Governador relata furto de 200 hidrômetros e afirma que ações criminosas não vão interromper investimentos de R$ 60 milhões para reestruturar o abastecimento no município
O governador Otaviano Pivetta (Republicanos) denunciou episódios de vandalismo e furto de equipamentos da rede pública de abastecimento de água de Várzea Grande. Ao comentar os casos, o chefe do Executivo estadual classificou as ações como “terrorismo” e afirmou que os ataques criminosos não vão comprometer o andamento das melhorias previstas para o município.
Segundo Pivetta, somente na semana passada foram arrancados cerca de 200 hidrômetros, em mais um episódio de sabotagem contra o sistema. O governador demonstrou indignação com a situação e reforçou que as ocorrências não vão desestimular o trabalho que vem sendo realizado para enfrentar os problemas históricos de abastecimento na cidade.
“Está tendo muito ataque, ataques criminosos. Arrancaram 200 hidrômetros, fizeram um terrorismo lá. Essas coisas são inacreditáveis. Se pensam que vão nos parar, isso é o que nos estimula a pular mais para dentro ainda”, declarou.
O governador afirmou que realiza vistorias semanais em Várzea Grande para acompanhar de perto a execução dos serviços e o avanço das intervenções. Apesar dos episódios, garantiu que o cronograma de melhorias do programa Aliança pela Água será mantido.
As ações integram um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC), pactuado entre o Governo do Estado, o Ministério Público, o Tribunal de Contas do Estado (TCE-MT) e a Prefeitura de Várzea Grande. O acordo prevê investimentos de R$ 60 milhões em recursos estaduais para reestruturar o sistema de abastecimento e enfrentar a falta de água que historicamente afeta a população.
Na etapa emergencial, foram aplicados aproximadamente R$ 2 milhões em intervenções, incluindo a recuperação de estruturas existentes e a perfuração de novos poços artesianos. Conforme os dados apresentados pelo governador, as medidas proporcionaram um aumento de 40% na oferta de água aos moradores.
A próxima etapa prevê a aceleração das obras estruturantes, com a chegada de insumos adquiridos no exterior. A proposta é ampliar a capacidade do sistema e avançar na solução dos problemas de abastecimento enfrentados pelos moradores de Várzea Grande.


