Uma operação da Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema-MT) revelou um cenário de degradação ambiental dentro do Parque Estadual Reserva Extrativista Guariba-Roosevelt, localizado na região de Colniza, no noroeste de Mato Grosso. A ação identificou atividades ilegais como exploração de madeira sem autorização e extração clandestina de minérios em plena unidade de conservação. A ofensiva faz parte da Operação Amazônia e foi desencadeada a partir de alertas gerados por sistemas de monitoramento da própria Sema, aliados a imagens de satélite em tempo real. Com base nessas informações, equipes da Coordenadoria de Fiscalização de Flora se deslocaram até a área para verificar as irregularidades. Durante as inspeções, os agentes encontraram maquinário pesado utilizado na exploração ilegal, incluindo tratores, pás-carregadeiras e guinchos. Um homem foi flagrado operando um dos equipamentos. No local, também foram identificadas dezenas de toras de madeira extraídas de diferentes espécies, além de trilhas abertas na mata para facilitar o transporte do material. A análise nos sistemas oficiais da secretaria confirmou que não havia qualquer registro ou autorização para a atividade na área. Diante disso, os equipamentos foram apreendidos e o responsável autuado, com multa estimada em R$ 200 mil. As equipes também localizaram outros pontos de degradação dentro da reserva, com mais vestígios de retirada ilegal de madeira e máquinas escondidas na vegetação. Em uma área de floresta densa, foi descoberta uma estrutura improvisada usada para garimpo, com rampas de lavagem e materiais de apoio. Durante a ação, cinco pessoas foram flagradas em acampamentos clandestinos, mas fugiram ao perceber a presença dos fiscais. As barracas e os equipamentos encontrados foram inutilizados. Em outro ponto, próximo a um curso d’água, foram identificados barramentos e estruturas típicas da atividade de mineração ilegal, embora os responsáveis não tenham sido localizados. As dificuldades de acesso, agravadas por trechos alagados e obstáculos criados para impedir a fiscalização, obrigaram as equipes a realizarem parte do trabalho a pé. A operação contou com apoio da Polícia Judiciária Civil e da Polícia Militar e ocorreu entre os dias 24 de março e 3 de abril. A Operação Amazônia reúne esforços de órgãos estaduais e federais no combate a crimes ambientais, com uso de tecnologia de monitoramento, fiscalização em campo, apreensão de equipamentos e responsabilização dos infratores. A Sema reforça que denúncias de crimes ambientais podem ser feitas por telefone, WhatsApp, e-mail ou aplicativos oficiais, além do acionamento direto da Polícia Militar pelo número 190.
VOCÊ NÃO AUTORIZOU, MAS SEUS DADOS CIRCULARAM: QUEM RESPONDE?
Quando informações pessoais vazam, o prejuízo não é virtual é real. Hoje, quase tudo passa por um cadastro: banco, plano de saúde, loja, aplicativo, rede social. Nome, CPF, telefone, endereço, renda. O cidadão fornece seus dados confiando que serão protegidos. O problema começa quando essa confiança é quebrada. Cada vez mais pessoas relatam situações semelhantes: começam a receber ligações suspeitas, mensagens de golpes, cobranças estranhas ou tentativas de fraude. Em comum, um detalhe incômodo: ninguém autorizou o uso daqueles dados. A pergunta que fica é direta: quem responde quando seus dados vazam? Dados não vazam sozinhos Vazamentos de dados não são obra do acaso. Eles acontecem porque alguém armazenou mal, compartilhou indevidamente ou deixou de adotar medidas mínimas de segurança. Quando uma empresa coleta dados pessoais, ela assume o dever de protegê-los. Isso não é gentileza é obrigação legal. A Lei Geral de Proteção de Dados existe justamente para estabelecer limites claros: quem coleta dados deve cuidar deles. Se há falha, há responsabilidade. O cidadão paga a conta Na prática, porém, o prejuízo costuma recair sobre a vítima. É ela quem perde tempo, sofre estresse, tem o nome negativado, a conta invadida ou o crédito comprometido. Enquanto isso, as empresas envolvidas muitas vezes se limitam a respostas genéricas: “não identificamos falha em nossos sistemas”. Como se o dano simplesmente tivesse surgido do nada. Dados vazados não são apenas números. Eles permitem golpes direcionados, fraudes bancárias e constrangimentos reais. O que a lei diz, de forma simples A legislação brasileira é clara: Dados pessoais só podem ser usados para a finalidade informada; devem ser protegidos contra acessos indevidos; o titular tem direito à informação e à reparação do dano; falhas de segurança geram responsabilidade. Não importa se o vazamento foi causado por ataque externo ou erro interno. Quem coleta os dados responde pela segurança deles. A falsa normalização do vazamento Tratar vazamento de dados como algo inevitável é perigoso. Isso transfere o risco da atividade para o cidadão, que não controla sistemas, servidores nem políticas internas de segurança. Tecnologia sem responsabilidade cria vítimas silenciosas. Conclusão Se você não autorizou o uso dos seus dados, alguém falhou. E falha gera dever de responder. O cidadão não pode ser obrigado a conviver com prejuízos causados por negligência alheia. Dados pessoais não são favor concedido às empresas. São direitos do cidadão. Diogo Fernandes Colunista em Justiça & Sociedade – MT Urgente Proprietário do escritório Diogo Fernandes Advocacia
Consulta pública vai definir rumos da cultura em Mato Grosso pelos próximos 10 anos
A Secretaria de Estado de Cultura, Esporte e Lazer de Mato Grosso (Secel-MT) abriu uma consulta pública para ouvir a população na construção do novo Plano Estadual de Cultura, que vai orientar as políticas culturais do Estado na próxima década. A iniciativa busca reunir contribuições de artistas, produtores culturais e da sociedade em geral, garantindo um planejamento mais participativo e alinhado às demandas do setor. O plano, que terá vigência de 10 anos, é considerado um instrumento de política de Estado, mantendo diretrizes mesmo com mudanças de gestão. Segundo o secretário David Moura, a participação coletiva é essencial para fortalecer o documento e torná-lo mais representativo. A proposta é avaliar o que avançou desde a última versão, identificar falhas e apontar prioridades para o período de 2026 a 2036. Por meio de formulário online, os participantes podem opinar sobre os eixos do plano atual, sugerir melhorias e indicar áreas culturais que necessitam de mais atenção. Também há espaço para discutir a integração da cultura com educação, acessibilidade e inclusão social, além de propostas para ampliar o alcance de investimentos, especialmente em regiões rurais e municípios do interior. Além da consulta digital, o governo estadual iniciou a Caravana Fluxo 2026, série de encontros presenciais que percorrem diferentes regiões de Mato Grosso. As reuniões contam com grupos de trabalho e escuta ativa de profissionais da cultura, promovendo o debate direto com gestores e agentes culturais. Após passar por Sinop, a caravana segue para Juína nesta semana e deve percorrer cidades como Barra do Garças, Cáceres, Rondonópolis e Cuiabá até junho, ampliando a participação regional na construção do plano. O formulário permanece disponível no site da Secel, onde qualquer cidadão pode contribuir com sugestões e visões sobre o futuro da cultura no Estado.
Pivetta banca nomeação de sargento e enfrenta reação de oficiais da PM em Mato Grosso
O governador de Mato Grosso, Otaviano Pivetta (Republicanos), afirmou nesta terça-feira (14) que não pretende voltar atrás na nomeação da sargento Adriana Rodrigues para o comando da Casa Militar, apesar da forte reação de oficiais da Polícia Militar. Segundo ele, a gestão segue sem prejuízos e as críticas fazem parte do processo de governar. De forma direta, Pivetta minimizou o impasse e disse que o foco deve permanecer no trabalho. Para o governador, a máquina pública continua funcionando normalmente e não há motivo para alarde. Ele reconheceu que a decisão não agradou a todos, mas destacou que recebeu apoio de parte significativa da tropa, especialmente entre praças, cabos e sargentos. A escolha de Adriana Rodrigues provocou incômodo entre oficiais de alta patente, que consideram a medida uma quebra da hierarquia militar. Tradicionalmente, a Casa Militar é comandada por oficiais superiores, como coronéis ou tenentes-coronéis, responsáveis por liderar equipes compostas por militares de diferentes patentes. A Associação dos Oficiais da Polícia e Bombeiros Militar de Mato Grosso se manifestou publicamente contra a nomeação e apontou possível ilegalidade no ato. A entidade argumenta que a legislação estadual prevê que funções de assessoramento militar sejam ocupadas por coronéis da ativa, e classificou a decisão como uma afronta ao princípio da legalidade. O posicionamento também levanta preocupação com eventuais impactos na estrutura hierárquica e na segurança jurídica dentro das corporações. Nos bastidores, oficiais avaliam que, caso a intenção fosse ampliar a representatividade feminina, haveria alternativas dentro da própria hierarquia, como a indicação de uma oficial superior. Em contrapartida, a Associação de Cabos e Soldados da Polícia Militar e Bombeiro Militar de Mato Grosso saiu em defesa da escolha. A entidade destacou que a nomeação é uma atribuição do chefe do Executivo e deve considerar critérios como confiança e competência técnica. Para os representantes dos praças, a decisão valoriza o mérito profissional e não compromete a disciplina militar. Adriana Rodrigues ingressou na Polícia Militar em 2008 e possui formação acadêmica diversificada, com graduação em Direito, mestrado em Matemática e especializações em Libras e educação inclusiva. Desde 2021, ela atuava como chefe de gabinete da Vice-Governadoria. Mesmo diante da pressão, Pivetta reforçou que continuará tomando decisões com base no que considera mais adequado para a administração pública, sem se pautar exclusivamente por reações internas das corporações.
Max Russi defende diálogo e planejamento como motores do desenvolvimento de Mato Grosso
O presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso, Max Russi (Podemos), ressaltou a importância do planejamento estratégico aliado ao diálogo institucional para garantir o crescimento sustentável do estado. A declaração foi feita durante o Fórum de Economia e Desenvolvimento Institucional promovido pelo LIDE Mato Grosso, realizado nesta terça-feira (14), em Cuiabá. Diante de autoridades políticas e representantes do setor produtivo, Russi enfatizou que decisões sólidas e duradouras precisam ser construídas de forma coletiva, com base na escuta ativa e em uma visão de longo prazo. Para ele, ambientes como o fórum são fundamentais para alinhar ideias e transformar propostas em ações concretas. O parlamentar também chamou atenção para o novo momento vivido por Mato Grosso, que, segundo ele, já ultrapassou a condição de potência exclusivamente agrícola. Embora o estado siga como referência nacional na produção agropecuária, Russi destacou avanços na diversificação econômica, com investimentos em tecnologia, melhorias logísticas e maior inserção no mercado internacional. Outro ponto ressaltado foi a expressiva produtividade mato-grossense, responsável por cerca de 15% da produção nacional de grãos, mesmo com uma parcela relativamente pequena da população brasileira. Para o presidente da ALMT, esse desempenho reforça o potencial competitivo do estado. Durante o encontro, também foram debatidos temas considerados estratégicos, como carga tributária, industrialização e a necessidade de ampliar investimentos em infraestrutura. Na avaliação de Russi, a parceria entre o Legislativo e entidades empresariais fortalece a construção de políticas públicas mais eficientes e conectadas às demandas reais da economia. Ao final, ele reiterou que o diálogo institucional é essencial para impulsionar o desenvolvimento e criar caminhos consistentes para o futuro de Mato Grosso.
Mourão critica governo Lula, diz que gestão “envelheceu mal” e aponta Flávio Bolsonaro como nome da direita
Por: Alex Rabelo — jornalista e analista político | MT Urgente News O senador Hamilton Mourão (Republicanos) fez duras críticas ao governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) durante passagem por Cuiabá nesta terça-feira (14). Segundo ele, a atual gestão federal já demonstra sinais de desgaste e falta de renovação. A declaração foi dada durante o Fórum de Economia e Desenvolvimento Institucional do LIDE Mato Grosso, onde o ex-vice-presidente também analisou o cenário político nacional para as próximas eleições presidenciais. “Governo envelheceu mal”, dispara Mourão Em entrevista, Mourão afirmou que o governo Lula não apresentou novidades e classificou a gestão como ultrapassada. “O governo Lula já se esgotou, é um governo velho, com ideias velhas, ultrapassado. Não produziu nada de novo para o país”, afirmou. O senador também citou como pontos de preocupação o aumento da dívida pública e a elevação de impostos. Cenário eleitoral deve ser polarizado Ao projetar o futuro político do país, Mourão avaliou que a próxima eleição presidencial deve seguir o mesmo cenário de polarização observado nos últimos anos. Segundo ele, a disputa tende a se concentrar entre dois grupos políticos: 👉 O campo ligado ao ex-presidente Jair Bolsonaro👉 E o grupo liderado pelo presidente Lula Flávio Bolsonaro surge como aposta Dentro desse cenário, Mourão destacou o nome do senador Flávio Bolsonaro (PL) como uma das principais apostas da direita para a disputa presidencial. “Hoje eu já vejo uma vantagem clara para o Flávio, e acredito que essa vantagem pode aumentar com o tempo”, afirmou. Perfil diferente do pai Mourão também ressaltou que, apesar de carregar o sobrenome Bolsonaro, Flávio possui características próprias que podem favorecer uma eventual candidatura. Segundo ele, o senador tem um perfil mais moderado e conciliador em comparação ao ex-presidente Jair Bolsonaro. “O Flávio é mais contemporizador. Tem uma forma de pensar diferente do pai, e isso pode ser importante nesse momento”, pontuou. As declarações de Mourão reforçam o início das movimentações para o cenário eleitoral nacional, mesmo ainda fora do período oficial de campanha. ⚠️ Debate político se intensifica A fala do senador evidencia dois pontos centrais: 👉 Críticas ao atual governo federal👉 E articulação de nomes para a próxima disputa presidencial Embora ainda distante do período eleitoral, o posicionamento de lideranças políticas indica que o debate já começou — e deve se intensificar nos próximos meses. O fato é que o cenário nacional começa a ganhar forma — e a polarização segue como peça central no jogo político brasileiro. Por: Alex Rabelo — jornalista e analista político | MT Urgente News
Max Russi rebate Abilio, ironiza buracos em Cuiabá e nega ataque da ALMT à capital
Por: Alex Rabelo — jornalista e analista político | MT Urgente News O presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), Max Russi (Podemos), rebateu as críticas feitas pelo prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini (PL), e negou que o parlamento estadual esteja prejudicando a capital. Em tom direto, o deputado ainda ironizou a situação das vias urbanas da cidade ao comentar a fala do gestor sobre o Hospital Júlio Müller. Resposta com ironia marca reação de Russi Ao comentar a declaração de Abilio, que afirmou que o novo Hospital Júlio Müller estaria sendo deslocado para fora de Cuiabá, Russi afirmou que houve equívoco por parte do prefeito. “O hospital continua no mesmo lugar. Talvez ele não esteja passando por lá, porque tem uma série de buracos nas vias até o local”, disse. A fala repercutiu nos bastidores políticos e evidencia o aumento do tom nas relações entre Executivo municipal e lideranças estaduais. Hospital segue no mesmo local, diz presidente da ALMT Russi reforçou que não houve mudança na localização da unidade hospitalar e destacou que o projeto segue conforme aprovado. Segundo ele, o Hospital Júlio Müller é uma estrutura de referência que atende todo o Estado, e não apenas a capital. “É um hospital para Mato Grosso. O SUS é porta aberta”, afirmou. Assembleia teve papel decisivo na obra O presidente da ALMT também ressaltou que o Legislativo estadual foi fundamental para a viabilização do hospital, com aprovação de projetos e liberação de recursos. Na avaliação de Russi, a atuação da Assembleia sempre foi de apoio e parceria, e não de prejuízo à capital. Críticas são vistas como parte do momento político Sem citar diretamente o cenário eleitoral, Russi indicou que as declarações fazem parte do ambiente político que antecede as eleições. “Vai existir todo tipo de narrativa, todo tipo de debate nos próximos meses”, pontuou. Disputa política se intensifica O embate ocorre após Abilio Brunini afirmar que Cuiabá estaria sendo prejudicada por decisões políticas e defender a atuação de sua gestão. O prefeito também sinalizou a candidatura da primeira-dama e vereadora Samantha Iris (PL) à Assembleia Legislativa, o que deve ampliar ainda mais o confronto político no Estado. Outros pontos de divergência Além da polêmica envolvendo o Hospital Júlio Müller, Abilio também criticou mudanças nos critérios de repasse do ICMS aprovadas em 2023, que, segundo ele, reduziram receitas da capital em cerca de R$ 100 milhões por ano. Clima político segue aquecido As declarações evidenciam um cenário de tensão crescente entre lideranças políticas e mostram que o debate já ultrapassa a esfera administrativa, entrando no campo político-eleitoral. ⚠️ O que está em jogo 👉 Disputa de narrativa sobre gestão👉 Relação entre Estado e Prefeitura👉 E movimentações para o próximo ciclo eleitoral O fato é que o tom subiu — e os próximos meses devem ser marcados por novos embates e posicionamentos no cenário político de Mato Grosso. Por: Alex Rabelo — jornalista e analista político | MT Urgente News
WELLINGTON FAGUNDES DEFENDE VALORIZAÇÃO DA SAÚDE E DESTACA NOVO PISO COMO AVANÇO PARA O INTERIOR
A aprovação do Projeto de Lei nº 1.365/2022 na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado, nesta terça-feira (14), ganhou um significado ainda mais amplo ao ser destacada pelo senador Wellington Fagundes. Para ele, a medida vai além de números: representa respeito, valorização e um novo olhar para quem está na linha de frente da saúde. A proposta estabelece o piso salarial de médicos e cirurgiões-dentistas em R$ 13.662 para uma jornada de 20 horas semanais — uma atualização histórica de um valor que permanecia defasado desde 1961. Ao comentar a aprovação, Wellington enfatizou que o fortalecimento da saúde começa pela valorização dos profissionais. “Não se constrói uma saúde pública de qualidade sem reconhecer quem cuida das pessoas. Esse é um passo essencial para garantir dignidade aos profissionais e melhorar o atendimento, principalmente nas regiões mais distantes”, afirmou. O senador também destacou a realidade de Mato Grosso, um estado com dimensões continentais e desafios históricos na distribuição de profissionais da saúde. Atualmente, grande parte dos médicos e dentistas está concentrada nos grandes centros, o que dificulta o acesso da população do interior a um atendimento de qualidade. Dados mostram esse desequilíbrio: dos mais de 8 mil médicos no estado, quase metade está na capital. Situação semelhante ocorre com os cirurgiões-dentistas, reforçando a necessidade de políticas que incentivem a presença desses profissionais em todas as regiões. Na avaliação de Wellington, o novo piso salarial é uma ferramenta estratégica para mudar esse cenário. “Quando você valoriza o profissional, você cria condições para que ele permaneça nas cidades do interior. Isso significa mais acesso, mais qualidade e mais dignidade para a população”, pontuou. Além da atualização do piso, o projeto prevê reajuste anual com base no IPCA e apoio financeiro por meio do Fundo Nacional de Saúde, reduzindo o impacto para estados e municípios. A proposta segue agora para análise da Comissão de Assuntos Sociais (CAS), dando continuidade a um debate que, segundo Wellington Fagundes, é essencial para o futuro da saúde pública no Brasil. Por: Alex Rabelo — jornalista e analista político | MT Urgente News
Troca no INSS expõe crise e reforça impacto das revelações da CPMI, diz Coronel Fernanda
A troca no comando do INSS, anunciada pelo governo federal nesta segunda-feira (13), foi vista pela deputada Coronel Fernanda (PL-MT) como reflexo direto das revelações da CPMI que investiga irregularidades no órgão. A servidora de carreira Ana Cristina Viana Silveira assume a presidência do instituto no lugar de Gilberto Waller, que esteve à frente da autarquia por 11 meses. Segundo o Ministério da Previdência, ela terá como missão acelerar a análise de benefícios e reduzir a fila de atendimentos. Para a parlamentar, no entanto, a mudança não pode ser vista como um fato isolado. Ela avalia que a substituição ocorre após uma sequência de fatos que vieram à tona durante as investigações no Congresso. “A troca não acontece por acaso. Ela vem depois de tudo o que foi exposto na CPMI. O próprio presidente reconheceu, em depoimento, que havia sinais claros de que algo não estava funcionando como deveria”, afirmou. Waller foi ouvido pela CPMI do INSS e, durante a oitiva, admitiu que o órgão já registrava aumento de reclamações e indícios de irregularidades, o que, na avaliação da deputada, reforça que os problemas eram conhecidos antes de ganharem repercussão pública. Coronel Fernanda sustenta que a atuação da comissão foi determinante para pressionar o governo e expor fragilidades na gestão do sistema previdenciário. “Foram horas de depoimento, questionamentos duros e um trabalho que colocou o sistema sob escrutínio. A partir daí, começaram a surgir desdobramentos”, disse. A deputada também aponta que novas informações podem aprofundar a crise dentro do INSS e atingir outros níveis da estrutura administrativa. Para ela, a discussão vai além de falhas operacionais. “Não se trata apenas de gestão. É preciso entender quem tinha conhecimento do que estava acontecendo e por que não houve ação antes”, pontuou. Para Coronel Fernanda, a mudança de comando representa um primeiro passo, mas não encerra o caso. “A verdade começou a aparecer, mas ainda há muito a ser esclarecido. A responsabilização precisa alcançar todos os envolvidos, independentemente de cargo”, concluiu.
Mais de 2,5 mil vagas de emprego são abertas em Mato Grosso; Cuiabá e Várzea Grande concentram 323 oportunidades
O Sistema Nacional de Emprego de Mato Grosso (Sine-MT) iniciou a semana com a oferta de 2.537 vagas de trabalho em diversas regiões do estado, ampliando as chances de inserção no mercado para profissionais com diferentes perfis e níveis de qualificação. Na região metropolitana, que abrange Cuiabá e Várzea Grande, estão disponíveis 323 oportunidades. Entre os cargos com maior número de vagas estão servente de obras, balanceiro, auxiliar de linha de produção e auxiliar operacional de logística. Também há demanda por operador de vendas, vendedor interno, jardineiro e montador de estruturas metálicas, além de funções técnicas como eletricista, mecânico de refrigeração e técnico de edificações. O levantamento também inclui 22 vagas exclusivas para pessoas com deficiência (PCD), distribuídas em áreas administrativas, operacionais e de atendimento, reforçando a inclusão no mercado de trabalho. No interior, o município de Nova Mutum concentra 247 vagas, com forte presença de oportunidades na indústria, especialmente para operador de processo de produção. Já em Barra dos Garças, são 175 vagas disponíveis, com destaque para funções como ajudante de eletricista, desossador e auxiliar de cozinha. Em Diamantino, o Sine oferta 125 vagas, sendo a maior parte também voltada à área industrial, além de oportunidades no setor rural e de serviços. As vagas são atualizadas diariamente e podem ser consultadas no portal Emprega Brasil. Os interessados devem procurar uma unidade do Sine com documentos pessoais para realizar o cadastro e participar dos processos seletivos. Além da intermediação de mão de obra, o Sine-MT também oferece serviços como solicitação do seguro-desemprego e orientações sobre a Carteira de Trabalho Digital. Na região metropolitana, o atendimento ocorre de segunda a sexta-feira, em unidades instaladas nos Ganha Tempo e no Várzea Grande Shopping.