Deputado afirma confiar em acordo com Mauro Mendes, diz que partido decidirá entre candidatura própria ou aliança com Otaviano Pivetta e defende que disputa ao governo fortalece chapas proporcionais.
A dez dias da convenção estadual do União Brasil, marcada para 30 de julho, o deputado estadual Júlio Campos afirmou que o partido vive um momento decisivo para a definição da estratégia eleitoral de 2026. Apesar de a convocação oficial do encontro ainda não ter sido publicada, o parlamentar garantiu que a mobilização da militância já está em andamento e demonstrou confiança de que o senador Jayme Campos será escolhido como candidato da legenda ao Governo de Mato Grosso.
Segundo Júlio, a ausência do edital de convocação não compromete a preparação do evento, já que convencionais e lideranças do interior já estariam organizando a participação na convenção. O deputado ressaltou que acredita no compromisso firmado pelo presidente estadual do União Brasil, o ex-governador Mauro Mendes, quanto à realização da votação.
Ao comentar a articulação interna, Júlio rejeitou a ideia de que exista um “Grupo Campos” dentro da sigla. Para ele, o movimento reúne deputados estaduais, prefeitos, vereadores e convencionais que defendem um projeto partidário, baseado na apresentação de candidatura própria ao Palácio Paiaguás no primeiro turno, em vez de uma aliança imediata com o Republicanos, partido do governador Otaviano Pivetta.
O parlamentar argumentou que disputar o governo é fundamental para fortalecer o desempenho eleitoral da legenda nas eleições proporcionais. Conforme avaliou, a ausência de uma candidatura majoritária poderia reduzir significativamente a bancada do União Brasil tanto na Câmara Federal quanto na Assembleia Legislativa de Mato Grosso.
Júlio Campos também revelou que há tratativas avançadas com partidos aliados para consolidar o projeto eleitoral. Segundo ele, caso Jayme Campos seja homologado como candidato ao governo, o Progressistas, que integra a federação com o União Brasil, deverá acompanhar a decisão. O plano prevê ainda a confirmação de Mauro Mendes como candidato ao Senado, além da homologação das chapas de deputados federais e estaduais.
Sobre o ambiente interno da convenção, o deputado afirmou que os 48 convencionais deverão escolher entre duas propostas distintas: lançar candidatura própria ao Governo de Mato Grosso ou apoiar, já no primeiro turno, a candidatura de Otaviano Pivetta. Para Júlio, o processo demonstra o caráter democrático da legenda e será decidido por votação secreta.
Na composição defendida pelo grupo favorável à candidatura própria, Jayme Campos encabeçaria a disputa pelo governo, Mauro Mendes concorreria ao Senado, enquanto a vaga de vice-governador seria destinada a um partido aliado, como o Podemos, e a segunda candidatura ao Senado poderia ser negociada com o MDB ou outra legenda da base.
Mesmo diante da possibilidade de derrota na convenção, Júlio Campos evitou trabalhar com cenários alternativos. O deputado afirmou acreditar que a maioria dos convencionais apoiará a candidatura de Jayme Campos e demonstrou confiança de que o projeto será aprovado durante o encontro partidário.

