O que inicialmente parecia ser apenas mais uma reclamação regional sobre condições de uma rodovia ganhou dimensão estadual e abriu um dos debates mais sensíveis sobre infraestrutura em Mato Grosso. Uma reunião provocada por vereadores dos municípios atendidos pela MT-170 levou ao Tribunal de Contas do Estado (TCE-MT) denúncias e relatos sobre a situação atual da rodovia, colocando em discussão qualidade da obra, segurança para a população, impacto econômico e responsabilidade sobre decisões tomadas ao longo dos últimos anos. Participaram do encontro o presidente do TCE, conselheiro Sérgio Ricardo, o senador Wellington Fagundes, o primeiro-secretário da Assembleia Legislativa, Dr. João, o deputado federal Emanuelzinho Pinheiro, vereadores da região e representantes técnicos. E um ponto precisa ficar claro: o senador Wellington não convocou a reunião. Segundo o que foi apresentado, Wellington participou a convite do Tribunal de Contas e dos vereadores, que buscaram ampliar a discussão diante dos relatos levados pela população da região. O que levou os vereadores ao Tribunal A mobilização dos vereadores nasceu porque o tema deixou de ser apenas técnico. Nos relatos apresentados durante o encontro, o problema passou a atingir diretamente quem vive na região. Foram apontadas preocupações relacionadas a : segurança de motoristas; deslocamento de pacientes; aumento do custo de produtos; prejuízos econômicos; dificuldades logísticas; risco para ambulâncias e transporte regional. O sentimento levado ao TCE foi resumido por uma pergunta que apareceu de forma indireta durante toda a reunião: Como uma obra aguardada por tantos anos passou tão cedo a gerar preocupação em vez de tranquilidade? Vereadores fizeram relatos fortes sobre a realidade da estrada O vereador Oseias Pereira Guedes, de Colniza, fez uma das falas mais contundentes. Segundo ele, o que era visto como sonho regional passou a gerar preocupação. “Estão acontecendo mortes. Queremos qualidade na pavimentação asfáltica de Castanheira a Colniza. Esse é o sonho da nossa região”, afirmou. O presidente da Câmara de Cotriguaçu, Fich Vaz, chamou atenção para o impacto econômico. “Os produtos chegam mais caros por causa dessas estradas, que não estão em boa qualidade. Além disso, nessa MT, todo dia, tem ambulância para o hospital correndo risco, porque nosso polo de saúde é Juína”, declarou. Também de Cotriguaçu, o vereador Vanilton de Paula Silva reforçou o impacto humano. “Temos que deslocar ambulância até Juína. É muito difícil, o paciente sofrendo ali numa maca. É incalculável o sofrimento que enfrentamos por causa dessa rodovia”, relatou. Wellington elevou o debate ao apontar erro na estadualização Durante a reunião, Wellington Fagundes fez uma declaração que ampliou a repercussão do encontro. O senador afirmou que considera que a estadualização da rodovia foi um erro e que o cenário atual exige explicações. A fala ganhou repercussão porque ocorreu dentro de uma discussão que tinha como foco justamente entender por que um investimento esperado pela região passou a ser alvo de questionamentos. O que também chamou atenção: reação imediata de Mauro Mendes Poucas horas depois da reunião, o ex-governador Mauro Mendes publicou um vídeo em suas redes sociais respondendo diretamente às críticas. Na gravação, Mauro utilizou tom duro e chamou Wellington de “cara de pau”, afirmando que o senador teria influência política sobre o período em que o trecho esteve vinculado ao DNIT e questionando por que não houve solução naquela época. A manifestação chamou atenção nos bastidores porque veio logo após uma reunião cujo foco principal era ouvir municípios e buscar respostas técnicas para os problemas apresentados. O ex-governador também defendeu a decisão de estadualização e argumentou que a região permaneceu anos sob gestão federal sem solução definitiva. Relato técnico de ex-secretária da Sinfra amplia questionamentos Mas talvez um dos pontos mais sensíveis de toda a discussão tenha sido o relato da ex-secretária adjunta de obras rodoviárias da Sinfra, Nívia Calzolari. Segundo ela, ainda durante a execução foram identificados pontos de atenção que chegaram a ser formalmente registrados. Nívia relatou que detectou patologias na pista durante etapas da pavimentação e afirmou que questionou tecnicamente premissas utilizadas no projeto. “Suspendi o processo e questionei as premissas do projeto para verificar se havia problema entre coeficientes, materiais e dimensionamento”, afirmou. Ela também declarou que o caso pode indicar necessidade de revisão tecnológica nos modelos utilizados. “Se o Estado necessita de uma tecnologia mais aprimorada nos recursos de pavimentação, acredito que o TCE pode olhar para isso”, disse. Segundo informações citadas durante o debate, Nívia posteriormente deixou o cargo após divergências técnicas em outro projeto estadual — ponto que aumenta a atenção sobre seus apontamentos, embora isso não estabeleça relação automática entre os fatos. Agora o debate muda de fase A reunião dos vereadores conseguiu colocar uma discussão regional dentro da agenda estadual. Mais do que discutir autoria política da obra, o que começou a ser cobrado é explicação. Explicação sobre qualidade. Explicação sobre planejamento. Explicação sobre o que levou uma obra aguardada por tantos anos a se tornar tema de preocupação, prejuízo econômico e risco para quem depende dela todos os dias. Por: Alex Rabelo — jornalista e analista político | MT Urgente News
Governo de Mato Grosso lança programa para fortalecer indústria têxtil e ampliar geração de empregos
Iniciativa será apresentada nesta quarta-feira (27), no Palácio Paiaguás, com foco no fortalecimento da cadeia produtiva, atração de investimentos e incentivo à industrialização no Estado. O Governo de Mato Grosso realiza nesta quarta-feira (27.5), às 15h, no auditório Garcia Neto, o lançamento oficial do Programa de Fomento à Indústria Têxtil de Mato Grosso. O evento contará com a presença do governador Otaviano Pivetta, do secretário de Estado de Fazenda, Fábio Pimenta, e da secretária de Desenvolvimento Econômico, Mayran Beckman. A iniciativa tem como objetivo fortalecer a cadeia produtiva do setor têxtil, estimular novos investimentos, incentivar a industrialização e ampliar a geração de emprego e renda em Mato Grosso. SERVIÇO Evento: Lançamento do Programa de Fomento à Indústria Têxtil de Mato GrossoData: Quarta-feira (27.5)Horário: 15hLocal: Auditório Garcia Neto – Palácio Paiaguás, Cuiabá.
Policial militar é alvo de operação contra esquema de roubo e redistribuição de drogas em MT
Investigação aponta atuação de facções criminosas em esquema que envolvia assaltos a depósitos de entorpecentes na região de fronteira e lavagem de dinheiro A Polícia Civil de Mato Grosso deflagrou uma operação para desarticular um esquema criminoso de roubo, redistribuição e comercialização de drogas ligado a facções criminosas que atuavam entre a região de fronteira e a Baixada Cuiabana. Os mandados judiciais foram cumpridos nas cidades de Pontes e Lacerda e Várzea Grande, com apoio da Coordenadoria de Operações e Recursos Especiais (Core) e da Delegacia Especializada de Repressão a Narcóticos (Denarc). Segundo as investigações conduzidas pela Delegacia de Pontes e Lacerda, o grupo criminoso operava em duas frentes. Um dos núcleos era responsável por monitorar e identificar locais usados como depósitos de drogas pertencentes a uma facção criminosa na faixa de fronteira. Já o segundo grupo saía da região metropolitana de Cuiabá em direção ao interior do Estado para executar os roubos dos entorpecentes e fazer o transporte da carga ilícita. Entre os principais alvos da operação está um policial militar, apontado como responsável por liderar as ações de subtração das drogas. Conforme apurado, ele viajava da Capital até Pontes e Lacerda para coordenar os roubos e organizar a separação dos entorpecentes que seriam distribuídos posteriormente por integrantes da organização criminosa na região metropolitana. A Polícia Civil chegou ao esquema após a prisão de um dos envolvidos. Apesar de parte do grupo ter conseguido fugir inicialmente, o avanço das investigações permitiu identificar outros integrantes da quadrilha e mapear a dinâmica do crime, que incluía roubos entre facções rivais, tráfico de drogas e movimentações financeiras suspeitas. As investigações também revelaram indícios de lavagem de dinheiro proveniente do tráfico. O grupo utilizava contas de familiares, empresas de fachada e plataformas de apostas para pulverizar os valores obtidos com a atividade criminosa, dificultando o rastreamento dos recursos. Batizada de “Tu Quoque”, expressão em latim que significa “tu também” ou “até tu”, a operação faz referência ao envolvimento de um agente das forças de segurança no esquema criminoso, fato considerado pelas autoridades como uma grave quebra de confiança institucional. A ação integra a Operação Pharus, desenvolvida dentro do planejamento estratégico da Polícia Civil de Mato Grosso para 2026, por meio do programa Tolerância Zero, voltado ao combate às facções criminosas em todo o Estado. A ofensiva também faz parte da sexta fase da Operação Narke, coordenada pela Rede Nacional de Unidades Especializadas de Enfrentamento do Narcotráfico (Renarc), vinculada ao Ministério da Justiça e Segurança Pública.
Sinfra aponta falhas em obras da MT-170 e abre processo para romper contratos no noroeste de MT
Governo de Mato Grosso afirma que serviços executados por duas construtoras entre Castanheira e Juruena não atenderam aos projetos previstos para a pavimentação da antiga BR-174. A Secretaria de Estado de Infraestrutura e Logística de Mato Grosso (Sinfra-MT) instaurou procedimento administrativo para rescindir os contratos de duas empresas responsáveis pelas obras de pavimentação da MT-170, antiga BR-174, na região noroeste do Estado. A medida envolve os lotes 1 e 2 da rodovia, localizados entre os municípios de Castanheira e Juruena. De acordo com a Sinfra, foram identificados problemas na execução dos serviços realizados pelas empresas MT Sul e Agrimat. O entendimento técnico da pasta é de que as obras não seguiram as especificações previstas nos projetos apresentados para a execução da pavimentação. As intervenções foram contratadas por meio do Regime Diferenciado de Contratação Integrada (RDCI), modalidade em que as próprias empresas ficam responsáveis tanto pela elaboração dos projetos quanto pela execução das obras. O Governo do Estado destacou que o processo segue os trâmites legais, garantindo às empresas o direito à ampla defesa e à apresentação de esclarecimentos antes de qualquer decisão definitiva sobre a rescisão contratual. A pavimentação da antiga BR-174 foi dividida em seis lotes, somando mais de 271 quilômetros de extensão. A estrada havia sido federalizada em 2008, mas permaneceu sem avanços nas obras durante 14 anos, período em que ficou conhecida pelos constantes atoleiros e pelas dificuldades de tráfego, principalmente durante o período chuvoso. A responsabilidade pela rodovia retornou ao Governo de Mato Grosso em junho de 2022, e as obras de pavimentação começaram no primeiro semestre de 2023.
Mauro Mendes reage a críticas de Wellington e chama senador de “cara de pau” por situação da MT-170
Ex-governador afirma que parlamentar teve influência sobre o DNIT e não conseguiu avançar com obras da antiga BR-174 no noroeste de Mato Grosso O ex-governador de Mato Grosso, Mauro Mendes, rebateu nesta terça-feira (26) as críticas feitas pelo senador Wellington Fagundes sobre a decisão do Governo do Estado de reassumir a MT-170, rodovia localizada na região noroeste do estado. Durante a declaração, Mendes classificou a postura do parlamentar como “cara de pau” e afirmou que faltou respeito com a população mato-grossense. A reação ocorreu após Wellington afirmar que teria sido um erro a retomada da estrada pelo Executivo estadual. O trecho em questão liga os municípios de Juína, Castanheira, Juruena, Aripuanã e Colniza, somando mais de 270 quilômetros considerados estratégicos para a mobilidade e o escoamento da produção regional. Ao comentar o assunto, Mauro Mendes relembrou que a rodovia originalmente era estadual, mas acabou sendo federalizada em 2008, passando a ser identificada como BR-174. Segundo ele, a mudança ocorreu sob a justificativa de que o Estado não teria capacidade financeira para executar as obras necessárias na via. O ex-governador também afirmou que Wellington Fagundes teve forte influência junto ao Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) ao longo dos anos, mas, apesar disso, as intervenções esperadas para recuperação e pavimentação da rodovia não avançaram como prometido. Durante a fala, Mendes exibiu declarações do senador criticando a gestão estadual e endureceu o tom ao afirmar que a população do noroeste mato-grossense aguardou por anos melhorias que não saíram do papel enquanto a estrada esteve sob responsabilidade federal. A discussão reacende o debate sobre a infraestrutura rodoviária em Mato Grosso e a eficiência da gestão compartilhada entre União e Estado em obras consideradas prioritárias para o desenvolvimento regional.
Nova sede do CIAC será inaugurada com estrutura ampliada e capacidade para atender até 1,5 mil pessoas por dia
Prefeitura de Cuiabá centraliza serviços tributários, administrativos e de atendimento ao cidadão em novo espaço no Centro Histórico da capital A Prefeitura de Cuiabá inaugura nesta quarta-feira (27), às 9h30, a nova sede do Centro Integrado de Atendimento ao Contribuinte (CIAC), instalada em frente ao Palácio Alencastro, no Centro Histórico da capital. A mudança faz parte do processo de modernização administrativa da gestão municipal e busca oferecer mais conforto, agilidade e eficiência no atendimento à população. O novo espaço está localizado na Rua Pedro Celestino, nº 24, esquina com a Rua Cândido Mariano, reunindo em um único endereço serviços tributários, fiscais e administrativos antes distribuídos em diferentes setores. A proposta é facilitar o acesso do cidadão aos atendimentos públicos, além de otimizar o fluxo interno da administração municipal. De acordo com o secretário municipal de Economia, Marcelo Bussiki, a nova estrutura representa um avanço na política de modernização do atendimento público, aproximando os serviços da população e ampliando a capacidade operacional da Prefeitura. Já o secretário adjunto de Receita, Thiago Semensato, destaca que a unidade foi planejada para superar as limitações da antiga sede, oferecendo mais baias de atendimento, melhor organização do fluxo de pessoas e integração entre diferentes áreas da administração municipal. Com área total de 2.050 metros quadrados, a nova sede conta com 55 baias de atendimento, aproximadamente 100 assentos na recepção e estrutura preparada para receber até 1,5 mil pessoas por dia. O prédio também possui capacidade para acomodar cerca de 240 servidores. No local, estarão concentrados os serviços da Secretaria Municipal de Economia, por meio das diretorias de Receitas Imobiliárias e Mobiliárias, incluindo atendimentos relacionados a IPTU, ITBI, ISSQN, Simples Nacional, MEI, cadastro imobiliário e mobiliário, alvarás, taxas e plantão fiscal. Além disso, a nova unidade também passa a abrigar serviços da Procuradoria-Geral do Município, Ouvidoria, Procon, Secretaria de Mobilidade Urbana, Secretaria de Ordem Pública, Vigilância Sanitária, Assistência Social e Secretaria Municipal do Trabalho. O horário de funcionamento permanece de segunda a sexta-feira, das 8h às 17h, sem interrupção para almoço. A Prefeitura destaca ainda que a nova estrutura física irá atuar de forma integrada aos serviços digitais já disponibilizados pelo município, contribuindo para reduzir o tempo de espera e melhorar a experiência do cidadão no atendimento presencial.
Max Russi anuncia previsão de novo concurso da ALMT para 2027
Com as contas em dia e gastos com pessoal sob controle, presidente da ALMT confirma que verba já está garantida no orçamento Em entrevista nesta terça-feira (26), o deputado Max Russi (Pode), presidente da Assembleia Legislativa, anunciou a previsão de um novo concurso público para o Parlamento Estadual em 2027. O parlamentar confirmou que os recursos financeiros já foram assegurados dentro do orçamento. A medida faz parte de uma política contínua de modernização administrativa e de investimentos no quadro funcional, estruturada desde que assumiu o comando do Poder Legislativo. “Uma das primeiras metas que estabeleci ao assumir a presidência foi a organização do concurso público e a estruturação das carreiras. Hoje, o contribuinte pode ficar tranquilo porque nunca se gastou tão pouco com folha em termos percentuais. Saímos de um período lá atrás em que a Casa operava acima do limite regulamentar e passamos a ter margem orçamentária. Vamos realizar o concurso no próximo ano para suprir as áreas técnicas essenciais”, explicou Max. O parlamentar explicou que embora as restrições da legislação para o ano eleitoral tornem o concurso inviável no momento, as finanças da Casa já estão totalmente prontas. Ele ainda ressaltou que a Assembleia registra hoje o menor índice de gastos com folha de pagamento de sua história recente, assim proporcionando um cenário de total segurança orçamentária para garantir a seleção pública dos novos servidores. Avanços na carreira e Novo PCCS O anúncio do concurso se soma a um pacote robusto de valorização dos servidores lançado pela Mesa Diretora no ano passado. O conjunto de melhorias contempla cinco eixos principais focados em equidade e mérito. Entre as ações imediatas estão o reenquadramento e a correção de distorções na carreira acumuladas pós-2016, além da quebra de interstício, que abriu uma janela excepcional de 90 dias para a progressão horizontal por mérito dos profissionais. O plano de modernização da Casa também prevê a criação de Funções de Confiança (FC) destinadas exclusivamente aos servidores efetivos. Na parte estrutural, dois pavimentos do estacionamento foram reorganizados para uso privativo dos funcionários. Para consolidar as melhorias a longo prazo, o presidente instituiu uma Comissão Paritária, que une a gestão, o sindicato e os servidores na elaboração do novo Plano de Cargos, Carreiras e Subsídios (PCCS).
“Vamos brigar com tudo que for possível”, afirma Max Russi sobre litigio com o Pará
O presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), deputado estadual Max Russi (Podemos), afirmou que o Estado utilizará todas as medidas jurídicas e políticas possíveis para defender no Supremo Tribunal Federal (STF) a posse de uma área de aproximadamente 22 mil km² localizada na divisa entre Mato Grosso e Pará. Atualmente, a região em litígio envolve uma extensa faixa territorial no norte mato-grossense e impacta diretamente municípios paraenses. Além disso, segundo Max Russi, a população local possui maior ligação com Mato Grosso e depende dos serviços públicos oferecidos pelo estado mato-grossense. “Vamos brigar com tudo que for possível. A Assembleia está acompanhando isso de muito perto porque essa área pertence a Mato Grosso. A população que reside ali utiliza os serviços públicos do nosso estado”, afirmou o parlamentar durante entrevista nesta terça-feira (26). Atualmente, a indefinição sobre os limites territoriais afeta diretamente seis municípios paraenses: Jacareacanga, Novo Progresso, Altamira, São Félix do Xingu, Cumaru do Norte e Santana do Araguaia. O governo mato-grossense sustenta que houve erro histórico na medição territorial. Com isso, o estado defende a revisão dos limites para reincorporar a área ao território de Mato Grosso. De acordo com Max, a Procuradoria da ALMT, parlamentares estaduais e equipes técnicas estão mobilizados na defesa dos interesses de Mato Grosso no processo que tramita no STF. Por outro lado, o parlamentar criticou a atuação do governo paraense na região disputada. Segundo ele, o Pará não oferece assistência adequada à população local. STF discute solução para disputa entre Mato Grosso e Pará A ação envolvendo a disputa territorial foi julgada por unanimidade no STF em 2020. No entanto, o processo voltou à pauta após novas rodadas de conciliação entre os estados. Recentemente, o ministro Flávio Dino sugeriu a realização de um plebiscito com os moradores da região. Dessa forma, o objetivo seria ouvir a população local e buscar uma solução definitiva para o impasse jurídico. Em resposta, a governadora do Pará, Hana Ghassan (MDB), afirmou que o estado não irá “ceder um palmo” do território reivindicado por Mato Grosso. Conforme o governo paraense, a área em disputa possui dimensão semelhante ao estado de Sergipe. O conflito territorial envolve divergências históricas sobre a definição das divisas estaduais, especialmente em relação à localização de marcos geográficos como o Salto das Sete Quedas.
Mato Grosso aplica R$ 2,9 bilhões em multas ambientais e embarga 121 mil hectares em 2025
Estado intensifica combate ao desmatamento ilegal e incêndios florestais com mais de 4 mil autos de infração emitidos pela Sema A Secretaria de Estado de Meio Ambiente de Mato Grosso (Sema-MT) aplicou R$ 2,9 bilhões em multas ambientais durante as ações de fiscalização contra desmatamento ilegal e incêndios florestais realizadas em 2025. Ao todo, foram emitidos 4.196 autos de infração e embargados cerca de 121 mil hectares em diferentes regiões do Estado. Os números foram divulgados nesta segunda-feira (25), durante o lançamento do Plano Anual de Combate ao Desmatamento Ilegal e Incêndios Florestais de 2026. A apresentação destacou o fortalecimento das operações integradas entre órgãos estaduais de fiscalização e segurança pública. Segundo a secretária de Estado de Meio Ambiente, Mauren Lazzaretti, o principal diferencial dos resultados alcançados está na atuação conjunta entre Sema, Corpo de Bombeiros, Polícia Militar, Polícia Civil e demais instituições parceiras. Ela ressaltou que, apesar dos primeiros meses do ano serem direcionados às ações preventivas, o enfrentamento aos crimes ambientais ocorre de forma contínua ao longo de todo o ano. A secretária também destacou o papel estratégico do Comitê de Combate ao Desmatamento Ilegal, Exploração Florestal Ilegal e Incêndios Florestais de Mato Grosso (Cedif), coordenado pelo governo estadual. De acordo com o balanço apresentado, o número de autos de infração ambientais tem mantido crescimento nos últimos anos. Em 2022 foram registradas 3.894 notificações. Já em 2023 o total subiu para 4.547 e, em 2024, atingiu o maior índice da série, com 4.792 autos emitidos. Em 2025, o Estado contabiliza 4.196 autuações. Ainda conforme os dados da Sema, no ano passado 79,7% das autuações ocorreram presencialmente durante operações em campo, enquanto 20,3% foram realizadas por meio remoto, utilizando tecnologias de monitoramento e inteligência ambiental.
Operação Silêncio Comprado apura suposto esquema de corrupção em hospital no interior de MT
A Polícia Civil deflagrou, na manhã desta terça-feira (25.5), a Operação Silêncio Comprado, para cumprimento de 20 ordens judiciais dentro de investigações que apuram um suposto esquema de corrupção ligado à gestão do Hospital Municipal Euclides Horst, no município de Campo Novo do Parecis. As ordens judiciais, entre mandados de busca e apreensão, sequestro de bens e bloqueio de valores, medidas cautelares diversas da prisão, além de quebras de sigilo telefônico e telemático, foram deferidas pelo Núcleo de Justiça 4.0 do Juízo de Garantias – Polo Tangará da Serra. Os mandados são cumpridos nos municípios de Campo Novo do Parecis, Arenápolis, e nas cidades de Barueri e Cotia, no estado de São Paulo, com foco na coleta de elementos probatórios, identificação da extensão dos fatos investigados e preservação do patrimônio público. As investigações, conduzidas pela Delegacia Especializada de Combate à Corrupção (Deccor), apuram suposto esquema de corrupção envolvendo a tentativa de interferência nos trabalhos da Comissão Parlamentar de Inquérito n.º 01/2025, instaurada para apurar possíveis irregularidades na gestão do Hospital Municipal Euclides Horst, em Campo Novo do Parecis. Entenda o caso A CPI teve origem na repercussão de questionamentos envolvendo o atendimento prestado na unidade hospitalar, especialmente após a morte de uma jovem gestante do município de Campo Novo do Parecis, que teria apresentado complicações durante procedimento de parto cesáreo, sido encaminhada para Cuiabá e, posteriormente, vindo a óbito. A partir desse caso, familiares e membros da comunidade passaram a questionar a estrutura do hospital, a prestação dos serviços, a gestão de recursos humanos e a regularidade da execução dos contratos de gestão da unidade hospitalar. Início da investigação As investigações da Deccor iniciaram após o recebimento de denúncia encaminhada pelo Ministério Público, relacionada à suposta oferta de vantagem indevida para influenciar os trabalhos da CPI, bem como a possíveis irregularidades na execução de contratos de gestão do Hospital Municipal Euclides Horst. Entre os fatos apurados estão indícios de pagamentos por serviços supostamente não prestados, emissão de notas fiscais fraudulentas ou ideologicamente falsas, movimentação irregular de recursos públicos e possível desvio de valores vinculados à administração da unidade hospitalar. De acordo com os elementos reunidos até o momento, há indícios, em tese, da prática de crimes contra a Administração Pública, especialmente corrupção ativa, sem prejuízo da apuração de outros delitos que possam ser identificados no curso das diligências. Apoios operacionais A operação contou com apoio operacional das equipes da Delegacia Especializada de Crimes Fazendários (Defaz), Delegacia de Arenápolis, Delegacia de Campo Novo do Parecis e da Polícia Civil do Estado de São Paulo. Nome da operação Silêncio Comprado faz referência à denúncia de suposta oferta de vantagem indevida para influenciar os trabalhos da CPI, fato que deu origem à investigação. Operação Pharus A operação integra os trabalhos do planejamento estratégico da Polícia Civil de Mato Grosso para o ano de 2026, por meio da Operação Pharus, voltada ao combate à atuação de grupos criminosos em todo o estado.