A Polícia Civil de Mato Grosso deflagrou, na manhã desta sexta-feira (7.8), a Operação Discórdia, para cumprir ordens judiciais com foco na desarticulação de uma rede criminosa envolvida em crimes de pedofilia e de indução e instigação à automutilação de crianças e adolescentes por meio de um aplicativo de jogos na internet. A operação, deflagrada com base em investigações da Delegacia de Tapurah, cumpre cinco ordens judiciais, sendo dois mandados de prisão preventiva contra dois investigados, de 19 e 20 anos, além de três mandados de busca e apreensão. Os mandados, expedidos pela Vara Única de Tapurah, foram cumpridos nos estados do Rio de Janeiro, Santa Catarina e Minas Gerais. Entre os crimes investigados estão a indução, a instigação e auxílio à automutilação, ameaças, produção, armazenamento e compartilhamento de pornografia infantil. As investigações tiveram início em abril, após a apreensão de um adolescente de 17 anos, no município de Itanhangá, ocasião em que foram encontradas imagens de pornografia infantil e de automutilação envolvendo crianças e adolescentes no aparelho celular do menor. Duas vítimas menores de idade foram identificadas, sendo uma adolescente de Tapurah e outra do Rio de Janeiro. Em um dos vídeos encontrados no aparelho, uma menor de idade aparecia sangrando. A abordagem das vítimas era realizada por meio do aplicativo Discord. Com o avanço das investigações, foram descobertos grupos na plataforma, o que possibilitou a identificação dos suspeitos apontados como mandantes dos atos praticados pelas vítimas. Para praticar os crimes, os investigados criavam uma situação para conseguir fotos das vítimas nuas e, posteriormente, passavam a exigir que elas enviassem mais imagens (fotos ou vídeos) praticando atos libidinosos e de automutilação, sob pena de terem as imagens já obtidas divulgadas para familiares e na internet. Com base nos elementos apurados, foi representado pelos mandados de prisão e de busca e apreensão contra os investigados, que foram deferidos pela Justiça. Nome da operação Discórdia faz referência ao aplicativo Discord, utilizado pelos investigados para abordar, aliciar e extorquir as vítimas.
Mauro Mendes reage à Operação Heritage e diz que investigação é “armação eleitoreira” para atingir candidatura
Ex-governador afirma que ação da Polícia Federal foi articulada por adversários políticos para influenciar as eleições, nega irregularidades em acordo firmado entre a PGE e a Oi e promete comprovar legalidade dos atos. O candidato ao Senado Mauro Mendes (União Brasil) classificou como uma “armação eleitoreira” a Operação Heritage, deflagrada pela Polícia Federal na quinta-feira (6), e afirmou que a investigação tem motivação política para prejudicar sua candidatura nas eleições deste ano. Em pronunciamento divulgado nas redes sociais, o ex-governador negou qualquer participação em irregularidades envolvendo o acordo firmado entre a Procuradoria-Geral do Estado (PGE) e a empresa Oi, que resultou na devolução de R$ 308 milhões aos cofres públicos. Segundo ele, a negociação foi conduzida dentro da legalidade e passou por diversas instâncias de controle antes de ser homologada pela Justiça. Mendes sustentou que o acordo foi analisado por procuradores, recebeu pareceres favoráveis dos órgãos de fiscalização e foi considerado vantajoso para o Estado. Ele também afirmou que não possui qualquer vínculo com os fundos de investimento que receberam os recursos decorrentes da operação financeira. Durante o pronunciamento, o candidato relacionou a deflagração da operação ao período eleitoral, destacando que a ação ocorreu cerca de 60 dias antes da votação. Para ele, a coincidência de datas reforça a suspeita de uso político da investigação e tem como objetivo enfraquecer seu projeto eleitoral. Sem apresentar provas, Mauro Mendes acusou adversários políticos de anteciparem informações sobre a operação antes mesmo de sua execução. Ele citou nominalmente os candidatos ao Senado Janaina Riva (MDB), Pedro Taques (PSB), Carlos Fávaro (PSD) e o senador Jayme Campos (União Brasil), afirmando que integrantes desse grupo já comentavam sobre a investigação antes da atuação da Polícia Federal. O ex-governador também associou a operação às recentes disputas políticas envolvendo seu grupo, lembrando que Jayme Campos teve a candidatura ao Governo do Estado rejeitada na convenção do União Brasil e que Janaina Riva não foi escolhida para compor como vice a chapa liderada pelo governador Otaviano Pivetta (Republicanos). A Operação Heritage cumpriu mandados de busca e apreensão na residência da família Mendes. Além do candidato, foram alvos a ex-primeira-dama Virginia Mendes e os filhos do casal, Luis Antônio Mendes e Ana Carolinne Mendes Facure. Conforme decisão judicial, os investigados tiveram os passaportes recolhidos e estão proibidos de deixar o país enquanto perdurarem as medidas cautelares. Ao encerrar o pronunciamento, Mauro Mendes afirmou que todas as acusações serão esclarecidas no decorrer das investigações e reiterou que confia na legalidade dos atos praticados durante sua gestão. Segundo ele, a verdade será restabelecida e a operação não impedirá a continuidade de sua campanha ao Senado.
Wellington troca vice na reta final e PL define Alencar Farina para chapa ao Governo de MT
Médico ligado ao PL substitui Marcelo Maluf (Novo), que havia sido anunciado como nome escolhido para a vaga após acordo entre partidos aliados A composição da chapa liderada pelo senador Wellington Fagundes (PL) para a disputa ao Governo de Mato Grosso sofreu uma mudança de última hora. O médico Alencar Farina (PL) foi definido como candidato a vice-governador, substituindo o empresário Marcelo Maluf (Novo), que até então era apontado como nome escolhido para ocupar a vaga. A alteração foi confirmada na noite de quinta-feira (6), após novas articulações entre os partidos que integram o grupo político. A decisão ocorreu um dia depois da convenção do Novo, realizada na quarta-feira (5), quando Maluf havia afirmado publicamente que a candidatura a vice estava consolidada. Na ocasião, o empresário declarou que o acordo entre PL, MDB e Novo estava firmado e que as siglas haviam chegado a um consenso sobre a composição eleitoral. “Martelo batido, prego batido e ponta virada”, afirmou ao comentar a definição. As negociações pela vaga de vice, no entanto, permaneceram em aberto durante parte do período de convenções, principalmente em razão das tratativas envolvendo uma possível adesão do Podemos, partido presidido em Mato Grosso pelo presidente da Assembleia Legislativa, Max Russi. O cenário mudou após o Podemos anunciar apoio ao governador Otaviano Pivetta (Republicanos) e integrar a aliança formada pela Federação União Progressista. Com a saída da legenda das conversas com Wellington, o nome de Marcelo Maluf ganhou força e chegou a ser considerado definido. A composição voltou a ser alterada com a escolha de Alencar Farina pelo PL para completar a chapa majoritária. Maluf, que inicialmente havia colocado seu nome à disposição para disputar o Governo do Estado pelo Novo, havia posteriormente retirado a candidatura ao Executivo e passado a participar das articulações para a vaga de vice. Empresário com atuação em Cuiabá e ligado às tradições culturais da Capital, Maluf era defendido por aliados como um nome capaz de ampliar a presença da chapa na região metropolitana, enquanto Wellington Fagundes mantém uma forte base política em Rondonópolis. Durante as negociações para a aliança, Maluf destacou que o Novo ainda está em fase de construção e que a união com PL e MDB seria uma estratégia para fortalecer o projeto eleitoral. Com a escolha de Farina, a chapa de Wellington Fagundes passa por uma reformulação na reta final das convenções, encerrando uma das principais disputas internas envolvendo a composição do grupo para as eleições estaduais.
Corpo de Bombeiros socorre vítimas de acidente de trânsito na BR-070
Seis pessoas ficaram feridas em uma colisão entre um carro e uma van O Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso (CBMMT), socorreu, na tarde desta quinta-feira (6.8) , seis vítimas de um acidente de trânsito envolvendo a colisão de um carro de passeio e uma van, em Campo Verde (139 km de Cuiabá). A equipe da 11ª Companhia Independente Bombeiro Militar (11ªCIBM) foi acionada, por volta de 16h55, para atender um grave acidente envolvendo um carro e uma van, na rodovia BR-070, com sentido à cidade de Primavera do Leste. Ao chegar ao local, os bombeiros iniciaram o atendimento pré-hospitalar. Uma das vítimas, que estava no interior do carro, apresentava dor intensa no quadril, além de escoriações no cotovelo e joelho. Uma segunda vítima, do veículo de passeio, apresentou sangramento nasal, trauma abdominal e oscilação na saturação de oxigênio, sendo prontamente estabilizada e imobilizada. Durante o socorro, quatro passageiros da van estavam conscientes e com dores, sendo prontamente atendidas. Já o condutor da van e outros cinco passageiros recusaram atendimento. A equipe recebeu apoio de uma unidade de resgate da Secretaria Municipal de Saúde de Campo Verde e as vítimas foram encaminhadas ao Hospital Municipal Coração de Jesus, após a aplicação dos primeiros socorros. Não há informações sobre as circunstâncias do acidente.
AgroFestival transforma Parque Novo Mato Grosso em vitrine da cultura, rodeio e grandes shows neste fim de semana
Evento reúne atrações nacionais, etapa internacional da PBR, tradições mato-grossenses, gastronomia regional e programação gratuita para toda a família entre os dias 7 e 9 de agosto. O Parque Novo Mato Grosso abre as portas nesta sexta-feira (7) para receber a primeira edição do Mato Grosso AgroFestival, evento que promete movimentar Cuiabá durante todo o fim de semana com uma programação voltada à valorização da cultura regional, do agronegócio e do entretenimento. A iniciativa reúne competições de rodeio, apresentações culturais, gastronomia típica e shows de artistas nacionais e regionais. A programação da noite de abertura começa às 18h30, com o acesso do público ao parque. Em seguida, o Rodeio Cutiano dá início às disputas, enquanto o tradicional Siriri leva ao palco uma das principais manifestações da cultura popular mato-grossense. Logo depois, será aberta oficialmente a etapa internacional da Professional Bull Riders (PBR), competição que reúne atletas brasileiros e estrangeiros e terá transmissão pelo BandSports. O encerramento da primeira noite será marcado pelos shows das duplas Cezar & Paulinho e João Bosco & Vinícius, reforçando a proposta do festival de unir tradição sertaneja e grandes atrações musicais. No sábado (8), a programação mantém o ritmo com novas disputas do Rodeio Cutiano e da PBR. O destaque musical fica por conta da dupla George Henrique & Rodrigo, seguida pela apresentação dos mato-grossenses Yuri & Gustavo. Já o domingo (9) será dedicado às tradições religiosas e culturais. O dia começa com a Procissão dos Caminhoneiros e a Cavalgada do AgroFestival, acompanhadas da bênção dos veículos, caminhoneiros e cavaleiros, além de uma missa campal em homenagem a São Cristóvão. Ao meio-dia, o tradicional costelão será servido ao público. Durante a tarde, artistas regionais e grupos culturais se apresentam em uma sequência de atrações que inclui música, viola de cocho, rock e louvor, valorizando a diversidade cultural do Estado. A programação se encerra à noite com a final do Rodeio Cutiano, a decisão da etapa internacional da PBR, uma apresentação de Cururu e o show da dupla Di Paullo & Paulino, responsável por fechar a primeira edição do festival. Além dos espetáculos e competições, o Mato Grosso AgroFestival contará com praça de alimentação, gastronomia regional, espaços voltados ao networking e diversas manifestações culturais, consolidando o evento como uma vitrine da identidade mato-grossense e do potencial econômico ligado ao agronegócio e ao turismo. A realização é da Prefeitura de Cuiabá, em parceria com o Governo de Mato Grosso, Instituto Cordemato e Ministério do Esporte.
Fábio Garcia nega envolvimento em investigação da PF e afirma que nome foi incluído indevidamente na Operação Heritage
Deputado federal diz que não foi alvo de busca e apreensão, contesta vínculos com fundos investigados e sustenta que a Casa Civil não participou do acordo entre o Governo de Mato Grosso e a Oi, alvo de apuração da Polícia Federal. O deputado federal Fábio Garcia (União Brasil), candidato a vice-governador de Mato Grosso, rebateu as suspeitas que o ligam à Operação Heritage, deflagrada pela Polícia Federal para investigar supostas irregularidades no acordo de R$ 308,1 milhões firmado entre o Governo de Mato Grosso e a operadora Oi. Em vídeo divulgado nas redes sociais, o parlamentar afirmou que não foi alvo de busca e apreensão e classificou como falsas as informações que o associam diretamente ao esquema investigado. Garcia reconheceu que seu nome aparece na investigação, mas argumentou que as medidas determinadas pelo Supremo Tribunal Federal (STF) fazem parte da fase de apuração e não representam comprovação de qualquer crime. Segundo ele, não existe um único ato de sua autoria relacionado ao acordo firmado entre o Estado e a empresa de telefonia. O deputado também negou que a Casa Civil, secretaria que comandou durante a gestão do ex-governador Mauro Mendes, tenha participado das tratativas envolvendo a negociação. De acordo com Garcia, o processo nunca passou pela pasta e, por isso, não houve qualquer atuação de sua responsabilidade. Outro ponto contestado pelo parlamentar é a suposta ligação com fundos de investimento citados na investigação da Polícia Federal. Ele afirmou possuir documentos que comprovariam que jamais foi acionista ou cotista das estruturas financeiras mencionadas na decisão judicial. Garcia ainda negou que seu pai tenha participação em um dos fundos investigados, classificando as informações como incorretas. A investigação da PF aponta que recursos relacionados ao acordo com a Oi teriam circulado por diferentes fundos de investimento, entre eles Lotte Word FIDC, Golden Bird FIDC, Silver Bird FIDC, Geonix 95 FIM e Venture Finance FIDC. A decisão do ministro Flávio Dino autorizou a quebra dos sigilos bancário e fiscal de investigados, além do bloqueio de bens até o limite do valor considerado como possível prejuízo aos cofres públicos. Na manifestação, Garcia também associou a divulgação das investigações ao cenário eleitoral de 2026. Segundo ele, adversários políticos estariam utilizando o episódio para desgastar sua imagem e a de aliados. O discurso segue a mesma linha adotada pelo ex-governador Mauro Mendes, que também negou irregularidades e atribuiu a repercussão da operação a uma disputa política antecipada. Ao encerrar o pronunciamento, o deputado afirmou que pretende apresentar documentos para contestar as suspeitas levantadas pela investigação e disse confiar que sua versão será comprovada ao longo do processo. A Operação Heritage permanece em andamento. Além das quebras de sigilo e bloqueios patrimoniais, o STF autorizou outras medidas cautelares contra os investigados. A própria decisão ressalta que as providências têm caráter investigativo e não representam reconhecimento de culpa, cabendo à Polícia Federal aprofundar a apuração para confirmar ou descartar as hipóteses levantadas. Entre os alvos das cautelares estão familiares de Fábio Garcia, do ex-governador Mauro Mendes e do atual secretário da Casa Civil, Mauro Carvalho.
Obras em rodovias de MT alteram o tráfego nesta sexta-feira; confira os trechos com intervenções
Serviços de manutenção e recuperação do pavimento provocam operações de “Pare e Siga” e interdições parciais em pontos das BRs 163 e 364 ao longo do dia. As equipes responsáveis pela manutenção das rodovias federais em Mato Grosso realizam, nesta sexta-feira (7), uma série de obras que exigirão alterações no fluxo de veículos em diferentes trechos das BRs 163 e 364. As intervenções incluem operações no sistema “Pare e Siga” e interdições parciais, com o objetivo de garantir a execução dos serviços e a segurança dos trabalhadores e dos usuários das rodovias. Durante o período diurno, das 7h às 17h, o sistema “Pare e Siga” será adotado no km 704 da BR-163, em Sorriso, e no km 492 da BR-364, em Jangada. No período noturno, das 19h às 4h, o controle do tráfego será realizado no km 499 da BR-364, também em Jangada. Além disso, haverá interdições parciais em diversos pontos da BR-163, nos municípios de Itiquira e Rondonópolis, e da BR-364, nos trechos que passam por Rondonópolis, Juscimeira e Jaciara. As restrições ocorrerão entre 7h e 17h, com bloqueios alternados em um dos sentidos da pista ou em ambos, conforme o andamento das atividades. A orientação aos motoristas é que programem seus deslocamentos com antecedência, respeitem a sinalização temporária, reduzam a velocidade ao se aproximarem das áreas em obras e sigam as orientações das equipes que atuam nos locais. A adoção dessas medidas contribui para a segurança no trânsito e para a agilidade na execução dos serviços de conservação das rodovias.
Seis candidaturas ao governo de MT são oficializadas; apenas uma mulher disputa o Palácio Paiaguás
Com o encerramento das convenções partidárias, partidos definem seus candidatos ao Governo de Mato Grosso. Registros das candidaturas devem ser concluídos até 15 de agosto e a campanha eleitoral começa no dia 16. Com o encerramento das convenções partidárias nesta quarta-feira (5), foi concluída a etapa de definição dos candidatos que disputarão o Governo de Mato Grosso nas Eleições Gerais de 2026. As legendas oficializaram seis candidaturas ao Palácio Paiaguás, que agora aguardam o registro junto à Justiça Eleitoral, procedimento que deve ser realizado até o próximo dia 15 de agosto. Após a entrega dos pedidos de registro, caberá ao Ministério Público Eleitoral analisar a documentação e verificar se todos os requisitos legais foram atendidos. Havendo irregularidades, o órgão poderá solicitar o indeferimento das candidaturas. A campanha eleitoral terá início oficialmente no dia 16 de agosto, quando passam a ser permitidas as ações de propaganda previstas na legislação. Entre os nomes confirmados, apenas uma mulher concorrerá ao cargo de governadora. A médica e empresária Natasha Slhessarenko representa a federação formada por PSD e PDT, tendo como candidato a vice-governador o advogado Diogo Botelho. A principal chapa governista reúne o Republicanos e o União Brasil, com o governador Otaviano Pivetta buscando a reeleição e o deputado federal Fábio Garcia como candidato a vice-governador. Pela aliança entre PL e Novo, o senador Wellington Fagundes foi oficializado como candidato ao governo, tendo como vice o empresário Marcelo Maluf. O partido Missão lançou a candidatura do comunicador Rafael Millas, que terá como companheiro de chapa o empresário Thales Sartorelo. Já o Agir confirmou o nome do Sargento Laudicério para disputar o Executivo estadual, com o produtor rural Beto Possamai como vice. Fechando a relação de candidatos, o Mobiliza oficializou a candidatura do empresário Maurício Coelho, que terá como vice o médico Wagner Malheiros. Com as convenções encerradas, a disputa eleitoral entra agora na fase de registro das candidaturas e preparação para o início oficial da campanha, quando os candidatos poderão apresentar suas propostas ao eleitorado mato-grossense.
Operação Heritage: PF bloqueia bens de 61 pessoas físicas e jurídicas em investigação sobre suposto desvio de R$ 308 milhões em Mato Grosso
Decisão do STF atinge empresários, fundos de investimento, escritórios de advocacia e familiares de autoridades; investigação apura suposto esquema envolvendo acordo entre o Governo de Mato Grosso e a empresa Oi Por Alex Rabelo Jornalista | MT Urgente News A Operação Heritage, deflagrada pela Polícia Federal nesta quinta-feira (6), ganhou novos desdobramentos após a divulgação da decisão do ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), que determinou o bloqueio de bens de 61 pessoas físicas e jurídicas investigadas por suposto envolvimento em um esquema que teria causado um prejuízo superior a R$ 308 milhões aos cofres públicos de Mato Grosso. Segundo reportagem do Gazeta Digital, entre os investigados que tiveram bens indisponibilizados estão familiares do governador Mauro Mendes, do ex-chefe da Casa Civil Mauro Carvalho, além de empresários, fundos de investimento, escritórios de advocacia e empresas que aparecem na investigação conduzida pela Polícia Federal. Entenda o que está sendo investigado De acordo com a investigação, a Polícia Federal apura um suposto esquema financeiro relacionado a um acordo firmado entre o Estado de Mato Grosso e a empresa de telefonia Oi S.A., representada pelo escritório Ricardo Almeida Advogados Associados. A suspeita é de que a estrutura financeira utilizada na operação tenha servido para desviar recursos públicos por meio de fundos de investimento, empresas e outras operações consideradas complexas, com o objetivo de ocultar a origem e a destinação dos valores. Os investigadores apuram possíveis crimes de: Crimes contra o Sistema Financeiro Nacional; Peculato; Lavagem de dinheiro; Organização criminosa; Uso de informação privilegiada (insider trading). STF determinou bloqueio de patrimônio Na decisão, o ministro Flávio Dino autorizou o bloqueio de bens, direitos e valores dos investigados até o limite de R$ 308.123.595,50, valor que corresponde ao suposto prejuízo identificado pela Polícia Federal. Além disso, o magistrado determinou que o valor seja atualizado pela taxa Selic a partir de novembro de 2024, data apontada como o último pagamento relacionado ao acordo investigado. Em um trecho da decisão, o ministro afirma: “Defiro o sequestro de bens, direitos e valores dos investigados (…) até o limite do prejuízo causado ao erário.” Quem está entre os investigados? Segundo a relação divulgada pelo Gazeta Digital, a decisão alcança 61 pessoas físicas e jurídicas. Entre os nomes citados estão: Virginia Raquel Taveira e Silva Mendes Ferreira; Mauro Mendes Ferreira; Luís Antônio Taveira Mendes; Mauro Carvalho Júnior; integrantes da família Garcia; empresas ligadas ao setor de energia; escritórios de advocacia; fundos de investimento; holdings e empresas de participação. A decisão também inclui dezenas de fundos de investimento e empresas que, segundo a investigação, teriam participado da estrutura financeira analisada pela Polícia Federal. Mandados foram cumpridos em diversos locais Além do bloqueio de patrimônio, a Operação Heritage cumpriu 25 mandados de busca e apreensão em Mato Grosso e outros estados. Entre os locais que receberam equipes da Polícia Federal estão: Procuradoria-Geral do Estado de Mato Grosso (PGE); escritórios de advocacia; gestoras de investimentos; corretoras; empresas do setor financeiro; empresas de energia; holdings empresariais. As diligências também ocorreram nos estados de São Paulo, Rondônia e Ceará. Investigação continua Segundo a decisão judicial, as medidas cautelares foram autorizadas para preservar provas e permitir o aprofundamento das investigações. O próprio STF ressalta que o cumprimento das buscas e o bloqueio de bens não representam condenação nem significam reconhecimento de culpa dos investigados. Nesta fase, o objetivo da Polícia Federal é reunir elementos que permitam esclarecer a participação individual de cada pessoa ou empresa mencionada no inquérito. O que acontece agora? Com a operação em andamento, a Polícia Federal continuará analisando documentos, equipamentos eletrônicos e movimentações financeiras apreendidas durante as diligências. Caso sejam reunidos elementos suficientes, o material poderá subsidiar eventual denúncia do Ministério Público. Até lá, todos os investigados permanecem com direito ao contraditório e à ampla defesa, conforme prevê a Constituição Federal. Análise | Alex Rabelo A Operação Heritage passa a ser uma das maiores investigações financeiras já realizadas em Mato Grosso, tanto pelo valor sob apuração quanto pelo número de pessoas físicas e jurídicas alcançadas pelas medidas cautelares. O bloqueio de bens superior a R$ 308 milhões demonstra a dimensão econômica do caso, mas é importante destacar que essa medida tem natureza cautelar. Ela busca garantir eventual ressarcimento ao erário e preservar a eficácia da investigação, não representando uma condenação antecipada. Outro aspecto que chama atenção é a abrangência da investigação, que envolve empresas, fundos de investimento, escritórios de advocacia e pessoas ligadas a diferentes setores econômicos. Isso indica que a Polícia Federal trabalha com a hipótese de uma estrutura financeira complexa para movimentação dos recursos investigados. Nos próximos dias, novos detalhes devem ser divulgados pelas autoridades, permitindo compreender melhor a participação atribuída a cada investigado e os desdobramentos da Operação Heritage. Fonte: Reportagem do Gazeta Digital, assinada pelos jornalistas Yuri Ramires e Pablo Rodrigo, com base na decisão do ministro Flávio Dino (STF) e nas informações da Polícia Federal.
PF investiga suposto esquema de R$ 308 milhões em Mato Grosso e cumpre mandados na PGE; operação mira 25 alvos
Investigação apura suspeitas de peculato, lavagem de dinheiro, uso de informação privilegiada e crimes contra o Sistema Financeiro Nacional; medidas incluem bloqueio de bens, afastamento de sigilos e restrições aos investigados Por Alex Rabelo Jornalista | MT Urgente News A Polícia Federal deflagrou, na manhã desta quinta-feira (6), a Operação Heritage, que investiga um suposto esquema responsável por um prejuízo superior a R$ 308 milhões aos cofres públicos de Mato Grosso. A investigação apura possíveis crimes contra o Sistema Financeiro Nacional, peculato, lavagem de dinheiro e uso indevido de informação privilegiada, além de outras irregularidades que estariam relacionadas a uma operação financeira envolvendo recursos públicos. Ao todo, estão sendo cumpridos 25 mandados de busca e apreensão, expedidos pelo Supremo Tribunal Federal (STF), nos estados de Mato Grosso, São Paulo, Rondônia e Ceará. Segundo informações divulgadas pela Folhamax, uma das diligências ocorreu na Procuradoria-Geral do Estado (PGE), em Cuiabá, além de um escritório de advocacia localizado no edifício Maruanã, na Avenida do CPA. O relator do inquérito é o ministro Flávio Dino. O que está sendo investigado? De acordo com a investigação, o foco da Polícia Federal é um acordo firmado entre o Estado de Mato Grosso e a empresa de telefonia Oi, relacionado à restituição de valores decorrentes de uma disputa tributária. Os investigadores trabalham com a hipótese de que a operação financeira teria sido utilizada para desviar recursos públicos superiores a R$ 308 milhões. Ainda conforme a apuração, os valores teriam sido movimentados por meio de uma estrutura financeira considerada complexa, utilizando: fundos de investimento em cascata; empresas interpostas; pessoas jurídicas utilizadas para ocultar operações; Segundo a linha investigativa, essa estrutura teria servido para dissimular a origem, a movimentação e o destino dos recursos, hipótese que ainda será analisada ao longo do inquérito. Além das buscas, STF determinou medidas cautelares Além dos mandados de busca e apreensão, a decisão judicial autorizou diversas medidas cautelares contra os investigados. Entre elas estão: afastamento dos sigilos bancário e fiscal; bloqueio e indisponibilidade de bens até aproximadamente R$ 316 milhões; proibição de saída do país; recolhimento de passaportes; proibição de contato entre os investigados; outras medidas determinadas pelo Supremo Tribunal Federal. As medidas têm como objetivo preservar a investigação e evitar eventual ocultação de patrimônio ou interferência na apuração. Investigação está em andamento Até o momento, a Polícia Federal informou que a operação busca reunir provas sobre os fatos investigados. Como ocorre em toda investigação criminal, a existência da operação e o cumprimento de mandados não significam condenação dos investigados. Os fatos ainda serão analisados durante o andamento do processo, assegurando-se aos envolvidos o direito ao contraditório e à ampla defesa. Entenda o caso A PF investiga um suposto esquema envolvendo mais de R$ 308 milhões. A apuração está relacionada a um acordo firmado entre o Estado de Mato Grosso e a empresa Oi. Foram cumpridos 25 mandados de busca e apreensão em quatro estados. O STF também determinou bloqueio de bens, quebra de sigilos e outras medidas cautelares. Uma das diligências ocorreu na Procuradoria-Geral do Estado de Mato Grosso. A Operação Heritage chama atenção não apenas pelo valor investigado, mas também pelo alcance das medidas autorizadas pelo Supremo Tribunal Federal. Quando uma investigação reúne buscas em diversos estados, bloqueio de patrimônio superior a R$ 300 milhões, quebra de sigilos e restrições pessoais, demonstra que a apuração é tratada como de alta complexidade pelos órgãos responsáveis. Por outro lado, é importante destacar que esta é uma fase de investigação. Caberá à Polícia Federal reunir as provas, ao Ministério Público apresentar eventual acusação e ao Poder Judiciário decidir, ao final do processo, se houve ou não responsabilidade dos investigados. Nos próximos dias, a expectativa é que novos detalhes sobre a operação sejam divulgados pelas autoridades, esclarecendo o papel de cada investigado e o funcionamento do suposto esquema. Fonte: Folhamax, com base em informações da Polícia Federal e da decisão judicial relacionada à Operação Heritage.