O senador Wellington Fagundes (PL), pré-candidato ao Governo de Mato Grosso, reuniu-se com cerca de 25 empresários do setor de transporte de cargas durante encontro realizado na sede do Sindicato das Empresas de Transporte de Cargas no Estado de Mato Grosso (Sindmat). Na ocasião, o parlamentar ouviu demandas da categoria relacionadas à Medida Provisória nº 1343/2026, que tramita no Congresso Nacional.
A proposta prevê o fortalecimento dos mecanismos de fiscalização do piso mínimo do frete rodoviário, além da instituição de um piso salarial nacional para motoristas de longa distância. O texto também contempla a anistia de caminhoneiros multados em razão dos bloqueios realizados em rodovias após as eleições de 2022, dispositivo incluído pela comissão mista responsável pela análise da matéria.
Durante a reunião, Wellington destacou a importância de garantir condições justas para os caminhoneiros, sem comprometer a atividade dos transportadores.
“Temos que ter um frete justo e um motorista valorizado. O Brasil não pode mais aceitar a exploração do trabalhador, mas também não podemos criar uma legislação que inviabilize o setor de transporte”, afirmou.
O senador ressaltou que alguns pontos da medida ainda geram divergências entre transportadores e caminhoneiros. Por isso, defendeu a realização de um amplo debate para buscar equilíbrio entre os interesses dos diversos segmentos envolvidos.
Presidente da Frente Parlamentar de Logística e Infraestrutura (Frenlogi) e líder do Bloco Vanguarda no Senado Federal, Wellington afirmou que trabalhará para que a relatoria da proposta fique sob responsabilidade de um parlamentar com conhecimento do setor e disposição para promover audiências públicas.
“Vamos ouvir todos os lados: trabalhadores e empregadores. Precisamos compreender que o caminhoneiro é fundamental para a economia brasileira e deve ter condições de trabalho dignas e valorizadas”, explicou.
O pré-candidato também criticou a falta de investimentos do Governo Federal em estruturas de apoio aos profissionais da estrada.
“O governo poderia ter feito muito mais pelos caminhoneiros. Precisamos de locais adequados de parada e descanso. O mundo evoluiu e esses trabalhadores não podem continuar passando meses longe de casa sem a infraestrutura necessária”, disse.
Durante o encontro, Wellington relembrou sua atuação em defesa do setor de transporte, especialmente na luta pela duplicação da BR-163 entre Cuiabá e Rondonópolis.
“Hoje a BR-163 está duplicada de Cuiabá até a divisa com Mato Grosso do Sul. Tenho convicção de que essa obra já salvou inúmeras vidas”, destacou.
O senador também afirmou que uma das prioridades atuais é a duplicação da BR-070, no trecho entre Campo Verde, Primavera do Leste e Barra do Garças. Segundo ele, a demanda se torna ainda mais urgente diante da conclusão do terminal ferroviário da Malha Norte, em Dom Aquino, que deverá ampliar significativamente o fluxo de caminhões na região.
A preocupação com a segurança viária ganhou ainda mais relevância após o grave acidente registrado nesta semana na BR-070, quando uma colisão frontal entre um veículo de passeio e uma carreta resultou na morte de três pessoas.
Ao final da reunião, o presidente do Sindmat, Eleus Vieira, e o diretor do Sest Senat, Júlio Nunes, destacaram a atuação de Wellington Fagundes em defesa dos caminhoneiros e transportadores de cargas.
“Wellington sempre defendeu a classe dos caminhoneiros e dos transportadores ao longo de sua vida pública. Por isso, promovemos este encontro para apresentar nossas demandas. Sabemos que ele buscará o diálogo e o melhor encaminhamento possível dessa matéria no Senado Federal”, afirmou Eleus Vieira.

