Vítima estava desaparecida desde sábado; suspeito confessou o crime e alegou ter cometido o homicídio sob efeito de álcool. Um homem de 44 anos foi preso pela Polícia Civil nesta segunda-feira (25), suspeito de assassinar um colega de trabalho, um venezuelano de 45 anos, e ocultar o corpo dentro do estacionamento onde ambos trabalhavam, no bairro Baú, em Cuiabá. O cadáver foi encontrado parcialmente enterrado no início da tarde, durante uma ação conjunta da Delegacia Especializada de Homicídio e Proteção à Pessoa (DHPP) e da Polícia Militar. O local passou a ser investigado após o desaparecimento da vítima, que não era vista desde o último sábado. Ao chegarem no estacionamento, os policiais foram informados pelo proprietário do estabelecimento de que o corpo encontrado poderia ser de um de seus funcionários desaparecidos. O empresário também relatou que outro trabalhador do local mantinha frequentes desentendimentos com a vítima e havia aparecido recentemente com hematomas no rosto, afirmando ter sido vítima de um assalto. Diante das suspeitas, os investigadores abordaram o funcionário ainda no local. Segundo a Polícia Civil, durante conversa com a equipe da DHPP, ele acabou confessando o crime. O homem relatou que matou o colega com golpes de madeira e facadas, mas afirmou não se lembrar exatamente do momento do homicídio por estar embriagado. A versão apresentada indica que o assassinato ocorreu entre a tarde de sábado e o domingo. Após a confissão, o suspeito foi encaminhado para a sede da DHPP, onde será interrogado pelo delegado responsável pelo caso. Ele foi autuado em flagrante por ocultação de cadáver e responderá a inquérito por homicídio qualificado, devido ao motivo fútil e à impossibilidade de defesa da vítima. A Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec) esteve no local para os procedimentos periciais, enquanto a Polícia Civil segue investigando as circunstâncias do crime.
STF anula eleição da Câmara de Várzea Grande, reabre disputa e dá nova chance ao grupo de Flávia Moretti
O que parecia encerrado no cenário político de Várzea Grande ganhou um novo rumo e recolocou em aberto uma das disputas mais importantes do município: o comando da Câmara Municipal. Uma decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), assinada pelo ministro Dias Toffoli, anulou a eleição da Mesa Diretora da Câmara de Várzea Grande e abriu caminho para uma nova disputa pela presidência do Legislativo. Com isso, o grupo político da prefeita Flávia Moretti (PL), que havia saído enfraquecido após o resultado anterior, volta a ter espaço para reorganizar forças e tentar virar o jogo. A decisão teve forte repercussão nos bastidores porque o vencedor da eleição anulada havia sido o atual presidente da Câmara, Wanderley Cerqueira (MDB) — nome que hoje representa um dos principais polos de resistência política ao Executivo municipal. Flávia comentou o resultado e afirmou ter recebido a decisão com tranquilidade e sentimento de justiça. “Eu vejo com muita alegria. A justiça está sendo feita porque o STF já tinha tomado essas decisões em vários municípios do país e aí, consequentemente, essa decisão veio abarcar o que é de direito”, declarou. Mas afinal, o que o STF anulou? Diferente do que muitos imaginaram, o Supremo não entrou no mérito de quem venceu ou deveria vencer a eleição. A discussão foi jurídica e envolveu o momento em que a eleição foi realizada. O entendimento aplicado pelo ministro Dias Toffoli segue uma linha já adotada pelo STF em decisões semelhantes em outras cidades brasileiras: eleições para definição da Mesa Diretora devem respeitar um limite temporal próximo da posse dos eleitos. Segundo o entendimento utilizado na decisão, o prazo correto para realização da eleição seria de até 90 dias antes da posse da nova Mesa Diretora. Na prática, isso levou à conclusão de que o calendário utilizado pela Câmara de Várzea Grande estava fora do parâmetro considerado válido. Com isso: a eleição realizada em maio foi anulada; a previsão anteriormente discutida para agosto também deixou de valer; uma nova eleição deverá acontecer dentro da janela considerada adequada pelo entendimento do STF — apontada para outubro. A decisão também deverá servir de referência para análises semelhantes no Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT). Como começou toda essa disputa? O impasse sobre a presidência da Câmara não começou agora. Nos últimos meses, Várzea Grande passou a viver um ambiente de tensão política entre o Executivo e parte do Legislativo. De um lado, a prefeita Flávia Moretti assumiu defendendo renovação administrativa e fortalecimento da sua base. Do outro, a eleição da Mesa Diretora passou a representar muito mais do que a escolha de um presidente da Câmara. Nos bastidores, a disputa envolve: controle da pauta legislativa; articulação política; força para aprovar projetos; formação de maioria dentro do Legislativo; influência sobre a condução institucional da Casa. Quando Wanderley Cerqueira venceu a eleição interna, o resultado foi interpretado como uma demonstração de independência da Câmara em relação ao Executivo e um sinal de dificuldade para consolidação da base da prefeita. Agora, com a anulação, esse tabuleiro político muda novamente. O que acontece daqui para frente? Segundo o entendimento mencionado pela própria prefeita, os atuais integrantes da Mesa permanecem exercendo normalmente suas funções até a realização da nova eleição. “Eles cumprem agora o mandato deles e até 90 dias antes da posse fazem a eleição para depois assumir quem tiver que assumir”, afirmou Flávia. Na prática, a decisão não troca imediatamente o comando da Câmara. Ela apenas determina que uma nova eleição seja realizada dentro do período considerado adequado pela jurisprudência do STF. O jogo político recomeça Com a decisão, ninguém saiu vencedor ainda. O que aconteceu foi a reabertura da disputa. Para aliados da prefeita, a decisão devolve competitividade ao grupo político e cria oportunidade para reconstrução da articulação dentro do Legislativo. Para o grupo que venceu anteriormente, o desafio agora será manter apoio e chegar fortalecido para uma nova votação. O fato é que o cenário que parecia definido voltou ao ponto de partida. E em Várzea Grande, a corrida pelo comando da Câmara Municipal ganhou um novo capítulo. Por: Alex Rabelo — jornalista e analista político | MT Urgente News
Durante entrevista a rádio Bom Jesus, Wellington defende governo humano, valorização dos servidores e combate firme ao feminicídio
O pré-candidato ao governo de Mato Grosso Wellington Fagundes concedeu entrevista nesta segunda-feira (25) ao programa “Mato Grosso Hoje”, na Rádio Católica Bom Jesus de Cuiabá, onde defendeu um modelo de gestão próxima da população, comprometida com a valorização dos servidores públicos, o combate à pobreza e o enfrentamento à violência contra a mulher. Durante a entrevista, Wellington afirmou que Mato Grosso avançou economicamente nos últimos anos, mas ainda convive com graves desigualdades sociais, com milhares de famílias vivendo em situação de vulnerabilidade, muitas sem o mínimo para sobreviver. “O governo não pode olhar apenas números e planilhas. Precisa olhar para as pessoas, principalmente para quem mais precisa da presença do Estado”, afirmou. Wellington, também reforçou a defesa da valorização dos servidores públicos estaduais, destacando o pagamento da Revisão Geral Anual (RGA), incluindo as perdas acumuladas, além da realização de concursos públicos com posse imediata dos aprovados e melhores condições de trabalho. “O servidor precisa ser respeitado, valorizado e capacitado. Vamos garantir o pagamento da RGA atrasada, bem como as que vierem, e construir um governo que trate o funcionalismo com dignidade e responsabilidade”, destacou Wellington. Um dos principais temas da entrevista foi o avanço da violência contra a mulher em Mato Grosso. Wellington demonstrou preocupação com os altos índices de feminicídio registrados no estado e defendeu ações firmes de proteção às mulheres, fortalecimento da segurança pública e mais investimentos no setor. “Não podemos aceitar que Mato Grosso continue liderando índices de feminicídio. O governo tem que enfrentar isso com firmeza e responsabilidade. Nenhum governante pode aceitar, compactuar ou ser exemplo de agressão contra mulher. Quem ocupa cargo público precisa dar exemplo dentro de casa e perante toda a sociedade”, declarou. Wellington também defendeu a convocação de policiais aprovados em concurso público e afirmou que o combate ao crime organizado precisa ser prioridade em Mato Grosso. Ao longo da entrevista, o senador reforçou ainda sua defesa de um governo descentralizado e municipalista, com mais investimentos em saúde, educação, habitação e políticas sociais para aproximar o Estado da população.
Repesca reabre cadastro e amplia apoio a pescadores afetados pelo Transporte Zero em MT
Programa estadual garante auxílio financeiro a pescadores artesanais e terá inscrições gratuitas retomadas a partir desta terça-feira O Governo de Mato Grosso reabre, nesta terça-feira (26), o cadastramento do programa Repesca, iniciativa criada para assegurar auxílio financeiro aos pescadores profissionais artesanais impactados pelas restrições impostas pela Lei do Transporte Zero. Além da retomada das inscrições, o benefício foi prorrogado por mais cinco anos pelo Estado. O programa atende trabalhadores que dependem da pesca artesanal como principal fonte de renda e foram diretamente afetados pela proibição temporária do transporte, armazenamento e comercialização de pescado em Mato Grosso, prevista na Lei Estadual nº 12.197/2023. Os novos cadastros poderão ser realizados por meio do sistema online disponibilizado pelo Governo do Estado. A Secretaria de Estado de Assistência Social e Cidadania (Setasc-MT) alerta que todo o processo é gratuito e não exige qualquer pagamento ou contratação de intermediários. Segundo o secretário de Estado de Assistência Social e Cidadania, Klebson Gomes, o Repesca tem papel essencial na proteção social das famílias que vivem da atividade pesqueira artesanal. Ele destacou que o programa foi criado para garantir amparo financeiro aos trabalhadores afetados pela legislação e contribuir para a manutenção da renda das famílias durante o período de restrições. O secretário também afirmou que a reabertura dos cadastros atende a uma determinação do governador Otaviano Pivetta, com foco na ampliação do diálogo com as comunidades pesqueiras e no fortalecimento das políticas públicas voltadas ao setor. O auxílio é destinado aos pescadores profissionais artesanais que atuam de forma autônoma, individualmente ou em regime de economia familiar, sem vínculo empregatício formal. Para efetuar o cadastro, os interessados deverão apresentar documentos pessoais, comprovante de endereço atualizado, Registro Geral de Pesca (RGP), Carteira de Trabalho e Previdência Social (CTPS), comprovantes da atividade pesqueira artesanal e a autodeclaração de exercício profissional. Também será necessário apresentar documentação dos integrantes do núcleo familiar e inscrição no Cadastro Único (CadÚnico), caso possuam. A Setasc orienta que os pescadores organizem toda a documentação antes de iniciar o processo, já que não será possível incluir novos documentos ou alterar informações após a conclusão da inscrição. O cadastro poderá ser realizado pelo próprio pescador ou por terceiro autorizado, desde que o beneficiário esteja presente durante o acesso ao sistema e seja preenchido o Termo de Responsabilidade.
Max Russi e Polícia Militar promovem maior edição do Mutirão Cívico Integrado no bairro Itamaraty
O Mutirão Social Cívico Integrado bateu recorde de público e de serviços prestados neste sábado (23), no bairro Itamaraty, em Cuiabá. Promovido pelo Gabinete Social do deputado Max Russi (Podemos), presidente da Assembleia Legislativa, em parceria com a Polícia Militar de Mato Grosso, a iniciativa reuniu serviços de cidadania na Escola Estadual Cívico-Militar Cleinia Rosalina Souza e alcançou a marca de quase 2 mil atendimentos gratuitos, consolidando como uma das maiores edições do projeto na Capital. A força-tarefa mobilizou 107 voluntários e ofereceu mais de 60 tipos de serviços em áreas essenciais como saúde, emissão de documentos, assistência social, beleza, recreação infantil e esporte. O presidente da Casa de Leis destacou o impacto direto da união de esforços para transformar a realidade local. “É muito gratificante ver tantos voluntários reunidos em uma manhã de sábado. O que mais nos emociona é levar dignidade e ver a alegria de quem recebe o atendimento, um trabalho que desenvolvemos há anos nos bairros de Cuiabá e no interior”, afirmou Max. A parceria com a Polícia Militar foi estratégica para o sucesso do evento, engajando unidades especializadas e lideranças comunitárias. O comandante do 3º Batalhão da PM, tenente-coronel Adonival, explicou que a corporação disponibilizou veículos para garantir o transporte gratuito dos moradores da região, além de realizar panfletagem e visitas prévias. O comandante regional da PM, coronel Lima Júnior, reforçou que a presença do efetivo na ação fortalece os vínculos comunitários e mostra o papel da instituição na promoção da cidadania e do acolhimento. Serviços na ponta Entre as estruturas mais procuradas pela população do Itamaraty estiveram o Varal Solidário, que distribuiu peças de vestuário para famílias em situação de vulnerabilidade, e a campanha de doação de sangue para abastecer o estoque público do estado. Na área jurídica e de direitos, o Núcleo de Práticas Jurídicas da Faculdade Católica de Cuiabá ofereceu orientações gratuitas à comunidade, enquanto o setor de suporte previdenciário garantiu a análise de benefícios e agendamentos. O responsável pelos atendimentos previdenciários no mutirão, Fábio Belardi, pontuou que a determinação do Gabinete Social é realizar uma assistência completa e humanizada aos cidadãos. “Nós fazemos a análise de direitos, o agendamento e acompanhamos cada pessoa durante todo o processo. O deputado Max Russi sempre nos orienta a não apenas iniciar o atendimento na estrutura do mutirão, mas a acompanhar o caso até a entrega do resultado final para o morador”, concluiu.
Van Rosa leva acolhimento e orientação a mulheres em unidades de saúde de Várzea Grande
Ação da Setasc-MT percorre bairros do município com atendimento psicossocial, orientações sobre violência doméstica e informações do programa SER Família Mulher. A Secretaria de Estado de Assistência Social e Cidadania de Mato Grosso (Setasc-MT) realiza, ao longo desta semana, uma série de atendimentos itinerantes da Van Rosa em unidades de saúde de Várzea Grande. A iniciativa faz parte das ações do programa SER Família Mulher e busca ampliar o acesso de mulheres em situação de vulnerabilidade a serviços de acolhimento, orientação e apoio psicossocial. A programação teve início nesta segunda-feira (25), na ESF 24 de Dezembro Miguel Baracat, com atendimentos realizados durante todo o dia. A proposta é aproximar os serviços da população feminina, levando informações e suporte diretamente às comunidades atendidas pelas unidades de saúde. Durante as ações, equipes técnicas oferecem esclarecimentos sobre violência doméstica e familiar, além de orientações relacionadas aos direitos das mulheres e aos benefícios disponíveis pelo programa SER Família Mulher, entre eles o auxílio-moradia destinado a vítimas de violência. O atendimento também inclui suporte psicossocial individual dentro da unidade móvel. Além dos atendimentos reservados, a programação contempla rodas de conversa voltadas à conscientização e ao fortalecimento da rede de proteção feminina, promovendo debates sobre prevenção, denúncia e mecanismos de apoio disponíveis no Estado. Na terça-feira (26), a Van Rosa estará no PSF Jardim Manaíra. Já na quarta-feira (27), os atendimentos serão realizados na UPA Ipase. Encerrando a agenda semanal, a unidade móvel atenderá na quinta-feira (28), na Policlínica Parque do Lago. Em todos os locais, o atendimento ocorre das 8h30 às 17h. Com a iniciativa, o Governo do Estado reforça a estratégia de descentralizar os serviços de assistência e ampliar o acesso de mulheres a informações, acolhimento e suporte especializado em diferentes regiões de Várzea Grande.
PORTÃO DO INFERNO: Após anos sem solução definitiva, Sinfra admite falta de experiência com túneis e anuncia nova licitação
A promessa de uma solução definitiva para os problemas no Portão do Inferno, na MT-251, entre Cuiabá e Chapada dos Guimarães, terá mais um capítulo. Após anos de interdições, desvios, estudos e expectativa da população, a Secretaria de Estado de Infraestrutura e Logística de Mato Grosso (Sinfra-MT) confirmou que irá relançar o processo licitatório para contratação da obra do túnel no local. O anúncio chamou atenção porque veio acompanhado de um reconhecimento incomum do próprio Governo: segundo o secretário de Infraestrutura, Marcelo Padeiro, a equipe técnica do Estado não possui experiência prática na execução de obras de túneis e, por isso, será necessário buscar no mercado uma empresa especializada para detalhar e conduzir o projeto executivo. A declaração ocorre em meio ao desgaste provocado pela demora para uma solução concreta em um dos trechos mais importantes e turísticos de Mato Grosso. Segundo o secretário, o processo anterior chegou a avançar e teve empresa interessada, porém a única participante acabou sendo desclassificada por não atender exigências previstas no edital relacionadas à qualificação econômico-financeira. “Infelizmente, na hora em que foi analisar a parte fiscal da empresa, ela não atendeu aos requisitos mínimos exigidos em qualquer licitação”, afirmou. Com isso, o certame foi oficialmente considerado fracassado. Marcelo Padeiro explicou ainda que o Estado trabalhou inicialmente com um projeto básico e que a futura contratada deverá apresentar o detalhamento executivo para permitir o início efetivo das obras. Em uma fala que chamou atenção, o secretário reconheceu a limitação técnica local para esse tipo de intervenção. “Eu nunca fiz túnel. Nós não temos aqui em Cuiabá expertise em túneis. Não custa nada ser humilde e falar a verdade”, declarou. Agora, a Sinfra informou que fará uma revisão dos dados técnicos e do anteprojeto para elaborar um novo edital. O documento deverá ser publicado novamente no portal oficial da secretaria e no Diário Oficial. Anos de espera e impactos para quem depende da estrada Enquanto o processo administrativo avança, motoristas, moradores, empresários do turismo e visitantes seguem convivendo com restrições, insegurança e mudanças constantes na dinâmica da rodovia. O Portão do Inferno se tornou um dos pontos mais sensíveis da malha estadual após episódios recorrentes de movimentação de terra e risco geológico, exigindo medidas emergenciais e restrições de tráfego ao longo dos últimos anos. A expectativa em torno do túnel surgiu justamente como uma solução estrutural e definitiva para garantir estabilidade ao trecho e preservar o acesso entre Cuiabá e Chapada dos Guimarães. Por enquanto, porém, o cenário segue de expectativa. A pergunta que permanece é: quando a população verá a obra sair do papel e se transformar em solução real para quem utiliza a MT-251 todos os dias? Por: Alex Rabelo — jornalista e analista político | MT Urgente News
Facção manda destruir câmeras do Vigia Mais MT e PM prende trio em duas cidades de Mato Grosso
Suspeitos foram detidos em Pedra Preta e Rondonópolis após ataques a equipamentos de monitoramento; menor confessou participação e apontou ordens de facção criminosa. Policiais militares do 4º Comando Regional prenderam dois homens e apreenderam um adolescente suspeitos de destruir câmeras de segurança do programa Vigia Mais MT, em ações registradas neste domingo (24), nos municípios de Pedra Preta e Rondonópolis. Segundo a Polícia Militar, os ataques aos equipamentos teriam sido ordenados por integrantes de facção criminosa. Em Pedra Preta, equipes do 1º Pelotão receberam denúncias de que dois homens encapuzados estariam danificando câmeras instaladas próximo a uma região de chácaras da cidade. Durante reforço no patrulhamento, os militares localizaram e abordaram os suspeitos. Um adolescente de 15 anos confessou participação nos atos e revelou aos policiais que já havia destruído outros cinco equipamentos em dias anteriores, também a mando de uma facção. Com ele, os policiais encontraram um martelo utilizado nas ações criminosas. O outro suspeito, de 18 anos, portava uma faca de serra. Uma das câmeras arrancadas foi localizada abandonada em uma área de mata. Os dois foram encaminhados à delegacia para registro da ocorrência e demais providências. Já em Rondonópolis, a Polícia Militar intensificou buscas dentro da Operação Tolerância Zero para localizar um homem suspeito de atacar câmeras de monitoramento em três pontos diferentes da cidade. Com apoio do setor de inteligência, os policiais identificaram e localizaram o suspeito, de 38 anos, em um imóvel apontado como ponto de comercialização de drogas. Conforme a PM, ele possui antecedentes por tráfico de drogas e ainda tinha um mandado de prisão em aberto. A Polícia Militar destacou que as ações de combate ao vandalismo contra o sistema de monitoramento seguem sendo intensificadas em Mato Grosso, já que os equipamentos auxiliam diretamente no enfrentamento à criminalidade e no reforço da segurança pública.
Nova gestão do Hospital Regional de Sinop promete dobrar atendimentos e ampliar leitos
Estado oficializa administração da unidade pelo Consórcio Vale do Teles Pires, com previsão de novos serviços, ampliação para 158 leitos e investimentos superiores a R$ 137 milhões ao ano O Governo de Mato Grosso oficializou nesta segunda-feira (25) a assinatura da ordem de serviço que autoriza o Consórcio Público de Saúde Vale do Teles Pires a assumir a gestão do Hospital Regional Jorge de Abreu, em Sinop. A medida marca uma nova etapa no processo de regionalização da saúde pública no Estado e prevê ampliação da estrutura hospitalar, novos atendimentos especializados e aumento da capacidade assistencial da unidade. A cerimônia reuniu prefeitos, autoridades estaduais e representantes dos municípios da região Norte de Mato Grosso. A transferência da administração será realizada de forma gradual, em um período estimado entre 60 e 120 dias, sem interrupção dos serviços prestados à população. Com a nova gestão, o hospital passará de 98 para 158 leitos, incluindo vagas clínicas, cirúrgicas, UTIs adulto e pediátrica, além de leitos destinados à saúde mental e observação. A expectativa do governo é ampliar em até 100% a oferta de serviços da unidade. Durante o evento, o governador Otaviano Pivetta destacou que a proposta busca fortalecer a capacidade de atendimento regional e ampliar especialidades consideradas estratégicas para a população. Entre os novos serviços previstos estão atendimentos em urologia, cirurgia pediátrica, cirurgia oncológica e exames neurológicos de alta complexidade. A unidade também deverá ampliar procedimentos nas áreas de ortopedia, oftalmologia e cirurgia geral. O secretário estadual de Saúde, Juliano Melo, afirmou que o hospital será direcionado principalmente para atendimentos de urgência e emergência, acompanhando a ampliação do programa estadual Fila Zero. Segundo ele, a reorganização permitirá melhorar o fluxo assistencial e aumentar a resolutividade dos atendimentos especializados no Norte do Estado. O investimento previsto para manutenção e operação da unidade é de aproximadamente R$ 8,94 milhões mensais. Além disso, o planejamento inclui cerca de R$ 29,8 milhões para modernização da estrutura hospitalar e aquisição de equipamentos ao longo de 12 meses, totalizando aporte anual estimado em R$ 137,1 milhões. Presidente do Consórcio Vale do Teles Pires e prefeito de Lucas do Rio Verde, Miguel Vaz ressaltou que a gestão compartilhada fortalece a descentralização da saúde pública e amplia a participação dos municípios nas decisões regionais. Atualmente, o consórcio reúne 16 municípios, atendendo cerca de 600 mil habitantes, embora o Hospital Regional de Sinop seja referência para 37 cidades da região norte mato-grossense. A expectativa do governo e dos gestores municipais é de que a nova administração proporcione maior eficiência operacional, redução da demanda reprimida e fortalecimento da assistência de média e alta complexidade em toda a região.
Lei Seca prende 20 motoristas e remove 81 veículos em ações em MT
Fiscalizações em Cuiabá, Sinop e Barra do Garças intensificaram o combate à embriaguez ao volante e outras infrações de trânsito durante o fim de semana As operações Lei Seca realizadas entre os dias 23 e 24 de maio em Mato Grosso terminaram com 20 pessoas presas e dezenas de veículos removidos das ruas. A maioria das detenções, 18 ao todo, foi motivada por embriaguez ao volante, reforçando o alerta das autoridades sobre os riscos da combinação entre álcool e direção. As ações ocorreram simultaneamente nos municípios de Cuiabá, Sinop e Barra do Garças, com foco na fiscalização do trânsito, prevenção de acidentes e combate às irregularidades nas vias urbanas. Além das prisões por dirigir sob efeito de álcool, uma pessoa foi detida por entregar veículo a condutor não habilitado e outra por receptação e adulteração de sinais identificadores de veículo automotor. Durante as abordagens, as equipes aplicaram 398 testes de alcoolemia e emitiram 189 Autos de Infração de Trânsito (AITs). Ao todo, 81 veículos foram removidos aos pátios, sendo 55 carros e 26 motocicletas. As operações também resultaram na aplicação de 142 multas. Entre as principais infrações constatadas pelas equipes estão direção sob efeito de álcool, condução de veículo sem Carteira Nacional de Habilitação (CNH), circulação de veículos sem registro ou licenciamento e recusa ao teste do bafômetro. Em Sinop, a operação realizada na Avenida André Maggi concentrou o maior número de prisões do fim de semana, com 12 motoristas flagrados dirigindo alcoolizados. Já em Barra do Garças, a fiscalização na Avenida Brasil resultou em duas prisões por embriaguez ao volante, além de um flagrante por receptação e adulteração de veículo. Também foram registrados três Termos Circunstanciados de Ocorrência (TCOs) envolvendo menores conduzindo veículos. Na Capital, duas operações simultâneas realizadas nas avenidas Miguel Caetano e Beira Rio terminaram com cinco prisões, sendo quatro por embriaguez ao volante e uma por entregar veículo a pessoa não habilitada. As ações foram coordenadas pelo Gabinete de Gestão Integrada (GGI) e contaram com atuação conjunta da Polícia Militar, Batalhão de Trânsito, Polícia Civil, Detran-MT, Corpo de Bombeiros Militar, Politec, Polícia Penal, Sistema Socioeducativo, Guarda Civil Municipal e demais órgãos parceiros.