Prêmio Mulheres do Agro 2026 reconheceu nove produtoras rurais e uma pesquisadora durante cerimônia em São Paulo; edição registrou número recorde de inscrições O protagonismo feminino no agronegócio brasileiro ganhou destaque durante a 9ª edição do Prêmio Mulheres do Agro, realizada na última quarta-feira (26), em São Paulo. A premiação reconheceu produtoras rurais e uma pesquisadora que vêm transformando a atividade no campo por meio da inovação, da adoção de práticas sustentáveis, da tecnologia e da busca constante por conhecimento. Promovida pela Bayer em parceria com a Associação Brasileira do Agronegócio (ABAG), a edição de 2026 registrou 394 inscrições, número 10% superior ao do ano passado e o maior desde a criação da iniciativa, em 2018. Ao longo das nove edições, o prêmio já reconheceu 85 mulheres, entre produtoras e cientistas que se destacam pela gestão das propriedades e pela contribuição à evolução do setor. A crescente participação feminina acompanha uma mudança no perfil da gestão rural brasileira. Além de ampliarem sua presença nas decisões relacionadas à produção, as mulheres vêm investindo em qualificação, planejamento, sucessão familiar e novas tecnologias, conciliando resultados econômicos com práticas voltadas à conservação dos recursos naturais. Na categoria Pequena Propriedade, o primeiro lugar ficou com Ana Karina Klinke, responsável pela Estância Futurama, em Holambra (SP). Aos 49 anos, ela conduziu a modernização da propriedade familiar, fundada em 1964, transformando o espaço em referência na seleção e no melhoramento genético de bovinos da raça Bonsmara. O trabalho desenvolvido na fazenda também prioriza técnicas de agricultura regenerativa, compostagem, preservação de nascentes e utilização de alternativas biológicas no controle de pragas e doenças. A proposta busca integrar a qualidade do solo, a saúde dos animais e a produtividade, com menor dependência de insumos químicos. Na categoria Média Propriedade, a vencedora foi Kátia Helena Fenner Rodrigues, de 48 anos, administradora da Fazenda Varginha, em São Joaquim (SC). Integrante da quarta geração de uma família ligada ao campo desde 1920, ela concilia a pecuária com a produção de maçãs de qualidade, incluindo cultivos com Indicação Geográfica. Kátia também desenvolve iniciativas voltadas à valorização das trabalhadoras rurais. Entre elas está o projeto Mulheres Araucarianas, que contribuiu para a criação de uma proposta de certificação destinada à capacitação e ao fortalecimento das mulheres que atuam no meio rural catarinense. Já na categoria Grande Propriedade, o reconhecimento foi para Aline Baldim Vick, de 35 anos, gestora da Fazenda Estância, em Pirassununga (SP). Formada em economia e com experiência no mercado financeiro, ela retornou ao campo em 2018 e passou a implementar um modelo de agricultura regenerativa em larga escala na produção de grãos. Entre as estratégias adotadas estão o uso de culturas de cobertura, rotação de culturas e manejo específico de diferentes áreas da propriedade. Segundo os dados apresentados durante a premiação, as medidas contribuíram para elevar a produtividade da fazenda a patamares de até 25% acima da média regional, mantendo a emissão de carbono por tonelada produzida abaixo da média nacional. A propriedade também mantém ações de aproximação com a sociedade. Mais de 1,2 mil pessoas já visitaram a fazenda para conhecer as práticas de produção e os resultados obtidos com o manejo regenerativo. Na categoria Ciência e Pesquisa, a vencedora foi a bióloga Erika Valente de Medeiros, professora titular e diretora de Pós-Graduação da Universidade Federal do Agreste de Pernambuco (UFAPE), em Garanhuns. Especialista em microbiologia e bioquímica do solo, recuperação de áreas degradadas e desenvolvimento de bioinsumos para o semiárido, ela possui mais de 200 artigos publicados e sete patentes. A pesquisadora também mantém uma produção de lavanda em Pernambuco, atividade que passou a desenvolver após sua experiência acadêmica na França. O trabalho desenvolvido por Erika tem contribuído para a formação de profissionais e para a expansão de tecnologias relacionadas aos bioinsumos, com pesquisadores formados por ela atuando em diferentes regiões do país. Além das homenagens, a programação do prêmio promoveu discussões sobre os desafios e as oportunidades para o agronegócio diante das mudanças climáticas e da transição energética. Especialistas defenderam a necessidade de ampliar o uso de dados, tecnologia e ferramentas de inteligência artificial na tomada de decisões, sem deixar de lado a capacitação e o fator humano. A produtora rural Dulce Ciocchetta, sócia-proprietária da Morena Agro, em Mato Grosso, destacou que as alterações no comportamento do clima já fazem parte das decisões tomadas diariamente nas propriedades. Para ela, o acesso a informações mais precisas permite que os produtores adaptem estratégias de plantio, manejo e produção às condições de cada região. Outro ponto discutido durante o evento foi a necessidade de aproximar o agronegócio da população urbana. A avaliação das participantes é de que ainda existe uma distância significativa entre o que é produzido no campo e a percepção de quem vive nas cidades. Nesse contexto, a comunicação passa a ser considerada uma ferramenta estratégica para apresentar à sociedade as tecnologias empregadas na produção, as ações de preservação ambiental e a importância do setor para a segurança alimentar e energética. A certificação de processos e produtos também foi apontada como elemento importante para ampliar a presença do agro brasileiro no mercado internacional. A adequação às exigências de diferentes países, especialmente em relação à sustentabilidade e à rastreabilidade, pode contribuir para fortalecer a competitividade dos produtos nacionais. A edição de 2026 reforçou ainda a importância do reconhecimento como instrumento de incentivo à participação feminina no setor. A premiação acumulou, desde sua criação, 85 mulheres reconhecidas, sendo 81 produtoras rurais e quatro cientistas. Mais do que destacar histórias individuais, o prêmio evidencia uma transformação que ocorre dentro das propriedades e das instituições de pesquisa. Mulheres que assumem a gestão de negócios rurais, investem em tecnologia, desenvolvem soluções científicas e estimulam a sucessão familiar passam a ocupar espaços estratégicos em um dos principais setores da economia brasileira. O resultado é um agronegócio marcado por uma participação feminina cada vez mais qualificada e por iniciativas que buscam combinar produtividade, inovação, responsabilidade ambiental e desenvolvimento social. (c/agronews)
Medeiros divide palanque com adversários e diz que presença foi chance de fortalecer nome de Flávio Bolsonaro
Candidato ao Senado pelo PL esteve ao lado de Otaviano Pivetta e Mauro Mendes em evento político em Rondonópolis e afirmou que pretende manter campanha sem confrontos diretos O candidato ao Senado pelo PL, deputado federal José Medeiros, dividiu o palanque com dois de seus adversários na disputa eleitoral durante um evento político realizado na noite de quinta-feira (27), em Rondonópolis. Ao lado do governador e candidato à reeleição, Otaviano Pivetta (Republicanos), e do ex-governador Mauro Mendes (União Brasil), Medeiros participou do lançamento da candidatura de Alessandra Ferreira (Podemos), esposa do prefeito Cláudio Ferreira. Apesar da disputa pelas vagas ao Senado, Medeiros afirmou que não vê problema em compartilhar espaços com outros candidatos e aproveitou a presença de diversas lideranças para divulgar a candidatura de Flávio Bolsonaro (PL-RJ) à Presidência da República. Segundo o deputado, um evento com grande concentração de lideranças políticas representa uma oportunidade estratégica para ampliar a visibilidade do nome de Flávio. Medeiros destacou que, diante de um público formado por diferentes grupos políticos, não faria sentido deixar de apresentar seu candidato à Presidência. O candidato também minimizou qualquer possível desconforto político com Pivetta e Mauro Mendes. Segundo ele, durante o evento houve apenas cumprimentos entre os envolvidos e não existe restrição ou animosidade em relação aos adversários. Medeiros afirmou ainda que pretende conduzir sua campanha de maneira tranquila, evitando confrontos diretos com os demais concorrentes. A estratégia, conforme explicou, é concentrar esforços na própria candidatura e ampliar sua presença junto ao eleitorado. A ausência do senador Wellington Fagundes, candidato do PL ao Governo de Mato Grosso, também chamou atenção. O parlamentar possui forte base eleitoral em Rondonópolis, mas não participou do palanque. O evento foi direcionado principalmente a lideranças e candidatos ligados ao grupo governista. Medeiros explicou que sua participação teve como principal objetivo prestigiar Alessandra Ferreira. Ele ressaltou a relação política com o prefeito Cláudio Ferreira, que foi responsável pelo convite para o lançamento da candidatura da esposa.
Motociclista morre após ser atingido e arrastado por Amarok na Estrada da Guia
Impacto foi registrado na noite de sábado (29), na MT-010, durante a chegada a Cuiabá; vítima foi encontrada a metros do local da colisão Um motociclista de 59 anos, identificado como Tertuliano Benedito da Silva, morreu após se envolver em um grave acidente com uma caminhonete Volkswagen Amarok na noite deste sábado (29), na MT-010, conhecida como Estrada da Guia, nas proximidades do primeiro quebra-molas, já na chegada a Cuiabá. Conforme as informações apuradas, a motocicleta foi atingida pela caminhonete e arrastada por vários metros. A violência da colisão fez com que a moto ficasse presa à parte dianteira da Amarok, em posição vertical. Tertuliano foi localizado a alguns metros do ponto onde teria ocorrido a batida e não resistiu aos ferimentos. Equipes da Polícia Militar estiveram no local e realizaram o isolamento da área para preservar a cena do acidente. A ocorrência também mobilizou agentes da Delegacia Especializada de Delitos de Trânsito (Deletran) e peritos da Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec), responsáveis pelos procedimentos de investigação e levantamento das circunstâncias da morte. O acidente provocou congestionamento nos dois sentidos da MT-010, prejudicando o fluxo de veículos tanto para Cuiabá quanto no sentido da Guia. As circunstâncias e a dinâmica da colisão deverão ser esclarecidas durante a investigação.
Sinfra vai recorrer de liminar do TCE-MT e defende rescisão de contratos da MT-170
Estado afirma que obra, apesar de 83% executada, apresenta falhas estruturais que exigem refação de serviços e sustenta que nova contratação é a alternativa mais segura para concluir a rodovia A Secretaria de Estado de Infraestrutura e Logística (Sinfra) informou que irá recorrer da decisão liminar do Tribunal de Contas do Estado de Mato Grosso (TCE-MT) que suspendeu a rescisão dos contratos firmados com o Consórcio Sanches Tripoloni/MT SUL/Trafecon, responsável pelas obras de pavimentação e recuperação da MT-170/208/418, antiga BR-174. Segundo a pasta, a decisão de romper os contratos foi tomada após uma série de problemas identificados durante a execução dos serviços e tem como principal objetivo preservar o interesse público e garantir a entrega de uma rodovia em condições adequadas de qualidade e segurança. Embora a obra tenha alcançado aproximadamente 83% de execução, a Sinfra afirma que o percentual não representa proximidade da conclusão, já que parte dos serviços realizados apresenta problemas e precisará ser refeita. Para o Estado, manter os contratos nas condições atuais poderia ampliar os prejuízos aos cofres públicos e prolongar a solução para os usuários da rodovia. A secretaria também sustenta que as intervenções realizadas pelo consórcio não foram suficientes para solucionar os problemas encontrados. Conforme a avaliação técnica do Estado, as empresas teriam realizado principalmente reparos superficiais, sem corrigir de maneira definitiva as falhas estruturais identificadas ao longo do trecho. A Sinfra afirma ainda que a decisão não ocorreu de forma repentina. De acordo com a pasta, o contrato foi acompanhado desde o início por equipes técnicas e de fiscalização, que registraram as irregularidades e notificaram as empresas responsáveis. Somente em 2023, foram expedidas quatro notificações relacionadas a falhas na execução. Em 2024, foram mais 16, além de novos procedimentos adotados em 2025. Paralelamente à fiscalização, foram instaurados processos administrativos para apurar as responsabilidades das empresas e avaliar a aplicação das penalidades previstas na legislação. A secretaria ressalta que as contratadas tiveram assegurados o direito ao contraditório e à ampla defesa antes da decisão de rescisão. Após a conclusão desses procedimentos e a análise das manifestações apresentadas pelo consórcio, a Sinfra decidiu pela rescisão dos contratos, pela aplicação das penalidades consideradas cabíveis e pela busca do ressarcimento dos prejuízos relacionados aos serviços executados de forma inadequada. A intenção do Estado, conforme informado pela secretaria, é promover uma nova contratação para executar a reconstrução dos segmentos que apresentam problemas. A medida busca permitir a retomada dos serviços por uma nova empresa, enquanto os custos relacionados às falhas já identificadas são cobrados dos responsáveis, evitando que a população arque novamente com a correção de obras consideradas inadequadas. A Sinfra também destacou que a atuação dos órgãos públicos e das empresas envolvidas permanece sob análise dos órgãos de controle. Ministério Público e Controladoria-Geral do Estado apuram, de forma independente, eventuais responsabilidades relacionadas à execução dos contratos e à atuação dos agentes públicos envolvidos. Diante da liminar concedida pelo TCE-MT, a secretaria informou que irá apresentar recurso e defender a manutenção da decisão administrativa que determinou a rescisão dos contratos.
Do debate eleitoral à política permanente: o enfrentamento ao feminicídio não pode esperar
Por Jefferson Dias Chaves, Delegado de Polícia Os números apresentados pela reportagem “Feminicídio em alta transforma combate em cobrança eleitoral”, veiculado em capa de jornal de grande circulação em Mato Grosso são alarmantes: Mato Grosso possui a terceira maior taxa de feminicídio e a segunda maior taxa de tentativas do Brasil. Essa realidade exige que o enfrentamento à violência contra a mulher ultrapasse os debates acalorados das campanhas eleitorais e se transforme em compromisso permanente do Estado. Em períodos eleitorais, é comum que candidatos manifestem indignação, anunciem propostas e assumam publicamente a defesa das mulheres. Contudo, depois das eleições, muitas promessas perdem espaço na agenda governamental. O combate ao feminicídio não pode depender do calendário político, de campanhas ocasionais ou de manifestações nas redes sociais. Precisa ser uma política de Estado, com orçamento próprio, metas, continuidade e avaliação de resultados. A Lei Maria da Penha, que completou 20 anos, oferece bases para uma atuação integrada. Proteger as vítimas e responsabilizar criminalmente os agressores são deveres inegociáveis, mas não suficientes. É necessário ampliar delegacias especializadas, fortalecer as Patrulhas Maria da Penha, fiscalizar medidas protetivas, assegurar casas de acolhimento, atendimento psicológico e condições para que as mulheres conquistem autonomia econômica. A resposta também precisa alcançar os municípios menores, onde a rede de proteção é mais frágil e as mulheres frequentemente enfrentam longas distâncias, demora no atendimento e falta de serviços especializados. Saúde, segurança pública, educação, assistência social, Ministério Público, Defensoria e Judiciário devem atuar mediante protocolos comuns, evitando que a vítima tenha de repetir sua história e reviver a violência em cada instituição que procura. Entretanto, nenhuma política será completa se agir somente depois da agressão. A violência começa muito antes do feminicídio, por meio de ameaças, humilhações, controle financeiro, isolamento, ciúme possessivo e vigilância constante. Por isso, precisamos investir na educação de crianças e adolescentes, na formação continuada dos agentes públicos e em programas de reflexão e responsabilização dos autores de violência. Os grupos reflexivos para homens não substituem investigação, medidas protetivas ou punição. Eles complementam a resposta estatal, confrontando comportamentos abusivos e ajudando a impedir a repetição e o agravamento da violência. Prender pode ser necessário; proteger é urgente; prevenir é indispensável. Que o feminicídio seja, sim, um critério para a escolha dos nossos representantes. Mas que a cobrança não termine nas urnas. Cada governo deve apresentar metas verificáveis, orçamento executado, expansão da rede de atendimento e redução efetiva dos índices de violência. A defesa da vida das mulheres não pode ser apenas discurso eleitoral. Deve constituir compromisso diário, duradouro e eficaz de toda a sociedade e, sobretudo, daqueles que recebem o dever de governar. Jefferson Dias Chaves é Delegado da Polícia Civil há 25 anos, atua em Mato Grosso e é voluntário no projeto “Papo de Homem para Homem”.
Ex-prefeito de Vila Rica defende Wellington e diz que senador nunca pediu contrapartida por recursos
Abmael Borges afirma que, durante oito anos à frente da Prefeitura, recebeu apoio de Wellington Fagundes sem qualquer pedido de vantagem e vê motivação política nas acusações feitas contra o senador O ex-prefeito de Vila Rica Abmael Borges (PL) saiu em defesa do senador e candidato ao Governo de Mato Grosso Wellington Fagundes (PL) após acusações feitas pelo ex-prefeito de Porto Alegre do Norte Daniel do Lago (PSDB). Daniel afirmou, em entrevista a um podcast, que integrantes ligados à equipe de Wellington teriam cobrado propina após a liberação de recursos destinados a uma obra no município. A acusação foi negada pela assessoria do senador. Até o momento, segundo as informações divulgadas publicamente, não foram apresentados nomes dos supostos responsáveis pela cobrança nem decisão judicial que confirme a acusação. “Wellington nunca me pediu nada em troca” Abmael Borges, que administrou Vila Rica por dois mandatos, afirmou que sua experiência com Wellington foi completamente diferente. O ex-prefeito declarou que, durante os oito anos em que esteve à frente da Prefeitura, buscou recursos e manteve relação institucional com parlamentares, mas nunca recebeu qualquer pedido de dinheiro ou vantagem em troca. Abmael afirmou: “O senador Wellington nunca me pediu nada em troca, nunca paguei um centavo de propina.” Segundo ele, isso também nunca aconteceu com outros parlamentares com quem manteve relação durante sua gestão. Abmael classificou a acusação contra Wellington como parte de uma disputa política. Ex-prefeito diz que Wellington ajudou Vila Rica Na entrevista, Abmael também destacou ações de Wellington em benefício do município. Segundo ele, o senador participou de articulações para garantir recursos e destravar investimentos importantes para Vila Rica. Entre os exemplos citados está a atuação relacionada à travessia urbana do município. Abmael também lembrou do período da pandemia da Covid-19, quando as prefeituras enfrentavam queda de arrecadação e aumento das despesas. Segundo o ex-prefeito, Wellington teve participação em articulações que ajudaram os municípios a receber recursos naquele período. Para Abmael, a atuação do senador sempre teve um perfil municipalista. O que Daniel do Lago acusa Daniel do Lago afirmou que integrantes ligados à equipe de Wellington teriam solicitado propina depois da liberação de recursos para uma obra em Porto Alegre do Norte. Segundo a versão apresentada por Daniel, ele teria se recusado a aceitar a suposta cobrança e posteriormente enfrentado problemas políticos dentro do PL. A assessoria de Wellington rejeita essa versão. Segundo a defesa política apresentada pelo grupo do senador, Daniel não identificou publicamente quem teria feito a suposta cobrança. Abmael atribui acusação a disputa eleitoral Abmael também relacionou o episódio ao cenário político atual. Daniel do Lago hoje está filiado ao PSDB, é candidato a deputado estadual e apoia o governador Otaviano Pivetta (Republicanos). Já Abmael é candidato a deputado estadual pelo PL, mesmo partido de Wellington. Na avaliação do ex-prefeito de Vila Rica, a acusação estaria inserida em um ambiente de forte disputa eleitoral. Ele também afirmou que Daniel teve passagem curta pelo PL e enfrentou divergências internas relacionadas às eleições municipais de 2024. Caso ganha repercussão em eleição apertada O episódio ocorre justamente em um momento em que Wellington Fagundes e Otaviano Pivetta disputam voto a voto o Governo de Mato Grosso. Pesquisas recentes mostram os dois candidatos em situação competitiva, com alternância na liderança numérica e cenários de empate técnico. Por isso, qualquer acusação envolvendo um dos principais candidatos tende a ganhar forte repercussão durante a campanha. Ao mesmo tempo, é importante diferenciar claramente o que é acusação, o que é defesa política e o que já foi efetivamente comprovado. No caso atual, existe uma denúncia feita por Daniel do Lago, uma negativa da assessoria de Wellington e agora o depoimento de Abmael Borges afirmando que, durante dois mandatos como prefeito, nunca viveu situação semelhante. Palavra de um ex-prefeito entra no debate A fala de Abmael chama atenção justamente porque parte de alguém que esteve durante oito anos à frente de uma prefeitura e que afirma ter mantido relação direta com Wellington na busca de recursos federais. O depoimento não encerra a discussão sobre a acusação feita por Daniel, mas acrescenta um contraponto importante. De um lado, um ex-prefeito apresenta uma denúncia. Do outro, outro ex-prefeito afirma que recebeu apoio do senador durante anos e nunca foi procurado para qualquer tipo de contrapartida. Agora, cabe ao eleitor acompanhar os desdobramentos e separar as versões políticas dos fatos que eventualmente venham a ser comprovados. Fonte: RDNews, com informações das declarações de Abmael Borges e da manifestação da assessoria de Wellington Fagundes.
Eleições 2026 devem reservar surpresas em Mato Grosso e novos nomes entram no radar para a Assembleia
Deputados com mandato largam com vantagem, mas presença regional, proximidade com o eleitor e domínio das redes sociais podem mudar o jogo na disputa pelas 24 cadeiras da ALMT As eleições de 2026 em Mato Grosso entram em uma fase em que experiência política, estrutura partidária e força de mandato começam a ser confrontadas por um novo comportamento do eleitor. Na disputa pela Assembleia Legislativa, muitos dos atuais deputados aparecem naturalmente em posição de vantagem. São parlamentares que tiveram quatro anos para ampliar bases, destinar recursos, estabelecer relações com prefeitos e vereadores e manter estruturas políticas em diferentes regiões do Estado. Mas esta eleição também apresenta espaço para novos nomes. A facilidade proporcionada pelas redes sociais para estabelecer contato direto com a população, o fortalecimento de candidaturas regionais e uma cobrança maior por políticos presentes mesmo depois das eleições podem produzir resultados diferentes daqueles considerados previsíveis no início da campanha. É nesse cenário que algumas candidaturas começam a chamar atenção. Governo também mostra que eleição está longe de estar definida A indefinição não está restrita à Assembleia. Na disputa pelo Governo de Mato Grosso, Wellington Fagundes (PL) e Otaviano Pivetta (Republicanos) protagonizam uma das principais batalhas eleitorais do Estado. A Quaest divulgada em 25 de agosto mostrou Wellington numericamente à frente, com 27%, contra 23% de Pivetta. Pela margem de erro de três pontos percentuais, os dois estão tecnicamente empatados. Natasha Slhessarenko (PSD) aparece com 8%. O confronto também representa uma disputa política maior. Pivetta defende a continuidade do grupo que atualmente ocupa o Palácio Paiaguás, enquanto Wellington tenta consolidar sua candidatura como alternativa ao atual ciclo político. O resultado ainda está completamente aberto. E a mesma lógica vale para a Assembleia Legislativa. Quem tem mandato começa na frente Disputar uma cadeira na ALMT contra deputados que já exercem mandato exige muito mais do que uma boa campanha. Os atuais parlamentares possuem estrutura política, equipes, lideranças municipais, visibilidade e resultados para apresentar. Durante quatro anos, tiveram condições de construir relacionamentos em dezenas de municípios e fortalecer suas bases eleitorais. Essa vantagem existe e continuará tendo peso nas urnas. Por outro lado, possuir mandato não significa reeleição automática. O eleitor passou a cobrar algo que vai além de emendas e discursos: presença. O desafio de não se transformar em político de gabinete Durante uma campanha, praticamente todos os candidatos vão às ruas. Visitam bairros, participam de reuniões, entram em casas, conversam com comerciantes, ouvem lideranças e procuram estar próximos da população. Depois da eleição, essa relação nem sempre continua. Alguns acabam se tornando aquilo que popularmente ficou conhecido como “político de gabinete”: distante da população e acessível apenas através de assessores. Nas eleições de 2026, essa distância pode ter um custo maior. Isso porque o eleitor acompanha a rotina política diariamente pelo celular. Hoje, é possível saber onde um parlamentar esteve, quais projetos apresentou, que problemas está discutindo e, principalmente, se continua mantendo contato com a população depois de eleito. Max Russi aposta justamente na presença Dentro desse cenário, o presidente da Assembleia Legislativa, Max Russi (Podemos), demonstra uma estratégia diferente. Mesmo ocupando um dos cargos mais relevantes da política estadual, Max tem investido em presença territorial, percorrendo diferentes regiões de Mato Grosso e trabalhando pelo fortalecimento da chapa do Podemos. O próprio presidente estadual da legenda vem defendendo publicamente a ampliação da bancada do partido na Assembleia. É um exemplo de como mandato, estrutura e presença podem caminhar juntos. Mas, enquanto candidatos experientes tentam manter suas posições, novos nomes buscam ocupar espaços que continuam abertos. Priscila Dourado entra no radar no Vale do Araguaia Entre os nomes que merecem atenção na corrida pela Assembleia está Priscila Dourado (Podemos), de Alto Araguaia. Sua ligação com o município não começou na política. Alto Araguaia é onde estão suas raízes. Sua família é da cidade. Foi ali que Priscila cresceu, estudou, trabalhou, construiu amizades, desenvolveu sua trajetória profissional e formou sua vida familiar. É também onde continua morando. Esse fator pode ter importância eleitoral porque cria uma relação de pertencimento difícil de construir apenas durante uma campanha. Para Priscila, Alto Araguaia não representa apenas uma base de votos. Representa sua própria história. Da suplência à experiência na Assembleia Priscila também chega à disputa de 2026 com uma experiência diferente daquela vivida na eleição anterior. Depois de obter uma votação expressiva principalmente em sua região, ficou na suplência e posteriormente teve a oportunidade de assumir uma cadeira na Assembleia Legislativa. Essa passagem pelo Parlamento estadual acrescentou experiência política à sua trajetória e permitiu que conhecesse de perto o funcionamento da Casa onde são discutidos orçamento, investimentos, fiscalização e políticas públicas estaduais. Agora, o desafio é maior. Ela precisa transformar sua identificação com Alto Araguaia em uma candidatura com alcance regional. O Vale do Araguaia é o principal caminho de expansão Do ponto de vista eleitoral, o crescimento de Priscila passa necessariamente pelo Vale do Araguaia. O desafio é fazer com que municípios da região enxerguem sua candidatura não apenas como representante de Alto Araguaia, mas como uma possibilidade de voz regional dentro da Assembleia Legislativa. É uma construção que exige presença, organização política, alianças municipais e capacidade de apresentar pautas que façam sentido para diferentes cidades. É justamente nesse aspecto que sua campanha vem procurando se posicionar. Entre as bandeiras apresentadas estão assistência social, saúde, habitação, proteção às mulheres, combate à violência, turismo e desenvolvimento regional. São temas que também dialogam com sua própria trajetória. Vida cotidiana vira componente político Outro elemento que chama atenção é a forma como Priscila procura construir sua comunicação. Em vez de apresentar apenas reuniões políticas e discursos, sua estratégia também expõe elementos da vida cotidiana. Ela continua vivendo em Alto Araguaia, convivendo com familiares, amigos, comerciantes e moradores que fizeram parte de sua história antes mesmo de qualquer candidatura. Na era digital, isso ganhou importância. O eleitor passou a conhecer não somente propostas, mas também a personalidade e o comportamento daquele que pede seu voto. A distância entre vida pública e vida cotidiana ficou menor. E candidatos
Augusto Cury promete cortar até 10 ministérios, aumentar imposto das bets e levar telemedicina ao SUS
Candidato do Avante também defendeu revisão de cargos comissionados, uso de inteligência artificial na máquina pública, estímulo a microempresas e descartou uma nova reforma da Previdência. O candidato à Presidência da República Augusto Cury (Avante) apresentou neste sábado (29) algumas das principais propostas de seu plano de governo durante entrevista concedida à Globo. Entre os pontos defendidos estão o corte de até 10 ministérios, aumento da tributação sobre empresas de apostas esportivas, ampliação da telemedicina no Sistema Único de Saúde (SUS), revisão de cargos comissionados e maior utilização de inteligência artificial na administração pública. A entrevista foi conduzida pelos jornalistas Renata Vasconcellos e César Tralli, dentro da série com candidatos à Presidência realizada pela emissora. Cury quer cortar de 8 a 10 ministérios Ao ser questionado sobre a estrutura do Governo Federal, Augusto Cury afirmou que pretende reduzir o número de ministérios. Segundo ele, entre oito e dez pastas poderiam ser extintas, mas os ministérios que seriam atingidos ainda não foram definidos. O candidato afirmou que antes pretende fazer uma análise detalhada da estrutura do governo. Ao mesmo tempo, Cury defendeu a criação de um Ministério da Segurança Pública e também de uma estrutura específica voltada para Inteligência Artificial e Robótica. Bets poderiam pagar pelo menos 50% de imposto Outro ponto defendido pelo candidato foi o aumento da tributação das empresas de apostas, as chamadas bets. Cury afirmou que considera baixa a atual carga tributária sobre o setor e defendeu uma taxação de pelo menos 50%. Segundo ele, o aumento dessa arrecadação poderia ajudar no equilíbrio das contas públicas e na redução da dívida. O candidato também citou como medidas econômicas: revisão de aproximadamente 50 mil cargos comissionados; auditoria na administração pública; revisão de contratos governamentais; incentivo à criação de 10 milhões de microempresas. Uso de inteligência artificial para reduzir gastos Augusto Cury também afirmou que pretende digitalizar parte da máquina pública. A proposta inclui utilização de inteligência artificial para melhorar processos administrativos e reduzir custos. Segundo o candidato, a combinação dessas medidas poderia gerar entre R$ 150 bilhões e R$ 200 bilhões em aumento de receitas e redução de despesas. Sobre mudanças no arcabouço fiscal, no entanto, Cury evitou apresentar uma proposta fechada e afirmou que ainda está estudando o assunto. Salário mínimo Cury também falou sobre a política de valorização do salário mínimo. O candidato defendeu reajuste anual correspondente à inflação mais 1% de ganho real. Segundo ele, sua expectativa seria conseguir elevar o salário mínimo entre 50% e 60% ao longo de quatro anos, caso sua política econômica alcançasse os resultados projetados. Cury quer 80% das consultas básicas do SUS por telemedicina Uma das propostas que mais chamou atenção durante a entrevista foi a relacionada à saúde. Augusto Cury defendeu que até 80% das consultas básicas do SUS sejam realizadas por teleatendimento. Segundo ele, atendimentos considerados mais complexos continuariam sendo realizados presencialmente. O candidato afirmou que a tecnologia poderia permitir atendimento médico durante 24 horas, inclusive para pacientes que vivem em regiões mais afastadas. A proposta, porém, enfrenta questionamentos. De acordo com a reportagem do g1, regras atuais do Conselho Federal de Medicina (CFM) estabelecem limitações para que consultas presenciais sejam substituídas pela telemedicina da forma proposta pelo candidato. Relação com empresa de telemedicina Durante a entrevista, Cury também foi questionado sobre sua relação com uma empresa do setor. O candidato já foi sócio de uma companhia de telemedicina até 2023 e também atuou como embaixador da empresa. Questionado sobre possível conflito de interesses entre essa relação e sua proposta para o SUS, ele negou qualquer irregularidade e afirmou que atualmente não possui mais vínculo com a empresa. Não pretende fazer nova reforma da Previdência Augusto Cury afirmou ainda que não pretende realizar uma nova reforma da Previdência. Mesmo reconhecendo dificuldades no sistema previdenciário, ele disse que sua estratégia seria aumentar a produtividade da economia com uso de tecnologia, inteligência artificial, robótica e estímulo ao empreendedorismo. O candidato voltou a defender a criação de milhões de microempresas como forma de aumentar o número de trabalhadores e empresas contribuindo com a Previdência. Reforma tributária ainda sem proposta definida Ao ser questionado sobre possíveis alterações na reforma tributária, Cury não apresentou mudanças concretas. Ele afirmou que ainda está discutindo o tema com especialistas e demonstrou preocupação principalmente com os efeitos do IBS (Imposto sobre Bens e Serviços) sobre o fluxo de caixa de pequenas e microempresas. Segundo o candidato, ainda será necessário avaliar os impactos do novo sistema antes de definir mudanças. Avaliação de servidores públicos Outra proposta apresentada envolve a criação de indicadores para avaliar o desempenho dos servidores públicos. Cury defendeu que funcionários públicos tenham metas e critérios de desempenho semelhantes aos utilizados na iniciativa privada. Ele não afirmou, porém, se servidores com resultados considerados insatisfatórios poderiam ser demitidos. Segundo o candidato, aqueles que apresentassem baixo desempenho deveriam receber treinamento e ferramentas para melhorar sua atuação. Principais propostas apresentadas por Augusto Cury Durante a entrevista, o candidato defendeu: corte de 8 a 10 ministérios; criação de um Ministério da Segurança Pública; criação de estrutura voltada à inteligência artificial e robótica; tributação das bets em pelo menos 50%; revisão de aproximadamente 50 mil cargos comissionados; incentivo à criação de 10 milhões de microempresas; ampliação da telemedicina no SUS; valorização real do salário mínimo; uso de inteligência artificial no serviço público; manutenção do atual sistema previdenciário sem nova reforma; avaliação de desempenho dos servidores. Apesar de apresentar diversas diretrizes, em alguns temas Augusto Cury ainda não detalhou como pretende implementar suas propostas, especialmente em relação ao corte de ministérios, mudanças no arcabouço fiscal e ajustes na reforma tributária. Fonte: g1 MT Urgente News
Portão do Inferno: milhões já foram gastos, projeto foi abandonado e solução definitiva continua sem sair do papel
Problema na MT-251 se arrasta desde 2023. Estado começou obra de quase R$ 30 milhões, executou cerca de 26% do serviço, abandonou o projeto e agora aposta em túnel estimado em R$ 72,5 milhões, que ainda depende de nova contratação e licenciamento ambiental. O problema do Portão do Inferno, na MT-251, entre Cuiabá e Chapada dos Guimarães, já atravessou anos, mudanças de projeto, interdições, licenciamento ambiental, disputas técnicas e milhões de reais em investimentos. Mesmo assim, para quem utiliza a rodovia, a principal pergunta continua praticamente a mesma: quando haverá uma solução definitiva para o trecho? Nos últimos dias, o governador Otaviano Pivetta (Republicanos) voltou a cobrar o Ibama e classificou a demora para a liberação das intervenções como um “castigo” para moradores de Chapada dos Guimarães e usuários da MT-251. Mas a história do Portão do Inferno é mais longa e complexa do que a atual espera por uma licença ambiental. Antes do projeto do túnel, o Governo de Mato Grosso já havia contratado, iniciado e pago parte de outra obra no mesmo trecho. Essa primeira solução acabou sendo abandonada. Tudo começou a se agravar no fim de 2023 Os problemas ganharam maior dimensão em dezembro de 2023, quando deslizamentos e desprendimentos de blocos rochosos aumentaram o risco para motoristas que utilizam a MT-251. O próprio estudo técnico da Sinfra apontava uma situação considerada potencialmente grave no maciço rochoso do Portão do Inferno, com risco à segurança de quem passava pela rodovia. Desde então, moradores de Chapada, empresários, trabalhadores e turistas passaram a conviver com restrições, interdições e incertezas no principal acesso entre a Capital e um dos maiores destinos turísticos de Mato Grosso. Primeira solução custaria R$ 29,5 milhões Em março de 2024, o Governo do Estado decidiu contratar emergencialmente a empresa Lotufo Engenharia e Construções para executar intervenções no Portão do Inferno. O contrato inicial foi firmado por aproximadamente: R$ 29,58 milhões. A contratação ocorreu por dispensa de licitação e previa, entre outros serviços, o chamado retaludamento do paredão. De maneira simples, o plano previa cortar e modificar parte da encosta, afastando a nova pista da área considerada mais perigosa. Naquele momento, essa foi apresentada como a solução escolhida pelo Estado para enfrentar o problema. Ibama chegou a autorizar o primeiro projeto Um ponto importante para entender a atual discussão é que a primeira solução chegou a obter autorização ambiental federal. O projeto de retaludamento recebeu do Ibama a Licença de Instalação nº 1.489/2024, em junho de 2024. A obra efetivamente começou em 26 de agosto de 2024. Máquinas entraram na região, vegetação foi retirada, terraplanagem foi executada e parte da intervenção saiu do papel. Portanto, não se tratou apenas de um projeto anunciado. Houve execução física e utilização de recursos públicos. Aproximadamente R$ 9,3 milhões foram pagos Quando o Governo decidiu abandonar o retaludamento, aproximadamente 26,42% dos serviços previstos haviam sido executados. Os pagamentos realizados à empresa chegaram a aproximadamente: R$ 9,38 milhões Os números foram atribuídos à própria Sinfra quando a paralisação do projeto veio a público. Reportagens da época também apontaram que, com alterações e aditivos, o valor contratual relacionado ao projeto havia aumentado em relação aos R$ 29,5 milhões inicialmente previstos. Ou seja, milhões de reais foram aplicados em uma solução que não seria concluída. Governo reconheceu que projeto não era mais viável Em junho de 2025 ocorreu uma mudança decisiva. Depois de meses de obras, novos levantamentos levaram o Governo de Mato Grosso a abandonar a proposta de retaludamento. A própria administração estadual reconheceu problemas nos estudos que haviam embasado a intervenção e concluiu que continuar com aquela solução não seria tecnicamente adequado. Assim, a obra que havia começado em agosto de 2024 foi interrompida. Foi então apresentada uma nova alternativa: construir um túnel. Na prática, Mato Grosso voltou à etapa de buscar outra solução definitiva para o mesmo problema. Túnel passa a ser a nova promessa de solução A Sinfra passou então a trabalhar com a construção de um túnel em pista dupla, com acostamento e pavimentação de concreto. Documentos oficiais da secretaria confirmam que a nova concepção substituiu o projeto de retaludamento. A intervenção completa deverá alcançar aproximadamente 513 metros, incluindo túnel e acessos. O túnel propriamente dito terá cerca de 170 metros. O valor estimado atualmente para a nova solução é de aproximadamente: R$ 72,5 milhões Portanto, além dos aproximadamente R$ 9,3 milhões já pagos na solução anterior, o Estado passou a trabalhar com um novo empreendimento estimado em mais de R$ 72 milhões. Isso não significa, entretanto, que os dois valores devam simplesmente ser somados como se todo o dinheiro já tivesse sido gasto. Os R$ 72,5 milhões são uma estimativa para a nova obra, enquanto os cerca de R$ 9,3 milhões correspondem a pagamentos já realizados no projeto anterior. Essa diferença precisa ficar clara. Primeira licitação para o túnel fracassou Outro capítulo da história ocorreu em 2026. O Governo abriu licitação para contratar a empresa responsável pelo projeto e execução do túnel. Apenas um grupo apresentou proposta: o Consórcio TB-ETEL. O consórcio, porém, foi inabilitado por não atender requisitos econômico-financeiros previstos no edital. Com isso, em maio de 2026, a licitação foi declarada fracassada. Não houve empresa vencedora. A Sinfra informou então que revisaria os dados técnicos para abrir um novo processo de contratação. Anteprojeto foi revisto e aprovado Em julho deste ano, a Sinfra aprovou uma nova versão do anteprojeto. O documento manteve a solução do túnel e estabeleceu o valor de referência em aproximadamente R$ 72,5 milhões. Porém, aprovação de anteprojeto não significa obra iniciada. Ainda existem etapas para que máquinas efetivamente comecem a construir o túnel. Entre elas estão contratação e licenciamento ambiental. E onde entra o Ibama? É justamente aqui que começa a atual disputa. Como a intervenção ocorre dentro de uma área ambientalmente sensível e relacionada ao Parque Nacional da Chapada dos Guimarães, o processo passou pela esfera federal. Em julho, o Ibama assumiu a responsabilidade pelo licenciamento ambiental das intervenções no trecho. O Governo afirma que aguarda a autorização necessária
Ponte Júlio Müller será interditada neste fim de semana para obras do BRT
Bloqueio no sentido Várzea Grande–Cuiabá ocorrerá das 8h às 16h de sábado e domingo; motoristas terão rotas alternativas A ponte Júlio Müller terá o tráfego interrompido no sentido Várzea Grande–Cuiabá neste sábado (29.8) e domingo (30.8), das 8h às 16h. A medida foi adotada para permitir a execução de uma nova camada de pavimento destinada à circulação dos veículos do Sistema BRT. De acordo com a Secretaria de Estado de Infraestrutura e Logística (Sinfra), o serviço consiste na aplicação de uma capa de asfalto especial, produzida com polímeros, que integra as intervenções necessárias para adequar a estrutura à futura operação do sistema de transporte coletivo. A escolha do fim de semana para a realização do trabalho busca reduzir os impactos sobre o fluxo de veículos, já que a ponte é uma das principais ligações entre Várzea Grande e Cuiabá. Durante a interdição, os motoristas que precisarem se deslocar para Cuiabá poderão utilizar a Alameda Júlio Müller, seguindo em direção à ponte Sérgio Motta. Outra alternativa será acessar a Avenida Dom Orlando Chaves e, posteriormente, utilizar a Ponte Nova. A orientação é para que os condutores programem o deslocamento com antecedência, fiquem atentos à sinalização instalada na região e escolham as rotas alternativas para evitar congestionamentos durante o período de execução dos serviços.