Polícia Civil cumpre mandados de prisão e busca e apreensão contra investigado apontado como braço operacional de integrante da liderança de organização criminosa
A Polícia Civil de Mato Grosso deflagrou, nesta quarta-feira (26.8), a segunda fase da Operação Roleta Russa, com o cumprimento de um mandado de prisão preventiva e um de busca e apreensão contra um investigado por suposta atuação em uma organização criminosa envolvida com tráfico de drogas e lavagem de dinheiro. As ordens judiciais foram expedidas pelo Núcleo de Justiça 4.0 do Juízo das Garantias.
A investigação, conduzida pela Gerência de Combate ao Crime Organizado e pela Delegacia de Repressão ao Crime Organizado (GCCO/Draco), aponta que o alvo teria prestado apoio operacional a um integrante do núcleo de liderança da facção, atualmente preso na Penitenciária Central do Estado (PCE).
Além da prisão e das buscas, a Justiça determinou o bloqueio de até R$ 100 mil em ativos financeiros do principal investigado. Também foi autorizado o bloqueio de até R$ 20 mil de outro investigado e de uma empresa registrada em seu nome.
Segundo a Polícia Civil, a segunda fase foi desencadeada a partir do avanço das apurações e da análise de materiais apreendidos durante a primeira etapa da operação, realizada em maio deste ano. As informações obtidas permitiram identificar novas ações atribuídas ao suspeito, principalmente relacionadas à ocultação de patrimônio e à movimentação de recursos que teriam origem nas atividades criminosas.
Entre os elementos levantados está a negociação e ocultação de veículos supostamente pertencentes à organização. Um dos bens identificados é um Toyota Corolla Cross, avaliado em mais de R$ 150 mil. Conforme a investigação, o veículo seria do integrante da facção que está preso, mas teria sido transferido para o nome da mãe do investigado. O automóvel permanecia na residência do alvo e estaria disponível para outra integrante do grupo.
As apurações também apontaram que o suspeito teria participado da intermediação da compra de outro veículo, adquirido pelo integrante preso e posteriormente destinado a uma mulher ligada à organização criminosa.
No âmbito financeiro, os investigadores identificaram uma sequência de transações realizadas por Pix, rateios e transferências bancárias. Os valores teriam circulado por contas do próprio investigado e também de terceiros, indicando, segundo a Polícia Civil, uma possível estratégia para dificultar o rastreamento dos recursos atribuídos à organização criminosa.
As informações reunidas durante a investigação indicam ainda que o suspeito manteria vínculo com o integrante da facção preso há cerca de cinco anos. Nesse período, ele teria desempenhado funções de apoio à estrutura criminosa e participado do cumprimento de regras impostas pelo grupo.
As diligências também levantaram suspeitas sobre possível envolvimento do investigado em outros crimes, entre eles posse ilegal de arma de fogo e homicídios. Esses fatos continuam sendo apurados pela Polícia Civil.
A primeira fase da Operação Roleta Russa foi realizada em maio de 2026, quando foram cumpridas 12 ordens judiciais contra integrantes de uma facção criminosa investigados por tráfico de drogas, extorsão e outros crimes praticados em Cuiabá. Na ocasião, o principal alvo era apontado como um dos conselheiros da organização.
Com a nova etapa, a GCCO/Draco busca ampliar o mapeamento da estrutura criminosa e identificar outros envolvidos na movimentação, ocultação e administração de recursos provenientes das atividades ilícitas.


