Articulação do Republicanos mira Mato Grosso e reacende debate sobre o futuro do palanque bolsonarista no Estado
Por: Alex Rabelo
Jornalista e Estrategista Político | DRT 3336
MT Urgente News
As articulações para a sucessão presidencial de 2026 começam a produzir reflexos diretos em Mato Grosso. Uma negociação envolvendo o Partido Liberal (PL) e o Republicanos voltou a colocar o senador Wellington Fagundes no centro das discussões nacionais.
Segundo revelou a coluna de Igor Gadelha, do Metrópoles, o Republicanos condicionou o apoio à eventual candidatura presidencial do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) à construção de alianças em quatro estados considerados estratégicos: Minas Gerais, Espírito Santo, Acre e Mato Grosso.
No caso mato-grossense, a exigência é clara: o Republicanos pretende que o PL abra mão da pré-candidatura de Wellington Fagundes ao Governo do Estado para apoiar a tentativa de reeleição do governador Otaviano Pivetta, filiado à legenda.
A articulação, segundo a publicação, conta com a participação do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, uma das principais lideranças nacionais do Republicanos.
Nova tentativa de mudar o cenário em Mato Grosso
A movimentação chama atenção porque não é a primeira vez que surgem articulações visando alterar o cenário eleitoral em Mato Grosso.
Nos últimos meses, diferentes setores políticos passaram a defender uma composição em torno de Otaviano Pivetta, mesmo diante das reiteradas manifestações do PL em favor da candidatura própria de Wellington Fagundes.
O episódio reforça a percepção de que Mato Grosso se tornou uma das peças mais importantes no tabuleiro das negociações nacionais entre PL e Republicanos.
PL mantém discurso de candidatura própria

Até o momento, porém, a posição oficial do Partido Liberal permanece a mesma.
O presidente nacional da legenda, Valdemar Costa Neto, já declarou publicamente que Wellington Fagundes é o nome do partido para disputar o Governo de Mato Grosso.
A defesa também foi reforçada pelo senador Flávio Bolsonaro durante sua recente passagem por Cuiabá, quando participou da Marcha para Jesus. Na ocasião, Flávio voltou a afirmar que Wellington é o pré-candidato do PL ao Palácio Paiaguás e destacou sua parceria histórica com a família Bolsonaro.
Liderança nas pesquisas aumenta o peso das negociações
As negociações ganham ainda mais relevância porque Wellington Fagundes aparece entre os principais nomes da disputa ao Governo de Mato Grosso nas pesquisas eleitorais divulgadas até o momento.
Esse cenário torna a tentativa de retirar Wellington da disputa ainda mais emblemática. Afinal, quando um nome lidera ou aparece competitivo nas pesquisas, qualquer movimentação para tirá-lo do jogo eleitoral passa a levantar questionamentos nos bastidores.
A pergunta que fica é: existe alguma leitura interna indicando que, com Wellington candidato, determinados grupos podem perder espaço no projeto de poder estadual?
Não há, até o momento, pesquisa pública que comprove essa tese. Mas o fato é que as sucessivas articulações para tentar construir outro caminho mostram que há forte pressão política sobre o futuro da candidatura do senador.
Convenções serão decisivas
Nos bastidores, a avaliação é de que a definição deverá ocorrer apenas durante o período das convenções partidárias, previstas para o início de agosto.
Até lá, as conversas prometem se intensificar.
A grande dúvida que permanece é se o PL manterá sua decisão de lançar Wellington Fagundes ao Governo de Mato Grosso ou se aceitará uma composição nacional em troca do fortalecimento da candidatura presidencial de Flávio Bolsonaro.
Por enquanto, a posição oficial do partido continua sendo a de que Wellington Fagundes segue como pré-candidato ao Governo do Estado, apesar das sucessivas tentativas de construção de um cenário diferente nos bastidores políticos.
Fonte: Coluna de Igor Gadelha, Metrópoles.


