtores rurais seguem enfrentando dificuldades para preencher vagas. Levantamento realizado pelo Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea), em parceria com a Famato e o Senar-MT, aponta que 62,62% dos produtores relatam dificuldades para encontrar trabalhadores. Entre as funções mais procuradas estão operadores de máquinas agrícolas, citados por 63,77% dos entrevistados, além de trabalhadores para serviços gerais e técnicos agrícolas. A pesquisa também revela que a falta de qualificação profissional é apontada por quase sete em cada dez produtores como o principal obstáculo para as contratações, seguida pela incompatibilidade entre o perfil dos candidatos e as exigências das vagas. O estudo ouviu 415 produtores rurais de 87 municípios mato-grossenses para mapear o cenário da mão de obra no campo e identificar os principais desafios enfrentados pelo setor. No cenário nacional, o mercado de trabalho manteve trajetória positiva em junho, com a criação de 145.161 empregos formais. No acumulado do primeiro semestre, o país soma 921.645 novas vagas com carteira assinada e, nos últimos 12 meses, o saldo chega a 963.921 postos de trabalho, elevando para cerca de 48 milhões o número de vínculos formais ativos. Além dos serviços e da agropecuária, os setores do comércio, indústria e construção civil também encerraram junho com saldo positivo, confirmando um ambiente de expansão do emprego formal em todos os grandes segmentos da economia.
Fábio Garcia aposta em chapa forte do União Brasil e prevê manutenção de duas cadeiras na Câmara Federal
Deputado afirma que partido reúne nomes competitivos para a disputa de 2026, descarta favoritos na chapa e acredita que divergências internas foram superadas após a convenção estadual. O deputado federal Fábio Garcia afirmou que o União Brasil reúne uma das chapas mais competitivas de Mato Grosso para a disputa à Câmara dos Deputados nas eleições de 2026 e demonstrou confiança de que a sigla conseguirá manter as duas vagas que atualmente ocupa na bancada federal. Apesar do otimismo, o parlamentar ressaltou que não há espaço para favoritismo e que a definição dos eleitos dependerá exclusivamente do voto popular. Segundo Fábio, a composição apresentada pelo partido, formada por lideranças políticas de diferentes regiões do Estado, fortalece a legenda na corrida eleitoral. Entre os nomes anunciados estão Gisela Simona, Ednei Blasius, Altemar Lopes da Silva, Virginia Mendes e Carlos Sanchez Roman, além do próprio deputado. Ao comentar sobre quem poderá conquistar a segunda cadeira na Câmara Federal, Fábio evitou fazer projeções individuais e afirmou que nenhum integrante da chapa possui eleição garantida, incluindo ele próprio. Para o parlamentar, o resultado dependerá do desempenho de cada candidato durante a campanha e da escolha do eleitor. O deputado também destacou que pretende percorrer novamente os 142 municípios mato-grossenses ao longo da campanha, apresentando o trabalho desenvolvido durante o mandato e debatendo propostas para o desenvolvimento do Estado. Sobre a disputa interna que marcou a convenção do União Brasil, Fábio minimizou possíveis reflexos na campanha eleitoral. O partido viveu um embate entre o grupo liderado pelo ex-governador Mauro Mendes, favorável ao apoio à reeleição do governador Otaviano Pivetta (Republicanos), e a ala do senador Jayme Campos, que defendia candidatura própria da legenda ao Governo do Estado. Após a aprovação da aliança com o Republicanos pela maioria dos convencionais, o deputado avaliou que o episódio faz parte do processo democrático e demonstrou confiança de que o partido seguirá unido durante a campanha. Segundo ele, a definição encerrou uma discussão sobre projetos políticos e a tendência agora é de convergência em torno das decisões aprovadas pela legenda.
Michelle Bolsonaro permanece internada e passa por procedimento para controle de enxaqueca; assessoria divulga novo boletim médico
Ex-primeira-dama segue hospitalizada em Brasília após crises recorrentes de enxaqueca. Assessoria informa que procedimento foi realizado para aliviar as dores e que quadro continua sendo acompanhado pela equipe médica. A assessoria da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL) divulgou, na tarde deste domingo (2), um novo boletim sobre seu estado de saúde e informou que ela permanece internada em um hospital de Brasília para tratamento de crises recorrentes de enxaqueca. Segundo a nota oficial, Michelle foi submetida a um bloqueio anestésico dos nervos cranianos e pericranianos, procedimento utilizado para auxiliar no controle de dores de cabeça intensas e persistentes. A equipe médica segue acompanhando a evolução do quadro clínico, e novas informações deverão ser divulgadas conforme a resposta ao tratamento. O que aconteceu? Michelle Bolsonaro já havia informado, no sábado (1º), que estava internada para realizar uma série de exames destinados a identificar a causa das crises frequentes de enxaqueca. Na ocasião, ela publicou uma mensagem nas redes sociais agradecendo as orações e o apoio recebidos dos seguidores, informando que permaneceria sob observação médica. Com a continuidade das dores, os médicos decidiram realizar o procedimento anestésico como parte do tratamento. O que é o bloqueio anestésico? O procedimento realizado consiste na aplicação de anestésicos em nervos localizados na região da cabeça e do pescoço. A técnica é utilizada por especialistas no tratamento de pacientes que apresentam crises intensas de cefaleia e enxaqueca, principalmente quando a dor não responde adequadamente aos medicamentos convencionais. O objetivo é reduzir a intensidade da dor e proporcionar melhor qualidade de vida ao paciente. Internação ocorreu na véspera da convenção do PL A internação aconteceu às vésperas da convenção nacional do Partido Liberal, realizada neste domingo (2), que oficializou a candidatura de Michelle Bolsonaro ao Senado Federal pelo Distrito Federal. Por causa da hospitalização, a ex-primeira-dama não participou presencialmente do evento. Mesmo internada, sua candidatura foi confirmada pelo partido durante a convenção. Assessoria aguarda nova avaliação médica No comunicado divulgado neste domingo, a assessoria informou que Michelle continua recebendo acompanhamento especializado e que aguarda um novo posicionamento da equipe médica antes de divulgar informações sobre previsão de alta ou evolução do tratamento. Até o momento, não foi informado quanto tempo ela deverá permanecer internada. A internação de Michelle Bolsonaro ocorre em um momento importante do calendário político, justamente durante a oficialização de sua candidatura ao Senado pelo Distrito Federal. No entanto, até o momento não existe qualquer informação oficial indicando agravamento do quadro de saúde. O boletim divulgado pela assessoria informa que a hospitalização está relacionada ao tratamento de crises recorrentes de enxaqueca e que o procedimento realizado faz parte da conduta médica adotada para controle da dor. É importante separar os fatos das especulações que costumam surgir nas redes sociais. Até agora, as informações confirmadas são as divulgadas pela assessoria oficial e pela equipe médica responsável pelo acompanhamento da ex-primeira-dama. A ausência de Michelle na convenção foi motivada pela internação, mas sua candidatura ao Senado foi mantida e oficializada normalmente pelo Partido Liberal. A expectativa agora é pela divulgação de um novo boletim médico, que deverá informar a evolução do tratamento e indicar quando Michelle Bolsonaro poderá retomar sua agenda pública. Por Alex RabeloJornalista e Analista Político – MT Urgente News
PL NACIONAL CONSOLIDA ALIANÇA EM MATO GROSSO E FORTALECE PROJETO DE WELLINGTON FAGUNDES PARA O GOVERNO
Com apoio de Valdemar Costa Neto e Flávio Bolsonaro, Wellington confirma José Medeiros e Janaína Riva ao Senado, avança na composição com Max Russi e amplia bloco político para a disputa estadual BRASÍLIA – A corrida pelo Governo de Mato Grosso entrou em uma nova fase neste domingo (2). Durante a Convenção Nacional do Partido Liberal (PL), realizada no Distrito Federal, o senador e candidato ao Governo do Estado, Wellington Fagundes, anunciou o avanço das articulações para a formação de sua chapa majoritária e confirmou um movimento que já vinha sendo construído nos bastidores: José Medeiros e Janaína Riva serão os candidatos ao Senado na composição encabeçada pelo PL. O anúncio foi feito ao lado do presidente nacional do partido, Valdemar Costa Neto, e do candidato do PL à Presidência da República, Flávio Bolsonaro, evidenciando o envolvimento direto da direção nacional nas articulações em Mato Grosso. Segundo Wellington, a definição representa a consolidação de um projeto político mais amplo, capaz de reunir diferentes forças em torno da disputa pelo Palácio Paiaguás. “Agora vamos definir a vice-governadoria. Para o Senado, já temos Zé Medeiros e Janaína Riva na nossa chapa.” O senador explicou que a estratégia inicial previa apenas um nome ao Senado, mas que o cenário político exigiu uma ampliação da aliança. “A ideia era ter um único candidato, mas precisamos somar. A decisão foi construída nacionalmente e teve a aceitação do Medeiros e de todo o grupo.” MAX RUSSI GANHA PROTAGONISMO NAS NEGOCIAÇÕES Outro ponto considerado estratégico é o avanço das conversas com o presidente da Assembleia Legislativa, Max Russi. De acordo com interlocutores envolvidos nas negociações, o grupo político liderado por Max deverá ter prioridade na indicação do candidato a vice-governador, em um entendimento que vem sendo costurado entre os partidos que integram a aliança. Embora o anúncio oficial ainda dependa dos últimos ajustes, fontes ligadas às negociações afirmam que o acordo está em estágio avançado e poderá ser oficializado nos próximos dias. Caso a composição seja confirmada, Wellington ampliará significativamente sua base política, reunindo lideranças com forte presença regional e consolidando uma das chapas mais robustas da disputa eleitoral. CONVENÇÃO DO UNIÃO BRASIL MUDOU O CENÁRIO POLÍTICO Nos bastidores, lideranças políticas avaliam que os desdobramentos da convenção do União Brasil alteraram o ambiente eleitoral em Mato Grosso. A retirada da candidatura do senador Jayme Campos ao Governo do Estado expôs divergências internas dentro da legenda e abriu espaço para uma reconfiguração das alianças políticas. Durante o evento em Brasília, Wellington voltou a defender que Mato Grosso deveria ter uma disputa mais ampla e afirmou acreditar que novas lideranças poderão se somar ao projeto. “Não permitiram que Jayme fosse candidato. Assim como também tentaram impedir a minha candidatura. Queriam que fosse WO, mas será WF. Acredito que teremos o apoio do senador Jayme Campos e de todos aqueles que querem fazer de Mato Grosso um estado de oportunidades para todos.” CHAPA ENTRA NA RETA FINAL DE DEFINIÇÃO Com Wellington homologado como candidato ao Governo, José Medeiros e Janaína Riva confirmados para o Senado e a definição da vice-governadoria em fase final de negociação, a aliança entra na reta decisiva das convenções partidárias. A expectativa é de que os próximos dias sejam marcados por novos anúncios e pela consolidação definitiva da chapa majoritária que disputará o comando do Estado. ⸻ ANÁLISE | Alex Rabelo – Jornalista e Estrategista Político Os movimentos realizados em Brasília vão além da simples confirmação de uma chapa. Eles demonstram que a direção nacional do PL decidiu assumir protagonismo na construção de um projeto competitivo para Mato Grosso. A confirmação de José Medeiros e Janaína Riva ao Senado, aliada ao avanço das negociações com Max Russi para a composição da vice-governadoria, amplia significativamente o campo político de Wellington Fagundes. Na prática, o grupo deixa de representar apenas uma aliança partidária e passa a reunir lideranças com forte influência em diferentes regiões do Estado. Outro fator que contribui para esse novo cenário foi a convenção do União Brasil. O processo que retirou Jayme Campos da disputa evidenciou fissuras internas e gerou insatisfação entre diversas lideranças políticas que esperavam participar das decisões. Esse episódio provocou uma reorganização natural das forças políticas e acelerou conversas entre grupos que, até poucos dias atrás, caminhavam separados. Se a composição com Max Russi for confirmada, Wellington chegará ao início oficial da campanha liderando uma ampla coalizão política, reunindo importantes nomes da direita, do centro e de partidos aliados. Em um cenário no qual a unidade tende a ser decisiva, a estratégia de ampliar alianças pode representar um dos principais diferenciais da disputa pelo Governo de Mato Grosso. A definição da vice-governadoria será o último movimento relevante antes do encerramento das convenções e poderá consolidar, de forma definitiva, o desenho eleitoral que marcará a corrida pelo Palácio Paiaguás.
Amigo de Michael Schumacher faz apelo à família para rever heptacampeão da Fórmula 1
Christian Danner, ex-piloto e amigo pessoal do alemão, afirma que gostaria de reencontrar Schumacher, que vive longe da vida pública desde o grave acidente sofrido em 2013. Família mantém rígido sigilo sobre seu estado de saúde. O nome de Michael Schumacher, um dos maiores pilotos da história da Fórmula 1, voltou a ganhar destaque na imprensa internacional após um apelo feito por um antigo amigo e colega de categoria. O ex-piloto alemão Christian Danner declarou publicamente que gostaria de reencontrar Schumacher e pediu que a família permita uma visita ao heptacampeão mundial. A manifestação reacendeu o debate sobre o estado de saúde do ex-piloto, que permanece longe dos holofotes desde o grave acidente sofrido no fim de 2013. Quem é Michael Schumacher? Michael Schumacher é considerado um dos maiores nomes da história do automobilismo mundial. O piloto alemão conquistou sete títulos mundiais de Fórmula 1, recorde que hoje divide com o britânico Lewis Hamilton. Ao longo da carreira, venceu 91 Grandes Prêmios, tornando-se uma referência dentro e fora das pistas. Schumacher brilhou principalmente pela Ferrari, equipe onde conquistou cinco títulos consecutivos entre 2000 e 2004, período que marcou uma das maiores hegemonias da categoria. O acidente que mudou sua vida Em 29 de dezembro de 2013, poucos meses após se aposentar definitivamente da Fórmula 1, Schumacher sofreu um grave acidente enquanto esquiava nos Alpes Franceses. Durante a descida, o alemão bateu a cabeça em uma pedra, mesmo utilizando capacete. O impacto provocou um traumatismo craniano severo, exigindo cirurgia de emergência e um longo período em coma induzido. Desde então, a família optou por preservar totalmente sua privacidade. Pouquíssimas pessoas tiveram autorização para visitá-lo ao longo dos últimos anos, e informações sobre seu estado de saúde passaram a ser divulgadas de forma extremamente restrita. O apelo de um amigo A repercussão mais recente começou após entrevista concedida pelo ex-piloto Christian Danner, que também competiu na Fórmula 1 durante as décadas de 1980 e hoje atua como comentarista esportivo na Alemanha. Em declaração ao site OLBG, Danner afirmou que gostaria de reencontrar Schumacher e fez um apelo para que a família permita essa visita. Segundo ele, o desejo é apenas rever um velho amigo, independentemente das atuais condições de saúde do ex-piloto. A declaração ganhou repercussão internacional justamente porque a família Schumacher mantém, há mais de uma década, uma política rígida de privacidade. Família mantém absoluto sigilo Desde o acidente, poucas informações oficiais foram divulgadas. A esposa de Schumacher, Corinna Schumacher, sempre defendeu que a recuperação do marido faz parte da esfera privada da família. Ao longo dos anos, apenas um número bastante reduzido de familiares e amigos próximos recebeu autorização para visitá-lo. Até o momento, a família não comentou publicamente o pedido feito por Christian Danner. Schumacher segue como uma das maiores lendas do esporte Mesmo afastado da vida pública há mais de doze anos, Michael Schumacher continua sendo um dos maiores ídolos da Fórmula 1. Sua trajetória inspira novas gerações de pilotos e permanece como referência na história do automobilismo mundial. Enquanto fãs continuam acompanhando cada nova informação sobre sua saúde, a família mantém a decisão de preservar sua intimidade, evitando divulgar detalhes sobre sua condição clínica. Análise | Alex Rabelo A declaração de Christian Danner mostra que, mesmo após mais de uma década do acidente, Michael Schumacher continua despertando enorme respeito dentro do automobilismo. O pedido do ex-piloto não revela uma mudança no estado de saúde de Schumacher nem indica que a família tenha alterado sua postura. Trata-se de uma manifestação pessoal de alguém que conviveu com um dos maiores pilotos da história e gostaria de revê-lo. É importante destacar que não existem informações oficiais recentes sobre a condição clínica de Schumacher além das poucas manifestações feitas pela família ao longo dos anos. Grande parte das notícias que circulam sobre sua saúde tem origem em especulações ou relatos de terceiros, razão pela qual devem ser tratadas com cautela. A postura adotada pela família também encontra respaldo no direito à privacidade. Mesmo sendo uma figura pública de projeção mundial, Schumacher continua tendo garantido o direito à proteção de sua intimidade e de suas informações médicas, que somente podem ser divulgadas por seus representantes ou mediante autorização. O episódio reforça que, mais de doze anos após o acidente, Michael Schumacher permanece como um dos personagens mais admirados do esporte mundial. Seu legado nas pistas continua vivo, enquanto sua família segue firme na decisão de preservar sua vida pessoal longe dos holofotes. Por Alex RabeloJornalista e Analista Político – MT Urgente News
Eduardo Leite confirma fim do relacionamento com médico Thalis Bolzan
Governador do Rio Grande do Sul informa que a separação ocorreu de forma consensual; casal havia oficializado união estável em 2024, após tornar público o relacionamento em 2021 O governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite (PSD), confirmou nesta semana o fim de seu relacionamento com o médico Thalis Bolzan. A informação foi divulgada por meio de uma nota oficial enviada pela assessoria do governador, informando que a decisão foi tomada em comum acordo. Segundo o comunicado, o casal decidiu “seguir caminhos diferentes”, mas destacou que a separação aconteceu de forma madura, preservando o respeito, o carinho e a admiração construídos ao longo da relação. Relacionamento tornou-se público em 2021 Eduardo Leite e Thalis Bolzan assumiram publicamente o relacionamento em 2021. Na época, o governador também falou pela primeira vez sobre sua orientação sexual durante entrevista ao programa Conversa com Bial, da TV Globo. Na ocasião, Leite afirmou: “Eu sou gay. Sou um governador gay, não um gay governador.” A declaração teve ampla repercussão nacional e foi considerada um marco na política brasileira, recebendo manifestações de apoio de diferentes setores da sociedade. União estável foi oficializada em 2024 Após alguns anos de relacionamento, Eduardo Leite e Thalis Bolzan oficializaram a união estável no início de 2024. Desde então, os dois passaram a aparecer juntos em eventos públicos e em publicações nas redes sociais, mantendo uma relação discreta, mas conhecida pelo público. Nota destaca respeito e privacidade Na nota divulgada pela assessoria, Eduardo Leite informou que a decisão foi tomada de forma consensual e reforçou o pedido para que a privacidade dos dois seja respeitada neste momento. “Eduardo Leite confirma que ele e Thalis Bolzan decidiram, de forma madura e em comum acordo, seguir caminhos diferentes. Tomaram essa decisão mantendo o respeito, o carinho e a admiração que sentem um pelo outro. Agradecem a compreensão e o respeito às suas privacidades e não farão outras manifestações sobre o assunto.” Até o momento, nem Eduardo Leite nem Thalis Bolzan deram entrevistas sobre o fim do relacionamento, e a expectativa é de que ambos mantenham discrição em relação ao assunto. A separação ocorre em um momento em que Eduardo Leite segue exercendo o mandato como governador do Rio Grande do Sul e permanece como uma das principais lideranças nacionais do PSD.
Pedido de voto em convenção partidária: pode ou não pode? Entenda o que diz a legislação eleitoral
Falas de Lula e Flávio Bolsonaro durante convenções partidárias reacendem debate sobre propaganda antecipada. Especialistas explicam quando o pedido de voto é permitido e em quais situações pode gerar questionamentos na Justiça Eleitoral. As convenções partidárias realizadas neste sábado (1º) voltaram a colocar em pauta uma dúvida comum entre candidatos, partidos e eleitores: afinal, é permitido pedir voto durante uma convenção partidária antes do início oficial da campanha eleitoral? O tema ganhou repercussão nacional após declarações do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e do senador Flávio Bolsonaro (PL), que fizeram pedidos de voto durante convenções realizadas na Bahia e em Santa Catarina. Embora a propaganda eleitoral só seja permitida oficialmente a partir de 16 de agosto, a legislação prevê situações específicas que precisam ser observadas. Lula e Flávio pediram votos durante as convenções Na Bahia, durante a convenção do PT que oficializou a candidatura do governador Jerônimo Rodrigues à reeleição, Lula afirmou: “Depois que vocês votarem em deputado estadual, deputado federal, senador e no Jerônimo, se sobrar um pouquinho de voto, vote em mim.” Já em Santa Catarina, na convenção do PL que confirmou a candidatura do governador Jorginho Mello, Flávio Bolsonaro declarou: “Votem no Flávio…” As falas rapidamente repercutiram nas redes sociais e levantaram questionamentos sobre eventual propaganda eleitoral antecipada. O que diz a Lei das Eleições? A resposta está na própria Lei nº 9.504/1997, conhecida como Lei das Eleições. A legislação estabelece que a propaganda eleitoral somente pode ocorrer após o início oficial da campanha. No entanto, ela também reconhece a existência da chamada propaganda intrapartidária, destinada exclusivamente aos filiados durante o processo interno de escolha dos candidatos. Em outras palavras, a convenção partidária possui natureza interna, sendo o momento em que os partidos oficializam candidaturas, aprovam alianças e definem suas estratégias eleitorais. Por isso, segundo especialistas em Direito Eleitoral, um pedido de voto feito dentro desse ambiente não configura automaticamente propaganda eleitoral antecipada. Quando pode surgir um problema? O principal ponto de atenção não está, necessariamente, no discurso realizado dentro da convenção, mas na forma como esse conteúdo é divulgado posteriormente. Especialistas afirmam que a situação pode mudar quando: o pedido de voto é divulgado nas redes sociais da campanha; o trecho passa a ser utilizado como propaganda eleitoral; o evento é transmitido ao vivo para o público em geral; o conteúdo deixa de ser restrito ao ambiente partidário e passa a alcançar diretamente o eleitor. Nessas hipóteses, caberá à Justiça Eleitoral analisar se houve ou não propaganda eleitoral antecipada. O entendimento dos especialistas O advogado e professor de Direito Eleitoral Renato Ribeiro de Almeida explica que a convenção é, por definição, um ato interno do partido. Segundo ele, nesse ambiente o pedido de voto é direcionado aos próprios convencionais e filiados, não havendo, em princípio, irregularidade. Já a especialista Amanda Cunha, autora do livro Direito Eleitoral Sancionador, alerta que o cenário muda quando esse conteúdo é levado para fora da convenção e utilizado para atingir o eleitorado em geral. Na mesma linha, o advogado eleitoral Arthur Rollo afirma que o problema não está no pedido de voto dentro do evento, mas na eventual divulgação pública desse conteúdo antes do período permitido pela legislação. Cada caso será analisado pela Justiça Mesmo diante desses entendimentos, não existe uma resposta automática para todos os casos. Se houver representação de partidos, candidatos ou do Ministério Público Eleitoral, caberá à Justiça Eleitoral analisar as circunstâncias específicas para verificar se houve ou não propaganda eleitoral antecipada. Análise | Alex Rabelo Você sabia disso? Essa é uma dúvida muito comum entre candidatos e até mesmo entre profissionais que atuam em campanhas eleitorais. Muita gente acredita que qualquer pedido de voto antes de 16 de agosto é automaticamente proibido. Não é exatamente assim. A própria legislação diferencia o que acontece dentro da convenção partidária daquilo que é levado ao conhecimento do eleitor em geral. A convenção é um ato interno do partido. É nesse momento que são oficializadas candidaturas, aprovadas alianças e apresentados os nomes que disputarão a eleição. Por isso, a Justiça Eleitoral e diversos especialistas entendem que manifestações dirigidas aos filiados e convencionais possuem tratamento jurídico diferente da propaganda eleitoral tradicional. O cuidado começa quando esse conteúdo ultrapassa os limites do evento. Se o discurso com pedido de voto passa a ser utilizado nas redes sociais, em anúncios, impulsionamentos ou outros meios para alcançar o eleitor antes do início oficial da campanha, a situação pode ser questionada e analisada pela Justiça Eleitoral. Em resumo: ✅ Pode: manifestação política e pedido de voto no ambiente da convenção partidária, voltado aos participantes do evento. ⚠️ Exige atenção: quando esse conteúdo é reproduzido para o público em geral antes do início da campanha. A legislação eleitoral possui diversas particularidades, e compreender esses detalhes é fundamental para evitar riscos jurídicos durante uma campanha. Alex RabeloJornalista | Estrategista em Marketing Político