Ex-secretário de Saúde de Mato Grosso deverá prestar esclarecimentos na Assembleia Legislativa na próxima quarta-feira (2); comissão deu sequência aos trabalhos com oitiva de ex-secretária adjunta O depoimento do ex-secretário de Estado de Saúde de Mato Grosso, Gilberto Figueiredo, que estava previsto para esta quarta-feira (26), foi remarcado para o dia 2 de setembro, durante nova sessão da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Saúde da Assembleia Legislativa de Mato Grosso. A nova data foi definida após os integrantes da comissão tomarem conhecimento de uma decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que determinou o comparecimento do ex-secretário à oitiva. A decisão judicial havia sido proferida na semana passada, após Gilberto Figueiredo tentar evitar o depoimento. O ex-secretário alegou desconforto em participar da audiência durante o período eleitoral. Ele é candidato a deputado estadual nas eleições de 2026. Com a determinação do STF, a comissão estabeleceu a próxima quarta-feira, 2 de setembro, para que o ex-gestor compareça e preste os esclarecimentos solicitados pelos parlamentares. Com a remarcação, o colegiado deu continuidade aos trabalhos desta quarta-feira com o depoimento da ex-secretária adjunta de Estado de Saúde, Caroline Campos Dobes. Por meio do advogado Ricardo Monteiro, ela solicitou que a oitiva fosse realizada de forma reservada. O pedido foi colocado em votação pelo presidente da comissão, deputado Wilson Santos, e acabou aprovado pelos demais integrantes. Dessa forma, os esclarecimentos prestados pela ex-secretária adjunta ocorreram sem acesso público. A CPI da Saúde foi instaurada pela Assembleia Legislativa de Mato Grosso para investigar possíveis irregularidades em contratos, processos de aquisição e na gestão de serviços públicos de saúde realizados pelo Estado entre 2019 e 2025. Entre os pontos analisados estão dispensas de licitação realizadas durante a pandemia de Covid-19 e contratos para prestação de serviços hospitalares em unidades regionais. Além de Gilberto Figueiredo e Caroline Campos Dobes, a comissão também prevê a oitiva do ex-diretor do Hospital Regional de Cáceres, Odonair, dentro do cronograma de depoimentos relacionados às investigações. O comparecimento do ex-secretário na sessão do dia 2 de setembro deverá concentrar a atenção dos integrantes da CPI, que buscam esclarecimentos sobre atos e contratos firmados durante o período em que ele esteve à frente da Secretaria de Estado de Saúde.
Hospital de Câncer de MT reúne candidatos em sabatinas sobre saúde e oncologia
Iniciativa eleitoral promove debate sobre prevenção, diagnóstico e tratamento do câncer com candidatos ao Governo e ao Senado de Mato Grosso O Hospital de Câncer de Mato Grosso (HCanMT) realiza, entre os dias 27 de agosto e 4 de setembro, a Sabatina Eleições 2026, reunindo candidatos ao Governo do Estado e ao Senado Federal para discutir propostas e compromissos voltados à saúde pública, com atenção especial à assistência oncológica em Mato Grosso. Durante os encontros, os candidatos terão a oportunidade de apresentar suas propostas e responder a questionamentos relacionados à prevenção do câncer, ao diagnóstico precoce, ao acesso ao tratamento e à formulação de políticas públicas destinadas aos pacientes oncológicos. De caráter institucional, apartidário e propositivo, a iniciativa pretende ampliar a presença da oncologia no debate eleitoral e aproximar os candidatos da realidade enfrentada pelos pacientes atendidos pelo HCanMT. A instituição filantrópica recebe pacientes de diferentes municípios de Mato Grosso e desempenha papel relevante na assistência especializada em saúde. A programação foi definida após sorteio realizado no dia 25 de agosto, às 15h, na sede do Hospital de Câncer de Mato Grosso, com a participação de representantes das candidaturas. As sabatinas serão realizadas sempre às 18h, no auditório da instituição, em Cuiabá. A primeira participação está marcada para 27 de agosto, com a chapa de Sargento Laudicerio, candidato ao Governo, e Alex Pucineli, candidato a vice-governador. No dia seguinte, 28 de agosto, será a vez do candidato ao Senado Coronel Darvin. Em 31 de agosto, participam da sabatina Otaviano Pivetta, candidato a governador; Gisela Simona, candidata a vice-governadora; e os candidatos ao Senado Mauro Mendes e Margareth Buzetti. No dia 1º de setembro, estão previstas as participações de Antônio Galvan, candidato ao Senado, e da chapa formada por Rafaell Milas, candidato a governador, e Thales Sartorelo, candidato a vice-governador. A programação segue em 2 de setembro com Wellington Fagundes, candidato a governador; Reinaldo Moraes, candidato a vice-governador; e os candidatos ao Senado José Medeiros e Janaina Riva. No dia 3 de setembro, participam Natasha Slhessarenko, candidata a governadora; Diogo Botelho, candidato a vice-governador; além dos candidatos ao Senado Carlos Fávaro e Pedro Taques. Encerrando a programação, em 4 de setembro, serão sabatinados Maurício Coelho, candidato a governador, e Dr. Wagner Malheiros, candidato a vice-governador. A imprensa poderá acompanhar as sabatinas mediante credenciamento prévio. O acesso dos profissionais deverá ser solicitado por meio do formulário disponibilizado pelo Hospital de Câncer de Mato Grosso. Serviço O quê: Sabatina Eleições 2026 – Hospital de Câncer de Mato Grosso Quando: de 27 de agosto a 4 de setembro Horário: 18h Onde: Auditório do Hospital de Câncer de Mato Grosso, em Cuiabá Credenciamento: formulário online disponibilizado pelo HCanMT.
Prefeito de Nobres admite disputar presidência da AMM e cobra adiamento da eleição
José Domingos afirma que articulações com prefeitos avançam, critica mudanças no estatuto e defende que entidade seja comandada por gestores em exercício A eleição para a presidência da Associação Mato-grossense dos Municípios (AMM) ganhou novos contornos nesta quarta-feira (26), após o prefeito de Nobres, José Domingos Fraga Filho, admitir que poderá liderar uma chapa de oposição na disputa marcada para 16 de setembro. Embora ainda não confirme oficialmente sua candidatura, o gestor afirmou que vem dialogando com prefeitos de diferentes regiões de Mato Grosso e que aceitará o desafio caso seu nome reúna o apoio da maioria dos gestores envolvidos nas articulações. Em entrevista a jornalistas na Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), José Domingos afirmou que o movimento busca discutir os rumos da entidade e defendeu que a AMM seja novamente conduzida por prefeitos que estejam no exercício do mandato. Para ele, mudanças recentes no estatuto e a antecipação do processo eleitoral provocaram insatisfação entre parte dos gestores municipais. “Estou conversando com alguns prefeitos para que a gente possa devolver a AMM para os verdadeiros prefeitos, ou seja, prefeitos que têm mandato”, afirmou. O prefeito de Nobres questionou a assembleia que aprovou as alterações nas regras da entidade, alegando que houve baixa participação de prefeitos. Entre os pontos criticados estão a antecipação da eleição e a ampliação do período de permanência na presidência da associação. Na avaliação de José Domingos, o estatuto deveria deixar claro que o presidente da AMM precisa permanecer no comando da entidade somente enquanto estiver no exercício do mandato de prefeito. Ele defendeu, inclusive, uma nova revisão das regras internas para adequá-las a esse entendimento. As articulações para a formação de uma chapa de oposição, segundo o prefeito, já estão avançando. Ele afirmou que as conversas têm apresentado resultados positivos e que sua eventual candidatura dependerá do respaldo obtido junto aos prefeitos. “As conversações estão andando, estão indo muito bem, estão fluindo e, se for a vontade da maioria dos prefeitos que nós estamos conversando, com certeza nós encaramos esse desafio”, declarou. Além das mudanças estatutárias, José Domingos criticou a data definida para a eleição. Na avaliação dele, o pleito da AMM ocorrerá em um período inadequado, próximo às eleições gerais de 2026, quando os prefeitos estarão envolvidos nas articulações e campanhas para os cargos de governador, senador, deputado federal e deputado estadual. O gestor defendeu que o calendário seja revisto para permitir maior participação dos prefeitos e ampliar o período de diálogo entre os grupos que pretendem disputar o comando da entidade. Ele também fez um apelo ao atual presidente da AMM, Hemerson Máximo, o Maninho, para que avalie a possibilidade de adiar a eleição. “Espero que tenha bom senso o atual gestor, Maninho, que é nosso amigo, no sentido de postergar as eleições para que a gente possa conversar, dialogar não só com o atual gestor, mas também com os prefeitos do Estado de Mato Grosso”, afirmou. Durante a entrevista, José Domingos também fez críticas ao ex-presidente da AMM Leonardo Bortolin, que deixou o comando da associação para disputar uma vaga na Assembleia Legislativa. O prefeito de Nobres avaliou que Bortolin utilizou a projeção alcançada à frente da entidade para fortalecer seu projeto eleitoral. Segundo José Domingos, parte dos prefeitos que apoiaram inicialmente a gestão de Bortolin teria se frustrado com os resultados alcançados. Apesar das críticas, ele afirmou torcer pela eleição do ex-presidente e reconheceu sua experiência como prefeito e dirigente da associação. “Espero que ele se eleja, até porque foi prefeito, foi presidente da AMM e é municipalista, que possa aqui na Casa defender o interesse municipalista”, declarou. José Domingos também ponderou que ocupar a presidência da AMM não garante, automaticamente, apoio eleitoral dos prefeitos. Segundo ele, muitos gestores municipais já possuem compromissos políticos estabelecidos com deputados estaduais, deputados federais e senadores. Com a manifestação do prefeito de Nobres, a sucessão na AMM ganha uma disputa mais evidente entre grupos que defendem diferentes propostas para a condução da entidade. De um lado, está a atual direção, comandada por Maninho; de outro, um grupo de prefeitos que questiona as alterações estatutárias, a antecipação do pleito e defende que a associação seja comandada por gestores que estejam efetivamente à frente de suas prefeituras. Por enquanto, José Domingos mantém cautela sobre uma candidatura formal, mas sinaliza disposição para entrar na disputa. A definição, segundo ele, dependerá da força das articulações e do apoio dos prefeitos à proposta de fortalecer a participação dos gestores com mandato no comando da AMM.
Cuiabá sanciona leis para ampliar proteção contra violência sexual
Medidas criam cadastro sigiloso de condenados por estupro e violência doméstica e tornam permanente campanha de prevenção ao abuso e à exploração sexual de crianças e adolescentes Duas novas leis sancionadas pelo município de Cuiabá ampliam as estratégias de prevenção e enfrentamento à violência sexual contra mulheres, crianças e adolescentes. As normas, publicadas nesta terça-feira (25), estabelecem medidas voltadas ao fortalecimento das políticas públicas de proteção, prevenção e conscientização. A Lei nº 7.631, de autoria da vereadora Dra. Mara, cria o Cadastro Municipal de Condenados por Crimes de Estupro e por Crimes Praticados com Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher. O registro reunirá informações de pessoas condenadas por decisão judicial definitiva enquanto durar o cumprimento da pena. De caráter sigiloso, o cadastro terá acesso restrito aos órgãos municipais envolvidos na formulação e execução de políticas de prevenção e proteção às mulheres. Entre os dados previstos estão nome do condenado, número do processo, vara de origem, natureza do crime, data da condenação, fotografia, quando disponível, situação processual e previsão para o fim do cumprimento da pena. A lei determina que o tratamento dessas informações observe a Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais (LGPD) e demais normas relacionadas à privacidade e à dignidade da pessoa humana. Também fica proibida a utilização dos dados para divulgação pública que possibilite a identificação das vítimas. A ferramenta terá caráter complementar às bases mantidas pelos órgãos estaduais e federais. A implantação, manutenção e atualização ficarão sob responsabilidade do Poder Executivo Municipal, que poderá firmar parcerias com o Poder Judiciário, Ministério Público, Defensoria Pública e forças de segurança. Já a Lei nº 7.632, de autoria do vereador Ranalli, torna permanente a campanha municipal “Rede de Proteção: Diga Não ao Abuso Infantil”. A iniciativa busca fortalecer a prevenção e o enfrentamento do abuso e da exploração sexual de crianças e adolescentes, além de promover atendimento e apoio às vítimas. A legislação prevê ações de conscientização, distribuição de materiais educativos e informativos e estímulo ao atendimento humanizado, com atenção à preservação da dignidade, intimidade e integridade física e psicológica de crianças e adolescentes. A campanha deverá envolver as redes de educação e assistência social, além de outros setores da administração pública e da sociedade civil. A lei também prevê a possibilidade de criação de um grupo intersetorial para coordenar as estratégias e estabelece a realização de atividades durante todo o mês de maio, com atenção especial à semana que inclui o dia 18, data nacional de combate ao abuso e à exploração sexual de crianças e adolescentes. As duas medidas ampliam a atuação do município em diferentes frentes: enquanto uma cria um instrumento de apoio ao planejamento de políticas de prevenção e proteção às mulheres, a outra fortalece de forma permanente a mobilização da rede de atendimento e conscientização contra a violência sexual infantojuvenil.
Polícia Civil mira grupo suspeito de desviar veículos e movimentar R$ 50 milhões em Sorriso
Operação Pátio Paralelo cumpre mais de 20 ordens judiciais e investiga esquema que teria causado prejuízo superior a R$ 2 milhões a clientes A Polícia Civil deflagrou, nesta quarta-feira (26.8), em Sorriso, a Operação Pátio Paralelo, com o objetivo de desarticular um grupo criminoso investigado por envolvimento em desvio de veículos, fraudes em negociações comerciais, associação criminosa e lavagem de capitais. Segundo as investigações, o grupo teria movimentado aproximadamente R$ 50 milhões em apenas um ano. A investigação foi conduzida pela Delegacia Municipal de Sorriso, por meio do Núcleo de Combate ao Crime de Estelionato e Lavagem de Dinheiro, após a identificação de inconsistências financeiras e comerciais em operações realizadas no âmbito de uma concessionária do município. De acordo com a apuração, os investigados teriam utilizado a estrutura e a credibilidade da empresa para atrair clientes durante cerca de um ano. Além da própria concessionária, apontada como principal vítima, a Polícia Civil identificou, até o momento, entre 15 e 20 possíveis clientes prejudicados. O prejuízo já comprovado supera R$ 2 milhões, mas o valor pode aumentar com o avanço das diligências e a identificação de novas vítimas. O esquema teria funcionado principalmente por meio do desvio de veículos usados entregues pelos clientes como parte do pagamento na aquisição de carros novos. Em vez de os automóveis serem incorporados ao fluxo comercial regular da concessionária e terem seus valores abatidos das negociações, eles seriam encaminhados para outras garagens ligadas ao grupo. As investigações apontam ainda que valores pagos pelos clientes teriam sido direcionados para contas bancárias de pessoas físicas e empresas relacionadas aos investigados. Para movimentar os recursos, o grupo teria utilizado contas próprias, de terceiros e de pessoas jurídicas, além de empresas que, em tese, serviriam para dar aparência de legalidade ao dinheiro obtido por meio das fraudes. Mais de 20 ordens judiciais Ao todo, foram expedidas mais de 20 ordens judiciais para o cumprimento da operação. Entre as medidas estão um mandado de prisão preventiva, sete de busca e apreensão, nove determinações de afastamento de sigilo bancário e cinco ordens de bloqueio de ativos financeiros, além de outras medidas cautelares de natureza patrimonial. Durante as buscas, poderão ser apreendidos celulares, computadores, notebooks, tablets, HDs, pendrives, cartões de memória, documentos, contratos, comprovantes de transferências, registros financeiros, veículos e outros materiais que possam contribuir para o esclarecimento dos fatos. A Justiça também autorizou o afastamento dos sigilos bancário, fiscal e telemático dos investigados. A medida permitirá aos investigadores reconstruir o fluxo financeiro das operações, identificar a origem e o destino dos recursos e acessar registros relacionados às comunicações e aos dispositivos utilizados pelos suspeitos. No âmbito patrimonial, foram determinados o bloqueio de ativos financeiros, o sequestro de bens e a indisponibilidade patrimonial até o limite de R$ 2 milhões. Veículos eventualmente encontrados durante as buscas também poderão ser sequestrados caso sejam identificados elementos que indiquem ligação com os crimes investigados. Uma das investigadas é alvo de mandado de prisão preventiva. Conforme decisão judicial, ela teria desempenhado papel central na operacionalização do esquema, especialmente na captação de clientes, condução das negociações, recebimento dos veículos, direcionamento de pagamentos e movimentação dos recursos. O nome Pátio Paralelo faz referência justamente ao suposto desvio dos veículos entregues pelos clientes. Segundo a investigação, os automóveis, que deveriam seguir o fluxo comercial regular da concessionária, seriam encaminhados para um circuito paralelo envolvendo terceiros e uma empresa relacionada aos investigados. As investigações continuam com o objetivo de esclarecer a destinação final dos veículos e dos valores, além de identificar uma possível participação de outras pessoas físicas ou jurídicas no esquema.
Operação Roleta Russa avança e mira suspeito de ocultar patrimônio e movimentar dinheiro de facção em MT
Polícia Civil cumpre mandados de prisão e busca e apreensão contra investigado apontado como braço operacional de integrante da liderança de organização criminosa A Polícia Civil de Mato Grosso deflagrou, nesta quarta-feira (26.8), a segunda fase da Operação Roleta Russa, com o cumprimento de um mandado de prisão preventiva e um de busca e apreensão contra um investigado por suposta atuação em uma organização criminosa envolvida com tráfico de drogas e lavagem de dinheiro. As ordens judiciais foram expedidas pelo Núcleo de Justiça 4.0 do Juízo das Garantias. A investigação, conduzida pela Gerência de Combate ao Crime Organizado e pela Delegacia de Repressão ao Crime Organizado (GCCO/Draco), aponta que o alvo teria prestado apoio operacional a um integrante do núcleo de liderança da facção, atualmente preso na Penitenciária Central do Estado (PCE). Além da prisão e das buscas, a Justiça determinou o bloqueio de até R$ 100 mil em ativos financeiros do principal investigado. Também foi autorizado o bloqueio de até R$ 20 mil de outro investigado e de uma empresa registrada em seu nome. Segundo a Polícia Civil, a segunda fase foi desencadeada a partir do avanço das apurações e da análise de materiais apreendidos durante a primeira etapa da operação, realizada em maio deste ano. As informações obtidas permitiram identificar novas ações atribuídas ao suspeito, principalmente relacionadas à ocultação de patrimônio e à movimentação de recursos que teriam origem nas atividades criminosas. Entre os elementos levantados está a negociação e ocultação de veículos supostamente pertencentes à organização. Um dos bens identificados é um Toyota Corolla Cross, avaliado em mais de R$ 150 mil. Conforme a investigação, o veículo seria do integrante da facção que está preso, mas teria sido transferido para o nome da mãe do investigado. O automóvel permanecia na residência do alvo e estaria disponível para outra integrante do grupo. As apurações também apontaram que o suspeito teria participado da intermediação da compra de outro veículo, adquirido pelo integrante preso e posteriormente destinado a uma mulher ligada à organização criminosa. No âmbito financeiro, os investigadores identificaram uma sequência de transações realizadas por Pix, rateios e transferências bancárias. Os valores teriam circulado por contas do próprio investigado e também de terceiros, indicando, segundo a Polícia Civil, uma possível estratégia para dificultar o rastreamento dos recursos atribuídos à organização criminosa. As informações reunidas durante a investigação indicam ainda que o suspeito manteria vínculo com o integrante da facção preso há cerca de cinco anos. Nesse período, ele teria desempenhado funções de apoio à estrutura criminosa e participado do cumprimento de regras impostas pelo grupo. As diligências também levantaram suspeitas sobre possível envolvimento do investigado em outros crimes, entre eles posse ilegal de arma de fogo e homicídios. Esses fatos continuam sendo apurados pela Polícia Civil. A primeira fase da Operação Roleta Russa foi realizada em maio de 2026, quando foram cumpridas 12 ordens judiciais contra integrantes de uma facção criminosa investigados por tráfico de drogas, extorsão e outros crimes praticados em Cuiabá. Na ocasião, o principal alvo era apontado como um dos conselheiros da organização. Com a nova etapa, a GCCO/Draco busca ampliar o mapeamento da estrutura criminosa e identificar outros envolvidos na movimentação, ocultação e administração de recursos provenientes das atividades ilícitas.
Mauro Mendes lidera disputa pelo Senado em Mato Grosso, aponta pesquisa Quaest
Ex-governador aparece com 24% na soma das duas intenções de voto e chega a 36% quando considerado o primeiro voto; Janaina Riva ocupa a segunda colocação nos dois cenários O ex-governador Mauro Mendes (União) lidera a corrida pelas duas vagas de Mato Grosso no Senado Federal, segundo pesquisa Quaest divulgada nesta terça-feira (25). O levantamento, contratado pela TV Centro América, mostra Mendes com 24% na combinação entre primeira e segunda intenção de voto, seguido pela deputada estadual Janaina Riva (MDB), com 18%. Na sequência aparecem o ex-governador Pedro Taques (PSB), com 8%; o deputado federal Zé Medeiros (PL), com 6%; e o senador Carlos Fávaro (PSD), com 5%. Coronel Darwin (Democrata), Antônio Galvan (Avante) e Professor Nelson Ferreira (Agir) registram 2% cada. A deputada federal Margareth Buzetti (PP) soma 1%, enquanto Beny Godoy (Agir) aparece com 0%. A pesquisa considera que o eleitor mato-grossense terá direito a dois votos para o Senado nas eleições de 2026. No cenário que reúne as duas escolhas, 25% dos entrevistados ainda estão indecisos, enquanto 7% afirmam que votarão em branco, anularão o voto ou não pretendem comparecer às urnas. Quando o levantamento considera apenas o primeiro voto, Mauro Mendes amplia a vantagem e chega a 36% das intenções. Janaina Riva aparece em segundo, com 19%, seguida por Pedro Taques, com 7%, e Zé Medeiros, com 6%. Carlos Fávaro registra 4%, enquanto Coronel Darwin, Galvan, Professor Nelson Ferreira e Margareth Buzetti têm 1% cada. Nesse recorte, 18% dos entrevistados ainda não decidiram o voto e 5% indicam branco, nulo ou ausência às urnas. Já na segunda intenção de voto, Janaina Riva passa a liderar, com 17%, enquanto Mauro Mendes aparece com 12%. Pedro Taques soma 9% e Carlos Fávaro chega a 7%. Coronel Darwin, Galvan, Professor Nelson Ferreira e Margareth Buzetti registram 2% cada, e Beny Godoy tem 1%. O número de indecisos cresce nesse cenário e alcança 32%. A pesquisa também mediu a intenção de voto espontânea, quando os entrevistados não recebem uma lista com os nomes dos candidatos. Mauro Mendes novamente aparece à frente, com 8%, seguido por Janaina Riva, com 5%. Zé Medeiros registra 3% e Carlos Fávaro, 2%. Coronel Darwin e Pedro Taques aparecem com 1% cada. A maioria, porém, ainda não definiu sua escolha: 79% se declararam indecisos. Outro dado levantado pela Quaest aponta que a disputa permanece aberta para uma parcela significativa do eleitorado. Segundo a pesquisa, 48% afirmam que ainda podem mudar de candidato, enquanto 51% consideram a decisão definitiva. O levantamento foi realizado com 804 entrevistas domiciliares presenciais. A margem de erro é de três pontos percentuais para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. A pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob os números MT-04846/2026 e BR-00817/2026.
Quaest acende alerta no grupo de Mauro Mendes: Wellington lidera numericamente e abre 9 pontos sobre Pivetta no 2º turno
Senador Wellington Fagundes aparece com 27%, contra 23% de Otaviano Pivetta. Natasha soma 8%. No segundo turno, Wellington amplia a vantagem e chega a 38%, enquanto Pivetta registra 29%. A nova pesquisa Quaest, divulgada nesta terça-feira (25), mostra uma disputa apertada pelo Governo de Mato Grosso e traz números que aumentam a pressão sobre o grupo político ligado a Mauro Mendes e Otaviano Pivetta. No cenário estimulado de primeiro turno, o senador Wellington Fagundes (PL) aparece numericamente na frente. 1º TURNO – VEJA OS NÚMEROS Wellington Fagundes (PL): 27% Otaviano Pivetta (Republicanos): 23% Natasha Slhessarenko (PSD): 8% Sargento Laudicério (Agir): 2% Rafaell Milas (Missão): 2% Maurício Coelho (Mobiliza): 1% Indecisos: 29% Branco/Nulo: 8% A diferença entre Wellington e Pivetta é de 4 pontos percentuais. Como a margem de erro é de 3 pontos para mais ou para menos, os dois candidatos estão tecnicamente empatados. Mesmo assim, Wellington aparece numericamente à frente do atual governador. Comparativo direto no primeiro turno Wellington: 27% Pivetta: 23% ➡️ Diferença: 4 pontos para Wellington Outro dado importante é que o número de indecisos é maior do que o percentual de qualquer candidato: Indecisos: 29% Wellington: 27% Pivetta: 23% Ou seja, existe ainda uma parcela enorme do eleitorado que pode mudar completamente o cenário da eleição. Natasha aparece em terceiro A candidata Natasha Slhessarenko (PSD) registra 8%. Comparando: Wellington: 27% Natasha: 8% ➡️ Diferença: 19 pontos Pivetta: 23% Natasha: 8% ➡️ Diferença: 15 pontos Os números mostram, neste momento, uma disputa mais concentrada entre Wellington e Pivetta pela liderança. SEGUNDO TURNO – WELLINGTON X PIVETTA A simulação de segundo turno traz um cenário ainda mais favorável ao senador do PL. Wellington Fagundes: 38% Otaviano Pivetta: 29% ➡️ Diferença: 9 pontos para Wellington Esse é um dos números que mais chama atenção no levantamento. Enquanto no primeiro turno a diferença é de 4 pontos, no confronto direto ela sobe para 9 pontos. Comparando 1º turno Wellington: 27% Pivetta: 23% Diferença: 4 pontos 2º turno Wellington: 38% Pivetta: 29% Diferença: 9 pontos Ou seja, na simulação apresentada pela Quaest, Wellington amplia sua vantagem quando a disputa fica restrita aos dois principais candidatos. SEGUNDO TURURNO – WELLINGTON X NATASHA No confronto contra Natasha, Wellington aparece com vantagem ainda maior. Wellington Fagundes: 45% Natasha Slhessarenko: 20% ➡️ Diferença: 25 pontos para Wellington A simulação mostra o senador com mais que o dobro das intenções de voto da candidata do PSD. SEGUNDO TURNO – PIVETTA X NATASHA No confronto entre Pivetta e Natasha, o governador também aparece à frente. Otaviano Pivetta: 34% Natasha Slhessarenko: 23% ➡️ Diferença: 11 pontos para Pivetta Indecisos: 27% Brancos/Nulos: 16% Resumo dos três cenários de segundo turno Wellington 38% x Pivetta 29% ➡️ Wellington +9 Wellington 45% x Natasha 20% ➡️ Wellington +25 Pivetta 34% x Natasha 23% ➡️ Pivetta +11 Comparação com o Paraná Pesquisas Outro levantamento divulgado praticamente no mesmo período apresentou números diferentes. No Paraná Pesquisas, Pivetta apareceu numericamente à frente: Pivetta: 39% Wellington: 35% ➡️ Diferença: 4 pontos para Pivetta Na Quaest, o cenário se inverte: Wellington: 27% Pivetta: 23% ➡️ Diferença: 4 pontos para Wellington Nos dois levantamentos, porém, a diferença está dentro das respectivas margens de erro. Isso reforça uma conclusão: a eleição está aberta e extremamente competitiva. Sobre a pesquisa A Quaest entrevistou 804 eleitores de Mato Grosso entre os dias 21 e 24 de agosto de 2026. Margem de erro: 3 pontos percentuais Nível de confiança: 95% Contratante: TV Centro América Registros: MT-04846/2026 e BR-00817/2026 Fonte: MidiaNews, com dados da Quaest. ANÁLISE POLÍTICA | Wellington começa a tirar o sono do grupo de Mauro Mendes e Pivetta? Por Alex Rabelo — jornalista e estrategista político Os números da Quaest precisam ser analisados além da simples pergunta sobre quem está na frente. O primeiro dado é: Wellington 27% x Pivetta 23%. São 4 pontos de vantagem numérica para Wellington, embora exista empate técnico. Isoladamente, isso poderia ser tratado apenas como uma oscilação normal de pesquisa. Mas existe um segundo dado muito mais incômodo para o grupo governista: Wellington 38% x Pivetta 29% no segundo turno. Aqui, a distância sobe para 9 pontos. É justamente essa ampliação que muda a leitura política da pesquisa. Wellington cresce quando a disputa fica direta Na simulação da Quaest, Wellington sai de 27% no primeiro turno para 38% no segundo. É um crescimento de 11 pontos percentuais. Pivetta passa de 23% para 29%. Cresce 6 pontos. Ou seja: Wellington ganha +11 pontos Pivetta ganha +6 pontos Nesse cenário, Wellington absorve mais votos entre o primeiro e o segundo turno. Esse é um número que certamente será estudado pelas duas campanhas. O maior adversário ainda é o eleitor indeciso Existe outro dado que não pode passar despercebido: 29% dos eleitores ainda estão indecisos. Compare: Indecisos: 29% Wellington: 27% Pivetta: 23% Natasha: 8% Hoje, o maior “grupo eleitoral” da pesquisa não tem candidato. Isso significa que praticamente um em cada três eleitores pesquisados ainda pode mudar a eleição. Por isso, qualquer tentativa de antecipar o resultado seria precipitada. Por que essa pesquisa preocupa o grupo governista? Pivetta não disputa essa eleição como um candidato comum. Ele está no Governo do Estado e representa um grupo político que comandou Mato Grosso nos últimos anos sob a liderança de Mauro Mendes. Esse grupo possui estrutura política, apoio de prefeitos, deputados, lideranças regionais e capacidade de mostrar obras e investimentos realizados no Estado. Ainda assim, Wellington aparece com: 27% contra 23% no primeiro turno e 38% contra 29% no segundo turno. É justamente essa combinação que deve gerar preocupação. O grupo governista possui estrutura. Wellington, neste levantamento, mostra competitividade eleitoral. A eleição pode representar mudança de ciclo? Ainda é cedo para afirmar que Mato Grosso terá um novo grupo no comando do Palácio Paiaguás. Mas existe uma pergunta que começa a ganhar força: o eleitor está disposto a manter o atual ciclo político ou começa a procurar uma alternativa? A pesquisa não responde definitivamente. Mas mostra que essa possibilidade existe. Se Wellington consolidar a liderança numérica, crescer entre
Lula amarga 55% de desaprovação em Mato Grosso, aponta pesquisa Quaest
Levantamento mostra que apenas 36% dos eleitores mato-grossenses aprovam a gestão federal; avaliação negativa chega a 48% O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) é desaprovado por 55% dos eleitores de Mato Grosso, segundo pesquisa Quaest divulgada nesta terça-feira (25). O levantamento foi contratado pela Rede Matogrossense de Comunicação (RMC), afiliada da Rede Globo, e mostra que 36% dos entrevistados aprovam a administração federal. Outros 9% não souberam responder ou preferiram não opinar. A percepção sobre o desempenho do governo também revela um cenário desfavorável para o presidente no estado. Para 48% dos entrevistados, a gestão é negativa, enquanto 24% avaliam o governo como positivo. Já 26% consideram o desempenho regular. Outros 2% não souberam ou não responderam. Os números apontam uma diferença de 24 pontos percentuais entre a desaprovação e a aprovação do governo Lula entre os eleitores mato-grossenses. O resultado reforça o cenário de maior resistência à gestão federal no estado. A pesquisa ouviu 804 pessoas com 16 anos ou mais entre os dias 21 e 24 de agosto. O levantamento tem margem de erro de três pontos percentuais, para mais ou para menos, e nível de confiança de 95%. O estudo foi registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob os protocolos MT-04846/2026 e BR-00817/2026.
Pivetta nega articulação para campanha de Flávio Bolsonaro e diz estar em busca de doadores
Governador afirma que não participa da coordenação da campanha presidencial e diz estar concentrado em reunir recursos para a própria disputa à reeleição em Mato Grosso. O governador Otaviano Pivetta (Republicanos) negou participação em articulações políticas e financeiras para a campanha presidencial de Flávio Bolsonaro (PL) em Mato Grosso. Segundo ele, não foi convidado para integrar a coordenação da campanha e, neste momento, está concentrado em buscar recursos para a própria disputa ao Governo do Estado. “Eu não fui convidado, não faço parte da coordenação da campanha e não tenho esse objetivo. Estou me vendo louco para arrumar doador para tocar a minha campanha”, afirmou Pivetta a jornalistas nesta terça-feira (25). A declaração ocorreu após questionamentos sobre uma reunião realizada na semana passada, em Cuiabá, com a participação do senador Rogério Marinho (PL-RN), coordenador-geral da campanha de Flávio Bolsonaro. O encontro reuniu aliados políticos e empresários e teve como objetivo ampliar o apoio político e financeiro à candidatura do filho do ex-presidente Jair Bolsonaro. A articulação no Estado é conduzida por Odílio Balbinotti Filho (PL), coordenador da campanha de Flávio Bolsonaro em Mato Grosso e suplente do candidato ao Senado José Medeiros (PL). Durante a reunião, ficou definido que Pivetta e o candidato a governador Wellington Fagundes (PL) deverão integrar o palanque de Flávio no Estado. Apesar de negar envolvimento na arrecadação para a campanha presidencial, Pivetta é apontado como o candidato a governador mais rico do país. De acordo com sua declaração de bens à Justiça Eleitoral, o patrimônio declarado ultrapassa R$ 575 milhões. A movimentação em torno da campanha de Flávio Bolsonaro também expõe as divisões dentro do grupo político de direita em Mato Grosso. Wellington Fagundes não participou da reunião organizada por Balbinotti, cenário que reforça as diferenças internas entre os aliados, especialmente após a aproximação com o MDB no Estado. Com as definições para a disputa de 2026 avançando, a composição dos palanques em Mato Grosso começa a ganhar contornos mais claros, enquanto os grupos políticos buscam consolidar alianças e ampliar suas bases eleitorais para as eleições de outubro.