O presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), Max Russi (Podemos), destacou o compromisso junto ao município de Rosário Oeste nos seus 165 anos de emancipação político-administrativa, celebrados nesta quinta-feira (25). O parlamentar frisou a importância da cidade para o estado e reafirmou seu comprometimento com o desenvolvimento do município por meio de ações em diversas áreas. Ao longo dos últimos anos, Max tem contribuído com Rosário Oeste por meio da destinação de emendas parlamentares para a saúde, infraestrutura, agricultura familiar e cultura, promovendo melhorias que impactam diretamente a qualidade de vida da população. “Rosário Oeste tem uma história de luta, tradição e gente trabalhadora que ajuda a construir Mato Grosso todos os dias. Tenho muito orgulho de contribuir com o desenvolvimento do município e acompanhar de perto os avanços conquistados. Parabéns pelos 165 anos e que essa trajetória continue sendo marcada por crescimento, oportunidades e qualidade de vida para a população”, afirmou o presidente da ALMT. Entre os investimentos destinados à cidade está a aquisição de uma ambulância, reforçando o atendimento à população e garantindo mais agilidade nos serviços de saúde. Na agricultura familiar, os recursos possibilitaram a compra de maquinários como pá-carregadeira, trator, motoniveladora e retroescavadeira, fortalecendo o trabalho dos produtores rurais. Os moradores do bairro Nossa Senhora Aparecida também já contam com as obras de pavimentação asfáltica na região, proporcionando melhores condições de trafegabilidade. Na área cultural, os incentivos no tradicional Festival de Praia seguem fortalecendo o lazer e impulsionando o comércio local. Max também desejou prosperidade aos moradores e ressaltou que continuará o trabalho de viabilizar novos investimentos para o município. “Quero deixar meu abraço a cada rosariense. Que venham muitos anos de desenvolvimento, geração de empregos e melhorias para a população. Seguiremos trabalhando para que Rosário Oeste continue avançando”, completou.
Defensoria ajuda famílias a garantir direitos após a morte de parentes com mutirão gratuito em Mato Grosso
Ação “Meu Pai Tem Nome” recebe inscrições até 30 de junho e oferece suporte para reconhecimento de paternidade, emissão de certidão de óbito tardia e regularização de documentos essenciais. A Defensoria Pública do Estado de Mato Grosso (DPEMT) está intensificando o atendimento gratuito às famílias que enfrentam dificuldades para regularizar documentos de parentes falecidos ou comprovar vínculos familiares. A iniciativa integra o mutirão “Meu Pai Tem Nome”, que segue com inscrições abertas em todo o estado até o próximo dia 30 de junho. A ação busca assegurar direitos fundamentais relacionados à identidade civil e ao acesso a benefícios previdenciários, heranças e outros serviços que dependem da documentação regularizada. Entre os atendimentos mais procurados estão o reconhecimento de paternidade após a morte do suposto pai e a emissão tardia da certidão de óbito. Segundo a defensora pública Elianeth Nazário, que atua há mais de uma década na área de mediação e conciliação da instituição em Cuiabá, o reconhecimento de paternidade pode ser realizado por meio de exames de DNA feitos gratuitamente com familiares consanguíneos do falecido, como irmãos, pais ou outros filhos. Além da comprovação genética, o procedimento também pode contar com mediação familiar e apresentação de provas documentais e testemunhais que reforcem a existência do vínculo. Quando há consenso entre os envolvidos, o processo tende a ser mais ágil e menos desgastante para a família. Outro serviço importante oferecido pela Defensoria é o registro tardio de óbito. Em muitos casos, os familiares perdem o prazo legal para comunicar o falecimento ao cartório, o que impede a obtenção da certidão de óbito e dificulta o acesso a direitos como pensão por morte, inventário, transferência de bens e encerramento de contas bancárias. Nessas situações, a DPEMT ingressa com as medidas judiciais necessárias para viabilizar a emissão do documento, garantindo segurança jurídica aos familiares e permitindo a regularização da situação civil da pessoa falecida. Para solicitar o reconhecimento de paternidade “post mortem”, os interessados devem apresentar documentos pessoais atualizados, a certidão de óbito do suposto pai e os contatos de pelo menos três testemunhas que possam contribuir para a comprovação do vínculo familiar. O mutirão representa uma oportunidade para que famílias em situação de vulnerabilidade resolvam pendências documentais sem custos, assegurando direitos e promovendo cidadania em um momento que, muitas vezes, já é marcado pela dor da perda.
45ª Festa de São Pedro mobiliza Bonsucesso e deve atrair mais de 10 mil pessoas em celebração da fé e da cultura ribeirinha
Tradição que atravessa gerações reúne gastronomia típica, manifestações culturais e religiosidade em um dos eventos mais emblemáticos de Várzea Grande A comunidade de Bonsucesso já vive a expectativa para a 45ª edição da Festa de São Pedro, uma das celebrações mais tradicionais de Várzea Grande e referência na preservação da cultura ribeirinha mato-grossense. Marcado para os dias 28 e 29 de junho, o evento deve reunir mais de 10 mil pessoas entre moradores, turistas e visitantes da região metropolitana em uma programação que une fé, tradição, gastronomia e manifestações culturais. Dedicada a São Pedro, padroeiro dos pescadores, a festa é considerada um patrimônio afetivo da comunidade e mantém viva uma história construída ao longo de mais de quatro décadas por famílias que ajudaram a formar a identidade local. A celebração é reconhecida pela forte participação popular e pela valorização dos costumes que atravessam gerações. Os preparativos já movimentam dezenas de voluntários. Desde o início da semana, moradores trabalham na limpeza e preparo de cerca de cinco toneladas de peixe que serão distribuídas gratuitamente ao público. A força-tarefa envolve famílias da comunidade e colaboradores de localidades vizinhas, reforçando o espírito coletivo que marca a realização do evento. Para a coordenadora da festa, Gislene Kelly de Magalhães, conhecida como Gika de Bonsucesso, a mobilização demonstra o orgulho da população em preservar uma tradição que representa a essência da comunidade. Segundo ela, a expectativa é superar os números da edição anterior, quando foram servidas mais de sete mil refeições. Outro personagem importante da história da celebração é o festeiro Ivanildo Gonçalves da Silva, o Conhaque, que acompanha a festa desde a infância. Ele destaca que o evento faz parte da trajetória de muitas famílias da região e representa um compromisso com a preservação das raízes culturais de Bonsucesso. A Prefeitura de Várzea Grande participa da organização por meio da Secretaria Municipal de Educação, Cultura, Esporte e Lazer (SMECEL), da Superintendência de Cultura e da Secretaria Municipal de Serviços Públicos e Mobilidade Urbana. Além do apoio logístico e estrutural, a administração municipal realiza ações de limpeza, manutenção e melhorias na comunidade para garantir segurança e conforto aos visitantes. A programação cultural também será um dos destaques da festa. Estão previstas apresentações de Cururu, Siriri, grupos folclóricos, associações culturais de Várzea Grande e Cuiabá, além de apresentações dos corais das escolas municipais. As atividades reforçam o compromisso com a valorização das expressões artísticas que compõem a identidade cultural mato-grossense. Para a secretária municipal de Educação, Cultura, Esporte e Lazer, Maria Fernanda Figueiredo, apoiar a Festa de São Pedro significa investir na preservação da memória e do patrimônio cultural do município. Ela destaca que iniciativas como essa fortalecem os laços comunitários, incentivam o turismo cultural e mantêm vivas as tradições que fazem parte da história várzea-grandense. Com entrada gratuita, a 45ª Festa de São Pedro promete transformar Bom Sucesso em um grande palco de celebração da fé, da cultura e da culinária regional. Entre pratos típicos à base de peixe, apresentações culturais e momentos de devoção, o evento reafirma o protagonismo de uma comunidade que há 45 anos mantém viva uma das mais importantes tradições populares de Mato Grosso.
Pressão nacional pode colocar candidatura de Wellington Fagundes novamente no centro das negociações para 2026
Articulação do Republicanos mira Mato Grosso e reacende debate sobre o futuro do palanque bolsonarista no Estado Por: Alex Rabelo Jornalista e Estrategista Político | DRT 3336 MT Urgente News As articulações para a sucessão presidencial de 2026 começam a produzir reflexos diretos em Mato Grosso. Uma negociação envolvendo o Partido Liberal (PL) e o Republicanos voltou a colocar o senador Wellington Fagundes no centro das discussões nacionais. Segundo revelou a coluna de Igor Gadelha, do Metrópoles, o Republicanos condicionou o apoio à eventual candidatura presidencial do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) à construção de alianças em quatro estados considerados estratégicos: Minas Gerais, Espírito Santo, Acre e Mato Grosso. No caso mato-grossense, a exigência é clara: o Republicanos pretende que o PL abra mão da pré-candidatura de Wellington Fagundes ao Governo do Estado para apoiar a tentativa de reeleição do governador Otaviano Pivetta, filiado à legenda. A articulação, segundo a publicação, conta com a participação do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, uma das principais lideranças nacionais do Republicanos. Nova tentativa de mudar o cenário em Mato Grosso A movimentação chama atenção porque não é a primeira vez que surgem articulações visando alterar o cenário eleitoral em Mato Grosso. Nos últimos meses, diferentes setores políticos passaram a defender uma composição em torno de Otaviano Pivetta, mesmo diante das reiteradas manifestações do PL em favor da candidatura própria de Wellington Fagundes. O episódio reforça a percepção de que Mato Grosso se tornou uma das peças mais importantes no tabuleiro das negociações nacionais entre PL e Republicanos. PL mantém discurso de candidatura própria Até o momento, porém, a posição oficial do Partido Liberal permanece a mesma. O presidente nacional da legenda, Valdemar Costa Neto, já declarou publicamente que Wellington Fagundes é o nome do partido para disputar o Governo de Mato Grosso. A defesa também foi reforçada pelo senador Flávio Bolsonaro durante sua recente passagem por Cuiabá, quando participou da Marcha para Jesus. Na ocasião, Flávio voltou a afirmar que Wellington é o pré-candidato do PL ao Palácio Paiaguás e destacou sua parceria histórica com a família Bolsonaro. Liderança nas pesquisas aumenta o peso das negociações As negociações ganham ainda mais relevância porque Wellington Fagundes aparece entre os principais nomes da disputa ao Governo de Mato Grosso nas pesquisas eleitorais divulgadas até o momento. Esse cenário torna a tentativa de retirar Wellington da disputa ainda mais emblemática. Afinal, quando um nome lidera ou aparece competitivo nas pesquisas, qualquer movimentação para tirá-lo do jogo eleitoral passa a levantar questionamentos nos bastidores. A pergunta que fica é: existe alguma leitura interna indicando que, com Wellington candidato, determinados grupos podem perder espaço no projeto de poder estadual? Não há, até o momento, pesquisa pública que comprove essa tese. Mas o fato é que as sucessivas articulações para tentar construir outro caminho mostram que há forte pressão política sobre o futuro da candidatura do senador. Convenções serão decisivas Nos bastidores, a avaliação é de que a definição deverá ocorrer apenas durante o período das convenções partidárias, previstas para o início de agosto. Até lá, as conversas prometem se intensificar. A grande dúvida que permanece é se o PL manterá sua decisão de lançar Wellington Fagundes ao Governo de Mato Grosso ou se aceitará uma composição nacional em troca do fortalecimento da candidatura presidencial de Flávio Bolsonaro. Por enquanto, a posição oficial do partido continua sendo a de que Wellington Fagundes segue como pré-candidato ao Governo do Estado, apesar das sucessivas tentativas de construção de um cenário diferente nos bastidores políticos. Fonte: Coluna de Igor Gadelha, Metrópoles.
Safra recorde expõe gargalo na armazenagem e impulsiona uso de silo bolsa em Mato Grosso
Com déficit superior a 45 milhões de toneladas, produtores recorrem à tecnologia para armazenar grãos nas propriedades e ganhar autonomia na comercialização. A expectativa de mais uma safra recorde em Mato Grosso reacende um dos principais desafios do agronegócio estadual: a insuficiência da estrutura de armazenagem. Embora o estado lidere o ranking nacional em capacidade instalada para estocagem de grãos, o crescimento da produção continua avançando em ritmo superior à expansão dos armazéns, ampliando um gargalo que afeta diretamente a logística, os custos operacionais e a rentabilidade no campo. Sem espaço suficiente para armazenar toda a produção, muitos produtores são obrigados a escoar os grãos imediatamente após a colheita, período em que há maior concentração da oferta. O cenário resulta em filas nas unidades recebedoras, aumento dos custos com transporte e redução do poder de negociação dos agricultores, que acabam vendendo a produção em momentos menos favoráveis do mercado. Diante dessa realidade, o silo bolsa tem ganhado espaço como alternativa prática e econômica para ampliar a capacidade de armazenamento dentro das propriedades rurais. A tecnologia permite conservar os grãos por períodos mais longos, oferecendo ao produtor maior flexibilidade para definir o momento da comercialização. Para o vice-presidente Oeste da Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja MT), Gilson Antunes de Melo, a deficiência na armazenagem compromete o planejamento das atividades e limita a autonomia dos agricultores. Segundo ele, durante a colheita, a concentração da produção em poucos armazéns gera atrasos que impactam diretamente a produtividade e os resultados financeiros das propriedades. Gilson destaca que o silo bolsa se consolidou como uma solução eficiente para enfrentar esse cenário, principalmente por exigir menor investimento inicial em comparação às estruturas convencionais. Além de preservar a qualidade dos grãos, a ferramenta permite que o produtor aguarde períodos mais favoráveis para negociar a produção, aumentando as chances de obter melhores preços. Dados do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (IMEA) mostram que Mato Grosso possui capacidade para armazenar cerca de 57,9 milhões de toneladas de grãos. Apesar do volume expressivo, essa estrutura atende pouco mais da metade da produção estadual, resultando em um déficit estimado em 45,28 milhões de toneladas. O descompasso evidencia a necessidade de investimentos contínuos em infraestrutura para acompanhar o avanço da agricultura mato-grossense. Na região de Campos de Júlio, o produtor rural Ivo Frohlich Júnior afirma que a adoção do silo bolsa trouxe mais independência na gestão da produção. Segundo ele, a possibilidade de armazenar o milho na propriedade permite aguardar melhores oportunidades de mercado, reduzindo a pressão para vender durante a colheita e diminuindo despesas com frete e armazenagem terceirizada. Para Ivo, a tecnologia se tornou uma ferramenta estratégica dentro da fazenda, especialmente diante das limitações da estrutura tradicional disponível no estado. Ele avalia que a tendência é de crescimento no uso do sistema, à medida que mais produtores buscam alternativas para aumentar a rentabilidade e melhorar o controle sobre a comercialização dos grãos. Enquanto soluções definitivas para ampliar a capacidade de armazenagem ainda dependem de investimentos de longo prazo, o silo bolsa segue ganhando espaço no campo como resposta imediata a um problema que acompanha o crescimento da produção agrícola em Mato Grosso. Para o setor produtivo, fortalecer a infraestrutura de armazenagem continua sendo uma medida essencial para garantir competitividade e sustentabilidade ao agronegócio estadual.
Michelle Bolsonaro recua após atrito com Flávio e prega união do grupo para as eleições de 2026
Política | 25 de junho de 2026 Com informações do g1 Depois da repercussão causada por declarações que expuseram um desentendimento público com o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro utilizou as redes sociais nesta quinta-feira (25) para negar qualquer racha dentro do grupo político ligado ao ex-presidente Jair Bolsonaro. Em uma publicação nos stories do Instagram, Michelle afirmou que não existe disputa interna e fez um apelo para que aliados permaneçam unidos na construção do projeto eleitoral para 2026. “Vamos todos trabalhar juntos para derrotar o atual desgoverno. Não há briga, nem competição”, escreveu. A manifestação ocorre um dia após vídeos divulgados pela própria ex-primeira-dama revelarem um atrito com Flávio Bolsonaro durante discussões sobre a estratégia política do Partido Liberal (PL) no Ceará. Divergência sobre alianças O episódio teve origem nas negociações envolvendo a sucessão estadual no Ceará. Michelle defende que o PL apoie a candidatura do senador Eduardo Girão (Novo) ao Governo do Estado e da deputada federal Priscila Costa (PL) ao Senado. Entretanto, dirigentes do partido sustentam que a aproximação com o ex-governador Ciro Gomes (PSDB) faz parte da estratégia nacional da legenda e afirmam que essa articulação teria recebido o aval do ex-presidente Jair Bolsonaro. Foi justamente essa diferença de entendimento que acabou vindo a público e alimentou especulações sobre uma possível disputa interna dentro do bolsonarismo. Michelle pede que declarações não sejam distorcidas Na publicação desta quinta-feira, Michelle afirmou que seu objetivo nunca foi criar um conflito, mas esclarecer uma situação que, segundo ela, estaria sendo interpretada de forma equivocada. Ela também pediu que suas declarações não fossem retiradas de contexto e reforçou que não guarda ressentimentos. “Não tenho raiva de ninguém”, afirmou. A mensagem foi interpretada por aliados como uma tentativa de reduzir a tensão criada após a divulgação dos vídeos e reforçar a imagem de unidade do grupo político. Flávio respondeu e pediu desculpas Após a ampla repercussão do caso, o senador Flávio Bolsonaro também se pronunciou publicamente. Ele negou que tenha tido a intenção de desrespeitar Michelle, afirmou estar de “coração aberto” e apresentou um pedido público de desculpas à ex-primeira-dama. O gesto foi visto como uma tentativa de encerrar rapidamente a polêmica e evitar novos desgastes dentro do campo conservador. Bastidores seguem movimentados Embora Michelle e Flávio tenham adotado um discurso de pacificação, o episódio revelou que existem diferentes visões sobre a condução das alianças estaduais e o papel que cada liderança deve exercer na construção do projeto eleitoral de 2026. Nos bastidores do PL, Michelle Bolsonaro ampliou sua influência política nos últimos anos e passou a participar ativamente das principais articulações da legenda, enquanto Flávio Bolsonaro continua sendo uma das principais lideranças do partido e um dos nomes cotados para disputar a Presidência da República caso Jair Bolsonaro permaneça impedido de concorrer. Apesar do episódio, a sinalização pública feita pelos dois indica que a prioridade do grupo continua sendo preservar a unidade política para a disputa eleitoral do próximo ano.
Wellington Fagundes debate demandas do transporte de cargas e defende diálogo sobre a MP 1343/2026
O senador Wellington Fagundes (PL), pré-candidato ao Governo de Mato Grosso, reuniu-se com cerca de 25 empresários do setor de transporte de cargas durante encontro realizado na sede do Sindicato das Empresas de Transporte de Cargas no Estado de Mato Grosso (Sindmat). Na ocasião, o parlamentar ouviu demandas da categoria relacionadas à Medida Provisória nº 1343/2026, que tramita no Congresso Nacional. A proposta prevê o fortalecimento dos mecanismos de fiscalização do piso mínimo do frete rodoviário, além da instituição de um piso salarial nacional para motoristas de longa distância. O texto também contempla a anistia de caminhoneiros multados em razão dos bloqueios realizados em rodovias após as eleições de 2022, dispositivo incluído pela comissão mista responsável pela análise da matéria. Durante a reunião, Wellington destacou a importância de garantir condições justas para os caminhoneiros, sem comprometer a atividade dos transportadores. “Temos que ter um frete justo e um motorista valorizado. O Brasil não pode mais aceitar a exploração do trabalhador, mas também não podemos criar uma legislação que inviabilize o setor de transporte”, afirmou. O senador ressaltou que alguns pontos da medida ainda geram divergências entre transportadores e caminhoneiros. Por isso, defendeu a realização de um amplo debate para buscar equilíbrio entre os interesses dos diversos segmentos envolvidos. Presidente da Frente Parlamentar de Logística e Infraestrutura (Frenlogi) e líder do Bloco Vanguarda no Senado Federal, Wellington afirmou que trabalhará para que a relatoria da proposta fique sob responsabilidade de um parlamentar com conhecimento do setor e disposição para promover audiências públicas. “Vamos ouvir todos os lados: trabalhadores e empregadores. Precisamos compreender que o caminhoneiro é fundamental para a economia brasileira e deve ter condições de trabalho dignas e valorizadas”, explicou. O pré-candidato também criticou a falta de investimentos do Governo Federal em estruturas de apoio aos profissionais da estrada. “O governo poderia ter feito muito mais pelos caminhoneiros. Precisamos de locais adequados de parada e descanso. O mundo evoluiu e esses trabalhadores não podem continuar passando meses longe de casa sem a infraestrutura necessária”, disse. Durante o encontro, Wellington relembrou sua atuação em defesa do setor de transporte, especialmente na luta pela duplicação da BR-163 entre Cuiabá e Rondonópolis. “Hoje a BR-163 está duplicada de Cuiabá até a divisa com Mato Grosso do Sul. Tenho convicção de que essa obra já salvou inúmeras vidas”, destacou. O senador também afirmou que uma das prioridades atuais é a duplicação da BR-070, no trecho entre Campo Verde, Primavera do Leste e Barra do Garças. Segundo ele, a demanda se torna ainda mais urgente diante da conclusão do terminal ferroviário da Malha Norte, em Dom Aquino, que deverá ampliar significativamente o fluxo de caminhões na região. A preocupação com a segurança viária ganhou ainda mais relevância após o grave acidente registrado nesta semana na BR-070, quando uma colisão frontal entre um veículo de passeio e uma carreta resultou na morte de três pessoas. Ao final da reunião, o presidente do Sindmat, Eleus Vieira, e o diretor do Sest Senat, Júlio Nunes, destacaram a atuação de Wellington Fagundes em defesa dos caminhoneiros e transportadores de cargas. “Wellington sempre defendeu a classe dos caminhoneiros e dos transportadores ao longo de sua vida pública. Por isso, promovemos este encontro para apresentar nossas demandas. Sabemos que ele buscará o diálogo e o melhor encaminhamento possível dessa matéria no Senado Federal”, afirmou Eleus Vieira.
Max celebra derrubada de veto que isenta Apaes da cobrança da Tacin
O presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso, Max Russi (Podemos), comemorou a derrubada do veto total ao Projeto de Lei nº 107/2026, garantindo a isenção da Taxa de Segurança Contra Incêndio (Tacin) para as Associações de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apaes) de todos os municípios do estado. A sessão plenária desta quarta-feira (24) foi marcada pela apreciação de vetos do Executivo. A maioria deles foi mantida pelos parlamentares, com exceção da proposta relacionada às Apaes, cuja derrubada do veto recebeu o apoio de 17 deputados. “Muitos vetos, uma sessão longa. Mas esse da Apae é um veto que sensibilizou todos os deputados. Cobrar Tacin das Apaes não tem lógica. O Corpo de Bombeiros foi favorável, acho que foi um avanço, uma contribuição importante da Assembleia, para com todas as Apaes de Mato Grosso”, declarou o parlamentar, um dos autores da proposta. Com a decisão, as Apaes deixam de ser obrigadas a recolher a taxa, possibilitando que mais recursos sejam destinados ao atendimento de pessoas com deficiência e de suas famílias. Para manter o benefício, as entidades deverão comprovar anualmente a continuidade de sua finalidade filantrópica, sem fins lucrativos, a regularidade das obrigações fiscais e trabalhistas e a validade do certificado de Utilidade Pública. Vale destacar que a isenção prevista na lei não desobriga as Apaes de cumprir as normas de segurança contra incêndio e pânico exigidas pelo Corpo de Bombeiros Militar, nem da obtenção do respectivo Auto de Vistoria do Corpo de Bombeiros (AVCB).
Operação Falsa Vantagem investiga suposto esquema de influência em decisões judiciais em MT
A Polícia Civil deflagrou, na manhã desta quinta-feira (25.6), a Operação Falsa Vantagem para cumprimento de ordens judiciais dentro de investigações que apuram a atuação de um grupo criminoso suspeito de envolvimento em um suposto esquema de influência em decisões judiciais mediante pagamento de valores. Na operação, são cumpridos cinco mandados de busca e apreensão domiciliar expedidos pelo Núcleo de Justiça 4.0 do Juízo de Garantias – Polo Cuiabá, com base em investigações conduzidas pela Gerência de Combate ao Crime Organizado e Delegacia Especializada de Repressão ao Crime Organizado (GCCO/Draco). A operação integra os trabalhos de investigação que apuram a atuação de um grupo suspeito de prometer influência em decisões judiciais mediante pagamento de vantagens indevidas. As investigações apuram os crimes de extorsão, exploração de prestígio, estelionato, corrupção e organização criminosa. Entre os alvos estão um advogado, bacharéis em Direito, um policial penal e uma servidora pública do Poder Judiciário. A operação tem como objetivo apurar como os fatos ocorriam, se a prática criminosa era habitual, identificar desde quando o grupo atuava e localizar outras possíveis vítimas. Promessa de influência De acordo com as investigações, o grupo teria prometido a familiares de um condenado a anulação da pena imposta pela Justiça, afirmando ter acesso à servidora responsável pelas decisões, cobrando o pagamento de R$ 150 mil em espécie pela garantia do benefício. Segundo o apurado, a solicitação do pagamento em espécie teria sido utilizada para dificultar o rastreamento financeiro dos valores. Porém, a medida resultou apenas na redução da pena do condenado, e não em sua anulação, conforme havia sido prometido. Insatisfeito com o resultado, o beneficiário passou a exigir a devolução dos valores pagos, circunstância que também é objeto da investigação. Segundo o delegado responsável pelas investigações, Marlon Luz, os mandados buscam apreender aparelhos celulares, computadores, documentos e outros materiais que possam contribuir para o esclarecimento dos fatos e para a identificação de outros eventuais envolvidos. Nome da operação O nome “Falsa Vantagem” faz referência à promessa de obtenção de influência sobre decisões judiciais em troca de pagamento, criando nas vítimas a falsa expectativa de que haveria garantia de resultados favoráveis perante o Poder Judiciário. As investigações prosseguem para apurar a extensão do esquema criminoso, identificar outras possíveis vítimas e individualizar a participação de cada investigado. Operação Pharus A operação integra as ações do planejamento estratégico da Polícia Civil de Mato Grosso para o ano de 2026, por meio da Operação Pharus, dentro do Programa Tolerância Zero, voltado ao combate à atuação de grupos criminosos em todo o Estado.
Operação mira facção criminosa e bloqueia R$ 9,3 milhões em esquema de tráfico e lavagem de dinheiro
Terceira fase da investigação da Draco cumpre 90 ordens judiciais em três estados e atinge núcleo financeiro de organização criminosa com atuação interestadual A Polícia Civil de Mato Grosso deflagrou, na manhã desta quinta-feira (25), a Operação Fluxo Oculto, terceira fase de uma ampla investigação que busca desarticular uma facção criminosa envolvida com tráfico de drogas e lavagem de dinheiro. A ação mobiliza equipes em Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Rio de Janeiro para o cumprimento de 90 ordens judiciais contra integrantes e colaboradores do grupo. As medidas foram autorizadas pelo Núcleo de Justiça 4.0 do Juízo de Garantias – Polo Sinop e incluem 13 mandados de prisão, 19 de busca e apreensão e 58 determinações judiciais voltadas ao aprofundamento das investigações e ao enfraquecimento financeiro da organização criminosa. Em Mato Grosso, os mandados são cumpridos nos municípios de Sinop, Cláudia, Rondonópolis, Várzea Grande e Cuiabá. Entre os alvos estão três lideranças apontadas como responsáveis pela coordenação das atividades ilícitas e pela administração dos recursos movimentados pela facção. Ao todo, 31 pessoas físicas e duas empresas são investigadas por suposto envolvimento direto ou indireto com os crimes. Um dos principais resultados da operação foi o bloqueio de R$ 9,3 milhões em ativos financeiros, medida que busca retirar da organização os recursos obtidos por meio das atividades criminosas. As investigações conduzidas pela Delegacia Especializada de Repressão ao Crime Organizado (Draco) de Sinop apontaram que integrantes da facção utilizavam empresas formalmente constituídas para dar aparência de legalidade ao dinheiro proveniente do tráfico de drogas. Entre os estabelecimentos investigados está um supermercado localizado no município de Cláudia, que teria sido utilizado para inserir recursos ilícitos no sistema financeiro formal. Os investigadores também identificaram que parte do dinheiro arrecadado com a comercialização de entorpecentes em Mato Grosso era transferida para o Rio de Janeiro, evidenciando uma estrutura interestadual de movimentação e distribuição de recursos. Segundo o delegado Eugênio Rudy Junior, responsável pelas investigações, a organização desenvolveu mecanismos sofisticados para ocultar a origem dos valores obtidos com o tráfico. “O grupo utilizava empresas legalmente constituídas para mascarar a procedência dos recursos e permitir sua circulação no mercado formal, dificultando a identificação da atividade criminosa”, explicou. A Operação Fluxo Oculto é resultado de uma investigação iniciada em 2025, após a prisão em flagrante de integrantes da facção no município de Cláudia. Desde então, a Draco vem avançando na identificação dos integrantes da organização, de sua estrutura operacional e dos mecanismos utilizados para esconder os lucros do tráfico. Em março deste ano, durante a Operação Aurora Fronteiriça, foram apreendidos 525 quilos de cocaína e pasta base pertencentes ao mesmo grupo criminoso. Já em maio, na segunda fase da investigação, denominada Operação Vinculum Sanguinis, a Polícia Civil apreendeu 25 quilos de pasta base, R$ 169 mil em espécie, prendeu três suspeitos e determinou o sequestro de mais de R$ 3 milhões em bens e valores. Com a nova fase, o foco das autoridades passou a ser o rastreamento da estrutura financeira da facção e a identificação dos responsáveis pela lavagem de dinheiro. As investigações continuam com a análise dos materiais apreendidos e das informações obtidas por meio das medidas judiciais cumpridas nesta quinta-feira. A Operação Fluxo Oculto integra o planejamento estratégico da Polícia Civil de Mato Grosso para 2026, dentro da Operação Pharus e do programa Tolerância Zero, voltado ao combate às facções criminosas em todo o Estado.