A Polícia Civil de Mato Grosso deflagrou, na manhã desta quinta-feira (17), a Operação “Passagem Oculta”, com o objetivo de desarticular um grupo criminoso envolvido em uma tentativa de roubo a uma cooperativa de crédito em Cuiabá. Ao todo, foram cumpridas 12 ordens judiciais nas cidades de Cuiabá e Várzea Grande.
As determinações incluem quatro mandados de prisão preventiva, quatro de busca e apreensão — com abrangência domiciliar, pessoal e veicular — além de quatro quebras de sigilo de dados. As medidas foram autorizadas pelo Núcleo de Justiça 4.0 do Juiz das Garantias, com base em investigações conduzidas pela Gerência de Combate ao Crime Organizado (GCCO).
O caso remete a um crime ocorrido no fim de junho de 2025, quando integrantes da organização invadiram uma residência no bairro Recanto dos Pássaros, vizinha a uma agência localizada na Avenida das Torres. Durante a ação, três moradores foram mantidos em cárcere privado por cerca de quatro horas, sob ameaça de arma de fogo.
Segundo a investigação, o plano consistia em abrir uma passagem na parede que separava o imóvel da cooperativa para acessar o cofre e subtrair valores estimados em até R$ 1 milhão. A ação, no entanto, foi interrompida após intervenção da Polícia Militar. Um dos suspeitos morreu em confronto no local e outro acabou preso em flagrante, sendo posteriormente condenado.
Com o avanço das diligências, a GCCO identificou a participação de outros quatro integrantes, que atuariam de forma estruturada, com funções divididas entre execução, logística, transporte e monitoramento.
Os investigados devem responder por roubo majorado, com agravantes como uso de arma de fogo, restrição da liberdade das vítimas e atuação em grupo. As prisões foram solicitadas pelo delegado responsável, Igor Sasaki, e autorizadas pela Justiça com base na gravidade do caso, no nível de planejamento da ação e no risco de reiteração criminosa.
A ofensiva faz parte do planejamento estratégico da Polícia Civil para 2026, inserida na Operação Pharus, dentro do programa estadual de enfrentamento às facções criminosas. As ações também integram a Operação Nacional da Renorcrim, coordenada pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública, que promove atuação integrada das polícias civis em todo o país no combate ao crime organizado.




