Fogo de grandes proporções em Sorriso foi controlado após três horas de combate; outros municípios seguem com equipes mobilizadas e Estado registra 255 focos de calor em 24 horas Um incêndio de grandes proporções mobilizou equipes do Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso (CBMMT) na tarde desta segunda-feira (24), em uma área de vegetação no bairro Jardim Aurora, em Sorriso. Os bombeiros foram acionados por volta das 14h15 e encontraram o fogo avançando por praticamente toda a área verde. A ocorrência exigiu uma operação conjunta, com emprego de militares, viaturas, caminhões-pipa e brigadistas disponibilizados pela Prefeitura de Sorriso. Após cerca de três horas de trabalho, as chamas foram controladas e isoladas, reduzindo o risco de propagação para as áreas próximas. Apesar do avanço no combate, ainda há focos no interior da vegetação, principalmente em troncos e materiais orgânicos, e as equipes permanecem no local realizando o rescaldo. A dinâmica do incêndio levantou a suspeita de que o fogo tenha sido provocado de forma intencional. O trabalho continua concentrado na eliminação dos focos remanescentes e na prevenção de novos pontos de combustão. Em Nova Santa Helena, outro incêndio permanece sob controle, sem risco imediato de avanço. O fogo atingiu uma área de assentamento sob responsabilidade da União e apresenta focos isolados. Como se trata de uma área de competência federal, o CBMMT solicitou reforço ao Centro Integrado Multiagência de Coordenação Operacional Federal (Ciman), mas não recebeu retorno até o momento. Enquanto isso, as equipes estaduais seguem monitorando a região e atuando nos focos remanescentes. Outras ocorrências continuam em combate no Estado. Em Santo Antônio de Leverger, os bombeiros atuam em três frentes. Também há operações em andamento em Paranatinga, nas proximidades da MT-020 e da Terra Indígena Marechal Rondon, além de Ribeirão Cascalheira, Matupá, Vila Rica, Cláudia e São José do Rio Claro. As ações são coordenadas de acordo com a necessidade de cada ocorrência e incluem combate direto ao fogo, monitoramento e proteção de áreas rurais, propriedades e comunidades. Quando necessário, as operações recebem apoio do Grupo de Aviação Bombeiro Militar (GAvBM), da Defesa Civil Estadual, do Centro Integrado de Operações Aéreas (Ciopaer) e da Polícia Militar. Mato Grosso registra 255 focos de calor O Estado registrou 255 focos de calor nas últimas 24 horas, segundo a atualização realizada às 17h pelo Programa BDQueimadas, do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), com dados do satélite de referência Aqua Tarde. Do total, 166 foram identificados no bioma Amazônia, 85 no Cerrado e quatro no Pantanal. Também foram registrados 15 focos em Terras Indígenas. Os pontos foram identificados nas terras indígenas Areões, em Nova Nazaré; Sangradouro/Volta Grande, em Poxoréu; Kawahiva do Rio Pardo e Piripkura, em Colniza; Aripuanã, em Juína; Roosevelt, em Rondolândia; e Utiariti, em Campo Novo do Parecis. O CBMMT reforça que a identificação de um foco de calor por satélite não significa, necessariamente, a existência de um incêndio florestal. O registro indica uma área com temperatura elevada que pode estar ou não relacionada ao fogo. A análise de vários focos concentrados em uma mesma região auxilia na identificação de possíveis incêndios. Nas Terras Indígenas, a atuação para combate aos incêndios é de responsabilidade dos órgãos federais, devido à competência sobre essas áreas. Operação monitora uso irregular do fogo O CBMMT também mantém ações de fiscalização por meio da Operação Infravermelho, coordenada a partir da Sala de Situação Central, instalada no Batalhão de Emergências Ambientais (BEA), em Cuiabá. Com auxílio de imagens de satélite e outras ferramentas tecnológicas, o trabalho busca detectar antecipadamente áreas com risco de incêndio ou locais onde o fogo tenha sido iniciado de maneira irregular. A estratégia combina prevenção, monitoramento e responsabilização de quem descumpre a legislação ambiental. Desde o início do período proibitivo para uso do fogo, os bombeiros já atuaram na extinção de incêndios em diversos municípios mato-grossenses, entre eles Água Boa, Aripuanã, Boa Esperança do Norte, Bom Jesus do Araguaia, Canarana, Chapada dos Guimarães, Colíder, Colniza, Dom Aquino, Feliz Natal, Guarantã do Norte, Guiratinga, Lambari D’Oeste, Matupá, Nova Maringá, Nova Ubiratã, Paranatinga, Peixoto de Azevedo, Primavera do Leste, Ribeirão Cascalheira, Rondonópolis, Rosário Oeste, Santa Terezinha, São Félix do Araguaia e União do Sul. Uso do fogo está proibido O CBMMT alerta que o uso do fogo para limpeza e manejo de áreas rurais está proibido nos biomas Amazônia, Cerrado e Pantanal entre 1º de julho e 30 de novembro de 2026. Nas áreas urbanas, a utilização do fogo é proibida durante todo o ano. Além de representar risco à população, à saúde e ao meio ambiente, a utilização irregular do fogo pode configurar crime ambiental e resultar em penalidades previstas na legislação. Denúncias de uso irregular do fogo podem ser feitas pelo 193, do Corpo de Bombeiros Militar, ou pelo 190, da Polícia Militar.
Max Russi diz que Podemos pode eleger até dois deputados federais em Mato Grosso
O deputado estadual e presidente estadual do Podemos, Max Russi, afirmou que o partido conseguiu montar uma chapa competitiva para a disputa por vagas na Câmara Federal nas eleições deste ano. Segundo ele, há um ano a sigla trabalhava com a possibilidade de não eleger nenhum representante, mas atualmente projeta conquistar até duas cadeiras. De acordo com Max, a formação da chapa para deputado federal foi mais difícil do que o esperado, mas o partido conseguiu reunir nove candidatos, número máximo permitido pela legislação eleitoral. “Hoje nós temos a certeza de um deputado federal e, agora, começando a campanha com o trabalho dos nossos candidatos, nós já temos a perspectiva e a possibilidade de elegermos dois deputados federais”, afirmou. Entre os nomes considerados mais competitivos estão o deputado federal Nelson Barbudo, o ex-deputado federal Neri Geller e o ex-secretário de Segurança Pública, coronel Roveri. A expectativa é de que o Podemos consiga garantir inicialmente uma cadeira e dispute uma segunda vaga por meio das sobras eleitorais, dependendo do desempenho da chapa e dos demais partidos. Também integram a chapa o pastor Marcos Ritella, o delegado Fred Murta, o ex-prefeito de Querência Fernando Gorgen e as vereadoras Katiuscia Manteli, de Cuiabá; Gisa Barros, de Várzea Grande; e Kalynka Meirelles, de Rondonópolis. A projeção citada na reportagem é de que o quociente eleitoral para deputado federal em Mato Grosso fique próximo de 230 mil votos.
Consumidor poderá escolher de quem comprar energia; abertura começa em 2027 e chega às residências em 2028
Pequenos negócios serão os primeiros beneficiados pela nova etapa do Mercado Livre de Energia; depois será a vez das residências. Rede, postes e atendimento em casos de falta de energia continuarão sob responsabilidade da distribuidora local O mercado de energia elétrica brasileiro passará por uma mudança que promete alterar a relação do consumidor com a conta de luz. Nos próximos anos, milhões de brasileiros poderão escolher de qual empresa querem comprar a energia que consomem, comparar propostas e contratar aquela que oferecer as condições consideradas mais vantajosas. A abertura será gradual. Segundo informações publicadas pelo Primeira Página, com base em informações do Jornal Nacional/g1, a previsão apresentada é que pequenas empresas possam exercer essa escolha a partir de novembro de 2027, enquanto consumidores residenciais deverão entrar no novo modelo em novembro de 2028. Mas atenção: isso não significa que os postes, fios ou a empresa responsável pela rede elétrica da sua cidade serão trocados. Essa é justamente a parte que pode gerar mais dúvidas. O MT Urgente explica de forma simples como deverá funcionar. O que muda na prática? Hoje, para a maioria dos consumidores residenciais, a compra da energia está vinculada à distribuidora responsável pela região. Com a abertura do chamado Mercado Livre de Energia, duas atividades ficam mais fáceis de entender quando separadas: uma empresa estará relacionada à venda da energia, enquanto a distribuidora local continuará responsável por fazer essa energia chegar até sua casa ou empresa por meio da rede elétrica. É parecido, em conceito, com poder comparar diferentes planos e fornecedores de um serviço antes de contratar. O consumidor poderá analisar propostas, preços e condições contratuais e decidir se vale a pena permanecer na modalidade existente ou contratar outro fornecedor, conforme as regras que estiverem vigentes. Quando começa? De acordo com o cronograma apresentado pela reportagem utilizada como fonte, a abertura deverá acontecer em duas etapas principais. Novembro de 2027: pequenos estabelecimentos, como lojas, restaurantes, padarias e outros negócios, poderão escolher de quem comprar energia. Novembro de 2028: será a vez dos consumidores residenciais. Empresas de maior porte já possuem acesso ao mercado livre. Desde 2024, consumidores empresariais enquadrados nas regras existentes passaram a ter maior possibilidade de negociar a compra de energia fora do modelo tradicional. Um exemplo para entender Imagine uma padaria em Cuiabá. Quando a mudança alcançar esse estabelecimento, seu proprietário poderá receber propostas de diferentes fornecedores. Uma empresa poderá oferecer determinada tarifa e condições de contrato. Outra poderá apresentar preço diferente ou outros serviços. O empresário poderá comparar as alternativas e escolher aquela que considerar melhor para seu negócio. Mas existe um ponto fundamental: a energia continuará chegando pela mesma rede elétrica. Ou seja, mudar o fornecedor comercial da energia não significa instalar novos postes, trocar os fios da rua ou construir outra rede até o estabelecimento. E quem resolve quando faltar energia? Essa é provavelmente uma das principais dúvidas. A escolha de outro fornecedor não transfere a responsabilidade pela rede elétrica. Postes, cabos, transformadores e demais estruturas de distribuição continuarão sob responsabilidade da concessionária responsável pela região. Portanto, problemas relacionados à distribuição — como interrupções do fornecimento ou defeitos na rede — continuarão ligados à distribuidora local. Em resumo: uma coisa é quem vende a energia; outra é quem transporta e distribui essa energia até o consumidor. Essa diferença será fundamental para compreender o novo mercado. A conta de luz ficará mais barata? Pode haver economia, mas não existe garantia de redução automática para todos. A expectativa por trás da abertura é aumentar a concorrência. Com diferentes empresas disputando clientes, o consumidor poderá comparar preços e condições. Porém, a vantagem dependerá de cada proposta. Será necessário observar preço, duração do contrato, regras para cancelamento, condições comerciais e demais custos envolvidos. Segundo a matéria original, os contratos deverão ter prazo mínimo de 12 meses. Isso significa que escolher somente olhando uma oferta aparentemente mais barata poderá não ser suficiente. Será importante analisar o contrato completo. Por que essa mudança é importante? A principal transformação está no poder de escolha. Em vez de existir apenas uma alternativa para a compra da energia, o consumidor poderá comparar fornecedores. A concorrência também poderá estimular empresas a oferecer ferramentas de acompanhamento do consumo e outros serviços destinados a ajudar clientes a administrar melhor os gastos com eletricidade. A Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE), citada pela reportagem original, avalia que a ampliação da concorrência pode criar condições para preços mais competitivos e novos serviços. O que não muda Para evitar confusão, é importante separar claramente as duas coisas. Você poderá escolher: de quem comprar a energia e qual proposta comercial contratar. Você não escolherá: quem será responsável pelos postes, fios, transformadores e pela rede de distribuição da sua região. Portanto, trocar de fornecedor de energia não significa trocar de distribuidora. Consumidor terá que aprender a comparar A abertura do mercado também criará uma nova responsabilidade para empresas e famílias. Preço baixo poderá chamar atenção, mas será necessário verificar as condições. Antes de fechar negócio, o consumidor deverá observar questões como valor efetivamente cobrado, duração do contrato, possíveis taxas, condições de saída e reputação do fornecedor. A mudança poderá representar uma das maiores transformações recentes no relacionamento dos brasileiros com o setor elétrico: energia deixa de ser apenas uma conta que chega todos os meses e passa também a envolver uma decisão de compra. Para os pequenos empresários, essa possibilidade começa, segundo o cronograma informado, em novembro de 2027. Para as famílias, a previsão é novembro de 2028. Fonte: Primeira Página, reportagem publicada em 22 de agosto de 2026, com informações atribuídas ao Jornal Nacional/g1 e à Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE).
Eleições 2026: saiba quais cargos estarão em disputa, o que cada eleito faz e a ordem de votação
Eleitor terá seis votos para cinco cargos no dia 4 de outubro; entender as responsabilidades de deputados, senadores, governador e presidente ajuda a fazer uma escolha mais consciente As eleições de 2026 vão muito além da escolha de um presidente ou governador. No dia 4 de outubro, cada eleitor terá a responsabilidade de escolher representantes que tomarão decisões diretamente relacionadas à saúde, educação, segurança, infraestrutura, geração de empregos, orçamento público e criação de leis. Serão seis votos para cinco cargos, porque neste ano cada eleitor poderá escolher dois candidatos ao Senado. E existe um detalhe importante: cada cargo possui funções diferentes. Um deputado estadual não tem as mesmas atribuições de um governador. Um senador não exerce a mesma função de um deputado federal. E nem mesmo o presidente da República pode decidir tudo sozinho. Por isso, antes de escolher um candidato, é fundamental entender o que ele realmente poderá fazer caso seja eleito. Qual será a ordem de votação? Na urna eletrônica, o eleitor encontrará os cargos nesta sequência: Deputado estadual – 5 números Deputado federal – 4 números Senador – 3 números Senador – 3 números Governador – 2 números Presidente – 2 números Como são seis escolhas, uma recomendação simples é levar os números anotados para evitar confusão na hora da votação. Deputado estadual: quem representa você dentro de Mato Grosso O primeiro voto será para deputado estadual. Mato Grosso possui 24 cadeiras na Assembleia Legislativa. De forma simples, o deputado estadual é responsável por representar a população no Poder Legislativo estadual. Ele pode apresentar, discutir e votar projetos de lei dentro das competências do Estado, fiscalizar o Governo, acompanhar a aplicação dos recursos públicos, analisar o orçamento estadual e apresentar emendas parlamentares. É também na Assembleia que passam decisões importantes relacionadas às políticas estaduais. Por isso, quando um candidato a deputado estadual promete alguma coisa, o eleitor precisa fazer uma pergunta básica: isso realmente está entre as atribuições de um deputado? Deputado não é prefeito e não é governador. Ele não administra diretamente hospitais, escolas ou rodovias. Mas pode legislar, fiscalizar, cobrar o Executivo, participar das decisões orçamentárias e destinar recursos por meio das emendas previstas em lei. Deputado federal: a voz de Mato Grosso na Câmara dos Deputados O segundo voto será para deputado federal. Mato Grosso elege oito deputados federais, que integram a Câmara dos Deputados, em Brasília. Eles participam da elaboração e votação das leis federais, fiscalizam o Governo Federal, analisam o Orçamento da União e participam de decisões que podem afetar todo o país. Isso significa que temas nacionais envolvendo economia, tributação, segurança, saúde, educação, direitos, orçamento e funcionamento do Estado brasileiro passam, em diferentes situações, pela Câmara. Também são os deputados federais que participam da análise de propostas de emenda à Constituição. Por isso, escolher um deputado federal significa escolher quem Mato Grosso enviará para participar das grandes decisões nacionais. Senador: em 2026 você poderá escolher dois Aqui está uma das principais diferenças desta eleição. Cada estado possui três senadores, mas os mandatos são de oito anos e a renovação ocorre alternadamente. Em 2026, estarão em disputa duas cadeiras por estado. Por isso, o eleitor de Mato Grosso poderá votar em dois candidatos diferentes ao Senado. O senador representa o Estado no Congresso Nacional e participa da elaboração e votação de leis, da fiscalização do Executivo e de decisões de grande relevância institucional. O Senado possui ainda competências específicas, como analisar determinadas autoridades indicadas para cargos previstos na Constituição, incluindo ministros do Supremo Tribunal Federal. Além disso, Câmara e Senado precisam atuar conjuntamente em grande parte das decisões legislativas nacionais. Ou seja: não basta olhar apenas para a disputa presidencial. A composição do Congresso pode facilitar, modificar ou impedir projetos defendidos por qualquer governo. Governador: quem administra Mato Grosso O quinto voto será para governador. Aqui muda a natureza do cargo. Enquanto deputados e senadores pertencem ao Legislativo, o governador é o chefe do Poder Executivo estadual. É ele quem comanda a administração do Estado e conduz políticas públicas estaduais. Na prática, sua gestão tem impacto direto em áreas como segurança pública, hospitais e saúde estadual, escolas estaduais, infraestrutura e rodovias estaduais, investimentos e administração dos órgãos do Estado, respeitadas as competências estabelecidas pela Constituição. Mas governador também não governa sozinho. O orçamento passa pela Assembleia Legislativa, assim como projetos de lei que dependem da aprovação dos deputados. A Assembleia também possui a função de fiscalizar o Executivo. Para ser eleito no primeiro turno, um candidato ao Governo precisa conquistar mais da metade dos votos válidos. Caso isso não aconteça, os dois mais votados disputam o segundo turno. Presidente: governa o país, mas depende também do Congresso O último voto será para presidente da República. O presidente é o chefe do Poder Executivo federal e conduz a administração do Governo Federal. Entre suas atribuições estão executar políticas públicas nacionais, administrar a estrutura federal, nomear ministros, sancionar ou vetar projetos aprovados pelo Congresso, comandar as Forças Armadas nos termos constitucionais e representar o Brasil internacionalmente. Existe, porém, uma confusão comum: imaginar que o presidente pode fazer qualquer coisa sozinho. Não pode. Projetos de lei dependem do Congresso. O orçamento federal também passa pelos parlamentares. Medidas provisórias precisam ser analisadas pelo Legislativo para permanecerem válidas, e atos do poder público estão submetidos ao controle constitucional do Judiciário. É justamente por isso que presidente, deputados e senadores precisam ser analisados pelo eleitor com a mesma atenção. ANÁLISE | Alex Rabelo, jornalista e estrategista político O voto precisa valer mais do que a “famosa ajudinha” A eleição é o momento em que todos os candidatos procuram mostrar proximidade com o eleitor. Aparecem promessas, pedidos de apoio, discursos e, muitas vezes, aquela velha cultura da “famosa ajudinha”. É justamente nesse momento que acredito que o eleitor precisa fazer uma reflexão. Você está escolhendo alguém para resolver um problema de hoje ou um representante que poderá ajudar a melhorar a vida de milhares de pessoas durante os próximos quatro ou oito anos? Uma ajuda pontual pode resolver
Homem de 24 anos é morto a facadas e paulada durante briga em Nova Ubiratã
Dois suspeitos foram presos após o crime ocorrido em Nova Ubiratã; Polícia Civil investiga o caso Um homem de 24 anos foi morto com golpes de faca e uma paulada na cabeça durante uma briga registrada no fim da tarde deste sábado (22), em Nova Ubiratã, a 502 km de Cuiabá. Dois homens, de 21 e 24 anos, foram presos. Segundo o registro da ocorrência, um grupo de pessoas estava reunido em uma residência quando começou uma luta corporal envolvendo a vítima. Durante a confusão, um dos suspeitos teria sacado uma faca e atingido o homem pelo menos duas vezes no tórax. Uma equipe médica do Hospital Municipal de Nova Ubiratã foi acionada, mas a vítima não resistiu aos ferimentos e morreu no local. A área foi isolada para os trabalhos da Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec) e da Polícia Civil. Suspeitos foram localizados O homem apontado como autor das facadas foi encontrado nas proximidades da residência e preso em flagrante. Durante a ocorrência, a Polícia Militar recebeu a informação de que um segundo envolvido teria segurado a vítima e desferido uma paulada na cabeça durante a briga. Ele teria fugido após o crime e se escondido em uma quitinete, onde acabou localizado pelos policiais. O suspeito negou participação no homicídio e afirmou desconhecer o paradeiro da arma utilizada no crime. Os dois envolvidos foram encaminhados à delegacia. Conforme a ocorrência, houve necessidade de reforço policial devido à exaltação de familiares dos suspeitos. A Polícia Civil investiga a motivação do crime e a participação de cada um dos envolvidos.
TJMT derruba lei que proibia conteúdos sobre ‘ideologia de gênero’ nas escolas de Mato Grosso
Decisão unânime do Órgão Especial considera inconstitucional norma aprovada pela Assembleia Legislativa e sancionada pelo governo estadual O Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) declarou inconstitucional, por unanimidade, a Lei Estadual nº 13.284/2026, que proibia a exposição de estudantes de escolas públicas e privadas do estado a conteúdos classificados pela norma como relacionados à chamada “ideologia de gênero”. A decisão foi tomada pelo Órgão Especial da Corte na quinta-feira (13). De autoria do deputado estadual Thiago Silva (MDB), a legislação foi sancionada em abril deste ano pelo governador Otaviano Pivetta (Republicanos). Entre as restrições previstas estavam a exposição, no ambiente escolar, de filmes, músicas, pinturas, murais, folhetos e pôsteres que, segundo os critérios estabelecidos pela própria lei, pudessem incentivar determinadas práticas relacionadas à sexualidade. A ação direta de inconstitucionalidade (ADI) foi apresentada pelo Diretório Estadual do Partido dos Trabalhadores em Mato Grosso (PT-MT). A legenda argumentou que a lei estadual avançava sobre uma área de competência legislativa da União, responsável por estabelecer as diretrizes e bases da educação nacional. Também apontou possíveis conflitos da norma com princípios constitucionais, como a liberdade de ensinar, o pluralismo de ideias e a dignidade da pessoa humana. Durante o julgamento, prevaleceu o entendimento de que o Estado não poderia legislar sobre a matéria nos termos estabelecidos pela lei. O Ministério Público de Mato Grosso (MPMT) também se manifestou pela procedência da ação, sustentando que a norma ultrapassava os limites da competência atribuída aos estados e tratava de assunto inserido no campo das diretrizes e bases da educação nacional. A Assembleia Legislativa de Mato Grosso, por sua vez, defendeu a validade da legislação sob o argumento de que o objetivo seria garantir proteção à infância e à juventude. No entanto, conforme discutido no processo, a norma não se restringia a medidas administrativas de proteção aos estudantes, estabelecendo também limitações sobre conteúdos e materiais utilizados no ambiente escolar. O julgamento foi conduzido a partir do voto do relator, desembargador José Zuquim Nogueira. Até o momento, o voto e o acórdão completo ainda não haviam sido disponibilizados para consulta integral. Com a decisão do Órgão Especial, a Lei Estadual nº 13.284/2026 deixa de produzir efeitos por ter sido considerada incompatível com a Constituição, conforme o entendimento firmado pelo Tribunal de Justiça de Mato Grosso.
Propaganda para o Senado terá sete minutos e estreia na próxima sexta-feira em MT
TRE-MT definiu a distribuição do horário eleitoral entre candidatos e coligações; propaganda será exibida às segundas, quartas e sextas-feiras até 1º de outubro A propaganda eleitoral gratuita para os candidatos ao Senado Federal em Mato Grosso começa na próxima sexta-feira (28), com sete minutos destinados à programação de rádio e televisão. O Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso (TRE-MT) definiu a distribuição do tempo entre as coligações e os candidatos que disputarão as duas vagas disponíveis neste pleito. A maior parcela ficará com a coligação Mato Grosso Não Pode Parar, que reúne Mauro Mendes (União) e Margareth Buzetti (PP), com 2 minutos e 26 segundos de propaganda. Na sequência, a coligação Mato Grosso Para Todos, formada pelo senador Carlos Fávaro (PSD) e pelo ex-governador Pedro Taques (PSB), terá 2 minutos e 15 segundos. A coligação Coração da Gente, que tem Janaina Riva (MDB) e José Medeiros (PL) como candidatos ao Senado, contará com 2 minutos e 2 segundos. Já Antônio Galvan (Avante) terá 15 segundos para apresentar sua propaganda eleitoral. Os candidatos Beny Godoy e Professor Nelson Ferreira, ambos do Agir, e Coronel Darwin (Democrata) não terão tempo destinado à propaganda no rádio e na televisão. A ausência ocorre porque as respectivas siglas não possuem representação no Congresso Nacional, conforme os critérios utilizados para a distribuição do horário eleitoral. No primeiro dia de veiculação, a ordem definida pelo TRE-MT será Mato Grosso Não Pode Parar, Coração da Gente, Avante e Mato Grosso Para Todos. A sequência será alterada nos programas seguintes, por meio de sistema de rodízio. A propaganda dos candidatos ao Senado será transmitida às segundas, quartas e sextas-feiras, até 1º de outubro. Nesses mesmos dias também serão veiculados os programas dos candidatos ao Governo do Estado e à Assembleia Legislativa. Já às terças, quintas e sábados, o horário eleitoral será destinado aos candidatos à Presidência da República e à Câmara dos Deputados. Como Mato Grosso elegerá dois senadores, as coligações que lançaram duas candidaturas deverão estabelecer internamente como o tempo destinado à aliança será dividido entre os respectivos candidatos. A distribuição do horário eleitoral leva em consideração as regras estabelecidas pela legislação eleitoral e a representação dos partidos no Congresso Nacional.
Operação Lei Seca prende sete motoristas por embriaguez em Cuiabá
Operação Lei Seca prendeu sete condutores por embriaguez ao volante durante fiscalização realizada na madrugada desta sexta-feira (21.8), na Avenida José de Arruda, no Bairro Grande Terceiro, em Cuiabá. Durante a ação foram abordados 166 veículos e realizados 167 testes de Alcoolemia, resultando em 61 Autos de Infração de Transito. (ATI). Entre as multas aplicadas, 11 tiveram como motivação o consumo de álcool, cinco por recusar o teste de alcoolemia, nove por conduzir veículo sem possuir carteira Nacional de Habilitação (CNH) e 25 por falta de registro e licenciamento. Ao todo, 44 veículos acabaram sendo removidos, sendo 28 carros e 11 motocicletas. As sete prisões por embriaguez ao volante foram enquadras no artigo 306 do Código de Transito Brasileiros (CTB). Operação Lei Seca é Coordenada pela Secretarias de Segurança Pública (Sesp), por meio da Superintendência de Gestão Integrada (Sugi), e realizada em parceria com a Polícia Militar, Polícia Civil, Corpo de Bombeiro Militar, Departamento Estadual de Trânsito (Detran), Secretaria Municipal de Mobilidade Urbana (Semob), Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec), Policia Penal e Sistema Socioeducativo.
COMTUR-VG fortalece articulação entre setores para impulsionar turismo em Várzea Grande
Conselho Municipal de Turismo empossa novos conselheiros, define mesa diretora e estabelece pautas para ampliar ações e oportunidades no setor Várzea Grande avança na organização das políticas voltadas ao turismo com a renovação do Conselho Municipal de Turismo (COMTUR-VG). Na tarde desta quinta-feira (20), novos conselheiros foram empossados durante reunião realizada na Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico, Tecnologia e Turismo (SMDETT). O encontro marcou o início de um novo ciclo de atuação do colegiado, que reúne representantes do poder público e da sociedade civil organizada. A composição do Conselho contempla diferentes segmentos relacionados ao turismo e à economia local, como hotelaria, cultura, meio ambiente, comércio, bares e restaurantes. Durante a primeira reunião, também foi definida a mesa diretora, com a permanência de Selço Medeiros na vice-presidência e de Fabyane Akemi Nagazawa, secretária municipal de Desenvolvimento Econômico, Tecnologia e Turismo, na presidência do COMTUR-VG. Para Fabyane, a atuação integrada dos diferentes setores é fundamental para estruturar o turismo e ampliar o potencial de Várzea Grande como destino. Ela destacou a importância de valorizar os atrativos, a cultura, os acessos e as oportunidades de lazer e negócios existentes no município. Segundo a presidente, a diversidade de segmentos representados no Conselho permite ampliar o diálogo, identificar oportunidades e reunir diferentes experiências para a construção de ações voltadas ao fortalecimento do turismo local. A reunião também foi dedicada ao planejamento das próximas atividades. Entre os assuntos discutidos estiveram a organização e o funcionamento do COMTUR-VG, o SISMAPA, ferramenta utilizada no acompanhamento dos municípios inseridos na Política Nacional de Turismo, além de um balanço das ações realizadas no primeiro semestre e das iniciativas previstas para os próximos meses. Representante da Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel), o conselheiro Robson Ribeiro da Rosa ressaltou a importância da participação do setor privado nas discussões e na construção de estratégias para o desenvolvimento turístico. Para ele, a integração entre os segmentos pode contribuir para preparar o município para novos eventos, visitantes e empreendimentos. A participação de representantes de diferentes áreas também amplia a capacidade do Conselho de acompanhar iniciativas já realizadas e discutir novas ações. Eventos como a FIT Pantanal e outras atividades promovidas no município foram citados como exemplos da movimentação que pode contribuir para o fortalecimento do setor. Com composição paritária entre poder público e sociedade civil organizada, o COMTUR-VG tem como objetivo promover o diálogo entre os diversos segmentos ligados ao turismo e contribuir para a formulação de políticas, ações e estratégias para o desenvolvimento da atividade em Várzea Grande. As reuniões ordinárias do Conselho são realizadas trimestralmente. Ao final do encontro desta quinta-feira, os conselheiros já definiram os principais temas que serão levados à próxima reunião, dando sequência ao acompanhamento das ações em andamento e à discussão de novas iniciativas para ampliar as oportunidades e fortalecer o turismo no município.
CST da Mineração amplia diálogo e debate desafios da produção de água mineral em MT
A Câmara Setorial Temática (CST) da Mineração da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) está ampliando o diálogo com diferentes segmentos da atividade mineral. Entre eles está um setor que nem sempre é associado à mineração: a produção de água mineral. A iniciativa busca ouvir empresários, especialistas e representantes da cadeia produtiva para identificar dificuldades e construir propostas que contribuam para o desenvolvimento do setor em Mato Grosso. A Água Sapoti, instalada em Chapada dos Guimarães, a cerca de 70 quilômetros de Cuiabá, é um dos exemplos levados ao debate. A empresa familiar é comandada pela médica e empresária Paulete Maria Dossena Grando, ao lado das filhas Letícia e Rafaela. A história começou em 1991, quando a família adquiriu uma propriedade a 18 quilômetros da cidade. No local, encontrou uma cachoeira e, após análises técnicas, descobriu a existência de água mineral naturalmente fluoretada. No entanto, transformar o recurso natural em atividade produtiva exigiu anos. O processo para exploração começou em 2006, enquanto a indústria entrou efetivamente em operação apenas em 2015. Segundo Paulete, a trajetória revela desafios relacionados à burocracia, análises laboratoriais, documentação, infraestrutura e logística. “Temos que ajustar todos os dias, porque, quando você pensa que superou uma questão, surge outra”, relatou. Atualmente, a Sapoti produz garrafões de 20 litros, copos e embalagens PET, com água com e sem gás. Cerca de 20 pessoas trabalham diretamente na operação. Apesar da estrutura instalada, a empresa utiliza entre 25% e 30% de sua capacidade. Segundo Paulete, com aproximadamente 75% da capacidade produtiva em funcionamento, a estrutura poderia chegar a cerca de 100 trabalhadores. Além disso, custos de transporte e insumos dificultam a expansão. A meta é ampliar a presença da marca em Mato Grosso e, futuramente, alcançar o Mercosul. “Apesar de todos os desafios, hoje temos a atenção do Poder Público, que nunca tivemos antes com a CST, e acreditamos que essa oportunidade de diálogo fará a diferença para esse futuro que queremos conquistar.”, concluiu Paulete. Paulete e as filhas. Arquivo pessoal Espaço para ouvir quem produz Para o presidente da ALMT, deputado estadual Max Russi (Podemos), e presidente e idealizador da CST da Mineração, o diálogo permite ao Legislativo conhecer diferentes realidades e buscar soluções para o setor. “Mato Grosso tem um potencial mineral enorme e precisamos conhecer toda essa cadeia. Quando falamos em mineração, estamos falando de diferentes atividades, inclusive da água mineral. A CST tem justamente essa função: ouvir quem produz, entender onde estão os entraves e buscar caminhos para que esse potencial possa gerar desenvolvimento, emprego e renda de forma responsável”, afirmou Max. Para a vice-presidente da CST da Mineração, Tais Paula Costa Leite, conhecer experiências como a da Sapoti aproxima o debate da realidade enfrentada pelos empreendedores. “Da água mineral às demais atividades da mineração, a intenção é colocar diferentes setores à mesa e construir, a partir do diálogo, propostas que permitam a Mato Grosso aproveitar melhor suas riquezas naturais, agregar valor à produção e gerar novas oportunidades”, concluiu.