Por: Alex Rabelo — jornalista e analista político | MT Urgente News A eleição de 2026 para o Governo de Mato Grosso já começou nos bastidores… e o clima é de guerra silenciosa entre os maiores grupos políticos do estado. PL, União Brasil e Podemos surgem hoje como os três principais pilares capazes de construir o próximo governador de Mato Grosso. São partidos que concentram prefeitos, deputados, senadores, lideranças regionais, estrutura política e influência direta nos maiores colégios eleitorais do estado. Mas o que era para ser demonstração de força começa a revelar divisões internas, disputas de vaidade e articulações que podem mudar completamente o rumo da sucessão estadual. O PL chega como uma potência eleitoral. A sigla conquistou as principais prefeituras do estado, elegendo gestores em Cuiabá, Várzea Grande, Rondonópolis e Sinop, fortalecendo o projeto da direita em Mato Grosso. Além disso, o senador Wellington Fagundes aparece liderando pesquisas para o Governo do Estado, impulsionado pelo apoio do ex-presidente Jair Bolsonaro, da executiva nacional do PL e do presidente nacional da sigla, Valdemar Costa Neto. Mas, apesar da liderança nas pesquisas, o partido ainda está longe de demonstrar união interna para uma disputa majoritária. Nos corredores da política, durante meses, muitos apostavam que Wellington poderia até recuar da disputa. A leitura de bastidor era de que o grupo ligado ao governador Mauro Mendes articulava fortemente para enfraquecer o projeto do senador antes mesmo do início oficial da campanha. Só que o cenário começou a mudar rapidamente. O que se viu nas últimas semanas foi justamente o contrário: Wellington fortaleceu seu grupo político, acelerou agendas, intensificou visitas ao interior, reorganizou sua equipe e começou a mostrar que entrou definitivamente no ritmo da corrida ao Palácio Paiaguás. E quem já vinha em velocidade alta… agora começou a acelerar ainda mais. Outro movimento que chamou atenção foi a chegada em Cuiabá do jornalista e publicitário João Maria de Medeiros, marqueteiro responsável pelas campanhas vitoriosas de Blairo Maggi ao Governo de Mato Grosso em 2002 e na reeleição de 2006. A presença do estrategista no núcleo político de Wellington foi interpretada nos bastidores como um sinal claro de fortalecimento e profissionalização da pré-campanha. Mas enquanto Wellington cresce para fora, o PL ainda enfrenta turbulências internas. O que deveria ser um movimento de fortalecimento coletivo do partido acabou gerando desconforto entre lideranças da própria sigla. Prefeitos recém-eleitos, que eram esperados para ajudar candidatos do grupo, começaram a lançar esposas e familiares para disputar vagas proporcionais, aumentando o clima de disputa entre pré-candidatos a deputado estadual. O partido tem hoje um nome competitivo ao Governo… mas ainda não conseguiu alinhar totalmente seus interesses internos. E muitos analistas já fazem uma pergunta nos bastidores: “Se mesmo dividido Wellington lidera as pesquisas… imagine se o grupo estivesse totalmente alinhado?” outro lado, o União Brasil também vive dias de tensão. O partido possui uma das maiores estruturas políticas do estado, com o ex-governador Mauro Mendes, deputados, prefeitos, senador Jayme Campos e forte influência administrativa. Porém, o que era para ser estabilidade virou confronto interno. O senador Jayme Campos trabalha fortemente para viabilizar sua candidatura ao Governo do Estado e acredita que seu nome passará pela convenção partidária para representar o União Brasil na disputa majoritária. Enquanto isso, Mauro Mendes, que já articula seu projeto ao Senado, deixou claro que seu apoio para o Governo do Estado é ao vice-governador Otaviano Pivetta, do Republicanos. E esse movimento começou a gerar desconforto dentro do próprio grupo governista. Muitos integrantes do União Brasil entendem que ter candidatura própria ao Governo fortalece diretamente a chapa proporcional e ajuda na construção de uma bancada estadual maior. Hoje, os números de bastidor começam a preocupar lideranças do partido. A avaliação interna é que o União Brasil pode eleger apenas dois deputados estaduais, mesmo tendo atualmente nomes de peso como Júlio Campos, Pastor Sebastião Rezende e Dilmar Dal Bosco. O cenário ficou ainda mais delicado após a saída de Eduardo Botelho para o MDB, partido liderado politicamente por Janaina Riva, uma das principais vozes de oposição ao grupo de Mauro Mendes dentro da Assembleia Legislativa. Nos bastidores, muitos já enxergam esse momento como um dos mais frágeis da história recente do União Brasil em Mato Grosso. Mesmo com o esforço do líder do governo, Dilmar Dal Bosco, tentando construir pacificação interna, o partido ainda não conseguiu encontrar unidade. E a conta dessa divisão pode ser pesada. Deputados atualmente no mandato podem acabar ficando fora da próxima legislatura. Entre os nomes mais citados nos bastidores estão Júlio Campos e Pastor Sebastião Rezende. No caso de Sebastião, outro fator passou a preocupar aliados: o distanciamento de parte da base ligada às igrejas Madureira, que historicamente caminhavam ao lado do deputado. Agora, lideranças religiosas começam a construir o projeto do pastor Bira da Econômica, de Primavera do Leste, nome que pode tirar uma fatia importante do eleitorado conservador e evangélico. Enquanto isso, Mauro Mendes segue colocando boa parte da máquina governamental, aliados estratégicos e lideranças políticas alinhadas ao projeto de Pivetta. Resultado: o grupo governista começa a enfrentar um dos maiores riscos de qualquer eleição — a fragmentação. Analistas avaliam que uma divisão entre Jayme Campos e Pivetta pode enfraquecer ambos os lados e abrir espaço para crescimento de adversários. E é justamente nesse ambiente turbulento que surge o crescimento silencioso do Podemos. Enquanto PL e União Brasil vivem conflitos internos, o partido comandado pelo presidente da Assembleia Legislativa, Max Russi, cresce de forma organizada, estruturada e sem grandes desgastes públicos. Nos bastidores, prefeitos e lideranças do interior passaram a enxergar em Max Russi um nome leve, conciliador, de baixa rejeição e com capacidade de diálogo entre diferentes grupos políticos. Hoje, muitos já enxergam o presidente da Assembleia como uma possível alternativa de equilíbrio para uma eleição marcada por guerras políticas antecipadas. A avaliação nos corredores do poder é simples: Max Russi consegue conversar com grupos que hoje não conseguem mais sentar na mesma mesa. E isso ficou evidente no ato de filiação do Podemos, quando Max
Max Russi reúne pré-candidatos do Podemos em dois dias de formação política em Cuiabá
O evento acontece na Sala José Alberto, na CDL Cuiabá, no centro, e reúne lideranças políticas, especialistas em comunicação, estratégia eleitoral, inteligência artificial e formação de chapa. A Fundação Juntos Podemos promove nesta segunda e terça-feira (18 e 19), em Cuiabá, a “Oficina da Vitória 2026”. O encontro estratégico prepara pré-candidatos a deputado estadual e deputado federal do Podemos para as eleições de 2026. O evento acontece na Sala José Alberto, na CDL Cuiabá, no centro, e reúne lideranças políticas, especialistas em comunicação, estratégia eleitoral, inteligência artificial e formação de chapa. O presidente estadual do Podemos, deputado Max Russi, destaca a importância da preparação antecipada para o próximo pleito. Segundo ele, o projeto fortalece a competitividade das chapas e amplia a presença territorial do partido em Mato Grosso. Formação política e estratégia eleitoral A programação foi dividida em dois momentos. Na segunda-feira, apenas pré-candidatos e lideranças políticas participam das atividades. Durante o dia, os participantes recebem mentorias individuais, análises estratégicas e atendimentos técnicos voltados à construção das futuras campanhas eleitorais. Já na terça-feira, o evento abre espaço para o público. A programação inclui palestras, debates e apresentações sobre cenário político, inovação, comunicação digital e mobilização partidária. Para se inscrever é preciso acessar fundacaojuntospodemos.org lém disso, especialistas nacionais ligados ao Podemos participam das atividades. Entre os convidados estão o secretário nacional de Comunicação do partido, Bruno Valente; o especialista em relações governamentais Rodrigo Rara; e o advogado e pesquisador Ricardo Calciolari. De acordo com Max, a Oficina da Vitória 2026 utiliza dados, tecnologia e inteligência artificial como ferramentas para fortalecer as chapas proporcionais do partido. O parlamentar afirma que a proposta oferece aos participantes instrumentos práticos para desenvolver narrativa política, posicionamento eleitoral e planejamento territorial. “Queremos que cada participante saia do encontro com um diagnóstico político individualizado e um plano inicial estruturado para a pré-campanha”, afirmou o parlamentar
Abilio critica suspensão da “taxa das blusinhas” e acusa Lula de manobra eleitoral
Prefeito de Cuiabá afirma que governo federal criou imposto para arrecadar e agora tenta reduzir desgaste político ao zerar cobrança sobre compras internacionais de até US$ 50 O prefeito de Abilio Brunini criticou a decisão do governo federal de zerar o imposto de importação sobre compras internacionais de até US$ 50, medida conhecida popularmente como “taxa das blusinhas”. Durante entrevista à imprensa nesta sexta-feira (15), o gestor classificou a mudança como uma estratégia política em ano eleitoral e afirmou que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva estaria apenas revertendo uma cobrança criada pelo próprio governo. Segundo Abilio, a taxação foi implantada para ampliar a arrecadação federal e agora está sendo retirada para diminuir o desgaste junto à população, especialmente entre consumidores que utilizam plataformas internacionais para compras de roupas, acessórios e eletrônicos de baixo custo. “O governo arrecadou os impostos e agora, em período eleitoral, tira para não pesar tanto e não influenciar a eleição. Depois volta novamente”, declarou o prefeito. A chamada “taxa das blusinhas” passou a valer em 2024 após aprovação do Congresso Nacional e sanção presidencial. A medida estabeleceu a cobrança de 20% de imposto de importação sobre compras internacionais de pequeno valor realizadas em sites como Shein, Shopee e AliExpress. Desde a implementação, o tema gerou forte repercussão nas redes sociais e críticas de consumidores, principalmente do público jovem. Nesta semana, o governo federal anunciou uma medida provisória suspendendo a cobrança do imposto federal para compras de até US$ 50. Apesar da mudança, o ICMS estadual incidente sobre as importações segue mantido. Durante a entrevista, Abilio também comparou a decisão à política de controle de preços dos combustíveis adotada durante o governo da ex-presidente Dilma Rousseff. Segundo ele, medidas temporárias de redução tributária podem gerar impactos econômicos futuros. O prefeito afirmou ainda que o governo utiliza o discurso de isenção para aliviar a pressão popular, mas alertou para possíveis consequências econômicas após o período eleitoral.
Proteção à infância mobiliza autoridades e especialistas em encontro estadual em Cuiabá
Debates reforçam a atuação integrada da rede de proteção e discutem desafios como acolhimento familiar, responsabilidade institucional e crimes digitais envolvendo crianças e adolescentes. A defesa dos direitos e garantias fundamentais de crianças e adolescentes esteve no centro das discussões realizadas em Cuiabá durante dois encontros promovidos de forma conjunta, reunindo representantes do Judiciário, Ministério Público, especialistas e profissionais ligados à rede de proteção. O objetivo foi fortalecer o diálogo entre as instituições, promover a troca de experiências e construir estratégias para ampliar a proteção à infância e à adolescência em Mato Grosso. Durante a abertura, autoridades destacaram a importância da atuação integrada entre os órgãos responsáveis pela garantia de direitos, reforçando a necessidade de ações articuladas para enfrentar situações de vulnerabilidade, violência e negligência que atingem crianças e adolescentes. O procurador de Justiça de Mato Grosso, Paulo Prado, ressaltou a relevância do debate para o fortalecimento das políticas públicas e da rede de proteção. Já o corregedor-geral da Justiça de Mato Grosso, desembargador Luiz Leite Lindote, enfatizou a responsabilidade das instituições na construção de mecanismos mais eficientes de acolhimento e proteção. A programação teve início com uma discussão voltada ao cuidado, à afetividade e às relações familiares, temas considerados fundamentais para a construção de ambientes mais seguros e acolhedores para crianças e adolescentes. O procurador de Justiça do Rio de Janeiro, Sávio Renato Bittencourt Soares Silva, participou do debate trazendo reflexões sobre a importância do fortalecimento dos vínculos familiares e comunitários. As atividades seguem até esta terça-feira com uma programação voltada ao aprofundamento das discussões sobre proteção integral. Entre os temas debatidos estão família acolhedora, responsabilidade institucional e os desafios impostos pelos crimes digitais envolvendo crianças e adolescentes. O juiz auxiliar da Presidência do Tribunal de Justiça de Mato Grosso, Túlio Duailibi, destacou que o enfrentamento das violações de direitos exige comprometimento coletivo e atuação permanente das instituições que compõem a rede de proteção.
Corredores de transporte avançam e obras viárias devem ser concluídas até junho de 2026 em Cuiabá e VG
Conclusão da infraestrutura prevê liberação total das pistas nas avenidas Prainha e do CPA, enquanto governo avança em estações, terminais e futura aquisição da frota do sistema As obras de implantação da infraestrutura dos corredores de transporte coletivo em Cuiabá e Várzea Grande devem ser concluídas até junho de 2026. A previsão contempla a finalização das intervenções viárias e a liberação total das pistas das avenidas da Prainha e do CPA, dois dos principais eixos de mobilidade urbana da capital. Apesar do avanço das obras, a conclusão dessa etapa não significa o início imediato da operação do novo sistema de transporte coletivo. O projeto ainda depende de outras fases estruturantes que seguem em andamento para garantir o funcionamento completo do modal. Entre as próximas etapas está a construção das estações de embarque e desembarque ao longo das avenidas do CPA, Prainha e da FEB, em Várzea Grande. A ordem de serviço para o início das obras já foi assinada pelo governo estadual. As estruturas terão papel central no novo modelo de transporte, oferecendo mais conforto e acessibilidade aos usuários. Diferentemente dos pontos de ônibus convencionais, as estações contarão com plataformas no mesmo nível dos veículos, sistema de bilhetagem eletrônica e, em alguns casos, ambientes climatizados. Além das estações, também já foram contratadas as obras dos terminais do CPA, Porto e Aeroporto, além da construção do Centro de Controle Operacional (CCO), responsável pelo monitoramento e gerenciamento do sistema de transporte. Os contratos já foram assinados e as ordens de serviço devem ser emitidas nos próximos dias. Outro ponto considerado essencial para a operação do modal é a definição da frota de veículos que irá circular nos corredores exclusivos. Segundo a Secretaria de Estado de Infraestrutura e Logística (Sinfra-MT), o processo de elaboração do edital para aquisição dos ônibus está em andamento. O conjunto de intervenções integra o projeto de modernização do transporte coletivo na região metropolitana, com expectativa de melhorar a mobilidade urbana, reduzir o tempo de deslocamento e ampliar a capacidade de atendimento aos passageiros entre Cuiabá e Várzea Grande.
Sefaz amplia parcelamento e permite quitar dívidas tributárias recentes em até 12 vezes
Nova regra beneficia contribuintes de Mato Grosso com débitos vencidos entre três e cinco meses e busca estimular a regularização fiscal antes do aumento de juros e multas. A Secretaria de Estado de Fazenda de Mato Grosso (Sefaz-MT) ampliou as possibilidades de negociação para contribuintes com débitos tributários estaduais em atraso. A partir de agora, dívidas vencidas entre três e cinco meses antes da solicitação poderão ser parceladas em até 12 vezes, medida que promete facilitar a regularização fiscal e reduzir o acúmulo de pendências junto ao Estado. Até então, apenas débitos vencidos há mais de seis meses podiam ser incluídos em parcelamentos. Com a mudança, contribuintes que possuem valores em aberto mais recentes passam a contar com uma alternativa de negociação antes que os encargos aumentem significativamente. Na prática, neste mês de maio de 2026, poderão ser parcelados em até 12 vezes os débitos vencidos nos meses de dezembro de 2025, janeiro e fevereiro de 2026. Já as dívidas mais antigas continuam seguindo as regras atuais, com possibilidade de parcelamento em até 36 parcelas. Segundo a Sefaz, a iniciativa tem como principal objetivo incentivar os contribuintes a manterem a situação fiscal regularizada, evitando a incidência de juros elevados, multas e até processos judiciais. De acordo com o secretário adjunto da Receita Pública, Lucas Elmo, a expectativa é fortalecer a conformidade tributária e melhorar o equilíbrio da arrecadação estadual. “A nova modalidade busca estimular o pagamento dos débitos antes que se tornem um problema maior tanto para o contribuinte quanto para o Estado”, destacou. A medida contempla débitos declarados por meio da Escrituração Fiscal Digital (EFD) e registrados no Sistema Eletrônico de Conta Corrente Geral (CCG), incluindo valores relacionados ao ICMS e outros tributos estaduais. O parcelamento deverá ser feito exclusivamente pela internet, por meio do portal Sefaz Digital. Para acessar o sistema, o contribuinte pode utilizar login e senha, certificado digital ou conta Gov.br. Dentro da plataforma, é necessário selecionar a opção “Sistema Conta Corrente Fiscal 3.0”, acessar “Parcelamento” e, em seguida, “Gerar Parcelamento”, escolhendo a modalidade destinada a débitos declarados vencidos há menos de seis meses. A nova regra já está em vigor e foi regulamentada por alteração na Portaria nº 185/2010-SEFAZ, respeitando as condições previstas no Decreto nº 2.249/2009.
NO SENADO, WELLINGTON FAGUNDES DEFENDE PRODUTORES E QUESTIONA IMPACTOS DA MORATÓRIA DA SOJA E DO BOI
O senador e pré-candidato ao governo de Mato Grosso, Wellington Fagundes (PL), presidiu nesta quarta-feira (06/05), na Comissão de Agricultura e Reforma Agrária (CRA) do Senado Federal, uma audiência pública para discutir os impactos jurídicos, econômicos e concorrenciais da moratória da soja e do boi sobre os produtores brasileiros, especialmente os pequenos e médios produtores da Amazônia Legal. O debate reuniu representantes de várias entidades do agro, além do (CADE), Conselho Administrativo de Defesa Econômica, apontado por parlamentares e produtores como peça central na discussão sobre possíveis distorções concorrenciais provocadas pelo acordo privado firmado entre grandes tradings internacionais. Durante a audiência, Wellington Fagundes reforçou que a moratória da soja perdeu validade jurídica desde janeiro deste ano, após decisões relacionadas ao tema e a suspensão de efeitos de restrições privadas em Mato Grosso. Apesar disso, o senador alertou que o assunto continua gerando insegurança jurídica, econômica e comercial para produtores que atuam dentro da legislação brasileira. “O que não podemos aceitar é que empresas privadas imponham regras acima do Código Florestal brasileiro, uma das legislações ambientais mais rígidas do mundo. Quem produziu dentro da lei não pode ser tratado como criminoso”, afirmou Wellington. O tema segue atualmente em discussão no Supremo Tribunal Federal, que encaminhou o caso para mediação no Núcleo de Solução Consensual de Conflitos. Wellington Fagundes informou ainda que solicitou formalmente ao ministro Flávio Dino a inclusão do CADE nas discussões conduzidas pela Corte, justamente para garantir análise técnica sobre os impactos econômicos e concorrenciais da moratória. Segundo o senador, há preocupação crescente no setor sobre possíveis acordos sendo construídos sem a participação efetiva dos produtores rurais. A chamada moratória da soja foi criada em 2006 por grandes tradings internacionais e entidades ambientais, estabelecendo restrições comerciais à compra de soja produzida em áreas desmatadas na Amazônia após determinada data, mesmo quando o desmatamento ocorre dentro dos limites autorizados pelo Código Florestal Brasileiro. Para entidades do agro, o modelo acabou criando uma espécie de barreira privada de mercado, concentrando poder nas mãos de grandes compradores internacionais e limitando a competitividade de produtores nacionais. O principal questionamento levantado durante a audiência foi justamente o risco de formação de um “cartel verde”, no qual grandes empresas estabelecem critérios próprios de comercialização acima da legislação nacional, restringindo acesso ao mercado e impondo sanções econômicas sem respaldo legal. Representando a Famato, o gestor jurídico Rodrigo Bressane defendeu o cancelamento imediato das moratórias privadas e destacou que qualquer discussão futura precisa obrigatoriamente contar com a participação dos produtores rurais. Já o presidente da Aprosoja Mato Grosso, Lucas Beber, afirmou que as empresas signatárias da moratória nunca buscaram diálogo direto com os produtores e criticou o discurso internacional que associa o produtor brasileiro à ilegalidade ambiental. “Eles vendem a moratória como solução para um problema causado pelo produtor brasileiro, quando a maioria produz dentro da legalidade. Isso prejudica a imagem do agro brasileiro no mercado internacional”, declarou. A senadora Rosana Martinelli também saiu em defesa do setor produtivo e afirmou que o debate ultrapassa a questão econômica. “O agro sustenta a economia brasileira. Estamos falando também de soberania nacional e respeito às instituições brasileiras”, afirmou. Durante a audiência, Wellington Fagundes destacou ainda os números de Mato Grosso, maior produtor de soja do país, responsável por cerca de 30% da produção nacional, segundo dados da Conab. O senador lembrou que mais de 60% do território mato-grossense permanece preservado entre reservas legais, unidades de conservação e terras indígenas. “O Congresso Nacional seguirá acompanhando as negociações envolvendo a moratória. Não defendemos ilegalidade. Quem desmata fora da lei precisa responder. Mas também não podemos aceitar que produtores que agiram dentro da legislação brasileira sejam penalizados por acordos privados construídos fora do ordenamento jurídico nacional”, concluiu Fagundes.
Gisela Simona destaca importância de uma mulher na chapa de Pivetta, mas nega convite para vice
Não. Não houve este convite. Os rumores começaram porque Pivetta disse que gostaria de uma mulher da Baixada Cuiabana como vice Em conversa com a imprensa na noite desta última quarta-feira(13.05), a presidente do diretório do União Brasil, em Cuiabá, Gisela Simona, dissipou rumores recentes sobre sua possível participação como vice, na majoritária, em composição com o governador Otaviano Pivetta(Republicanos), que busca a reeleição pelo comando do Palácio Paiaguás. Segundo Gisela, as especulações surgiram a partir de declarações do próprio Pivetta, ao demonstrar sua intenção em ter uma mulher da Baixada Cuiabana, como sua vice, em uma futura composição majoritária, na disputa pela reeleição ao Governo do Estado. E que, inclusive, não houve nenhum contato formal a respeito de seu nome para a vaga de vice-governadoria. “Não, não houve este convite. Na verdade, todos estes rumores começaram porque o governador Otaviano Pivetta veio à imprensa e disse que tinha preferência para vice, uma mulher da Baixada Cuiabana, na sua disputa à reeleição pelo comando do Palácio Paiaguás”, esclareceu. Com uma sólida experiência política testada nas urnas e acumulada em 33 meses de mandato na Câmara Federal, marcada por 100% de presença em plenário, a dirigente ainda fez questão de frisar que a escolha do nome para vice-governadoria comumente ocorre mais próximo às convenções, quando se definem alianças estratégicas. “Muitas vezes essa escolha sai até da própria convenção, porque tem siglas que precisam ser atraídas para dar mais robustez à coligação. Assim, vice-governadoria e suplência ao Senado, são cargos que amarram acordos para dar mais musculatura à campanha”. Contudo, a dirigente destacou seu orgulho em ver a possibilidade de uma mulher compondo a chapa do atual governador, reforçando sua persistente luta pela ampliação da presença feminina na política, especialmente em Mato Grosso onde as mulheres representam mais de 50% do eleitorado. “Fico muito feliz que Pivetta esteja pensando em uma mulher para construir uma dobradinha na disputa majoritária, nestas eleições. Isso agrega muito. É muito importante para Mato Grosso, que tem mais de 50% dos eleitorado composto por mulheres. Torço para que essa representatividade se traduza também num espaço de poder efetivo.” Ao longo de sua trajetória, Gisela consolidou-se como uma voz firme no combate às desigualdades de gênero, liderando iniciativas como o Pacote Antifeminicídio, aprovado em outubro de 2024. E ainda hoje reconhecida em Mato Grosso como ‘Gisela do Procon’, a parlamentar também levou ao Congresso sua trajetória histórica na defesa do consumidor. E nos 33 meses de mandato percorreu milhares de quilômetros de estrada, por várias regiões do Estado, nos recessos da Câmara Federal. Ouvindo lideranças, movimentos sociais e representantes de setores produtivos, fortalecendo sua presença política fora dos grandes centros. Em 2026, voltou ao noticiário nacional ao defender o Projeto de Lei 727/2026, que autoriza mulheres a adquirir e portar spray de pimenta para defesa pessoal. E na articulação que ganhou apoio suprapartidário em torno da proposta que amplia a transparência das votações na Câmara, exigindo divulgação prévia das pautas antes das sessões plenárias.
Friozinho e chuva mudam o clima em Mato Grosso; semana terá mínima de 16°C
Frente fria derruba temperaturas, provoca chuva na Capital e ameniza calor em diversas regiões do Estado O calor intenso que predominava em Mato Grosso deve perder força ao longo desta semana. A previsão do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) aponta queda nas temperaturas em várias regiões do Estado, com mínimas chegando a 16°C e máximas que não devem ultrapassar os 31°C nos próximos dias. A umidade relativa do ar varia entre 45% e 90%. Em Cuiabá, a segunda-feira (18) começou com chuva e céu encoberto. A tendência é de tempo instável durante todo o dia, com temperaturas entre 18°C e 25°C. A mudança no clima traz um alívio para os moradores da Capital, acostumados com dias de calor extremo. Na terça-feira (19), o tempo segue nublado, mas sem previsão de chuva. Já na quarta-feira (20), os cuiabanos devem sentir o dia mais frio da semana, quando os termômetros podem registrar mínima de 16°C. Na quinta e sexta-feira (21 e 22), o clima permanece ameno, com máxima de 27°C e mínima de 17°C. Em Chapada dos Guimarães, a chuva também marca presença nesta segunda-feira. O município turístico deve manter temperaturas mais baixas ao longo da semana, com mínimas previstas de 16°C. No norte do Estado, Sinop terá tempo firme, sem previsão de chuva. As temperaturas variam entre 21°C e 26°C, mantendo clima mais estável durante os próximos dias. Em cidades como Rondonópolis, Lucas do Rio Verde, Primavera do Leste, Cáceres, Campo Verde e Sorriso, o calor continua mais presente, embora com temperaturas menos extremas em comparação às últimas semanas. Nessas regiões, as mínimas ficam em torno de 18°C, enquanto as máximas seguem elevadas, mas dentro de um cenário mais ameno para esta época do ano. A previsão indica uma semana de clima mais agradável em Mato Grosso, especialmente após o período de altas temperaturas registrado recentemente em diversas cidades do Estado.
Mercado de trabalho muda em Cuiabá e empresas enfrentam falta de mão de obra
Com vagas sobrando em setores como construção civil, Prefeitura amplia ações para aproximar trabalhadores das oportunidades e moderniza serviços de empregabilidade. O mercado de trabalho em Cuiabá atravessa uma mudança significativa no perfil das contratações e na relação entre empresas e trabalhadores. Diferente de anos anteriores, quando o maior desafio era a disputa por poucas vagas, alguns setores da economia agora enfrentam dificuldades para encontrar profissionais disponíveis ou qualificados para preencher as oportunidades abertas. A construção civil aparece entre os segmentos mais impactados pela escassez de mão de obra. Segundo o secretário municipal de Trabalho, Emprego e Empreendedorismo, Nivaldo Carvalho, o setor enfrenta resistência principalmente entre os trabalhadores mais jovens, que têm buscado vagas com menor esforço físico e melhores condições de conforto. De acordo com o secretário, o crescimento do setor de serviços também tem influenciado diretamente essa transformação. Funções administrativas, atendimento e atividades em ambientes climatizados passaram a despertar maior interesse entre os candidatos, alterando o perfil da procura por emprego na capital. Diante desse novo cenário, a Prefeitura de Cuiabá reformulou a atuação da Secretaria Municipal de Trabalho, Emprego e Empreendedorismo para ampliar o acesso da população aos serviços de empregabilidade e aproximar empresas dos trabalhadores. Uma das mudanças foi a transferência da sede da secretaria para a Praça Rachid Jaudy, além da instalação de um novo ponto de atendimento no Centro Integrado de Atendimento ao Contribuinte (CIAC), na Praça Alencastro. Segundo a gestão municipal, a presença em regiões centrais aumentou significativamente a procura pelos serviços oferecidos. Além do atendimento presencial, equipes da secretaria passaram a atuar diretamente em escolas, universidades e instituições de ensino, promovendo ações de orientação profissional e divulgação de vagas. Empresas também passaram a receber visitas da equipe técnica para ampliar o cadastramento de oportunidades no Sistema Nacional de Emprego (Sine Municipal). A administração municipal ainda estuda a implantação de novos postos de atendimento em regiões estratégicas, como o Distrito Industrial e a Feira do Porto, buscando facilitar o acesso dos trabalhadores aos serviços e aproximar as vagas das comunidades. Outra frente adotada pela prefeitura envolve a integração entre diferentes secretarias municipais. Em parceria com áreas como Assistência Social e Secretaria da Mulher, ações itinerantes vêm sendo realizadas nos bairros, levando serviços de encaminhamento profissional e processos seletivos diretamente para a população. No bairro Tijucal, por exemplo, empresários parceiros foram convidados a participar presencialmente de um mutirão de empregabilidade, realizando entrevistas e seleções no próprio local. A proposta é reduzir distâncias entre empresas e trabalhadores, facilitando contratações e diminuindo o tempo de deslocamento diário da população. Além da intermediação de vagas, a secretaria também reforçou os serviços gratuitos de elaboração de currículos, preparação para entrevistas e orientação profissional, buscando melhorar o desempenho dos candidatos nos processos seletivos. A modernização tecnológica também integra os projetos da pasta. A Prefeitura trabalha no desenvolvimento de ferramentas digitais para cadastro de vagas e busca de oportunidades pela internet, integradas ao site oficial do município e ao aplicativo Smart Cuiabá. A expectativa da gestão é que o fortalecimento de eventos culturais, comerciais e de entretenimento em Cuiabá e Várzea Grande também contribua para ampliar a geração de renda e abrir novas oportunidades temporárias em diferentes áreas da economia.